Diocese de Guarulhos

SÃO PAULO - BRASIL

“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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CNBB EMITE NOTA EM SOLIDARIEDADE AOS YANOMAMI: “AS DORES DE CADA INDÍGENA SÃO TAMBÉM DA IGREJA”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 31 de janeiro, uma nota intitulada “Em defesa dos povos originários” motivada pela realidade vivida pelo povo Yanomami que, segundo o documento, é a “síntese da ofensiva contra os direitos dos povos indígenas agravada nos últimos anos”. A realidade, segundo a nota, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismo vinculado à CNBB,  em seu relatório anual.

De acordo com a nota da presidência da CNBB, “a realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro”.

Essa realidade, defende a Conferência, deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. “A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente”, reitera o documento.

Na nota, a CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. A CNBB pede ainda que “diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça”.

A CNBB reforça que a Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. “As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta”. Conheça, abaixo, a íntegra da nota e, aqui, o arquivo em PDF:

Em defesa dos povos originários

 

A ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, agravada nos últimos anos, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em seu relatório anual. A realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro.

Essa realidade deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente.

A CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. Diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça. O genocídio dos Yanomamis seja capítulo nunca esquecido na história do Brasil, para que não se repita crime semelhante contra a vida de nossos irmãos.

A Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta.

O momento é de tristeza e desolação, mas a Igreja Católica continuará a trabalhar, intensificando sempre mais as suas ações, em união com muitos segmentos da sociedade e do poder público, para que prevaleça a esperança, confiante de que cada Yanomami será respeitado em sua dignidade de filho e filha de Deus.

Brasília-DF, 31 de janeiro de 2023

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Fonte: cnbb.org.br

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CF 2023 Destaques Diocese

Abertura da CF 2023 na Diocese com Grupos de Rua

Na tarde de Sábado, 28 de janeiro, aconteceu o primeiro evento diocesano de abertura da Campanha da Fraternidade 2023 em nossa Diocese.

Na ocasião, os coordenadores da CF da Diocese de Guarulhos, receberam os membros e representantes dos grupos de rua atuantes em paróquias e comunidades de nossas foranias. O encontro foi com ótima presença dos representantes em geral e contou com a participação de nosso Bispo Diocesano, Dom Edmilson, que ressaltou a importância do encontro e o que deve ser levado aos irmãos mais necessitados, os quais, são acolhidos e assistidos por estes grupos.

O Tema da CF este ano é: “Fraternidade e Fome” e  o lema: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16) – relevantes exatamente para estes grupos de rua assistidos, não somente em nossa Diocese, mas na realidade de muitos lugares no Brasil.

Acesse o link do hot-site especial na Diocese sobre a CF 2023:

CF 2023

Neste link você encontra os materiais utilizados nas aberturas da Campanha em nossas foranias, bem como, slides, oração e hino da Campanha para você ficar por dentro de tudo.

 

Confira as fotos do encontro:

Abertura da CF 2023 - Grupos de Rua
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Destaques Forania Aparecida Paróquias

Novena e Festa em louvor à Conversão de São Paulo Apóstolo

Entre os dias 15 e 24 de janeiro, a paróquia São Paulo Apóstolo do Jd. São Paulo, festejou seu padroeiro com novena e uma grande festa com presença de vários padres e comunidade atuante.

Confira como foram os dias da novena na paróquia:

Santa Missa de Abertura da 4ª Festa do Padroeiro São Paulo Apóstolo – Sarutaiá

“Para mim viver é Cristo, morrer para mim é lucro” – Paulo é impelido a anunciar o evangelho.

1ª Noite:

Com alegria, na noite de domingo (15), a paróquia São Paulo Apóstolo – Sarutaiá acolheu, com carinho, Dom Edmilson, que presidiu a Santa Missa de Abertura dos festejos do padroeiro São Paulo, concelebrada pelo pe. Marcos Alves. Participaram da celebração Daniel Lopes, diácono permanente e o seminarista Bruno Santana.

Paulo, chamado por Deus por vocação e eleição, apóstolo, saúda a todos que foram salvos por Jesus Cristo e ensina a comunhão para a salvação. “Pela palavra, somos convidados a conhecer a obra de Jesus e a experimentá-la em nós para que possamos também ser renovados por Ele.”

Ao final da Santa Missa, Dom Edmilson deu a benção aos agentes de pastorais.

2ª Noite:

“Não se faz jejum sem de pecado”

Na segunda noite, primeiro dia da novena (16/01) do padroeiro, a paróquia São Paulo Apóstolo acolheu, com carinho pe. Rodrigo Burim, pároco da Paróquia Sagrada Família, de Vila Carmela a santa missa.
Ao final da celebração, padre Rodrigo abençoou a água trazida pelos fieis e lançou um desafio a todos os presentes: que a exemplo do Padroeiro, sejamos todos evangelizadores da palavra e a cada dia assumamos o compromisso de trazer um novo irmão para participar das santas missas.

3ª Noite:

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Romanos 12:2)

Na terceira noite, segundo dia da novena (17/01) da festa do padroeiro, a paróquia São Paulo Paulo Apóstolo – Sarutaiá acolheu, com carinho, o padre Pedro Paulo que presidiu a santa missa. Ao final da santa missa, padre Pedro Paulo discorreu, brevemente, sobre a origem e o significado do santo terço, abençoando os terços trazidos pelo fieis.

4ª Noite:

Na quarta noite, terceiro dia da novena (18/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá acolheu, com carinho, pe. Cesar, pároco da paróquia Santo Alberto de Magno, para presidir a santa missa na quarta noite da festa em louvor ao padroeiro. Ao final da santa missa, foram abençoadas as carteiras de trabalho.
A liturgia de hoje nos convida a perceber a bondade de Cristo para com todas as pessoas. Imitemos os gestos de Jesus.

5ª Noite:

Na quinta noite, quarto dia da novena (19/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá acolheu, com carinho, o Diácono permanente Daniel Lopes para Celebrar a quinta noite da festa em louvor ao padroeiro. Ao final da celebração, os fiéis receberam a benção do Santíssimo Sacramento.

6ª Noite:

Na sexta noite, quinto dia da novena em louvor ao padroeiro (20/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá, acolheu, com carinho, pe. Bruno Batista que presidiu a santa missa na 4ª Festa em Louvor a São Paulo Apóstolo. Após a celebração padre Bruno abençoou as famílias.

7ª Noite

Na sétima noite, sexto dia da novena em louvor ao padroeiro (21/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá, acolheu, com carinho, pe. Luiz Brito, que presidiu a santa missa na 4ª Festa em Louvor a São Paulo Apóstolo. Após a celebração padre Luiz abençoou as crianças.

8ª Noite:

Na oitava noite, sétimo dia da novena em louvor ao padroeiro (22/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá, acolheu, com carinho, pe. Davi Clinton, que presidiu a santa missa na 4ª Festa em Louvor a São Paulo Apóstolo. Após a celebração, padre Luiz abençoou os idosos.

9ª Noite:

Na nona noite, oitavo dia da novena em louvor ao padroeiro (23/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá, acolheu, com carinho, pe. Renê, que presidiu a santa missa na 4ª Festa em Louvor a São Paulo Apóstolo. Após a celebração, padre Renê abençoou os jovens.

10ª Noite:

Na décima noite, nono dia da novena em louvor ao padroeiro(24/01), a paróquia São Paulo Apóstolo-Sarutaiá, acolheu, com carinho, pe. Carlos, que presidiu a santa missa na 4ª Festa em Louvor a São Paulo Apóstolo. Após a celebração, padre Carlos abençoou os chaves.

Confira as fotos dos dias da Novena:

Novena em louvor a São Paulo Apóstolo
FESTA E SOLENIDADE DA CONVERSÃO DE SÃO PAULO APÓSTOLO

Na manhã de quarta-feira (25), a paróquia São Paulo Apóstolo Sarutaiá acolheu, com carinho, padre Jose Carlos, que presidiu a santa missa concelebrada pelo pe. Marcos Alves. Ao final da santa missa, foi ministrada aos presentes a unção dos enfermos.

Iniciando a noite do dia 25, dia da conversão de São Paulo Apóstolo, a paróquia São Paulo Apóstolo rezou a Oração das Vésperas que foi presidida pelo diácono permanente Daniel Lopes. Os seminaristas Bruno Conti, Luis Henrique e Vitor Rodrigues juntamente com as Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, Lúcia e Denise, irmãs da paróquia Santo Alberto Magno, em visita à paróquia, participaram da Oração.

E para finalizar o dia, às 20h aconteceu a Missa Solene do dia da conversão de São Paulo Apóstolo, com grande presença de pessoas da comunidade e celebração realizada por nosso pároco, Pe. Marcos Alves.

Linda Festa de nossa comunidade em louvor ao nosso padroeiro.

São Paulo Apóstolo – Rogai por Nós!

Fotos e artigos: Pascom São Paulo – Sarutaiá

Confira as fotos da Solenidade:

Festa e Solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo
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“FALAR COM O CORAÇÃO”, CONVIDA O PAPA NA MENSAGEM PARA O 57º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

O vaticano divulgou nesta terça-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 57º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado, este ano, em 21 de maio. A data de divulgação celebra a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, e neste ano tem como tema Falar com o coração. “Testemunhando a verdade no amor” (Ef 4, 15) 

O Papa Francisco recorda as mensagens anteriores e afirma que “foi o coração que nos moveu para ir, ver e escutar, e é o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora”. Permeado por citações e inspirações da Palavra de Deus, o texto recorda que “o apelo para se falar com o coração interpela radicalmente este nosso tempo, tão propenso à indiferença e à indignação, baseada por vezes até na desinformação que falsifica e instrumentaliza a verdade.”

São Francisco de Sales é invocado como um exemplo de quem falava com o coração. Na carta, o Papa Francisco recorda o quarto centenário de sua morte, celebrado em 2023, e a carta apostólica recém lançada. O pontífice recorda que “para ele, a comunicação nunca deveria reduzir-se a um artifício, a uma estratégia de marketing – diríamos nós hoje –, mas era o reflexo do íntimo, a superfície visível dum núcleo de amor invisível aos olhos.”

Considerando o andamento do Sínodo sobre sinodalidade, Fransciso expressa seu desejo para a comunicação neste processo: “uma comunicação que coloque no centro a relação com Deus e com o próximo, especialmente o mais necessitado, e esteja mais preocupada em acender o fogo da fé do que em preservar as cinzas duma identidade autorreferencial. Uma comunicação, cujas bases sejam a humildade no escutar e o desassombro no falar e que nunca separe a verdade do amor.”

O contexto da desinformação e as situações conflituosas no planeta também são citadas pelo Papa, convidando os comunicadores à promoção da cultura da paz. “Precisamos de comunicadores prontos a dialogar, ocupados na promoção dum desarmamento integral e empenhados em desmantelar a psicose bélica que se aninha nos nossos corações.”

Confira a íntegra da mensagem do Papa.

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O 57º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 Falar com o coração.

“Testemunhando a verdade no amor” (Ef 4, 15)

Estimados irmãos e irmãs!

Depois de ter refletido, nos anos anteriores, sobre os verbos “ir e ver” e “escutar” como condição necessária para uma boa comunicação, com esta Mensagem para o LVII Dia Mundial das Comunicações Sociais gostaria de me deter sobre o “falar com o coração”. Foi o coração que nos moveu para ir, ver e escutar, e é o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora. Após o nosso treino na escuta, que requer saber esperar e paciência, e o treino na renúncia a impor em detrimento dos outros o nosso ponto de vista, podemos entrar na dinâmica do diálogo e da partilha que é, em concreto, comunicar cordialmente. E, se escutarmos o outro com coração puro, conseguiremos também falar testemunhando a verdade no amor (cf. Ef 4, 15). Não devemos ter medo de proclamar a verdade, por vezes incômoda, mas de o fazer sem amor, sem coração. Com efeito “o programa do cristão – como escreveu Bento XVI – é ‘um coração que vê’”.[1] Trata-se de um coração que revela, com o seu palpitar, o nosso verdadeiro ser e, por essa razão, deve ser ouvido. Isto leva o ouvinte a sintonizar-se no mesmo comprimento de onda, chegando ao ponto de sentir no próprio coração também o pulsar do outro. Então pode ter lugar o milagre do encontro, que nos faz olhar uns para os outros com compaixão, acolhendo as fragilidades recíprocas com respeito, em vez de julgar a partir dos boatos semeando discórdia e divisões.

Jesus chama-nos a atenção de que cada árvore se conhece pelo seu fruto (cf. Lc 6, 44). De igual modo “o homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro, tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração” (6, 45). Por conseguinte, para se poder comunicar testemunhando a verdade no amor, é preciso purificar o próprio coração. Só ouvindo e falando com o coração puro é que podemos ver para além das aparências, superando o rumor confuso que, mesmo no campo da informação, não nos ajuda a fazer o discernimento na complexidade do mundo em que vivemos. O apelo para se falar com o coração interpela radicalmente este nosso tempo, tão propenso à indiferença e à indignação, baseada por vezes até na desinformação que falsifica e instrumentaliza a verdade. 

Comunicar cordialmente

Comunicar cordialmente quer dizer que a pessoa que nos lê ou escuta é levada a deduzir a nossa participação nas alegrias e receios, nas esperanças e sofrimentos das mulheres e homens do nosso tempo. Quem assim fala, ama o outro, pois preocupa-se com ele e salvaguarda a sua liberdade, sem a violar. Podemos ver este estilo no misterioso Viandante que dialoga com os discípulos a caminho de Emaús depois da tragédia que se consumou no Gólgota. A eles, Jesus ressuscitado fala com o coração, acompanhando com respeito o caminho da sua amargura, propondo-Se e não Se impondo, abrindo-lhes amorosamente a mente à compreensão do sentido mais profundo do sucedido. De facto, eles podem exclamar com alegria que o coração lhes ardia no peito enquanto Ele conversava pelo caminho e lhes explicava as Escrituras (cf. Lc 24, 32).

Num período da história marcado por polarizações e oposições – de que, infelizmente, nem a comunidade eclesial está imune – o empenho em prol duma comunicação “de coração e braços abertos” não diz respeito exclusivamente aos agentes da informação, mas é responsabilidade de cada um. Todos somos chamados a procurar a verdade e a dizê-la, fazendo-o com amor. De modo particular nós, cristãos, somos exortados a guardar continuamente a língua do mal (cf. Sl 34, 14), pois com ela – como ensina a Escritura – podemos bendizer o Senhor e amaldiçoar os homens feitos à semelhança de Deus (cf. Tg 3, 9). Da nossa boca, não deveriam sair palavras más, “mas apenas a que for boa, que edifique, sempre que necessário, para que seja uma graça para aqueles que a escutam” (Ef 4, 29).

Por vezes, o falar amável abre uma brecha até nos corações mais endurecidos. Encontramos vestígios disto na própria literatura; penso naquela página memorável do cap. XXI do livro Promessi Sposi, onde Luzia fala com o coração ao Inominável até que este, desarmado e atormentado por uma benéfica crise interior, cede à força gentil do amor. Experimentamo-lo na convivência social, onde a gentileza não é questão apenas de «etiqueta», mas um verdadeiro antídoto contra a crueldade, que pode, infelizmente, envenenar os corações e intoxicar as relações. Precisamos daquele falar amável no âmbito dos mass media, para que a comunicação não fomente uma aversão que exaspere, gere ódio e conduza ao confronto, mas ajude as pessoas a refletir calmamente, a decifrar com espírito crítico e sempre respeitoso a realidade onde vivem. 

A comunicação de coração a coração: “Basta amar bem para dizer bem”

Um dos exemplos mais luminosos e, ainda hoje, fascinantes deste “falar com o coração” temo-lo em São Francisco de Sales, Doutor da Igreja, a quem dediquei recentemente a Carta Apostólica Totum amoris est, nos 400 anos da sua morte. A par deste aniversário importante e relacionado com a mesma circunstância, apraz-me recordar outro que se celebra neste ano de 2023: o centenário da sua proclamação como padroeiro dos jornalistas católicos, feita por Pio XI com a Encíclica Rerum omnium perturbationem. Mente brilhante, escritor fecundo, teólogo de grande profundidade, Francisco de Sales foi bispo de Genebra no início do século XVII, em anos difíceis marcados por animadas disputas com os calvinistas. A sua mansidão, humanidade e predisposição a dialogar pacientemente com todos, e de modo especial com quem se lhe opunha, fizeram dele uma extraordinária testemunha do amor misericordioso de Deus. Dele se pode dizer que as suas “palavras amáveis multiplicam os amigos, a linguagem afável atrai muitas respostas agradáveis” (Sir 6, 5). Aliás uma das suas afirmações mais célebres – “o coração fala ao coração” – inspirou gerações de fiéis, entre os quais se conta São John Henry Newman que a escolheu para seu lema: Cor ad cor loquitur. “Basta amar bem para dizer bem”: constituía uma das suas convicções. Isto prova como, para ele, a comunicação nunca deveria reduzir-se a um artifício, a uma estratégia de marketing – diríamos nós hoje –, mas era o reflexo do íntimo, a superfície visível dum núcleo de amor invisível aos olhos. Para São Francisco de Sales, precisamente “no coração e através do coração é que se realiza aquele sutil e intenso processo unitário em virtude do qual o homem reconhece a Deus”.[2] “Amando bem”, São Francisco conseguiu comunicar com o surdo-mudo Martinho tornando-se seu amigo, e daí ser recordado também como protetor das pessoas com deficiências comunicativas.

É a partir deste “critério do amor” que o santo bispo de Genebra nos recorda, através dos seus escritos e do próprio testemunho de vida, que “somos aquilo que comunicamos”: uma lição contracorrente hoje, num tempo em que, como experimentamos particularmente nas redes sociais, a comunicação é muitas vezes instrumentalizada para que o mundo nos veja, não por aquilo que somos, mas como desejaríamos ser. São Francisco de Sales difundiu em grande número cópias dos seus escritos na comunidade de Genebra. Esta intuição “jornalística” valeu-lhe uma fama que superou rapidamente o perímetro da sua diocese e perdura ainda nos nossos dias. Como observou São Paulo VI, os seus escritos suscitam “uma leitura sumamente agradável, instrutiva e estimulante”.[3] Pensando no atual panorama da comunicação, não são estas precisamente as caraterísticas de que se deveriam revestir um artigo, uma reportagem, um serviço radiotelevisivo ou uma mensagem nas redes sociais? Possam os agentes da comunicação sentir-se inspirados por este Santo da ternura, procurando e narrando a verdade com coragem e liberdade, mas rejeitando a tentação de usar expressões sensacionalistas e agressivas. 

Falar com o coração no processo sinodal

Como já tive oportunidade de salientar, “também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros”.[4] Duma escuta sem preconceitos, atenta e disponível, nasce um falar segundo o estilo de Deus, que se sustenta de proximidade, compaixão e ternura. Na Igreja, temos urgente necessidade duma comunicação que inflame os corações, seja bálsamo nas feridas e ilumine o caminho dos irmãos e irmãs. Sonho uma comunicação eclesial que saiba deixar-se guiar pelo Espírito Santo, gentil e ao mesmo tempo profética, capaz de encontrar novas formas e modalidades para o anúncio maravilhoso que é chamada a proclamar no terceiro milênio. Uma comunicação que coloque no centro a relação com Deus e com o próximo, especialmente o mais necessitado, e esteja mais preocupada em acender o fogo da fé do que em preservar as cinzas duma identidade autorreferencial. Uma comunicação, cujas bases sejam a humildade no escutar e o desassombro no falar e que nunca separe a verdade do amor. 

Desarmar os ânimos promovendo uma linguagem de paz

“A língua branda pode até quebrar ossos”: lê-se no livro dos Provérbios (25, 15). Hoje é tão necessário falar com o coração para promover uma cultura de paz, onde há guerra; para abrir sendas que permitam o diálogo e a reconciliação, onde campeiam o ódio e a inimizade. No dramático contexto de conflito global que estamos a viver, urge assegurar uma comunicação não hostil. É necessário vencer “o hábito de denegrir rapidamente o adversário, aplicando-lhe atributos humilhantes, em vez de se enfrentarem num diálogo aberto e respeitoso”.[5] Precisamos de comunicadores prontos a dialogar, ocupados na promoção dum desarmamento integral e empenhados em desmantelar a psicose bélica que se aninha nos nossos corações, como exortava profeticamente São João XXIII na Encíclica Pacem in terris: “a verdadeira paz entre os povos não se baseia em tal equilíbrio [de armamentos], mas sim e exclusivamente na confiança mútua” (n.º 113). Uma confiança que precisa de comunicadores não postos à defesa, mas ousados e criativos, prontos a arriscar na procura dum terreno comum onde encontrar-se. Também agora, como há 60 anos, a humanidade vive uma hora escura temendo uma escalada bélica, que deve ser travada o mais depressa possível, inclusivamente em termos de comunicação. Fica-se apavorado ao ouvir com quanta facilidade se pronunciam palavras que invocam a destruição de povos e territórios; palavras que, infelizmente, se convertem muitas vezes em ações bélicas de celerada violência. Por isso mesmo há que rejeitar toda a retórica belicista, assim como toda a forma de propaganda que manipula a verdade, deturpando-a com finalidades ideológicas. Em vez disso seja promovida, a todos os níveis, uma comunicação que ajude a criar as condições para se resolverem as controvérsias entre os povos.

Como cristãos, sabemos que é precisamente na conversão do coração que se decide o destino da paz, pois o vírus da guerra provém do íntimo do coração humano.[6] Do coração brotam as palavras certas para dissipar as sombras dum mundo fechado e dividido e construir uma civilização melhor do que aquela que recebemos. É um esforço que é exigido a todos e cada um de nós, mas faz apelo de modo particular ao sentido de responsabilidade dos agentes da comunicação a fim de realizarem a própria profissão como uma missão.

Que o Senhor Jesus, Palavra pura que brota do coração do Pai, nos ajude a tornar a nossa comunicação livre, limpa e cordial.

Que o Senhor Jesus, Palavra que Se fez carne, nos ajude a colocar-nos à escuta do palpitar dos corações, para nos reconhecermos como irmãos e irmãs e desativarmos a hostilidade que divide.

Que o Senhor Jesus, Palavra de verdade e caridade, nos ajude a dizer a verdade no amor, para nos sentirmos guardiões uns dos outros.

Roma – São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2023.

FRANCISCO

 

Fonte: Pascom Brasil e Vatican News

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CNBB DIVULGA NOTA EM QUE REPROVA INICIATIVA DO GOVERNO FEDERAL DE FLEXIBILIZAÇÃO DO ABORTO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, uma nota na qual manifesta reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto a exemplo das últimas medidas do Ministério da Saúde, constantes da Portaria GM/MS de nº 13, publicada no último dia 13.

A portaria permitiu a revogação de outra portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais. A Nota da CNBB pede esclarecimento do Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha e também sobre a desvinculação do Brasil com a Consenso de Genebra.

No documento, a CNBB reitera que “a hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz e reforça que é preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social”. Confira, abaixo, a íntegra do documento:

A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR

Nota da CNBB

“Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!” (cf. Dt 30,19)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha.

A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social.

A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação.

Não, contundente, ao aborto!

Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano.

 

Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

Veja aqui a Nota em PDF

 

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Missa pelo descanso eterno do Papa Emérito Bento XVI

No dia 05 de janeiro de 2023, foi realizada na Catedral N. Sra. da Conceição ,missa pelo descanso eterno do Papa Emérito Bento XVI, presidida pelo Bispo Dom Edmilson Amador Caetano e com a participação de vários padres da Diocese de Guarulhos, diáconos e pelo povo fiel, que lotou a igreja mesmo com a chuva que caía sobre a cidade.

Em sua homilia Dom Edmilson falou da simplicidade de Bento XVI e do seu amor por Cristo e pela igreja, a ponto de renunciar ao papado. Disse Dom Edmilson:

“Bento XVI passou mais tempo como Papa Emérito, do que como Papa reinante, sempre no silêncio e na oração, escolheu morar no mosteiro , sempre rezando pela igreja. Neste tempo seguramente deve ter concordado com várias “ coisas” que o Papa Francisco fez e discordado de outras, como é normal na vida, mas nunca se intrometeu, porque ele tinha essa consciência de que ele era o vaso e não o oleiro”.

Dom Edmilson terminou a homilia pedindo que o legado e a herança espiritual deixada por Bento XVI , seja realmente aproveitada, que essa herança possa ser aplicada, investida e multiplicada , para que a Igreja seja sinal e instrumento de salvação neste mundo.

Missa pelo descanso eterno do Papa Emérito Bento XVI
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Apresentação do Padre Douglas Fernando como novo vigário da paróquia Santo Alberto Magno

Nesse último domingo (01 de janeiro) celebramos a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e tivemos a alegria de receber e apresentar junto a toda comunidade paroquial o Padre Douglas Fernando como nosso novo vigário paroquial. Queremos agradecer pela sua vocação, pelo seu sim diário a Deus e por ter aceito à Sua santíssima vontade. Pedimos a intercessão de Nossa Senhora das Graças para que o seu ministério frutifique cada vez mais em nossas comunidades.
 
Deus o abençoe, Padre Douglas.
 
Queremos agradecer também a visita dos padres Marcio Arielton e Davi Clinton que vieram prestigiar o irmão de sacerdócio em sua apresentação.
Apresentação do Padre Douglas Fernando como novo vigário da paróquia Santo Alberto Magno
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Paróquias celebram Santa Maria, mãe de Deus e dia Mundial da Paz

No dia 31/12, aconteceram celebrações em louvor à Santa Maria Mãe de Deus, encerrando o ano de 2022 em nossa Diocese.

Já no dia 01/01, as celebrações ocorreram em louvor ao Dia Mundial da Paz, para iniciar o Ano de 2023.

Confira as fotos das celebrações em algumas paróquias:

Missas de Fim de ano nas paróquias da Diocese
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Missa de Encerramento do Ano Diocesano da Família

Na noite de sexta-feira, 30 de dezembro aconteceu a Santa Missa do Encerramento do Ano Diocesano da Família no dia em que com alegria celebramos a Festa da Sagrada Família.
 
A Celebração Eucarística foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano e concelebrada por diversos padres da Diocese de Guarulhos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Jardim Tranquilidade.
 
Fotos: Pascom Tranquilidade
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