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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Serviço de Animação Vocacional e Catequese Diocesana promovem as Catequeses Vocacionais

Nos dias 21 e 28 de fevereiro, o Serviço de Animação Vocacional e Catequese Diocesana promovem as Catequeses Vocacionais nas Foranias de nossa Diocese. Com o tema “Vocação como ser humano” para a 2ª etapa do Crisma e a temática “Missão e vida da Igreja” trabalhada para a 3ª etapa do Crisma, as Catequeses Vocacionais foram realizadas com o objetivo de aproximar os jovens para a realidade da vocação, oferecendo aos crismandos aprofundar nos conteúdos antropológicos, sociais, eclesiais e missionários.
 
Com a presença de diversos palestrantes para cada Paróquia na Forania, o encontro ainda realizou momentos de oração, formação e Adoração ao Santíssimo, no qual se encerraram as Catequeses.
 
Padre Edson Vitor
Coordenador do Serviço de Animação Vocacional
 
 
Confira como foram os encontros:

CATEQUESES VOCACIONAIS - 2ª ETAPA:

Catequeses Vocacionais - 2ª Etapa 2026

CATEQUESES VOCACIONAIS - 3ª ETAPA:

Catequeses Vocacionais - 3ª Etapa 2026
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Seminaristas propedeutas realizam o retiro anual

Nos dias 23 a 27 de fevereiro, os seminaristas propedeutas realizaram o retiro de início de ano. Conduzidos pelas pregações do Padre Bruno Santana, vigário da Paróquia Santa Luzia – Mikail, os seminaristas viveram momentos de intimidade com a Palavra de Deus, com as suas histórias vocacionais e com a oferta que realizaram nessa nova etapa de suas vidas.
O retiro, realizado na Abadia de Santa Maria da capital paulista, foi concluído com a presença de nosso Bispo, Dom Edmilson Amador Caetano, que exortou a perseverança, o discernimento e a escuta da voz de Deus no tempo da etapa propedêutica.
Rezemos pelos nossos seminaristas, pela sua fidelidade e santidade em sua caminhada vocacional.
Padre Edson Vitor
Reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio
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Diocese de Guarulhos acolhe oito novos seminaristas no Seminário Propedêutico

A Diocese de Guarulhos acolheu com alegria oito novos seminaristas propedeutas. Ingressando no Seminário Propedêutico Santo Antônio no dia 19 de fevereiro, os seminaristas terão a oportunidade de vivenciar mais profundamente o chamado de Deus, realizando as orações, estudos e convivência fraterna para um integral discernimento vocacional.

O Seminário Propedêutico Santo Antônio encontra-se no bairro do Gopoúva e proporciona um espaço de acolhida, vivência e oração para uma melhor experiência da vocação presbiteral aos candidatos.

São esses os seminaristas que ingressaram no Seminário Propedêutico:

  • Douglas Cruz de Oliveira –  Paróquia São Francisco Xavier
  • Flávio da Silva – Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Inocoop)
  • Gabriel Fachine Couto – Paróquia Santo Antônio (Gopoúva)
  • Gabriel Sousa de França – Paróquia Santo Alberto Magno
  • Henrique Soares Burim – Paróquia Santa Luzia (Mikail)
  • Jefferson Cauã Silva – Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
  • Raphael Faria Costa Souza – Paróquia Santo Antônio (Pimentas)
  • Thiago De Oliveira Da Silva – Paróquia Santa Luzia (Alvorada)

Rezemos pelas vocações sacerdotais de nossa Diocese e rezemos para que o Senhor da messe envie cada mais operários pela intercessão de Nossa Senhora das Vocações e de Santo Antônio.

 

Padre Edson Vitor

Reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio

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Artigos Diocese Dízimo

Congresso Diocesano da Pastoral do Dízimo reúne foranias e marca transição na assessoria

No dia 28 de fevereiro, coordenadores e agentes da Pastoral do Dízimo das diversas foranias da Diocese de Guarulhos participaram do Congresso Diocesano, em um dia marcado por espiritualidade, partilha e renovação da missão.

O encontro que reuniu representantes paroquiais, objetivou fortalecer o compromisso com a evangelização e com a conscientização sobre a importância do dízimo como expressão de fé, gratidão e corresponsabilidade na vida da Igreja, contou com a presença do Padre Cleiton Viana da Silva da paróquia São Pedro Apóstolo da Diocese de Mogi das Cruzes, convidado para conduzir a reflexão central do Congresso.

Além dos momentos de reflexão e espiritualidade, o Congresso também foi marcado por uma importante transição na assessoria diocesana da pastoral. O padre Italo Sá, que até então exercia a função de assessor diocesano da Pastoral do Dízimo, despediu-se oficialmente da missão, sendo agradecido por seu empenho, dedicação e trabalho realizado junto às foranias ao longo de seu serviço.

Na ocasião, foi acolhido como novo assessor diocesano o padre Leonardo Lopes, atualmente vigário no Santuário Nossa Senhora do Bonsucesso, que assume a missão com o compromisso de dar continuidade ao trabalho de formação, animação e unidade da pastoral em toda a Diocese.

O Congresso reforçou a importância da unidade entre as foranias e renovou o entusiasmo dos agentes para o trabalho pastoral ao longo de 2026, reafirmando que o dízimo é um gesto de amor à Igreja e de participação ativa na construção do Reino de Deus.

Confira alguns registros do congresso:

Congresso Diocesano do Dízimo 2026
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A Palavra de Deus como realidade viva

Ao tratar da relação entre Escritura e Tradição, Leão XIV destacou que ambas formam uma única realidade viva, transmitida ao longo das gerações sob a ação do Espírito Santo.


 

Na Audiência Geral do dia 28 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV conduziu a Igreja a uma reflexão profunda sobre a Palavra de Deus como realidade viva, dinâmica e inseparável da Tradição. Ao retomar os grandes temas da Dei Verbum, o Pontífice recordou que a Revelação não pertence apenas ao passado, nem pode ser reduzida a um texto fixo ou a uma memória histórica: ela acontece, continua a se comunicar e se atualiza na vida concreta do povo de Deus.

Essa compreensão provoca uma pergunta fundamental: como escutamos hoje a Palavra de Deus? Ela é acolhida como força que interpela, transforma e orienta a existência, ou permanece confinada ao âmbito do ritual e do discurso religioso? Em um tempo marcado pela aceleração, pelo excesso de informações e pela superficialidade das escutas, o Papa convida a Igreja a redescobrir a centralidade de uma escuta profunda, paciente e comprometida.

Ao tratar da relação entre Escritura e Tradição, Leão XIV destacou que ambas formam uma única realidade viva, transmitida ao longo das gerações sob a ação do Espírito Santo. A Tradição não é repetição mecânica nem simples conservação do passado, mas processo vital, no qual a fé é compreendida, aprofundada e testemunhada em novos contextos históricos. Diante disso, surge outra questão decisiva: somos uma Igreja que transmite a fé como herança viva ou apenas como um conjunto de fórmulas a serem preservadas?

A Palavra de Deus, recordou o Papa, cresce na medida em que é acolhida, meditada e vivida. Ela se revela na escuta comunitária, na liturgia, na vida pastoral e nos desafios do mundo contemporâneo. Isso exige maturidade espiritual e discernimento, pois nem toda mudança é fidelidade, assim como nem toda conservação é garantia de autenticidade. Aqui emerge uma pergunta particularmente atual: como discernir, à luz do Espírito, o que é desenvolvimento legítimo da fé e o que é perda de seu sentido original?

Leão XIV também sublinhou a responsabilidade de toda a Igreja na guarda e na transmissão do depósito da fé. Essa missão não é exclusiva do Magistério, mas envolve pastores, teólogos, educadores e fiéis leigos. Tal afirmação provoca outra inquietação: de que modo cada cristão assume sua corresponsabilidade na transmissão da fé, especialmente às novas gerações? A Palavra anunciada encontra coerência na vida vivida?

Ao final de sua catequese, o Papa convidou os fiéis a retomarem o espírito da Dei Verbum, lembrando que Escritura, Tradição e Magistério só podem ser compreendidos em profunda unidade. Separá-los empobrece a fé; mantê-los unidos fortalece a Igreja em sua missão evangelizadora. Em tempos de crise de sentido, polarizações e fragilidade dos vínculos, permanece a pergunta que atravessa toda a audiência: estamos dispostos a deixar que a Palavra de Deus continue a nos converter, ou preferimos moldá-la às nossas certezas e conveniências?

A audiência do Papa Leão XIV, portanto, não se limita a uma explicação doutrinal, mas se apresenta como um chamado à conversão da escuta, à maturidade da fé e ao compromisso com uma Tradição verdadeiramente viva, capaz de falar ao coração do ser humano de hoje sem perder sua fidelidade ao Evangelho.

Nosso Bispo, Dom Edmilson, esteve presente na audiência Papal no dia 28 de janeiro em comunhão com o Regional Sul 1 da CNBB que segue fazendo com grupos, as visitas ao pontífice em Roma durante este início de ano.

Confira a audiência Papal deste dia 28/01/2026:

Confira algumas fotos de Dom Edmilson com o Papa Leão XIV:

Fonte: Vatican Media

Visita a Roma - Dom Edsilson
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Artigos Falando da Vida

Gratidão e Ciência

Por que é importante cultivar a gratidão?

É normal ouvir falar sobre gratidão nos ambientes religiosos, pois ela tem tudo a ver com os princípios que norteiam a maioria das religiões. A gratidão é vista como uma forma de agradecer as coisas boas da vida, as bênçãos e reconhecer a bondade presente nas outras pessoas. Ela é um ponto central no Cristianismo e aparece muito no Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, Espiritismo e principalmente, no Budismo. Em todas essas crenças, ser grato é algo ativo, que se manifesta em orações, rituais e ajuda ao próximo.

Todavia o tema gratidão tem recebido cada vez mais atenção da ciência, sobretudo na Psicologia, devido aos seus inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. A partir da perspectiva psicológica, a gratidão é vista como um sentimento que envolve o reconhecimento e apreciação pelo que sentimos, através de experiências internas ou externas. Estudos mostram que pessoas que praticam a gratidão regularmente tendem a experimentar níveis mais elevados de felicidade, menor incidência de depressão, além de uma maior resiliência diante de adversidades.

Do ponto de vista neurocientífico, a prática da gratidão ativa áreas do cérebro relacionadas à dopamina e à serotonina, neurotransmissores ligados ao sentimento de prazer e bem-estar. Essa resposta neuroquímica reforça o impacto positivo dessa emoção no cérebro, criando um ciclo de reciprocidade emocional. Por fim, a psicologia aponta que desenvolver a gratidão não é apenas uma atitude momentânea, mas uma habilidade que pode reconfigurar o cérebro e gerar um padrão positivo de saúde mental.

Existe uma área da Psicologia, chamada de Psicologia Positiva, que se concentra no estudo do bem-estar humano e segundo essa abordagem, cultivar a gratidão ajuda a mudar o foco da mente, saindo do modelo tradicional de remediação de problemas, para o modelo positivo que busca as condições que nos fazem efetivamente felizes. Técnicas como registros diários de gratidão, onde a pessoa escreve coisas pelas quais é grata, têm se mostrado eficazes na promoção de emoções positivas e na redução do estresse.

Para concluir, aqui vai uma prática simples que ajuda a cultivar gratidão reconfigurando o cérebro para um modelo positivo: Faça uma retrospectiva de sua vida no decorrer deste ano e enumere todos os acontecimentos pelos quais você é grato. Avalie o processo mais que o resultado, reconheça o quanto você se empenhou em cada tarefa e deixe emergir dentro de si, um sentimento puro de gratidão. Eu, por exemplo, sou grato por todos os artigos que escrevi nessa revista no decorrer do ano e por todos os leitores que, através dessa coluna, se conectaram comigo formando um ciclo maravilhoso de dar e receber.

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos CNBB Liturgia

Declaração Final – COP 30

Conversão ecológica, resistência às falsas soluções e compromisso com a justiça socioambiental
“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. Mt5.6

Reunidos em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Colégio Marista Dom Silvério, entre os dias 25 e 27 de julho de 2025, representantes dos Regionais Leste 1, Leste 2, Leste 3 e Sul 1 da CNBB, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, assumimos coletivamente o chamado à conversão ecológica, à resistência às falsas soluções climáticas e à construção de um compromisso profético em preparação à COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém do Pará.

Diante do colapso climático global, que atinge de forma mais dura os pobres e territórios vulnerabilizados, reconhecemos o fracasso das últimas Conferências do Clima em oferecer soluções concretas. O aquecimento global já ultrapassa 1,5°C, e os acordos internacionais, dominados por interesses econômicos, são insuficientes diante de uma crise sistêmica que ameaça toda a vida. Vivemos um mundo atravessado por múltiplas crises, com guerras e violências, cujo ápice se revela no genocídio em Gaza, expressão extrema de nossa crise civilizatória.

Em nossa região Sudeste do Brasil, o modelo econômico agrava a degradação dos biomas, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, manguezais e zonas costeiras, através do avanço urbano-industrial, da mineração, do agronegócio, da exploração do gás e do petróleo, do uso indiscriminado do agrotóxico e da especulação imobiliária. A contaminação das águas, a perda da biodiversidade, a expulsão de comunidades e a periferização tornam visível a injustiça ambiental e social.

A partir de duas mesas de painéis, uma sobre a Crise Climática e a Justiça Socioambiental e outra sobre a Ruptura com o Modelo Econômico Predatório e Falsas Soluções, nos organizamos em 5 grupos de trabalho para aprofundar cinco eixos da nossa Pré-COP: 1 – Soberania dos Povos, Direitos Territoriais e Justiça Socioambiental; 2 – Justiça Climática e Reparação Histórica; 3 – Ruptura com o Modelo Econômico Predatório, Não à Economia Verde; 4 – Descarbonização e Falsas Soluções; 5 – Centralidade da Vida, Dignidade Humana e Direitos da Terra.

Os grupos convergiram na compreensão de que a crise climática está profundamente ligada, ao sistema capitalista, à injustiça social, ao racismo ambiental e ao extrativismo predatório. Criticaram a chamada economia verde, a mercantilização da natureza e as falsas soluções tecnológicas. Propuseram, em contrapartida, uma ruptura com o modelo econômico vigente e a construção de uma nova economia baseada na justiça socioambiental, na agroecologia e nos saberes ancestrais. Reivindicaram a soberania alimentar e energética, bem como políticas públicas construídas a partir das comunidades e a responsabilização dos grandes poluidores. Destacaram também a necessidade de coerência institucional, incluindo uma atuação profética da Igreja, que deve assumir papel ativo, educativo e articulador nas lutas por direitos, territórios e dignidade.

Denunciaram as falsas soluções, como os mercados de carbono, os megaprojetos de energia e a expansão da mineração, que aprofundam desigualdades e ameaçam territórios sem enfrentar as causas estruturais da crise. A crise climática é inseparável da injustiça social, do racismo ambiental e do extrativismo. Seus impactos recaem sobre os povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas, camponesas, ribeirinhas e tradicionais. É urgente responsabilizar juridicamente os grandes emissores, corporações e governos, e exigir que os compromissos assumidos nas COPs tenham força legal e sanções reais.

Nós bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigas e leigos, presentes nesta Pré-COP, reafirmamos, com esperança, a ecologia integral como eixo da nossa missão evangelizadora, tendo como referências centrais a encíclica Laudato Si’ e a exortação Laudate Deum. Anunciamos a conversão ecológica como caminho de fé e espiritualidade para um mundo novo. Caminho de irmandade universal entre toda criação, como nos convida Francisco de Assis, no Cântico das Criaturas. Propomo-nos a fortalecer as CEBs, as Pastorais Sociais e a Pastoral da Ecologia Integral, com a presença efetiva da Igreja nos territórios e na escuta e convivência ativa junto às populações vulnerabilizadas. A formação de lideranças religiosas e comunitárias deve ser prioridade, que leve ao comprometimento, articulando espiritualidade, saberes tradicionais, ciência e consciência política.

A Igreja deve se manter coerente entre seu discurso e sua prática, evitando recursos e alianças com empresas poluidoras e adotando medidas sustentáveis em suas estruturas. Reafirmamos sua missão profética diante do Estado e do mercado, com atuação firme nas políticas públicas, conselhos, conferências e demais espaços de participação popular, inclusive oferecendo suporte jurídico às lideranças. É compromisso urgente enfrentar o racismo ambiental e as desigualdades estruturais que atingem especialmente povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas e ribeirinhas.

Destacamos a proposta dos Regionais aqui presentes levarem essas diretrizes para a Assembleia dos Bispos, com o objetivo de tornar a Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração em uma comissão nacional permanente, e que se constitua em todos os regionais da CNBB.

Defendemos políticas públicas estruturantes, com participação social, que garantam moradia, água, saneamento e saúde às comunidades em risco socioambiental, assegurando também os direitos da natureza. É essencial atuar nos Planos de Saneamento, Diretores e de Mobilidade Urbana, promovendo justiça espacial e o direito à permanência nos territórios. Rejeitamos propostas como o “PL da devastação”, a lógica da “escala de trabalho 6×1”, e defendemos leis populares, como a “taxação das grandes fortunas”, bem como leis voltadas à justiça climática. Uma ação urgente passa pelo combate ao desmatamento, com foco na preservação dos biomas, e na contenção da urbanização predatória e dos grandes empreendimentos. A preservação das florestas é compromisso espiritual, territorial e ambiental, não financeiro, em diálogo com os povos que nelas vivem.
Em contraste ao modelo capitalista que devasta e aprofunda a crise climática, apontamos para a vida que prevalece apesar de tudo o que acontece.

Anunciamos os modos de vida e os saberes dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que representam formas sustentáveis e harmoniosas de habitar a terra, baseadas no cuidado com a natureza, na coletividade e no respeito aos ciclos da vida. Identificamos, ainda, sinais concretos de esperança presentes nos territórios. Alternativas comunitárias e coletivas, baseadas na economia do cuidado, na agroecologia, na agricultura familiar, na economia solidária, no decrescimento. Expressões para nós de uma Economia de Francisco e Clara. Essas comunidades cultivam uma relação de reciprocidade com os territórios, oferecendo caminhos concretos para a justiça socioambiental e a regeneração da vida. Comprometemo-nos com organizações populares e as iniciativas comunitárias autônomas, como cooperativas e redes de solidariedade.

No cenário internacional, exigimos compromissos vinculantes nas COPs, o cancelamento das dívidas externas e a responsabilização dos países historicamente poluidores.

Confiamos aos nossos Regionais da CNBB, sob as bênçãos de Deus, a continuidade dos trabalhos.

Que a COP 30, em Belém, seja um marco de escuta do grito da Terra e dos Pobres, de denúncia profética das estruturas de morte e de anúncio de novos caminhos para uma sociedade justa e com respeito à natureza. Saudamos, com esperança, a Cúpula dos Povos, onde movimentos e organizações sociais nacionais e internacionais se mobilizam por alternativas reais e por justiça climática. Que as vozes dos territórios sejam ouvidas e respeitadas nas negociações. O tempo é agora. A conversão ecológica é urgente. A justiça climática é inegociável.

“Trabalhem por uma justiça ecológica, social e ambiental”. Papa Leão XIV (Mensagem ao II Encontro Sinodal de Reitores de Universidades para o cuidado da Casa Comum realizado na Puc do Rio de Janeiro – maio de 2025).

Pela intercessão de Nossa Senhora da Abadia das águas sujas e de São Francisco de Assis.

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Artigos Vocação e Seminário

Um ano jubilar!

Peregrinamos para o encerramento de mais um ano e esse período torna-se propicio para recordarmos o nosso caminhar realizado ao longo dos dias. Esse ano já podemos dizer que foi um ano jubilar, de grande alegria – seja pela celebração do Ano Santo de 2025, seja por todas as graças que Deus derramou em nossa Diocese durante esse tempo. Em especial ao Serviço de Animação Vocacional, Deus foi muito generoso e providente nos acontecimentos pastorais e Sua presença foi marcante em todos os eventos que o SAV ofereceu aos jovens das comunidades de Guarulhos.

Iniciamos o ano com a iniciativa das Catequeses Vocacionais, em que os jovens do Crisma realizaram um aprofundamento vocacional, eclesial e missionário para conhecer melhor sobre a vida da e na Igreja.

Durante as sextas-feiras, o SAV proporcionou na Catedral o Plantão Vocacional em que os jovens poderiam conversar e conhecer melhor sobre as vocações juntamente com padres, religiosas ou com outros fiéis leigos.

Para o Ano Jubilar, o Vocacional da Diocese ainda realizou o Jubileu das Vocações, com a peregrinação de todas as dimensões vocacionais presentes em Guarulhos que juntos louvaram a Deus pelo seu chamado e ainda rezaram ao Senhor para que enviem mais operários para a tão urgente messe.

Os Pré-Viva a Vida realizados em todas as Paróquias da Diocese foi a forma de aproximar ainda mais os jovens com as vocações com a oportunidade de vivenciar os testemunhos, a animação, pregação e orações vocacionais em sua comunidade que frequenta.

Por fim, no grande momento celebrativo vocacional, foi realizado o Viva a Vida que completou 20 anos de existência em 2025. Além de todo o resgate histórico das duas décadas de caminhada, o SAV proporcionou no Viva a Vida a grande festejo que o lema desse ano nos motivou – e que não seria mais apropriado –: “20 anos de esperança nas vocações”, com a presença de nosso Bispo, sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosas, membros de novas comunidades, famílias, catequistas, jovens e outros membros pertencentes ao Povo de Deus.

De fato, 2025 foi um ano jubilar! Queremos agradecer a cada um que direta ou indiretamente colaboraram na realização de todos esses eventos. Bendito seja Deus por todas as iniciativas vocacionais realizadas em nossa Diocese. Que em 2026, como tanto nos evocou o Viva a Vida 20 anos, possamos continuar acreditando e ter esperança nas vocações!

Feliz e Santo Ano Novo, com a escuta e a resposta sincera ao chamado de Deus a cada um!

 

Padre Edson Vitor

Coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Guarulhos

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Artigos Enfoque Pastoral

Renovar a Esperança: Uma Igreja em Caminho

À medida que nos aproximamos do encerramento de mais um ciclo, somos convidados a contemplar o ano de 2025 como um tempo profundamente marcado pela graça e pelo compromisso pastoral vivido em comunhão. Na Diocese de Guarulhos, celebramos intensamente a vida e a missão por meio de numerosos projetos, encontros, formações, celebrações e ações evangelizadoras realizados nas paróquias e em âmbito diocesano. Entre desafios e superações, permanece viva a chama do Evangelho, alimentada pela dedicação de nosso bispo, padres, diáconos, consagrados, leigos e leigas, que, com generosidade e coragem, sustentaram a missão e ajudaram a edificar a Igreja de Cristo. Nesta promessa encontramos o fundamento de nossa perseverança: “Os que esperam no Senhor renovarão suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não cansarão; caminharão e não se fatigarão” (Is 40,31).

Durante este ano, destacamos com alegria a força evangelizadora dos grupos de novena de Natal, que, com simplicidade e ardor missionário, adentraram lares levando a esperança e a boa-nova do nascimento do Salvador. Cada encontro, cada partilha e cada oração tornaram-se pontos de luz irradiados nas ruas, nos condomínios, nas comunidades, nos corações. A dedicação dos coordenadores e das pastorais preparando famílias para acolher o Menino Deus, “caminhando à sua presença com ações de graças” (Sl 95,2), fortaleceu vínculos, curou feridas e reacendeu a fé tantas vezes ofuscada pelas intempéries da vida. Aos mutirões de confissões, aos presépios montados com devoção, às iluminações que alegraram os templos, às assembleias paroquiais projetando o novo ano e às confraternizações fraternas, somou-se o testemunho de que a fé se encarna na vida e se traduz em gestos concretos de comunhão. Este é tempo de recordar, agradecer e celebrar.

Mas, além da gratidão, somos chamados à renovação dos compromissos assumidos no Batismo. O Advento nos conduz novamente ao mistério da Encarnação de Deus que se aproxima, assume nossa história e caminha conosco. À luz da espiritualidade do atual Pontificado, ecoam as palavras do Papa Leão XIV, em sua homilia de inauguração: “Que nosso primeiro grande desejo seja por uma Igreja unida, sinal de comunhão e fermento para um mundo reconciliado.” Com esse chamado à unidade e à comunhão, somos convidados a reafirmar nossa missão: testemunhar Cristo com coerência, amar como Ele amou, servir com ternura e anunciar com alegria. É neste encontro constante entre o humano e o divino no cotidiano e na comunidade que nasce a esperança cristã verdadeira: firme, perseverante e transformadora.

Vivemos também a alegria de concluir, unidos como Igreja, o Ano Jubilar de 2025 tempo especial de graça, conversão e renovação da vida missionária. O encerramento oficial em nossa Diocese ocorrerá no dia 28 de dezembro de 2025, às 15h, durante a celebração da Festa da Sagrada Família, na Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Guarulhos. Celebrar o Jubileu no seio da família de Nazaré ícone da confiança, da escuta e do amor é um gesto profético de comunhão e esperança. Ali depositaremos não apenas os frutos, mas também as dores, esperanças e projetos que carregamos. Que essa celebração seja para todos nós um novo sopro do Espírito, inspirando-nos a olhar o futuro com renovada criatividade pastoral e ousadia missionária.

Que em 2026, conduzidos pela ação do Espírito Santo, vivamos com entusiasmo a missão confiada a todos os batizados. Com o calendário pastoral em mãos e o coração aberto às orientações de nosso bispo, Dom Edmilson, sigamos adiante, inspirados pelo “sim” de Maria, Imaculada Conceição, mulher da disponibilidade e da confiança absoluta. Que nossa ação pastoral, na Igreja e no mundo, seja testemunho vivo de esperança. Coragem! Cristo caminha conosco, amados!

 

Pe. Marcelo Dias Soares

Coordenador Diocesano de Pastoral

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Artigos Editorial

Celebrar o Mistério da encarnação, renovando a força da Comunhão, Participação e Missão

Caríssimos irmãos e irmãs, é tempo de celebrar o Mistério da Encarnação. Celebrar a comunhão, participação e missão ao longo de todo o ano de 2025! Nesta edição como uma retrospectiva, recordamos os diversos momentos de comunhão proporcionados pela Santa Igreja, como a vivência do Jubileu de Esperança; as atividades pastorais; a promoção vocacional; a ordenação presbiteral acompanhada com a celebração de aniversário de quarenta anos de ordenação de Dom Edmilson Amador Caetano e a festa diocesana da Imaculada Conceição Da Bem-Aventurada Virgem Maria.

É importante ressaltar que a visibilidade desta comunhão só foi possível graças a participação do povo de Deus em todos esses momentos, que com muita fé corresponderam ao convite da Igreja com alegria. Cada artigo desta edição termina com uma proposta missionária, pois promover a comunhão e participação tem início e desenvolvimento quanto a um projeto missionário, mas não tem fim quanto a ação de evangelizadora. Que venha o novo ano da graça do Senhor e que possamos estar atentos ao que diz a passagem da Sagrada Escritura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrífico vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, pela renovação da mente, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito… Recomendo a cada um de vós: ninguém pense de si mesmo mais do que convém, mas pense de si com sobriedade, conforme a medida da fé que Deus deu a cada um. Como num corpo temos muitos membros, cada qual com uma função diferente, assim nós, embora sendo muitos somos em Cristo um só corpo e, cada um de nós, membros uns dos outros… O amor não seja falso. Detestai o mal, apegai-vos ao bem. Que o amor fraterno vos una uns aos outros, com terna afeição, estimando-vos reciprocamente. Não sejais lentos da solicitude, sede fervorosos no espírito, servindo sempre ao Senhor, alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração.” (Rm 12,1-12)

Veja que a missão é belíssima, porém desafiadora para cada um de nós. O que depender da equipe da edição da Revista Diocesana em 2026 cada esforço de comunhão, participação e missão será valorizado e publicado.

Aproveitando a reflexão do artigo do psicólogo Romildo sobre a gratidão que faz muito bem ao corpo e a alma, agradeço a cada colaborador(a) das edições ao longo do ano de 2025 e a coordenação diocesana de pastoral pela confiança.

De modo especial aos membros da pastoral da comunicação com cada clic e ao diagramador diocesano, que tornou possível pelo poder da criatividade, tecnologia e dedicação, cada edição final, por sinal uma edição mais bela que a outra como fruto de uma bela comunhão entre os membros da equipe responsável.

Desejo a todos, boas festas e um excelente período de férias.

Feliz 2026!

Padre Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral