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“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Artigos Voz do Pastor

Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 2

Pode-se dizer que o elemento básico para a vivência de “Por um Igreja Sinodal  – Comunhão, Participação, Missão” é a ESCUTA. Foi assim que o Papa Francisco deu o “ponta pé inicial” lá em 2021, quando na fase diocesana determinou que as pessoas das comunidades, de outras comunidades cristãs e da sociedade fossem escutadas. Os capítulo II do Documento Final ao tratar da “conversão das relações” esclarece a necessidade de que todos, na variedade de carismas e ministérios existentes em nossas comunidades, como também as mais variadas situações de nosso mundo sejam escutadas. O Espírito Santo não deixa de falar em tudo e em todos. Nos processos da caminhada sinodal, para que se obtenha um verdadeiro discernimento eclesial, é preciso a ESCUTA. O Documento Final no capítulo III fala para tanto, da necessidade da conversão dos processos.

Será que na “conversão das relações”, bem como na “conversão dos processos” basta ter a paciência de ouvir os outros e a realidade e seguir um “método”?  Será suficiente um novo modo de proceder e a estratégia? É verdade,  o Espírito fala pela boca de nossos irmãos e irmãs de comunidade, bem como através da história e dos sinais do tempo. Basta a nossa inteligência para enxergar retamente todas estas coisas?

Não. Todas estas conversões necessitam de uma ESCUTA PRIMORDIAL, A ESCUTA DA PALAVRA DE DEUS.

A escuta da Palavra de Deus é o ponto de partida e o critério de todo o discernimento eclesial. De fato, as Sagradas Escrituras testemunham que Deus falou ao seu Povo, a ponto de nos dar, em Jesus, a plenitude de toda a Revelação (cf. DV 2), e indicam os lugares onde podemos ouvir a sua voz”  (Documento Final 83).

A própria compreensão da vivência “Por uma Igreja Sinodal” tem que ser iluminada pela Palavra de Deus. A escuta e iluminação da Palavra em nossas vidas nos leva à oração. Orar é entrar em comunhão com Deus e dispor-se a realizar a vontade de Deus. É adorar o Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,23).

Nenhum processo sinodal pode ter início sem a Leitura Orante da Palavra de Deus. Já temos mais de 10 anos que estamos tentando implantar esta prática na diocese de Guarulhos. Vários irmãos e irmãs têm experimentado a doçura deste encontro com a Palavra. Infelizmente, outros tantos irmãos desanimaram no caminho, outros sequer ousaram tentar começar. Temos uma equipe incansável e dedicada que todos os anos seguindo as temáticas que determino, rezam, estudam e se dedicam em preparar este “pão” da Palavra para os grupos de reflexão.

Neste ano a temática da Leitura Orante trata exatamente dos fundamentos bíblicos da espiritualidade sinodal. No mês de março a Equipe diocesana da Leitura Orante, encontrou-se com a coordenação dos grupos que estão fazendo esta caminhada para a motivação dos encontros.

A devoção e piedade popular que motivam as reuniões de nossos grupos de reflexão, são de grande importância. No entanto, mais importante é contato orante com a Palavra de Deus. Sem a Palavra de Deus nossa devoção e piedade correm o risco de ficarem vazias, desencarnadas da fé e missão da Igreja e, em alguns casos, podem ser alienantes.

A diocese está oferecendo este material. Aproveite. Deixe-se iluminar primeiramente pela Palavra de Deus nesta nossa caminhada sinodal.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano

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Artigos Editorial

Com a Páscoa, renovamos a missão de sermos portadores da esperança em nome do ressuscitado

Caríssimos irmãos e irmãs, feliz páscoa e que juntos possamos cantar o salmo 117(116): “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Daí graças ao Senhor, porque ele é bom. A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou. Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!” O caminho percorrido até o domingo de Páscoa é longo e repleto de penitência, mas vale a pena, pois o resultado final é uma explosão de alegria e renovação da esperança de novos tempos reunidos em torno de Jesus Cristo, o ressuscitado. Nesta edição é possível perceber a esperança renovada em cada artigo.

O bispo Dom Edmilson, recorda os passos do processo sinodal e destaca a importância da Leitura Orante da Palavra de Deus como base fundamental para sustentar a caminhada de fé em torno dos ensinamentos da Sagrada Escritura e ao mesmo tempo , o bispo demonstra sua preocupação com as pessoas e grupos que resistem para fazer a experiência, porém afirma que não desistirá do projeto e se alegra com os que abraçaram a proposta com alegria e fortalecimento espiritual como testemunharam no encontro realizado pela equipe diocesana nas diversas foranias. A esperança se renova também com a realização da 62ª Assembleia Geral dos Bispos em vista da aprovação das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil adiada em 2025, por ocasião da morte do Papa Francisco, um verdadeiro peregrino da esperança que passou por nossa história e agitou a Igreja Católica Apostólica Romana e porque não dizer, agitou o mundo através das convocações de anos específicos e o Sínodo dos Bispos.

A Diocese de Guarulhos também renova suas expectativas de atendimento aos mais necessitados e assistência espiritual, através da ordenação de mais três diáconos permanentes e mais um rito de admissão as ordens sacras de candidatos em vista do diaconado. Esperança notável na alegria e emoção de Dom Edmilson nas celebrações de instituição. Deus seja louvado pela diversidade do ministério na Igreja.

A festa da esperança em cada sim ao ressuscitado continua com o convite para a ordenação de mais cinco novos diáconos transitórios e tenho certeza será uma manhã de muita alegria e emoção para toda a Igreja. Uma pena que mesmo diante de tantas notícias maravilhosas de esperança, muitos ainda resistem a crer que é possível criar um mundo novo aqui e agora, por isso continuam investindo em guerra e sofrimento como recorda o psicólogo Romildo em seu artigo.

Enfim, não podemos desistir nem desanimar afinal nos diz o texto bíblico da Primeira Carta de São Pedro 1,3-9 proclamada no domingo da Divina Misericórdia: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha e que é reservada para vós nos céus.

Graças à fé e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos por causa das várias provações. Desse modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.”

Desejo que os artigos contribuam para fortalecer sua esperança renovada na semana santa. Não esqueça de ler, tomar posse do que lê, compartilhar a revista com os outros grupos e colaborar com sugestões, elogios e críticas construtivas com esse maravilhoso instrumento de unidade e boas notícias da Igreja, promovido pela Pastoral da Comunicação, que aliás realizará um dia de Mutirão de Formação sobre Comunicação Cristã para melhor servir a Igreja de Jesus Cristo.

Quem sabe você se interessa em fazer parte deste Mutirão. Encerro com a saudação franciscana: paz e bem! Boa leitura.

 

Pe. Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral

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Artigos Falando da Vida

Páscoa, esperança de paz!

Quando os homens de “boa vontade” se entenderão?


 

A Páscoa nos remete a uma memória afetiva de festa e alegria. Toda família por mais pobre que seja tem um almoço especial e as crianças ganham ovos de chocolate simbolizando o renascimento e a doçura da ressurreição de Cristo. Mas, este ano estamos vivendo um clima de guerra, devido ao conflito entre Estados Unidos/Israel e Irã. É triste ligar a TV e ver cenas de bombas explodindo e mães chorando a perda dos seus filhos enquanto os homens de “boa vontade” de terno e gravata discutem, em salas climatizadas e confortáveis, o destino das pessoas.

As ações dos Estados Unidos pelo mundo lembram muito a “Pax romana” que foi um período de paz que durou 200 anos a partir de 27 a. C. Aquele período de paz era imposto pelo poderoso império romano que, pela força e supremacia dos seus exércitos, abafavam qualquer tentativa de revolta dos povos. Se antes, a justificativa era levar a civilização aos bárbaros, hoje, é combater o suposto eixo do mal. Antigamente os romanos abriam estradas para facilitar o deslocamento dos seus exércitos, hoje, os Estados Unidos espalham suas bases militares pelo globo e impõem o controle financeiro internacional.

Se compararmos as guerras atuais com as guerras romanas, vem a seguinte questão: faz sentido invadir uma nação e matar inocentes como medida preventiva para promover a paz? A resposta é não; a história tem demonstrado que nenhuma paz baseada na força é eterna, porque a supremacia de um povo também não é. O poderoso império romano teve o seu declínio possibilitando o surgimento de um outro sistema de nações tal como conhecemos hoje. A verdadeira paz é frequentemente definida não apenas como a ausência de guerra, mas como a presença de justiça social e equidade.

O Papa Francisco, poucos dias antes de sua morte, alertou o mundo em sua mensagem de Páscoa: “A paz não se constrói com armas, a ideia de paz armada é uma ilusão perigosa, pois o uso de armas gera novos ciclos de violência. A verdadeira segurança não vem dos arsenais, mas da confiança mútua. ” A mensagem de Francisco encontra eco na Psicologia Cognitiva que afirma que o diálogo humaniza o “inimigo”, pois quando sentamos a mesma mesa para conversar, o outro deixa de ser um alvo e se torna um irmão. Enquanto essa paz não vem, resta-nos sentar à mesa no domingo de Páscoa com a esperança de que as coisas façam sentido, mesmo quando estão difíceis. Feliz Páscoa a todos.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos CNBB Destaques Enfoque Pastoral

CNBB realiza sua 62ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP) a partir do dia 15 de abril

Nesta semana, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia sua 62ª Assembleia Geral. De 15 a 24 de abril, os bispos de todo o Brasil estarão reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para dias de convivência, oração e definições importantes para a missão da Igreja Católica no país.

Órgão supremo da CNBB, a Assembleia Geral é “a expressão e a realização maior do afeto do colegial, da comunhão e da corresponsabilidade dos Bispos da Igreja no Brasil”. O Estatuto da CNBB estabelece que este órgão tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse encontro, são tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização.

Tema Central

O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses, pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e aprovado.

As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do Evangelho.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece nos primeiros dias de assembleia.

Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para 2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85 CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.

Programação

A programação diária dos bispos tem início às 8h, com a oração das Laudes, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. A primeira das quatro sessões diárias começará às 8h30 e a segunda às 11h. Já às 10h30, bispos definidos pela Presidência concedem entrevista coletiva à imprensa, com transmissão pelas redes sociais da CNBB.
À tarde, as sessões retornam às 15h, com a oração da Hora Média. Às 18h, os bispos celebram a Eucaristia com a oração das Vésperas, no altar central da basílica de Aparecida.

Nos primeiros dias, os bispos vivenciarão um retiro espiritual, com início na tarde do dia 15 de abril e conclusão com a Eucaristia, na noite de quinta-feira. Antes da celebração, prevista para 18h, os bispos rezarão o terço durante procissão do Centro de Eventos até a Basílica do Santuário Nacional.

No sábado e no domingo, as missas serão pela manhã: no dia 18, às 7h, e no dia 19, às 8h.

Quem participa

São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.

A Igreja Católica no Brasil possui 281 circunscrições eclesiásticas. O número de bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos. Destes, 373 estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

Para acompanhar

Será possível acompanhar o encontro dos bispos pelos meios de comunicação da CNBB e pelas emissoras de rádio e de TV de inspiração católica. A sessão de abertura, as coletivas de imprensa e as missas serão transmitidas ao vivo, tanto no canal da CNBB no Youtube, quanto nas emissoras de TV.

A Assessoria de Comunicação da CNBB vai levar ao público vários conteúdos especiais na cobertura da Assembleia Geral, tanto para o Portal da CNBB, quanto para as redes sociais e para os veículos de comunicação católicos. Confira abaixo a programação:

  • Live sobre a pauta do dia – 7h45
  • CNBB Confere – 9h
  • Coletiva de imprensa – 10h30
  • Podcast – 11h45
  • Boletim de Rádio para emissoras de inspiração católica- 17h
  • Boletim Igreja no Brasil – 19h

Fonte: CNBB.org.br

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Artigos Bíblia Movimentos Diocesanos Pastorais

Os pobres seguem sendo invisíveis

Qual o nosso comportamento diante de uma pessoa que reside na rua? Por qual motivo, apesar de serem tantos, são invisíveis aos nossos olhares? Existe uma política municipal de inclusão?

Esses e outros temas, como as causas que levam as pessoas a residirem na rua, serão refletidos no próximo dia 15 de abril, em aula organizada pelo Escola de Fé e Política Dom Joaquim Justino Carreira.

Organizada em oito núcleos e, em diferentes paróquias, a Pastoral do Povo de Rua distribui diariamente cerca de 200 marmitas aos moradores. O aumento do aluguel, o endividamento das famílias e as constantes ordens judiciais de despejos estão na raiz do aumento da população de rua.

Em Guarulhos cerca de duas mil pessoas residem nessa situação e não encontram, segundo a coordenação da Pastoral, nenhuma ação política para diminuir o problema.

A aula, on-line,  acontece dia 15 de abril, às 19h30 com a presença do assessor nacional Luiz Kohara e poderá ser acompanhada no endereço:

https: meet.google.com/ygi-usqp-kio

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Artigos Vocação e Seminário

Páscoa, caminho de vocação

O itinerário pascal faz-nos descobrir que a glória de Deus nos impulsiona a viver uma vida nova Nele. A alegria do Ressuscitado abre-nos as portas do Céu e nos possibilita fazermos um novo caminho. Esse novo de Deus se manifesta também na resposta ao chamado vocacional. Ao sentir o chamado a uma vocação e vermos que a vontade de Deus pode nos levar ao escândalo da cruz, o fato da ressurreição nos reanima e nos dá esperança.

No encontro com o Ressuscitado, a vocação de Pedro é confirmada. Ele, que fugira do chamado de Deus para ser “pescador de homens”, mas negara o seu Senhor, foi chamado a pastorear as ovelhas do Bom Pastor e seguir os passos do Mestre (Jo 21,15-19). Foi ressuscitada a sua vocação.

Após a Paixão, os demais Apóstolos, estando fechadas as portas do lugar onde estavam por causa do medo, no encontro do Ressuscitado, a paz entrou em seus corações e novamente assumiram o chamado que outrora receberam (Jo 20,19-31). Saíram para evangelizar e assumiram suas vocações. Os Atos dos Apóstolos são um exemplo dessa tomada vocacional na história de vida por parte dos discípulos de Jesus.

Nesse tempo pascal o que podemos nos questionar é se, de fato, estou permitindo que Deus ressuscite em mim, em toda a minha integridade, todos as dimensões de minha vida, inclusive a vocacional. Por vezes, a vontade em seguir a Jesus por de perto, pode muitas vezes ser sepultada em nosso coração. Quantas vezes o chamado em ser sacerdote, religiosa, constituir uma família ou assumir uma vida consagrada é adormecido pelos nossos medos, anseios ou dúvidas. Nessa Páscoa, o Senhor quer também ressuscitar a nossa vocação que ficou por tempo adormecida.

Para essas realidades, que se possa fixar em nossos corações a exortação de São Paulo: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá” (Ef 5,14b). Deixe ser ressuscitado vocacionalmente pelo Senhor.

 

Padre Edson Vitor

Reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio

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Artigos Bíblia Liturgia

Encontros com grupos de comunidades vivenciam prática de espiritualidade

No mês de março, a equipe de subsídios da Leitura Orante da Diocese de Guarulhos (juntamente com nosso Bispo diocesano), promoveu encontros com os grupos das comunidades que vivenciam essa prática tão rica de espiritualidade. Estiveram presentes representantes das foranias Aparecida, Carmo, Rosário, Bonsucesso e Fátima, em momentos marcados pela escuta, partilha e comunhão. As integrantes da equipe tiveram a oportunidade de acolher diversos depoimentos dos participantes, que expressaram, com profundidade, experiências significativas de encontro com a Palavra de Deus, além de apresentarem sugestões que contribuirão para o fortalecimento dessa caminhada nas comunidades.

Durante os encontros, também foi proporcionado um momento formativo sobre a Sinodalidade, tema que orienta as meditações e orações da Leitura Orante ao longo deste ano. A reflexão destacou a importância de caminhar juntos, como Igreja, valorizando a escuta, a participação e a corresponsabilidade de todos. Assim, os encontros não apenas fortaleceram os vínculos entre a equipe e os grupos, mas também renovaram o compromisso de seguir promovendo uma espiritualidade enraizada na Palavra e vivida em comunhão.

Leia e faça a Leitura Orante da Palavra de Deus:

Acesse: https://diocesedeguarulhos.org.br/leitura-orante/

Kátia NeumanEquipe Diocesana da Leitura Orante

Encontros Leitura Orante com Grupos
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Mensagem de Páscoa 2026 – Dom Edmilson Amador Caetano

“um grande tremor de terra…o anjo retirou a pedra e sentou-se nela…sua aparência era como um relâmpago…os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram e ficaram como mortos…”(Mt 28, 2-4)


A solenidade pascal que celebramos não se repete existencialmente. Cada Páscoa é única em nossa vida, em nossa história. A Solenidade Pascal deste ano nos encontra com tantos acontecimentos que não são fáceis de discernir no momento, como os fenômenos apresentados pelo evangelista Mateus no relato da ressurreição: uma guerra que explode no Oriente Médio e que nos atinge de tantas formas; um ano eleitoral onde não predomina a arte da política, mas, novamente, uma disputa polarizada e polarizante, semeando divisões e discórdias, longe do bem comum; pastoralmente muitos estranham a implementação do caminho sinodal; a Campanha da Fraternidade atacada, pois para alguns grupos falar do pobre, direito à terra, teto e trabalho, são coisas de “esquerda”; diante dos conflitos muitos de nossos irmãos e irmãs de comunidade preferem trancar-se no interior da espiritualidade dentro das igrejas e sentem medo de ser Igreja em saída…

“Não tenhais medo” (Mt 28,5.10)

É o que anjo e Jesus diz às mulheres diante de tanta confusão aparente. O medo imobilizou os soldados do sepulcro. O medo – que é falta da vivência da fé – também nos imobiliza na caminhada sermos Igreja Sinodal na comunhão, participação e missão.

Deixemos que o anúncio da Ressureição que as mulheres receberam do Anjo, que é o mesmo anúncio que recebemos na proclamação da Palavra nesta Solenidade Pascal, nos tire do imobilismo. A presença do Cristo Ressuscitado nos encoraje para o anúncio e retorno à Galileia.

“  Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à nossa frente na Galileia. Lá vós o vereis.” (Mt 28,7.10)

A Galileia é o lugar onde Jesus passou a infância, adolescência, juventude e chegou à idade adulta. A maioria dos discípulos era da Galileia. O início do ministério público de Jesus, após o batismo no Jordão, foi a partir dos confins da Galileia. Os primeiros sinais do Reino, como nas Bodas de Caná, foram realizados na Galileia. Em Cafarnaum, na Galileia, estava a casa de Jesus e seus discípulos. Junto ao Mar da Galileia Jesus fez as multiplicações dos pães e ensinou seus discípulos a missionarem. Da Galileia Jesus vai para Jerusalém para entregar a sua vida. Voltando à Galileia Jesus ressuscitado envia os discípulos em missão prometendo que, com poder, está com eles todos os dias até final dos tempos.

Na Galileia Jesus chamou os seus primeiros discípulos.

Na nossa Galileia Jesus também nos chamou e colocou-nos na sua comunidade.

Nesta celebração pascal de 2026 voltemos à Galileia, sem medo,  para vermos o Cristo ressuscitado. Não fiquemos aterrados e aterrorizados diante da cruz de cada dia, da crueldade do mundo em guerra, da corrupção que nos rodeia, da miséria que fere a dignidade do ser humano, das forças e ideias que querem negar a caminhada da Igreja à luz do Concilio Vaticano II, dos que querem desistir de uma Igreja missionária encarnada…

Voltemos à Galileia. Voltemos ao primeiro amor, onde e quando o Senhor com voz potente tocou o nosso coração e compreendamos que a Cruz não é derrota, mas vitória. Voltemos à Galileia onde com a comunidade dos discípulos – aquela onde o Senhor nos inseriu e vimos os seus sinais – assim compreenderemos que o Senhor vitorioso está conosco. Voltemos à Galileia e retomemos a nossa vida em comunidade e tenhamos renovada consciência de sermos comunidade eclesial missionária. Voltemos à Galileia e não nos deixemos  dominar pela preguiça e comodismo. Voltemos à Galileia e não deixemos que as vozes dos falsos profetas, apregoadores de desgraça e divisão, distancie-nos da comunidade e da celebração da Eucaristia, fazendo-nos duvidar da força e do poder do Espírito do ressuscitado.

Não pode haver Feliz Páscoa se não voltarmos à Galileia.

Alegria! O Senhor ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou!

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano de Guarulhos

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Nota do Bispo Diocesano sobre a lavagem da Catedral Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos

No dia 21 de março, dia Nacional das Tradições Afro-brasileiras, aconteceu a terceira edição da chamada Lavagem da Catedral de Guarulhos. Vários católicos de Guarulhos e de fora de Guarulhos, manifestaram-se contrários ao evento nas redes sociais. Algumas manifestações foram ofensivas aos participantes das religiões de matriz africana e aos católicos. A estes últimos por permitirem tal celebração na porta da Catedral.

            Primeiramente quero fazer saber que este ato foi pacifica e respeitosamente combinado com a Igreja, para que não houvesse importunação durante alguma celebração na Catedral.

            Em segundo lugar, além do evento ter sido realizado em um espaço público (mesmo que a frente da igreja pertença à Catedral), isto é, um espaço que é comum a todos, não se tratou de uma celebração inter-religiosa e nem mesmo uma manifestação de sincretismo religioso por parte da Igreja Católica. As portas da Catedral  permaneceram abertas e o espaço celebrativo católico foi totalmente respeitado.

            Por fim, quero lembrar aos católicos, que vivemos sob a orientação do Concílio Vaticano II, que na Declaração Nostra Aetate fala das sementes do Verbo de Deus presentes em todas as expressões religiosas não cristãs, bem como da necessidade de vivermos em espírito de fraternidade com todas as religiões. Além disso, o mesmo Concílio Vaticano II, na Declaração Dignitatis Humanae fala magistralmente sobre o direito da liberdade religiosa a todas as comunidades da sociedade.

            Neste mundo marcado por guerras, até mesmo de origem religiosa, e num País, onde oficialmente no passado oprimiu-se manifestações religiosas não católicas e, hoje, em virtude da chamada laicidade do Estado tenta-se sufocar a maneira de cada religião exprimir publicamente a sua crença, não cabe  aos católicos quererem propagar ideias de repressão às religiões não cristãs. Vivamos em nossas comunidades a nossa fé cristã e católica e sempre que necessário, manifestemos de modo celebrativo nos lugares públicos. Temos direito a isso.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano de Guarulhos

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Artigos Destaques Diocese Forania Imaculada Paróquias Vida Presbiteral

Diocese acolhe três novos diáconos permanentes em ordenação

Na manhã de sábado, 14 de março, a Diocese viveu um momento de grande alegria e graça com a ordenação de três novos diáconos permanentes. Pelas mãos do bispo diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano, receberam o Sacramento da Ordem, no grau do diaconato permanente, os eleitos Antônio Alberto, Celso Rogério e Rodnei Feliciano, chamados a servir com dedicação e amor à Igreja.

A celebração, presidida por Dom Edmilson, Bispo Diocesano, reuniu padres e diáconos permanentes, além de familiares, amigos e fiéis, e aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, tornando-se um verdadeiro testemunho de fé e comunhão.

Neste dia especial, a Igreja se alegra com o “sim” generoso destes irmãos, que assumem a missão de servir ao povo de Deus na caridade, na Palavra e no serviço.

Os neo-diáconos fazem seus serviços pastorais nas paróquias de origem, todos pertencentes à Forania Imaculada:

Antônio AlbertoCatedral N. Sra. da Conceição

Celso RogérioParóquia N. Sra. de Fátima – Tranquilidade

Rodnei FelicianoParóquia Santo Antônio – Vila Augusta

Rezamos para que Deus fortaleça sua caminhada e conceda perseverança na vocação. Parabéns aos novos diáconos permanentes Antônio, Celso e Rodnei!

Que o Senhor os abençoe e os conduza sempre em seu serviço fiel à Igreja!

Confira alguns registros da Ordenação:

Ordenação Diaconal Permanente 2026