Diocese de Guarulhos

SÃO PAULO - BRASIL

“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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Pastoral da Sobriedade realiza projeto de divulgação da pastoral nas paróquias

No dia 10 de Junho foi a vez da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cocaia, no qual o Pe. Marcos Vinícius abraçou projeto e acolheu a equipe diocesana. Graças a divulgação e convocação do padre a todas as pastorais o evento foi um sucesso.

Este Projeto é importante para que toda comunidade Paroquial tenha conhecimento do trabalho que a igreja oferece ás famílias com total privacidade.

A Equipe diocesana está empenhada na apresentação deste projeto a todas as Paróquias . Para isso contamos com o acolhimento e apoio dos nossos Padres.

A próxima apresentação será na Capela Nossa Senhora da Pureza da Paróquia São Geraldo no dia 24 de junho de 2024 ás 19:30hs.

 

Coord. Diocesano: Luiz R. Delgado

Projeto de divulgação Pastoral da Sobriedade
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Diocese realiza palestra sobre boas práticas na manipulação de alimentos

Em parceria com a prefeitura de Guarulhos, a Diocese realizou na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, no CDP (Centro Diocesano de Pastoral), uma palestra sobre a boa prática na manipulação de alimentos, voltada para agentes de pastorais e responsáveis de festas e quermesses das paróquias da Diocese.

A palestra tem o objetivo de reduzir o risco de doenças associadas ao consumo de alimentos e a fim de apresentar formas seguras de prepará-los, bem como as principais regras da Vigilância Sanitária.

De acordo com a palestra, procedimentos incorretos de manipulação de alimentos podem causar as chamadas doenças transmitidas por água e alimentos (DTAs) contaminados. A salmonelose, infecção causada pela bactéria salmonella, é uma delas. Na palestra foram abordadas as DTAs, noções de microbiologia e contaminação, manejo correto dos resíduos, instalações físicas e equipamentos, bem como a importância da saúde e da higiene dos manipuladores de alimentos.

A palestrante foi a nutricionista Fernanda Medeiros, que faz parte da vigilância sanitária da prefeitura de Guarulhos, e ministrou a palestra na presença de pouco mais de 40 pessoas enviadas pelas paróquias da Diocese para a conscientização deste importante tema.

Confira algumas fotos da palestra:

Palestra - Boas Práticas na Manipulação de Alimentos
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Destaques Diocese

Santa Missa de Envio do Padre Salvador

A Catedral N. Sra. da Conceição dos Guarulhos celebrou neste domingo 9 de junho, a Santa Missa de Envio Missionário do Padre Salvador M. Rodrigues de Brito em missão para a Diocese de Barra do Garças, no Mato Grosso, ele será pároco em duas cidades Torixoréu e Ribeirãozinho .

A Santa Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Edmilson Amador Caetano e concelebrada pelos Padres: Salvador Maria Rodrigues, Leonardo Henrique ,vigário da catedral, Marcelo Dias, pároco da Paróquia São Pedro e pelos diáconos: Willian, Guilherme, Edson, Everton e Sílvio, tivemos a presença na assembleia ,dos familiares do padre Salvador e também de vários religiosos e consagrados.

Após a comunhão , Pe. Salvador agradeceu a todos pela presença e pediu nossas orações para sua nova missão.

 

Confira as fotos da missa de envio do padre:

Missa de Envio do Padre Salvador
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Manhã de Oração do Clero

“Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que eu Vos ame cada vez mais!”

O Clero da Diocese de Guarulhos, sob o pastoreio de Dom Edmilson Amador Caetano, realizou no dia 07 de junho de 2024 na Capela do Seminário Diocesano Imaculada Conceição, a tradicional manhã de oração do clero no dia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

A reflexão sobre a importância de cuidar e deixar-se cuidar foi conduzida pelo Padre Jorge, da região episcopal Ipiranga da Arquidiocese de São Paulo. A partir dos exemplos de vida pessoal, como o cuidado com a mãe até o fim da vida terrena; o cuidado com os sacerdotes idosos e com outras necessidades na casa São Paulo, Padre Jorge ressaltou aspectos da mensagem do Dia Mundial de Orações pela Santificação do Clero 2024 a partir do texto bíblico Mateus 15-19.

Recordou também a importância das dimensões da vida presbiteral no clero diocesano:  A identificação com Jesus, o Bom Pastor;  A valorização da vida no presbitério;  A comunhão com o bispo e a Prática da Caridade Pastoral. Somos chamados a amar e não a gostar do outro, concluiu o sacerdote.

Após a reflexão, o bispo Dom Edmilson diante do Santíssimo Sacramento convidou os sacerdotes, diáconos e seminaristas a um breve momento de deserto e oportunidade de confissão pessoal.

A benção do Santíssimo Sacramento e os agradecimentos, concluíram a manhã de oração.

Confira algumas fotos do momento:

Manhã de Oração do Clero
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86ª Assembleia Regional dos Bispos – CNBB Sul 1

Na manhã de quinta-feira, dia 6 de junho, o episcopado paulista concluiu a agenda da 86ª edição da Assembleia Regional dos Bispos.

O encontro que ocorreu desde a última terça-feira, dia 4, reuniu o episcopado paulista no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba. Junto aos bispos, os padres coordenadores de pastoral das 36 dioceses e 6 arquidioceses paulistas, e lideranças pastorais, refletiram assuntos importantes em prol da ação evangelizadora.

A metodologia de “Conversa no Espírito”, adotada pelo Papa Francisco no Sínodo dos Bispos sobre a Sinodalidade, em outubro do ano passado, e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em sua Assembleia Geral, no mês de abril de 2024, compôs a programação da Assembleia episcopal paulista.

O tema de estudo “Teologia do Domínio: desafios e perspectivas na ação evangelizadora”; o Jubileu 2025 “Peregrinos da Esperança”; o Sínodo dos Bispos; e o envio missionário do Pe. Salvador
Maria Rodrigues de Brito, do clero de Guarulhos, para a Diocese de Barra dos Garças (MT), que aconteceu na manhã de hoje, marcaram a 86ª Assembleia Regional dos Bispos.

“Reafirmamos o nosso compromisso eclesial realizando o serviço de amor na construção de uma sociedade mais justa e fraterna”, destacou o arcebispo de Sorocaba e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Júlio Endi Akamine, ao motivar que “Concluímos com gratidão essa 86ª Assembleia”, agradecendo os presentes.

 

Fonte e Fotos: Comunicação Regional Sul 1

 

Confira algumas fotos da Assembleia Regional dos Bispos:

86ª Assembleia Regional dos Bispos
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CNBB Destaques Diocese

Regional Sul 1 da CNBB envia padre missionário para diocese no Mato Grosso

O último dia da 86ª Assembleia Regional, encontro que reuniu bispos e lideranças eclesiais do Estado de São Paulo, foi marcado pelo envio missionário do Pe. Salvador Maria Rodrigues de Brito, do clero de Guarulhos, para Barra do Garças, no Mato Grosso. A experiência faz parte de convênio das Igrejas Particulares paulistas com a Diocese mato-grossense.

Em Celebração Eucarística, na manhã de quinta-feira, 6 de junho, o presidente do Regional Sul 1 e arcebispo de Sorocaba, Dom Julio Endi Akamine, resgatou o itinerário percorrido durante o encontro; passando pelo estudo acerca da teologia do domínio e da denúncia de “uma forma estranha de ecumenismo do ódio”.

Considerando a dinâmica sinodal de conversa no Espírito, experimentada entre a sexta e a sétima sessão da Assembleia, Dom Julio recordou que “mais do que nunca a Ação Evangelizadora no Regional Sul 1 precisa estar ancorada em Cristo”. Sublinhando que foi por amor a Deus e ao próximo que Jesus morreu na Cruz, o arcebispo de Sorocaba destacou que é o próprio Filho que revela o Pai. “A nossa Assembleia foi um impulso a nos concentrarmos no essencial que é Cristo. Ela apontou para um compromisso sinodal e para uma esperança que não decepciona”, concluiu o presidente do Regional Sul 1.

Gratidão
Dom Julio, ainda falando sobre os resultados da Assembleia, reafirmou um dos compromissos do episcopado paulista: a missão. O envio do Pe. Salvador à Diocese de Barra do Garças personaliza esse compromisso. “Nós não podemos oferecer do que está sobrando. Isso que é a verdadeira caridade; a caridade missionária”, disse o bispo diocesano de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

O convênio missionário do Regional Sul 1 com a Diocese mato-grossense começou a ser estabelecido a partir de fala do bispo de Barra do Garças, Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos. “Quero agradecer os senhores, primeiro, pela oportunidade da escuta. Deus lhes pague pelos preciosos e frutuosos momentos. Quero agradecer, também, pela ajuda efetiva de todos os bispos. Não posso deixar de mencionar a ajuda nos recursos humanos”, declarou Dom Paulo em vídeo enviado à Assembleia.

O bispo, na sequência da mensagem, igualmente mencionou a Diocese de São José do Rio Preto que, a partir do Instituto Imaculado Coração de Maria, de José Bonifácio, enviará missionários para aquela Região. “Continuamos com os desafios nessa terra de missão. A nossa carência continua sendo de recursos, mas nesse momento, de recursos humanos. O Regional Sul 1 e os bispos do Estado de São Paulo são aqueles que nos dão a mão nesses primeiros passos”, concluiu Dom Paulo Renato.

Testemunho
O Pe. Salvador, que seguirá para Barra do Garças, já viveu experiência, em dois períodos, no Continente Africano. Após o retorno ao Brasil, consideradas as situações de violência verificadas no primeiro trimestre de 2024, o presbítero colocou-se em oração e, em retiro pascal, decidiu declarar-se à disposição da experiência missionária do Regional Sul 1 da CNBB.

O padre assumirá, ainda no mês de junho, duas paróquias no Mato Grosso. Segundo ele, as sedes de cada Comunidade encontram-se distantes uma da outra cerca de 60 quilômetros. “Eu já estive em Barra do Garças e voltei com o coração ardendo. É um povo acolhedor, cheio de fé, que conta com um bispo apaixonado pela Igreja”, partilhou o missionário.

Elencando como maior desafio as distâncias territoriais, o Pe. Salvador sublinhou, como exemplo, que a sede da Diocese e Cuiabá, estão separadas por cerca de 500 quilômetros. “O bispo, uma vez por mês, se coloca nesse caminho para estar com os seminaristas que estudam na capital do Estado”, completou o presbítero. “A pessoa tem que se sentir vocacionada. Agradecemos a disponibilidade do Pe. Salvador que voltando, da África, disse querer continuar missionário Ad Gentes”, finalizou o bispo de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist, celebrando o envio do missionário no contexto da 86ª Assembleia Regional.

Fonte: Comunicação Regional Sul 1

Envio do Padre Salvador - CNBB Sul 1
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TRAGÉDIA CLIMÁTICA NO SUL

O país se une, através da Compaixão, para ajudar o próximo.

As cenas tristes mostradas sobre a tragédia do Rio Grande do Sul, custam sair da nossa cabeça. Pessoas desesperadas depois de perderem tudo, cidades ilhadas, famílias desoladas vivendo em abrigo provisório e até animais domésticos isolados nos telhados. Se essas imagens causam comoção em quem as assiste pela TV, imaginem o que elas podem causar na mente de quem está lá, vivendo o desfecho como vítimas da catástrofe. Mesmo com o fim das cheias dos rios e a limpeza das casas, pessoas tentam voltar à vida normal, mas se deparam com outro problema: as “cheias mentais” provocadas pela tragédia que não saem da memória. A simples lembrança provoca a revivência dos acontecimentos, num fenômeno conhecido como TEPT – Transtorno do Estresse pós-traumático.

Os eventos mais propensos a causar esse transtorno, são aqueles que invocam sentimentos de medo, desamparo ou horror. Os principais sintomas incluem a revivescência repetida do evento traumático sob a forma de lembranças invasivas (“flashbacks”). Por muito tempo, as vítimas, têm pesadelos envolvendo os acontecimentos e passam a ter dificuldades para dormir devido as crises de ansiedade. A atividade social também fica comprometida pois o indivíduo acometido desse transtorno perde o encantamento pela vida e se afasta dos amigos. Até mesmo a libido é afetada dificultando relacionamentos afetivos e sexuais. São louváveis as iniciativas em todo o país para ajudar as vítimas no aspecto da reconstrução das perdas materiais, mas a reconstrução da pessoa traumatizada, também é uma etapa necessária.

Algumas pessoas com TEPT, necessitam de tratamento psiquiátrico e Psicoterapia Cognitiva para ajudar na reconstrução do bem-estar emocional e promover a resiliência necessária na superação dos desafios. Certamente, existe um turbilhão de emoções e sentimentos represados na mente de quem passou por situações desse tipo, que precisam ser expressados e validados, principalmente nas crianças. Às vezes, na ânsia de querer ajudar, passamos a dar conselhos e a narrar nossas experiências pessoais de superação, na tentativa de encorajar o outro. Mas, temos que resistir a essa tendência automática, pois o papel principal de quem fornece apoio emocional é o de oferecer-se ao outro através da compaixão acolhendo cada palavra, cada lágrima, cada gesto. Não se preocupe em dizer nada, apenas ouça, afinal o que faz uma pessoa sentir-se melhor, não são as palavras que você diz, mas o tipo de conexão que você estabelece com ela. Escutar com o coração também é uma atitude concreta de amor.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos Liturgia

PREPARAÇÃO DA CELEBRAÇÃO

Ensaiar pra quê?

A liturgia é o modo através da qual a Igreja vive de Cristo e por Cristo, e faz os fiéis viverem para Cristo. Para que tudo isso aconteça através da ação litúrgica, é preciso que o mistério seja presença desde a preparação da equipe de liturgia, da equipe de cantores e instrumentistas e todos os envolvidos na ação celebrativa. Além da escolha dos cantos, há um outro requisito importante a ser considerado: a formação dos ministros e ministras da música ritual. Não basta ter boa vontade ou uma boa voz. É preciso uma formação e uma inserção numa comunidade, para que cantores e instrumentistas sejam ajudados a entrar no mistério e ser transformados por ele. A missão da equipe de música ritual é garantir a preparação da assembleia, para uma participação plena e consciente da liturgia através da música, como nos lembra a instrução do missal: “Compete ao cantor dirigir os diversos cantos, com a devida participação do povo”.

Nesta orientação, está implícita a dimensão sacramental do canto da Assembleia litúrgica: a unidade das vozes expressa a unidade da Igreja congregada no Espírito Santo. O canto da assembleia é, portanto, a manifestação externa da união dos corações na mútua caridade e o sinal da fraternidade espiritual entre os membros da assembleia reunida. Para cumprir sua missão, o canto não tem sentido na liturgia a não ser quando a comunidade se reúne, expressão do corpo místico do Senhor.

Os santos padres da Igreja, teólogos e pastoralistas dos primeiros séculos, nos alertam que o canto da assembleia seja uma participação real no canto celeste, pois os seres celestes também tomam parte do canto dos fiéis, na terra. Disso decorre o que vem descrito na conclusão do prefácio das Orações Eucarísticas, quando a assembleia celebrante é convocada a juntar sua voz à dos anjos e dos santos para cantar “a uma só voz” ao Deus três vezes santo. Afinal, enquanto peregrinos nesta terra, Deus nos permite experimentar essa realidade, na ação litúrgica, apesar de todos os limites humanos. Sobre o sentimento que gera uma comunidade que canta, São João Crisóstomo (Séc. IV), em uma de suas homilias, diz: “O salmo que acabamos decantar fundiu as vozes e fez subir um só canto, plenamente harmonioso: jovens e velhos, ricos e pobres, mulheres e homens, escravos e livres, todos não usaram senão de única voz”.

O ensaio das músicas em preparação à celebração é além de tudo um “estudo” musical e litúrgico para criar as condições técnicas e espirituais na ação do ministério a ser exercido, mas muitas comunidades e grupos estão deixando esta prática de lado. Porém, é através desta ação que ajudamos a assembleia dos cristãos a encontrar na liturgia o alimento de sua fé. O Papa João Paulo II, no Quirógrafo sobre a música litúrgica, nos encoraja a não improvisar quando se trata de música litúrgica.

“O aspecto musical das celebrações litúrgicas, portanto, não pode ser relegado nem à improvisação nem ao arbítrio de pessoas individualmente, mas há de ser confiado a uma direção harmoniosa, no respeito pelas normas e competências, como significativo fruto de uma formação litúrgica adequada”.

 

Caetana Cecília | Pe. Jair Oliveira

Comissão Diocesana de Liturgia / Música Liturgica

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Artigos Enfoque Pastoral

‘‘Alegria de servir e amar!’’

Em junho e julho em nossas comunidades são realizadas as tradicionais festas e quermesses. Acompanhamos a disponibilidade e alegria dos agentes de pastoral e de muitos batizados que se juntam para a realização deste evento para angariar fundos em nossas paróquias, que usam os recursos para construções, reformas e varias ações de evangelização. Um serviço simples, mas muito valoroso! As quermesses são festas realizadas nas igrejas em várias épocas do ano, principalmente em junho. A palavra, em sua origem (flamenga), significa feira de igreja ou feira beneficente e teve origem como festa do padroeiro de paróquias, ou até, no aniversário da igreja.

As festas juninas também nasceram em berço católico, na Europa, sendo uma forma de homenagem aos santos do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro. Ambas as festas tomaram grande proporção, por todo o mundo, e possuem várias formas de entretenimento, com tradições e celebrações. As festas nas comunidades não é um mero evento cultural ou ação entre amigos, mas sim expressão da ação do Espírito Santo que na unidade se desvela nas ações da Igreja de Jesus como momento de comunhão e ação de graças. O leigo é convidado a viver esse período de festas na Alegria do Evangelho, buscando a compreensão e a fraternidade, servindo e se colocando como porta aberta aos demais membros da comunidade eclesial.

Em 17 de maio foi realizada o CODIPA (Conselho Diocesano de Pastoral) com a presença de nosso bispo Dom Edmilson e representações das pastorais, movimentos, serviços e novas comunidades. Neste encontro se refletiu sobre a bula do papa Francisco do ano jubilar de 2025 e foram feitas escolhas de algumas ações para o engajamento de nossa Diocese no ano jubilar. Também em enfoque pastoral colocamos o dia de Corpus Christi celebrado em 30 de maio. Esta data é celebrada anualmente 60 dias depois da Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade (domingo seguinte ao Domingo de Pentecostes). A celebração de Corpus Christi foi marcada por procissões em nossas paróquias e comunidades, onde as pessoas puderam testemunhar e adorar o Corpo e Sangue de Cristo. A elaboração de tapetes coloridos e com flores para a passagem triunfal da Eucaristia é uma tradição surgida na Bélgica no século XIII. Hoje são utilizados borra de café, casca de ovo e muita serragem colorida para a criação dos tapetes, que servem de homenagem a passagem da procissão com o Santíssimo Sacramento

Realizemos com zelo e amor os diversos trabalhos que o Espírito Santo nos ilumina a fazer em nossas Igrejas e no mundo. Sempre na certeza que “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que Ele nos deu” (Rom. 5,5). Inspirados em Maria, Mãe de Deus e nossa, possamos bendizer a Deus por sua bondade e misericórdia manifestadas em nós quando servimos com amor e alegria o Seu Reino.

 

Pe. Marcelo Dias Soares

Coordenador Diocesano de Pastoral

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Artigos Voz do Pastor

‘‘A Esperança não decepciona’’ É o tema da Bula do Papa para 2025

No último dia 09 de maio Papa Francisco tornou pública a Bula “Spes non confundit” (A esperança não decepciona), com a qual convoca o Jubileu Ordinário de 2025 (Ano Santo): Peregrinos da Esperança.

O título da Bula é tirado do texto de Rm 5,1-11, onde a esperança pressupõe a fé, pois, diz Paulo:

“justificados pela fé estamos em paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança.” (Rm 5,1-2)

A fé é como a porta de entrada para se possuir a esperança que não decepciona. Afinal,

a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”  (Rm 5,5),

e Deus concede o Espírito Santo aos que lhe obedecem (cf At 5,32) e esta obediência, é a obediência da fé.

Inspirados nesta Bula pontifícia podemos continuar falando da oração na perspectiva de que falávamos no mês passado: a vivência da fé. Inspiremo-nos em Mt 14,22-33.

Os discípulos alegres e festivos pela multiplicação dos pães (cf  Mt 14,13-21) são forçados por Jesus a entrarem na barca e fazer a travessia (cf. Mt 14,22). A vida cristã, a vida do discípulo de Jesus não é um deter-se na festa, mas no combate da fé, no entrar na morte (da qual as águas são um símbolo). Jesus apresenta-se aos discípulos caminhando sobre as águas no meio da tempestade (cf Mt 14,25).  Jesus é vencedor sobre o mal e a morte. Os discípulos amedrontados (sem fé) dizem que é um fantasma, pois somente um fantasma pode estar no meio da morte (sem esperança de vida eterna). Jesus identifica-se como Aquele que é – SOU EU -, convidando-os à obediência da fé (a não ter medo) e o apóstolo Pedro quer fazer a experiência de caminhar sobre as águas, de caminhar por cima da morte, de entrar na morte experimentar a vida eterna (cf. Mt 14,28). De fato, Pedro caminha sobre as águas e vai ao encontro de Jesus (cf Mt 14,29). No entanto, ao se entregar à preocupação dos acontecimentos de morte (cf. Mt 14,30), começa a afundar. É que ao entregar-se ao medo da morte, deixa de olhar para Jesus e olha para si mesmo. Enquanto mantinha o olhar em Jesus caminhava sobre as águas. Ao deixar de viver a obediência da fé, deixa também de ter a esperança e entra no desespero.

Não deixemos de pedir em nossa oração que o Senhor nos conceda hoje ter a vida eterna e não afundarmos nos acontecimentos de morte. No entanto, devemos ter sempre os olhos fixos no Senhor Jesus, para deixarmo-nos conduzir por sua Palavra e vive-la no cotidiano da nossa existência. A vida eterna é para hoje. A esperança que não decepciona nos faz viver hoje e caminhar sobre a morte.

“…corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o autor e realizador da fé, Jesus…” (Hb 12,1-2)

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano