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Os pobres seguem sendo invisíveis

Qual o nosso comportamento diante de uma pessoa que reside na rua? Por qual motivo, apesar de serem tantos, são invisíveis aos nossos olhares? Existe uma política municipal de inclusão?

Esses e outros temas, como as causas que levam as pessoas a residirem na rua, serão refletidos no próximo dia 15 de abril, em aula organizada pelo Escola de Fé e Política Dom Joaquim Justino Carreira.

Organizada em oito núcleos e, em diferentes paróquias, a Pastoral do Povo de Rua distribui diariamente cerca de 200 marmitas aos moradores. O aumento do aluguel, o endividamento das famílias e as constantes ordens judiciais de despejos estão na raiz do aumento da população de rua.

Em Guarulhos cerca de duas mil pessoas residem nessa situação e não encontram, segundo a coordenação da Pastoral, nenhuma ação política para diminuir o problema.

A aula, on-line,  acontece dia 15 de abril, às 19h30 com a presença do assessor nacional Luiz Kohara e poderá ser acompanhada no endereço:

https: meet.google.com/ygi-usqp-kio

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Páscoa, caminho de vocação

O itinerário pascal faz-nos descobrir que a glória de Deus nos impulsiona a viver uma vida nova Nele. A alegria do Ressuscitado abre-nos as portas do Céu e nos possibilita fazermos um novo caminho. Esse novo de Deus se manifesta também na resposta ao chamado vocacional. Ao sentir o chamado a uma vocação e vermos que a vontade de Deus pode nos levar ao escândalo da cruz, o fato da ressurreição nos reanima e nos dá esperança.

No encontro com o Ressuscitado, a vocação de Pedro é confirmada. Ele, que fugira do chamado de Deus para ser “pescador de homens”, mas negara o seu Senhor, foi chamado a pastorear as ovelhas do Bom Pastor e seguir os passos do Mestre (Jo 21,15-19). Foi ressuscitada a sua vocação.

Após a Paixão, os demais Apóstolos, estando fechadas as portas do lugar onde estavam por causa do medo, no encontro do Ressuscitado, a paz entrou em seus corações e novamente assumiram o chamado que outrora receberam (Jo 20,19-31). Saíram para evangelizar e assumiram suas vocações. Os Atos dos Apóstolos são um exemplo dessa tomada vocacional na história de vida por parte dos discípulos de Jesus.

Nesse tempo pascal o que podemos nos questionar é se, de fato, estou permitindo que Deus ressuscite em mim, em toda a minha integridade, todos as dimensões de minha vida, inclusive a vocacional. Por vezes, a vontade em seguir a Jesus por de perto, pode muitas vezes ser sepultada em nosso coração. Quantas vezes o chamado em ser sacerdote, religiosa, constituir uma família ou assumir uma vida consagrada é adormecido pelos nossos medos, anseios ou dúvidas. Nessa Páscoa, o Senhor quer também ressuscitar a nossa vocação que ficou por tempo adormecida.

Para essas realidades, que se possa fixar em nossos corações a exortação de São Paulo: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá” (Ef 5,14b). Deixe ser ressuscitado vocacionalmente pelo Senhor.

 

Padre Edson Vitor

Reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio

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Encontros com grupos de comunidades vivenciam prática de espiritualidade

No mês de março, a equipe de subsídios da Leitura Orante da Diocese de Guarulhos (juntamente com nosso Bispo diocesano), promoveu encontros com os grupos das comunidades que vivenciam essa prática tão rica de espiritualidade. Estiveram presentes representantes das foranias Aparecida, Carmo, Rosário, Bonsucesso e Fátima, em momentos marcados pela escuta, partilha e comunhão. As integrantes da equipe tiveram a oportunidade de acolher diversos depoimentos dos participantes, que expressaram, com profundidade, experiências significativas de encontro com a Palavra de Deus, além de apresentarem sugestões que contribuirão para o fortalecimento dessa caminhada nas comunidades.

Durante os encontros, também foi proporcionado um momento formativo sobre a Sinodalidade, tema que orienta as meditações e orações da Leitura Orante ao longo deste ano. A reflexão destacou a importância de caminhar juntos, como Igreja, valorizando a escuta, a participação e a corresponsabilidade de todos. Assim, os encontros não apenas fortaleceram os vínculos entre a equipe e os grupos, mas também renovaram o compromisso de seguir promovendo uma espiritualidade enraizada na Palavra e vivida em comunhão.

Leia e faça a Leitura Orante da Palavra de Deus:

Acesse: https://diocesedeguarulhos.org.br/leitura-orante/

Kátia NeumanEquipe Diocesana da Leitura Orante

Encontros Leitura Orante com Grupos
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Mensagem de Páscoa 2026 – Dom Edmilson Amador Caetano

“um grande tremor de terra…o anjo retirou a pedra e sentou-se nela…sua aparência era como um relâmpago…os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram e ficaram como mortos…”(Mt 28, 2-4)


A solenidade pascal que celebramos não se repete existencialmente. Cada Páscoa é única em nossa vida, em nossa história. A Solenidade Pascal deste ano nos encontra com tantos acontecimentos que não são fáceis de discernir no momento, como os fenômenos apresentados pelo evangelista Mateus no relato da ressurreição: uma guerra que explode no Oriente Médio e que nos atinge de tantas formas; um ano eleitoral onde não predomina a arte da política, mas, novamente, uma disputa polarizada e polarizante, semeando divisões e discórdias, longe do bem comum; pastoralmente muitos estranham a implementação do caminho sinodal; a Campanha da Fraternidade atacada, pois para alguns grupos falar do pobre, direito à terra, teto e trabalho, são coisas de “esquerda”; diante dos conflitos muitos de nossos irmãos e irmãs de comunidade preferem trancar-se no interior da espiritualidade dentro das igrejas e sentem medo de ser Igreja em saída…

“Não tenhais medo” (Mt 28,5.10)

É o que anjo e Jesus diz às mulheres diante de tanta confusão aparente. O medo imobilizou os soldados do sepulcro. O medo – que é falta da vivência da fé – também nos imobiliza na caminhada sermos Igreja Sinodal na comunhão, participação e missão.

Deixemos que o anúncio da Ressureição que as mulheres receberam do Anjo, que é o mesmo anúncio que recebemos na proclamação da Palavra nesta Solenidade Pascal, nos tire do imobilismo. A presença do Cristo Ressuscitado nos encoraje para o anúncio e retorno à Galileia.

“  Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à nossa frente na Galileia. Lá vós o vereis.” (Mt 28,7.10)

A Galileia é o lugar onde Jesus passou a infância, adolescência, juventude e chegou à idade adulta. A maioria dos discípulos era da Galileia. O início do ministério público de Jesus, após o batismo no Jordão, foi a partir dos confins da Galileia. Os primeiros sinais do Reino, como nas Bodas de Caná, foram realizados na Galileia. Em Cafarnaum, na Galileia, estava a casa de Jesus e seus discípulos. Junto ao Mar da Galileia Jesus fez as multiplicações dos pães e ensinou seus discípulos a missionarem. Da Galileia Jesus vai para Jerusalém para entregar a sua vida. Voltando à Galileia Jesus ressuscitado envia os discípulos em missão prometendo que, com poder, está com eles todos os dias até final dos tempos.

Na Galileia Jesus chamou os seus primeiros discípulos.

Na nossa Galileia Jesus também nos chamou e colocou-nos na sua comunidade.

Nesta celebração pascal de 2026 voltemos à Galileia, sem medo,  para vermos o Cristo ressuscitado. Não fiquemos aterrados e aterrorizados diante da cruz de cada dia, da crueldade do mundo em guerra, da corrupção que nos rodeia, da miséria que fere a dignidade do ser humano, das forças e ideias que querem negar a caminhada da Igreja à luz do Concilio Vaticano II, dos que querem desistir de uma Igreja missionária encarnada…

Voltemos à Galileia. Voltemos ao primeiro amor, onde e quando o Senhor com voz potente tocou o nosso coração e compreendamos que a Cruz não é derrota, mas vitória. Voltemos à Galileia onde com a comunidade dos discípulos – aquela onde o Senhor nos inseriu e vimos os seus sinais – assim compreenderemos que o Senhor vitorioso está conosco. Voltemos à Galileia e retomemos a nossa vida em comunidade e tenhamos renovada consciência de sermos comunidade eclesial missionária. Voltemos à Galileia e não nos deixemos  dominar pela preguiça e comodismo. Voltemos à Galileia e não deixemos que as vozes dos falsos profetas, apregoadores de desgraça e divisão, distancie-nos da comunidade e da celebração da Eucaristia, fazendo-nos duvidar da força e do poder do Espírito do ressuscitado.

Não pode haver Feliz Páscoa se não voltarmos à Galileia.

Alegria! O Senhor ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou!

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano de Guarulhos

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Nota do Bispo Diocesano sobre a lavagem da Catedral Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos

No dia 21 de março, dia Nacional das Tradições Afro-brasileiras, aconteceu a terceira edição da chamada Lavagem da Catedral de Guarulhos. Vários católicos de Guarulhos e de fora de Guarulhos, manifestaram-se contrários ao evento nas redes sociais. Algumas manifestações foram ofensivas aos participantes das religiões de matriz africana e aos católicos. A estes últimos por permitirem tal celebração na porta da Catedral.

            Primeiramente quero fazer saber que este ato foi pacifica e respeitosamente combinado com a Igreja, para que não houvesse importunação durante alguma celebração na Catedral.

            Em segundo lugar, além do evento ter sido realizado em um espaço público (mesmo que a frente da igreja pertença à Catedral), isto é, um espaço que é comum a todos, não se tratou de uma celebração inter-religiosa e nem mesmo uma manifestação de sincretismo religioso por parte da Igreja Católica. As portas da Catedral  permaneceram abertas e o espaço celebrativo católico foi totalmente respeitado.

            Por fim, quero lembrar aos católicos, que vivemos sob a orientação do Concílio Vaticano II, que na Declaração Nostra Aetate fala das sementes do Verbo de Deus presentes em todas as expressões religiosas não cristãs, bem como da necessidade de vivermos em espírito de fraternidade com todas as religiões. Além disso, o mesmo Concílio Vaticano II, na Declaração Dignitatis Humanae fala magistralmente sobre o direito da liberdade religiosa a todas as comunidades da sociedade.

            Neste mundo marcado por guerras, até mesmo de origem religiosa, e num País, onde oficialmente no passado oprimiu-se manifestações religiosas não católicas e, hoje, em virtude da chamada laicidade do Estado tenta-se sufocar a maneira de cada religião exprimir publicamente a sua crença, não cabe  aos católicos quererem propagar ideias de repressão às religiões não cristãs. Vivamos em nossas comunidades a nossa fé cristã e católica e sempre que necessário, manifestemos de modo celebrativo nos lugares públicos. Temos direito a isso.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano de Guarulhos

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Diocese acolhe três novos diáconos permanentes em ordenação

Na manhã de sábado, 14 de março, a Diocese viveu um momento de grande alegria e graça com a ordenação de três novos diáconos permanentes. Pelas mãos do bispo diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano, receberam o Sacramento da Ordem, no grau do diaconato permanente, os eleitos Antônio Alberto, Celso Rogério e Rodnei Feliciano, chamados a servir com dedicação e amor à Igreja.

A celebração, presidida por Dom Edmilson, Bispo Diocesano, reuniu padres e diáconos permanentes, além de familiares, amigos e fiéis, e aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, tornando-se um verdadeiro testemunho de fé e comunhão.

Neste dia especial, a Igreja se alegra com o “sim” generoso destes irmãos, que assumem a missão de servir ao povo de Deus na caridade, na Palavra e no serviço.

Os neo-diáconos fazem seus serviços pastorais nas paróquias de origem, todos pertencentes à Forania Imaculada:

Antônio AlbertoCatedral N. Sra. da Conceição

Celso RogérioParóquia N. Sra. de Fátima – Tranquilidade

Rodnei FelicianoParóquia Santo Antônio – Vila Augusta

Rezamos para que Deus fortaleça sua caminhada e conceda perseverança na vocação. Parabéns aos novos diáconos permanentes Antônio, Celso e Rodnei!

Que o Senhor os abençoe e os conduza sempre em seu serviço fiel à Igreja!

Confira alguns registros da Ordenação:

Ordenação Diaconal Permanente 2026
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Santa Missa dos amigos do Seminário e Rito de Admissão às Ordens Sacras

No primeiro sábado de março, 7, aconteceu a tradicional Santa Missa dos Amigos do Seminário no Seminário Diocesano Imaculada Conceição. Na ocasião, a Santa Missa presidida pelo nosso pai e pastor, Dom Edmilson Amador Caetano,o.Cist., bispo diocesano de Guarulhos, admitiu às Ordens Sacras dois seminaristas: Victor de Menezes Paim Silva e William Rodrigues dos Santos, ambos já concluintes do curso de Teologia, em vista do ministério diaconal e presbiteral. Também, admitiu à Ordem Sacra, José Rodrigo Mendonça da Escola Diaconal São Lourenço em vista do ministério diaconal.

            Durante a homilia, Dom Edmilson fez um paralelo sobre a parábola dos Pai das Misericórdias com a vida pessoal de cada um dos candidatos que diante das dificuldades e realidades vividas e a serem vividas são sinais da misericórdia de Deus. Também, o bispo exortou todos os fiéis presentes da importância da oração pelas vocações recordando que além dos três candidatos admitidos, no sábado 14/03/2026, a Igreja ordenará 3 novos diáconos permanentes para o serviço da Palavra e da caridade, além da recém aprovação para o ministério diaconal de 5 seminaristas que serão ordenados em 30/05/2026.

            O rito de admissão às Ordens Sacras inicia com a exortação do bispo de que a Igreja acolhe o propósito dos candidatos a consagrarem-se ao serviço de Deus e da humanidade. Tendo sido, aqueles que serão admitidos, chamados pelo nome, o bispo interroga os candidatos:

– Queres, respondendo ao chamado de Deus, completar a preparação que tornará apto para receber oportunamente o ministério da Igreja pela sagrada Ordem?

– Queres preparar vosso coração de tal maneira que possas servir fielmente ao Cristo, Senhor nosso, e a seu corpo, que é a Igreja?

            Tendo os candidatos assentido às perguntas, o rito se conclui com as preces e a oração do bispo que invoca a benção de Deus sobre eles.

            Roguemos, pois, ao Senhor da messe que continue enviando muitas e santas vocações sacerdotais, diaconais e consagradas para nossa Diocese de Guarulhos, pois a messe é grande e poucos são os operários.

 

Sem. Sebastião Fernandes Correia

3º ano da Teologia – Etapa da Configuração

Confira alguns registros da Santa Missa (Fotos – Ideal Arte):

Rito de Admissão às Ordens Sacras
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A crise habitacional e o pecado social

Por que tantas pessoas não têm onde morar?


 

Um país como o Brasil, com um território que mede 9 milhões de quilômetros quadrados, não deveria ter déficit habitacional e pessoas morando nas ruas, mas tem. Isso é sinal de que algo está errado e não é porque o povo é preguiçoso ou acomodado, como tantos afirmam e sim porque existe desigualdade. Se dividíssemos nosso território equitativamente por habitante, cada um teria direito a aproximadamente 40 mil metros. A realidade é que existem poucas pessoas com muita posse de terra e uma multidão de pessoas sem nada e isso é um pecado; não um pecado individual, mas social.

A Campanha da Fraternidade 2026, aborda justamente essa questão, trazendo um olhar crítico e denunciando a crise habitacional brasileira. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós”, a Igreja Católica no Brasil nos convida a entender que ter um teto não é um privilégio, mas um direito humano fundamental e uma exigência da fé. O problema da falta de moradia impacta diretamente a Saúde, Educação e Trabalho. Como ter saúde vivendo em áreas contaminadas sem acesso a higiene básica?  Como estudar sem um ambiente adequado? Como arrumar trabalho formal sem ter um endereço fixo?

Os números do déficit habitacional no Brasil vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com dados do IBGE, mais de 6,2 milhões de famílias não possuem uma casa adequada, o que gera 26 milhões de pessoas vivendo em habitações precárias ou improvisadas. O número de pessoas vivendo nas ruas no período pré-pandemia era de 144.000, ao passo que atualmente é de 365.800 atingindo um recorde histórico. Aqui está o Pecado Social que se refere a estruturas que violam a dignidade humana, portanto, combater essa realidade tornou-se um dever sagrado.

Não podemos olhar esse cenário com a justificativa que tantas vezes ouvimos: “é da vontade de Deus”. Não é da vontade Deus e sim da ganância de uma minoria que, através do poder político-econômico, se impõe sobre a maioria. O Pecado Social está presente na violência, no racismo, na pobreza, na corrupção e na falta de direitos básicos à população. A Campanha da Fraternidade nos conclama a sermos como os antigos profetas que denunciaram a opressão e a injustiça. Não basta participar de cultos religiosos, o cristianismo vai além da prática ritualística e exige uma vivência concreta dos ensinamentos de Jesus. Que a compaixão, a justiça e o amor guiem a nossa cristandade.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo

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Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024)

Uma das últimas orientações do Papa Francisco a toda Igreja, ainda quando estava internado no hospital, em fevereiro de 2025, foi autorizar a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos dar prosseguimento à Implementação do Sínodo dos bispos (2021-2024), a partir do Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, participação, missão.

A coordenação deste trabalho, em cada diocese, cabe ao bispo diocesano, assessorado por uma Equipe Diocesana do Sínodo. Esta equipe já existia desde 2021e agora foi ampliada. Este trabalho tem sido feito, com busca de discernimento, de maneira incessante, mas paulatinamente. Não se tata de uma técnica ou modismo que deva ser implantado rapidamente, mas de uma identidade da Igreja que precisa ser redescoberta e estabelecida solidamente, ancorada em bases espirituais inalienáveis.

Para fazer conhecer este Documento Final tivemos até agora (março 2026) três reuniões com os membros dos CPPs. Estas reuniões foram realizadas nas Foranias. De cada uma destas reuniões foram entregues tarefas às paróquias para que, experimentando uma prática sinodal, de alguma maneira fossem sendo encontradas respostas pastorais. Da primeira reunião, após explicitação do primeiro capítulo do Documento Final, os membros do CPP levaram como “lição de casa” um questionário. A segunda reunião foi a devolutiva desse questionário e a “lição de casa”, foi para cada CPP, já com alguma prática sinodal, que escolhesse um dos aspectos pastorais levantados através do questionário, em toda diocese, e deste aspecto fizesse brotar um processo pastoral para que fosse implantado na paróquia. Na terceira reunião, foram apresentados os capítulos segundo e terceiro do Documento Final. E, iniciando um processo de modo sinodal, foi iniciada a revisão dos Estatutos do CPP, em vigor desde 2017 em nossa diocese.

Por que escolhi os membros dos CPPs?  Fiz esta escolha por tratar-se de irmãos e irmãs que estão, juntamente com os pastores de cada paróquia, à frente do discernimento e organização do trabalho evangelizador em cada comunidade. Desta forma, muito mais que com palestras e cursos, possam ir trabalhando esta mentalidade em nossas comunidades.

Alguém pode perguntar ou objetar: Por que não se faz um curso ou Semana Diocesana de Formação sobre este Documento Final? Porque diferentemente de outros documentos do Magistério da Igreja, este documento deve ser aprendido através da experiência, de aspectos mais sensíveis a cada realidade diocesana e conforme o discernimento que vá sendo feito à luz dos sinais dos tempos.

A propósito, a Comissão Diocesana de Pastoral (CODIPA), escutando alguns irmãos e irmãs, achou por bem dar um enfoque mais doutrinal à Semana Diocesana de Formação. O povo tem sede de que seja melhor explicitado os conteúdos da nossa fé. Assim sendo, a partir deste ano iremos, com critério e sem pressa, apresentar/estudar na Semana Diocesana de Formação os conteúdos do Catecismo da Igreja Católica: Creio, Liturgia e Sacramentos, Moral e Oração. Seguramente serão argumentos para mais de uma década.  Vejo nesta escolha uma convergência interessante de acontecimentos. O Catecismo da Igreja Católica atual surgiu após um Sínodo dos bispos em 1985 (20 anos do término do Concílio Vaticano II) e a implementação do Sínodo, assim chamado sobre “a sinodalidade” começa a acontecer no ano em que se celebrou os 60 anos do término do Concílio Vaticano II.

Ao longo deste ano, nesta coluna, irei falando sobre pontos que julgo capitais para a vivência desta Igreja Sinodal dentro da nossa realidade diocesana.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano

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Artigos Editorial

Ser igreja é viver cada proposta e desafio em busca do bem e da paz aqui e agora

Caríssimos irmãos e irmãs, com a graça de Deus iniciamos mais um ano de muitos projetos de comunicação para melhor servir ao Reino de Deus com o anuncio da Boa Nova e sua repercussão. É fundamental que você possa assumir com responsabilidade a missão de ser um(a) propagador(a) deste conteúdo publicado, em primeiro lugar compartilhando está revista nos seus diversos grupos sociais; segundo, enviando as sugestões de pauta e críticas construtivas, e em terceiro lugar enviando conteúdo de reflexão e experiência de fé.

Elaborando essa primeira edição do ano, podemos afirmar que se o ditado popular diz que: “o ano começa depois do carnaval”, para nós o ano começa com o lançamento da Campanha da Fraternidade nas diversas instâncias da Igreja e da sociedade. Por isso está primeira edição da Revista Diocesana é marcada pelo tema da Campanha com sua fundamentação bíblica, teológica e pastoral.

Um tema mais uma vez desafiador por se tratar de uma questão social gravíssima em todo o mundo que é o direito à moradia e as consequências de sua negação. O compromisso deve ser de todos e de cada um, por isso acompanhamos o lançamento nas foranias e na sub-região do estado de São Paulo. Neste momento estamos na fase das reflexões nos diversos grupos e de modo especial através do subsídio CF em Família.

É fundamental perceber que a Igreja vive intensamente todas as propostas ao mesmo tempo por isso nos recorda Dom Edmilson que vivemos também na fase de implementação do Sínodo nas dioceses. Esse processo se dá na reflexão com os diversos membros do Conselho Paroquial de Pastoral que compõe nossas paroquias com a missão de escolher prioridades específicas conforme a realidade paroquial e também de rever o estatuto deste organismo a partir do convite por uma Igreja sinodal.

A caminhada é longa, árdua, porém necessária para alcançar os objetivos do Sínodo, como diz o coordenador diocesano de pastoral, o padre Marcelo Dias: Coragem povo de Deus. Se o Papa Francisco lançou o desafio do Sínodo e o ano da esperança, agora o Papa Leão XIV lançou o ano Franciscano a ser vivida ao longo de 2026. De fato, uma notícia que surpreendeu a todos e até o mesmo, eu acredito, os próprios devotos e filhos de São Franscisco de Assis. Para bem viver este ano Franciscano é muito importante você ler a bula e se informa bem para melhor tomar posse das graças oferecidas nas Igrejas dedicadas a São Francisco de Assis.

Desde já parabenizamos os responsáveis e fiéis destas paróquias e comunidades franciscanas e desejamos muitas graças na partilha da espiritualidade e compromisso do seu padroeiro.

Enfim, desejamos felicidades aos novos seminaristas propedeutas e aos novos diáconos permanentes pelo dom recebido e partilhado.

Que Nossa Senhora das Vocações e São Francisco de Assis, intercedam ao longo de toda a caminhada dos que iniciam e outros que alcançaram um longo caminho percorrido.

Desejo a todos os colaboradores e leitores, paz e bem, aqui e agora!

Padre Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral