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CNBB realiza sua 62ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP) a partir do dia 15 de abril

Nesta semana, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia sua 62ª Assembleia Geral. De 15 a 24 de abril, os bispos de todo o Brasil estarão reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para dias de convivência, oração e definições importantes para a missão da Igreja Católica no país.

Órgão supremo da CNBB, a Assembleia Geral é “a expressão e a realização maior do afeto do colegial, da comunhão e da corresponsabilidade dos Bispos da Igreja no Brasil”. O Estatuto da CNBB estabelece que este órgão tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse encontro, são tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização.

Tema Central

O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses, pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e aprovado.

As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do Evangelho.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece nos primeiros dias de assembleia.

Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para 2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85 CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.

Programação

A programação diária dos bispos tem início às 8h, com a oração das Laudes, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. A primeira das quatro sessões diárias começará às 8h30 e a segunda às 11h. Já às 10h30, bispos definidos pela Presidência concedem entrevista coletiva à imprensa, com transmissão pelas redes sociais da CNBB.
À tarde, as sessões retornam às 15h, com a oração da Hora Média. Às 18h, os bispos celebram a Eucaristia com a oração das Vésperas, no altar central da basílica de Aparecida.

Nos primeiros dias, os bispos vivenciarão um retiro espiritual, com início na tarde do dia 15 de abril e conclusão com a Eucaristia, na noite de quinta-feira. Antes da celebração, prevista para 18h, os bispos rezarão o terço durante procissão do Centro de Eventos até a Basílica do Santuário Nacional.

No sábado e no domingo, as missas serão pela manhã: no dia 18, às 7h, e no dia 19, às 8h.

Quem participa

São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.

A Igreja Católica no Brasil possui 281 circunscrições eclesiásticas. O número de bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos. Destes, 373 estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

Para acompanhar

Será possível acompanhar o encontro dos bispos pelos meios de comunicação da CNBB e pelas emissoras de rádio e de TV de inspiração católica. A sessão de abertura, as coletivas de imprensa e as missas serão transmitidas ao vivo, tanto no canal da CNBB no Youtube, quanto nas emissoras de TV.

A Assessoria de Comunicação da CNBB vai levar ao público vários conteúdos especiais na cobertura da Assembleia Geral, tanto para o Portal da CNBB, quanto para as redes sociais e para os veículos de comunicação católicos. Confira abaixo a programação:

  • Live sobre a pauta do dia – 7h45
  • CNBB Confere – 9h
  • Coletiva de imprensa – 10h30
  • Podcast – 11h45
  • Boletim de Rádio para emissoras de inspiração católica- 17h
  • Boletim Igreja no Brasil – 19h

Fonte: CNBB.org.br

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CF 2026 CNBB Diocese

Encontro da Ampliada da Sub-Regional de São Paulo

Aconteceu nesta manhã de sábado dia 28 de fevereiro o Encontro da Ampliada da Sub-Regional de São Paulo, no auditório da PUC-SP, e contou com as presenças de bispos, padres coordenadores diocesanos de pastorais e leigos coordenadores do Sub-Regional São Paulo, composto pelas Dioceses de Santo André, Campo Limpo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santos, Santo Amaro, São Miguel Paulista e pela Arquidiocese de São Paulo, composta por seis regiões episcopais: Sé, Belém, Ipiranga, Santana, Lapa e Brasilândia, dentro da Província Eclesiástica São Paulo que integra o Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
 
Representando a Diocese de Guarulhos estiveram presentes o coordenador de pastoral, Padre Marcelo Dias, a coordenadora da CF na Diocese, Fabiana Guardão, os diáconos permanentes: Nelson Augusto, Antonio Calixto e Antonio Odilon; o representante do CNLB da Diocese, José Luiz e a equipe da CF da Diocese juntamente com o padre Frizzo.
 
A reunião contou com a assessoria do Pe. Antônio de Lisboa, que abordou o tema “Sinodalidade” e de Cláudio Vieira, que abordou o tema da “Campanha da Fraternidade 2026”.
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CF 2026 CNBB Diocese

1ª Romaria da Campanha da Fraternidade (CF) do Regional Sul 1 da CNBB

Aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2026, em Aparecida a 1ª Romaria da Campanha da Fraternidade (CF) do Regional Sul 1 da CNBB no Santuário Nacional de Aparecida.

O evento marcou a abertura da CF 2026, focada no tema “Fraternidade e Moradia”, reunindo representantes de Dioceses de São Paulo para oração e reflexão. Nossa Diocese esteve presente, juntamente com a Equipe Diocesana da Campanha e agentes pastorais, sobretudo representantes de grupos de rua, onde participaram da celebração eucarística e de um momento formativo preparado pela equipe regional.

Confira alguns registros da Romaria:

Romaria da CF 2026 - Aparecida
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Artigos CNBB Destaques

A Palavra de Deus como realidade viva

Ao tratar da relação entre Escritura e Tradição, Leão XIV destacou que ambas formam uma única realidade viva, transmitida ao longo das gerações sob a ação do Espírito Santo.


 

Na Audiência Geral do dia 28 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV conduziu a Igreja a uma reflexão profunda sobre a Palavra de Deus como realidade viva, dinâmica e inseparável da Tradição. Ao retomar os grandes temas da Dei Verbum, o Pontífice recordou que a Revelação não pertence apenas ao passado, nem pode ser reduzida a um texto fixo ou a uma memória histórica: ela acontece, continua a se comunicar e se atualiza na vida concreta do povo de Deus.

Essa compreensão provoca uma pergunta fundamental: como escutamos hoje a Palavra de Deus? Ela é acolhida como força que interpela, transforma e orienta a existência, ou permanece confinada ao âmbito do ritual e do discurso religioso? Em um tempo marcado pela aceleração, pelo excesso de informações e pela superficialidade das escutas, o Papa convida a Igreja a redescobrir a centralidade de uma escuta profunda, paciente e comprometida.

Ao tratar da relação entre Escritura e Tradição, Leão XIV destacou que ambas formam uma única realidade viva, transmitida ao longo das gerações sob a ação do Espírito Santo. A Tradição não é repetição mecânica nem simples conservação do passado, mas processo vital, no qual a fé é compreendida, aprofundada e testemunhada em novos contextos históricos. Diante disso, surge outra questão decisiva: somos uma Igreja que transmite a fé como herança viva ou apenas como um conjunto de fórmulas a serem preservadas?

A Palavra de Deus, recordou o Papa, cresce na medida em que é acolhida, meditada e vivida. Ela se revela na escuta comunitária, na liturgia, na vida pastoral e nos desafios do mundo contemporâneo. Isso exige maturidade espiritual e discernimento, pois nem toda mudança é fidelidade, assim como nem toda conservação é garantia de autenticidade. Aqui emerge uma pergunta particularmente atual: como discernir, à luz do Espírito, o que é desenvolvimento legítimo da fé e o que é perda de seu sentido original?

Leão XIV também sublinhou a responsabilidade de toda a Igreja na guarda e na transmissão do depósito da fé. Essa missão não é exclusiva do Magistério, mas envolve pastores, teólogos, educadores e fiéis leigos. Tal afirmação provoca outra inquietação: de que modo cada cristão assume sua corresponsabilidade na transmissão da fé, especialmente às novas gerações? A Palavra anunciada encontra coerência na vida vivida?

Ao final de sua catequese, o Papa convidou os fiéis a retomarem o espírito da Dei Verbum, lembrando que Escritura, Tradição e Magistério só podem ser compreendidos em profunda unidade. Separá-los empobrece a fé; mantê-los unidos fortalece a Igreja em sua missão evangelizadora. Em tempos de crise de sentido, polarizações e fragilidade dos vínculos, permanece a pergunta que atravessa toda a audiência: estamos dispostos a deixar que a Palavra de Deus continue a nos converter, ou preferimos moldá-la às nossas certezas e conveniências?

A audiência do Papa Leão XIV, portanto, não se limita a uma explicação doutrinal, mas se apresenta como um chamado à conversão da escuta, à maturidade da fé e ao compromisso com uma Tradição verdadeiramente viva, capaz de falar ao coração do ser humano de hoje sem perder sua fidelidade ao Evangelho.

Nosso Bispo, Dom Edmilson, esteve presente na audiência Papal no dia 28 de janeiro em comunhão com o Regional Sul 1 da CNBB que segue fazendo com grupos, as visitas ao pontífice em Roma durante este início de ano.

Confira a audiência Papal deste dia 28/01/2026:

Confira algumas fotos de Dom Edmilson com o Papa Leão XIV:

Fonte: Vatican Media

Visita a Roma - Dom Edsilson
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Artigos CNBB Liturgia

Declaração Final – COP 30

Conversão ecológica, resistência às falsas soluções e compromisso com a justiça socioambiental
“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. Mt5.6

Reunidos em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Colégio Marista Dom Silvério, entre os dias 25 e 27 de julho de 2025, representantes dos Regionais Leste 1, Leste 2, Leste 3 e Sul 1 da CNBB, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, assumimos coletivamente o chamado à conversão ecológica, à resistência às falsas soluções climáticas e à construção de um compromisso profético em preparação à COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém do Pará.

Diante do colapso climático global, que atinge de forma mais dura os pobres e territórios vulnerabilizados, reconhecemos o fracasso das últimas Conferências do Clima em oferecer soluções concretas. O aquecimento global já ultrapassa 1,5°C, e os acordos internacionais, dominados por interesses econômicos, são insuficientes diante de uma crise sistêmica que ameaça toda a vida. Vivemos um mundo atravessado por múltiplas crises, com guerras e violências, cujo ápice se revela no genocídio em Gaza, expressão extrema de nossa crise civilizatória.

Em nossa região Sudeste do Brasil, o modelo econômico agrava a degradação dos biomas, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, manguezais e zonas costeiras, através do avanço urbano-industrial, da mineração, do agronegócio, da exploração do gás e do petróleo, do uso indiscriminado do agrotóxico e da especulação imobiliária. A contaminação das águas, a perda da biodiversidade, a expulsão de comunidades e a periferização tornam visível a injustiça ambiental e social.

A partir de duas mesas de painéis, uma sobre a Crise Climática e a Justiça Socioambiental e outra sobre a Ruptura com o Modelo Econômico Predatório e Falsas Soluções, nos organizamos em 5 grupos de trabalho para aprofundar cinco eixos da nossa Pré-COP: 1 – Soberania dos Povos, Direitos Territoriais e Justiça Socioambiental; 2 – Justiça Climática e Reparação Histórica; 3 – Ruptura com o Modelo Econômico Predatório, Não à Economia Verde; 4 – Descarbonização e Falsas Soluções; 5 – Centralidade da Vida, Dignidade Humana e Direitos da Terra.

Os grupos convergiram na compreensão de que a crise climática está profundamente ligada, ao sistema capitalista, à injustiça social, ao racismo ambiental e ao extrativismo predatório. Criticaram a chamada economia verde, a mercantilização da natureza e as falsas soluções tecnológicas. Propuseram, em contrapartida, uma ruptura com o modelo econômico vigente e a construção de uma nova economia baseada na justiça socioambiental, na agroecologia e nos saberes ancestrais. Reivindicaram a soberania alimentar e energética, bem como políticas públicas construídas a partir das comunidades e a responsabilização dos grandes poluidores. Destacaram também a necessidade de coerência institucional, incluindo uma atuação profética da Igreja, que deve assumir papel ativo, educativo e articulador nas lutas por direitos, territórios e dignidade.

Denunciaram as falsas soluções, como os mercados de carbono, os megaprojetos de energia e a expansão da mineração, que aprofundam desigualdades e ameaçam territórios sem enfrentar as causas estruturais da crise. A crise climática é inseparável da injustiça social, do racismo ambiental e do extrativismo. Seus impactos recaem sobre os povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas, camponesas, ribeirinhas e tradicionais. É urgente responsabilizar juridicamente os grandes emissores, corporações e governos, e exigir que os compromissos assumidos nas COPs tenham força legal e sanções reais.

Nós bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigas e leigos, presentes nesta Pré-COP, reafirmamos, com esperança, a ecologia integral como eixo da nossa missão evangelizadora, tendo como referências centrais a encíclica Laudato Si’ e a exortação Laudate Deum. Anunciamos a conversão ecológica como caminho de fé e espiritualidade para um mundo novo. Caminho de irmandade universal entre toda criação, como nos convida Francisco de Assis, no Cântico das Criaturas. Propomo-nos a fortalecer as CEBs, as Pastorais Sociais e a Pastoral da Ecologia Integral, com a presença efetiva da Igreja nos territórios e na escuta e convivência ativa junto às populações vulnerabilizadas. A formação de lideranças religiosas e comunitárias deve ser prioridade, que leve ao comprometimento, articulando espiritualidade, saberes tradicionais, ciência e consciência política.

A Igreja deve se manter coerente entre seu discurso e sua prática, evitando recursos e alianças com empresas poluidoras e adotando medidas sustentáveis em suas estruturas. Reafirmamos sua missão profética diante do Estado e do mercado, com atuação firme nas políticas públicas, conselhos, conferências e demais espaços de participação popular, inclusive oferecendo suporte jurídico às lideranças. É compromisso urgente enfrentar o racismo ambiental e as desigualdades estruturais que atingem especialmente povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas e ribeirinhas.

Destacamos a proposta dos Regionais aqui presentes levarem essas diretrizes para a Assembleia dos Bispos, com o objetivo de tornar a Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração em uma comissão nacional permanente, e que se constitua em todos os regionais da CNBB.

Defendemos políticas públicas estruturantes, com participação social, que garantam moradia, água, saneamento e saúde às comunidades em risco socioambiental, assegurando também os direitos da natureza. É essencial atuar nos Planos de Saneamento, Diretores e de Mobilidade Urbana, promovendo justiça espacial e o direito à permanência nos territórios. Rejeitamos propostas como o “PL da devastação”, a lógica da “escala de trabalho 6×1”, e defendemos leis populares, como a “taxação das grandes fortunas”, bem como leis voltadas à justiça climática. Uma ação urgente passa pelo combate ao desmatamento, com foco na preservação dos biomas, e na contenção da urbanização predatória e dos grandes empreendimentos. A preservação das florestas é compromisso espiritual, territorial e ambiental, não financeiro, em diálogo com os povos que nelas vivem.
Em contraste ao modelo capitalista que devasta e aprofunda a crise climática, apontamos para a vida que prevalece apesar de tudo o que acontece.

Anunciamos os modos de vida e os saberes dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que representam formas sustentáveis e harmoniosas de habitar a terra, baseadas no cuidado com a natureza, na coletividade e no respeito aos ciclos da vida. Identificamos, ainda, sinais concretos de esperança presentes nos territórios. Alternativas comunitárias e coletivas, baseadas na economia do cuidado, na agroecologia, na agricultura familiar, na economia solidária, no decrescimento. Expressões para nós de uma Economia de Francisco e Clara. Essas comunidades cultivam uma relação de reciprocidade com os territórios, oferecendo caminhos concretos para a justiça socioambiental e a regeneração da vida. Comprometemo-nos com organizações populares e as iniciativas comunitárias autônomas, como cooperativas e redes de solidariedade.

No cenário internacional, exigimos compromissos vinculantes nas COPs, o cancelamento das dívidas externas e a responsabilização dos países historicamente poluidores.

Confiamos aos nossos Regionais da CNBB, sob as bênçãos de Deus, a continuidade dos trabalhos.

Que a COP 30, em Belém, seja um marco de escuta do grito da Terra e dos Pobres, de denúncia profética das estruturas de morte e de anúncio de novos caminhos para uma sociedade justa e com respeito à natureza. Saudamos, com esperança, a Cúpula dos Povos, onde movimentos e organizações sociais nacionais e internacionais se mobilizam por alternativas reais e por justiça climática. Que as vozes dos territórios sejam ouvidas e respeitadas nas negociações. O tempo é agora. A conversão ecológica é urgente. A justiça climática é inegociável.

“Trabalhem por uma justiça ecológica, social e ambiental”. Papa Leão XIV (Mensagem ao II Encontro Sinodal de Reitores de Universidades para o cuidado da Casa Comum realizado na Puc do Rio de Janeiro – maio de 2025).

Pela intercessão de Nossa Senhora da Abadia das águas sujas e de São Francisco de Assis.

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Campanha para a Evangelização 2025

Nas celebrações do próximo fim de semana, 3º domingo do Adento, será realizada a Coleta Nacional para a Evangelização 2025 em todas as comunidades e paróquias do Brasil.  A Campanha para a Evangelização 2025 deste ano tem como tema “Hoje, é preciso que eu fique na tua casa!”, inspiração bíblica retirada de Lucas 19, 1.

O valor arrecadado é destinado a fortalecer iniciativas de evangelização em todo país. No vídeo abaixo, o subsecretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Leandro Megeto, reforça o pedido para a doação à coleta.

Entenda para onde vão os recursos:

45% ficam na própria diocese, para subsidiar a ação missionária, evangelizadora e pastoral da própria Igreja Local;
 20% vão para o respectivo regional da CNBB, para a sua sustentação e de suas estruturas de evangelização e formação;
 35% são enviados à sede nacional da CNBB, em Brasília, de forma a garantir iniciativas e estruturas evangelizadoras nacionais, como as Comissões Episcopais que orientam e dinamizam a ação pastoral e em todo o Brasil.

Iniciativas apoiadas com recursos da Campanha

Com os recursos os 35% enviados à CNBB, a Conferência apoiou mais de 50 eventos formativos, reuniões e ações de articulação pastoral organizados por suas Comissões Episcopais. Entre  eles, a realização do Jubileu dos jovens, realizado realizado em 6 de setembro no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, como parte das celebrações do Ano Jubilar vivido pela Igreja em todo o mundo. O encontro, organizado pela Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, reuniu mais de 1.500 jovens, contemplando representantes de todos os 19 regionais, em um clima de entusiasmo e compromisso com a missão da Igreja.

O Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida recebeu caravanas de todas as regiões do Brasil. O dia contou com oração, reflexão sobre o Jubileu, leitura orante e momentos marcantes como a peregrinação nacional ao Santuário e a Santa Missa. À tarde, a animação tomou conta dos jovens com adoração eucarística e o show de Diego Fernandes, encerrando a jornada em clima de celebração.

Doe para a Coleta Nacional

No próximo domingo,  nas celebrações do 3º domingo do Advento (13 e 14), os católicos são convidados a doarem a sua oferta para a Campanha para a Evangelização nas celebrações.  Não se trata apenas de uma coleta, mas de uma doação que vai apoiar iniciativas de evangelização em todo país. Evangelização que deseja chegar ao coração e à consciência dos fiéis, ajudando-lhes a dar passos concretos e seguros no seguimento de Jesus, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Saiba mais em:
campanhas.cnbb.org.br

Fonte: CNBB.org.br

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46ª Assembleia Eclesial do Regional Sul 1

Arcebispos, bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral e lideranças pastorais das 43 circunscrições eclesiásticas paulistas, bem como coordenadores e assessores estaduais de pastorais, movimentos e serviços eclesiais estiveram reunidos no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), entre os dias 24 e 26, na 46ª Assembleia Eclesial do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

À luz do tema central “Identidade eclesial e pertença diocesana”, os 230 participantes vivenciaram momentos de espiritualidade, trabalhos em grupo e reflexões. Também recordaram os 50 anos das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), rezaram com as crianças da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e realizaram a oração do Ofício Divino dos Santos e Beatos que atuaram no estado de São Paulo: Santo Antonio de Sant’Anna Galvão, São José de Anchieta, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Beata Assunta Marchetti, Beato Mariano de la Mata Aparício e Beato Donizetti Tavares de Lima.

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Após a missa de abertura da 46ª Assembleia Eclesial, na sexta-feira, 24, presidida por Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto (SP) e Presidente do Regional Sul 1 da CNBB, tendo entre os concelebrantes Dom Luiz Carlos Dias, Bispo de São Carlos e Vice-Presidente do Regional Sul 1; e Dom Carlos Silva, OFMCap., Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Secretário do Regional Sul 1, ocorreu a primeira conferência do evento, conduzida por Dom Ricardo Hoepers, Secretário-geral da CNBB e Bispo Auxiliar de Brasília (DF).

Dom Ricardo discorreu sobre o Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho) das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que nortearão a comunhão e a missão “em um caminho de renovação e compromisso pastoral”, afirmou.

Ele explicou que preparação das DGAE trata-se da culminância de um processo pastoral, amadurecido ao longo dos anos de 2023 e 2025; do fruto do percurso eclesial orientado pela escuta, pelo discernimento e pela fidelidade ao Magistério; e que exprime uma visão global para a evangelização no Brasil no caminho sinodal.

O Secretário-geral da CNBB indicou que o texto de estudo quer ser para as dioceses “um instrumento para testemunharmos ao mundo contemporâneo a presença de Deus em nosso meio”. Ele explicou que as DGAE têm o objetivo de “unir sem uniformizar e de caminhar sem se dispersar!”, e acrescentou que elas “não exigem um espelhamento, mas uma comunhão”.

Os desafios da urbanização intensa; do pluralismo religioso; da comunicação; da desigualdade social e da pobreza humana encontraram na imagem da “Tenda”, expressa nas Diretrizes, resposta eclesial para o momento presente. “A tenda é símbolo de presença e esperança”, disse Dom Ricardo, ao explicar que no linguajar bíblico representa a companhia de Deus na história “refletindo a forma como a Igreja deve estar no mundo: móvel, acolhedora e enraizada na esperança”.

Pertença diocesana

O tema central da 46ª Assembleia Eclesial – “Identidade eclesial e pertença diocesana” – foi tratado no sábado, 25, por Dom Antonio Luiz Catelan Ferreira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ).

Ao retomar as diversas imagens eclesiais expressas no Novo Testamento, Dom Antonio Luiz explicou que as noções de Povo de Deus, de Corpo de Cristo e de Templo do Espírito, orientadas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), ajudam na compreensão global da Igreja. Assim, “a diocese é a Igreja local plenamente Igreja de Cristo em comunhão com as igrejas”, explicou.

“A unidade da Igreja é obra do Espírito na vida sacramental, tendo na Eucaristia o ápice da comunhão!”, ressaltou o Bispo, que também tratou sobre a estruturação ministerial da Igreja e sua organização, evidenciando a “diocese como porção do povo de Deus” para firmar a identidade eclesial da comunhão e a pertença diocesana enquanto “manifestação da catolicidade” garantida pela presença de Cristo na comunidade celebrativa.

Pela comunhão episcopal, “a sucessão apostólica é o elemento ministerial chave para a relação da Igreja local e da Igreja universal”, explicou Dom Antonio Luiz, ao indicar que o elemento territorial, que compõe a diocese, por razões históricas e culturais, evidencia a Igreja enquanto ‘mãe que congrega seus filhos’ à Palavra e aos sacramentos, e como ‘Igreja fraternidade’ que manifesta a unidade na diversidade de dons e carismas.

Na tarde do sábado, os participantes da Assembleia Eclesial, divididos em grupos por sub-regiões pastorais – Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo (dividida em dois grupos) e Sorocaba – aprofundaram a reflexão sobre corresponsabilidade e fortalecimento da missão evangelizadora da Igreja nas dioceses paulistas.

Um grande encontro de toda a Igreja paulista

Em entrevista ao término da 46ª Assembleia Eclesial, Dom Carlos Silva explicou que o tema proposto para o evento teve como objetivo auxiliar as arquidioceses e dioceses paulistas na recepção do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil que será aprovado em 2026, pelo episcopado brasileiro, em Assembleia Geral.

Nossa Diocese de Guarulhos esteve representada por nosso Bispo, Dom Edmilson, o Coordenador de Pastoral, Padre Marcelo Dias e alguns outros membros de pastorais participantes da assembleia.

Confira alguns registros da assembleia:

46ª Assembleia Eclesial do Regional Sul 1
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Artigos CNBB

Presidente da CNBB publica artigo “Pátria Amada!”

O arcebispo de Porto Alegre (RS), presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), Dom Jaime Cardeal Spengler publica, abaixo, o artigo “Pátria Amada!” no qual recorda os valores e fundamentos que sustentam a independência do Brasil como nação. Veja a íntegra.

Pátria Amada!

A Semana da Pátria celebra a independência do Brasil da Casa Imperial de Portugal. A Proclamação da Independência significou autonomia política, soberania nacional, ou seja, liberdade com relação à coroa portuguesa. O Hino da Independência e o Hino Nacional, cantam este fato em prosa e verso: “Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil… E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria…”

Passados 203 anos daquele evento histórico, a Constituição de 1988 consagrou a noção de Estado de Direito, ancorada no princípio supremo da democracia. Ora, a democracia é um ordenamento. O seu caráter ‘moral’ depende da conformidade com a lei moral, à qual deve se submeter como qualquer outro comportamento humano.

Uma autêntica democracia não é somente o resultado de um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos: a dignidade da pessoa humana desde sua concepção até o seu ocaso natural, o respeito dos direitos do homem, do fato de assumir o “bem comum” como fim e critério regulador da vida política.

Quando o relativismo ético se difunde, a democracia corre riscos! “Uma autêntica democracia só é possível num Estado de direito e sobre a base de uma reta concepção da pessoa humana. Aquela que exige que se verifiquem as condições necessárias à promoção quer dos indivíduos através da educação e da formação nos verdadeiros ideais, quer da ‘subjetividade’ da sociedade, mediante a criação de estruturas de participação e corresponsabilidade” (S. João Paulo II).

Quem, nos diversos âmbitos da República, se dedica à atividade política tem por missão fundamental empenhar-se na busca e na realização de tudo aquilo que possa favorecer ao bom andamento da convivência civil no seu conjunto; têm a função de síntese e de mediação em vista do bem comum, que constitui uma das finalidades essenciais e irrenunciáveis da autoridade política.

Celebrar, pois a Semana da Pátria é oportunidade para re-cordar o que a todos une, ancorados em valores éticos-morais fundamentais.

Dom Jaime Cardeal Spengler
Presidente da CNBB

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Artigos CNBB Vida Presbiteral

Papa Leão XIV concede bênção e impõe Pálio a 54 arcebispos; entre eles cinco brasileiros

“Serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente”.

Este foi o juramento feito no domingo, 29 de junho, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, pelos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano, aos quais o papa Leão XIV concedeu a bênção e impôs o pálio.

Ao todo, 54 arcebispos receberam o paramento litúrgico que simboliza a comunhão com a Igreja de Roma, entre eles cinco brasileiros: dom Ângelo Ademir Mezzari, r.c.i., arcebispo de Vitória (ES); dom Odelir José Magri, m.c.c.j., arcebispo de Chapecó (SC); dom Francisco Carlos Bach, arcebispo de Joinville (SC); dom Vítor Agnaldo de Menezes, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); e dom Antônio Emídio Vilar, s.d.b., arcebispo de São José do Rio Preto (SP).

O arcebispo dom Antônio Emílio Vilar foi recebido nos estúdios da Rádio Vaticano para falar sobre a entrega do palio e o crescimento da arquidiocese de São José do Rio Preto. Na ocasião, dom Vilar destacou que “é muito bonito receber o Pálio neste domingo, e também nesse momento novo, como arquidiocese de São José do Rio Preto, em que toda a nossa Igreja do Brasil também está colhendo os frutos desse crescimento, da evangelização e também da estruturação das nossas dioceses e arquidioceses”.

Origem

O pálio — do latim pallium, manto de lã — é uma veste litúrgica da Igreja Católica, composta por uma faixa de lã branca colocada sobre os ombros dos arcebispos. Simboliza a ovelha que o pastor carrega nos ombros, representando a missão pastoral do bispo. É também sinal da jurisdição dos arcebispos metropolitanos em comunhão com a Santa Sé.

O pálio tem origem no manto usado por filósofos e aparece na arte paleocristã vestindo Jesus e os apóstolos. Foi adotado pela Igreja com função semelhante ao omoforion das tradições orientais. Inicialmente, era uma tira de pano enrolada nos ombros, usada por todos os bispos, como mostram ícones de santos como Santo Ambrósio e São João Crisóstomo. O primeiro registro de sua concessão formal é de 513, quando o Papa Simmaco o entregou a São Cesário de Arles. No século IX, ganhou o formato atual de “Y”, passando a ser exclusivo dos arcebispos metropolitanos. Em ocasiões especiais, como no Jubileu de 2000, o Papa João Paulo II utilizou um modelo semelhante ao antigo omoforion.

Confecção

Dois cordeiros, criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, fornecem a lã. Eles são abençoados em 21 de janeiro, festa de Santa Inês, e levados ao Papa. As freiras do convento de Santa Cecília, em Trastevere, tecem e costuram os pálios, que ficam guardados na Basílica de São Pedro, junto ao túmulo do apóstolo.

Como é o Pálio

O pálio atual é uma faixa de lã branca, com cerca de 5 cm de largura, curvada para os ombros, com duas abas pretas pendentes na frente e nas costas, formando um “Y”. Possui seis cruzes negras (lembrando as chagas de Cristo) e três alfinetes que remetem ao antigo modo de fixá-lo. No pontificado de Bento XVI, Piero Marini restaurou o uso de um modelo mais longo, inspirado no formato antigo. Contudo, desde 2008, o Papa voltou a usar um pálio em “Y”, semelhante ao dos arcebispos, mas maior e com cruzes vermelhas, destacando a jurisdição singular do Bispo de Roma.

 

Fonte: CNBB.org.br

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Óbolo de São Pedro: um gesto de comunhão e apoio ao Papa na sua missão universal

No próximo dia 29 de junho, data em que a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, acontece em todo o mundo a Coleta do Óbolo de São Pedro — uma tradicional expressão de comunhão com o sucessor de Pedro e de apoio à sua missão à frente da Igreja universal. Neste ano, a data coincide com o último domingo de junho, favorecendo a participação das comunidades paroquiais nesse gesto concreto de solidariedade. O Óbolo de São Pedro é uma oferta voluntária dos fiéis, que se une a muitas outras contribuições ao redor do mundo, com o objetivo de sustentar as obras de caridade do Papa e suas atividades pastorais, especialmente nas situações de maior urgência e necessidade.
Um gesto que expressa comunhão e solidariedade
Mais do que uma doação material, o Óbolo representa a participação ativa dos católicos na missão da Igreja, promovendo a evangelização, a paz e a caridade. Segundo a Santa Sé, essa iniciativa reforça o compromisso de cada fiel com a missão do Santo Padre de anunciar o Evangelho e cuidar dos mais necessitados, onde quer que estejam.
Diversas formas de contribuir
A principal ocasião para participar do Óbolo de São Pedro é a coleta anual realizada nas igrejas no dia 29 de junho ou no domingo mais próximo da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Neste momento, todos são convidados a rezar de maneira especial pelo Papa e a realizar sua oferta durante a Missa em sua paróquia. No entanto, é possível contribuir ao longo de todo o ano, por meio de diferentes formas:
  • Doações online com cartão de crédito, disponíveis no site oficial: www.obolodisanpietro.va;
  • Transferência bancária, ordem postal ou cheque, de acordo com as possibilidades de cada fiel;
  • Também é possível deixar um legado ou testamento em favor do Santo Padre. Para mais informações sobre essa forma de contribuição, os interessados podem entrar em contato com o Escritório do Óbolo de São Pedro pelo telefone: +39 06 6988 4851.
Uma missão que continua
Diante dos desafios do mundo atual, a Igreja continua comprometida com a promoção da dignidade humana, da paz e da caridade cristã. O Óbolo de São Pedro é um sinal de esperança e de unidade entre os fiéis e o Papa, fortalecendo o vínculo espiritual e missionário que une a Igreja em todo o mundo. Cada contribuição — grande ou pequena — é acolhida com gratidão e se transforma em ajuda concreta aos mais necessitados.