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EDIAM – Encontro diocesano da IAM 2026

Celebrando os 183 anos da Obra, os grupos se reuniram neste último sábado, 23 de maio no EDIAM – Encontro diocesano da IAM (Infância e Adolescência Missionária).

O encontro aconteceu na capela São Pedro – comunidade pertencente à paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida no Jd. Presidente Dutra.

Foi um dia inteiro de integração entres os grupos, oração, aprendizado e muita alegria.

De todas as crianças e adolescentes do mundo!
Sempre amigos

Equipe referencial da IAM Guarulhos.

Confira alguns registros do encontro:

EDIAM - Encontro diocesano da IAM 2026
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A encíclica de Leão XIV: a IA deve servir à humanidade, não ao poder de poucos

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).

É inaceitável subjugar uma nação

Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).

A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos

O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.

A justiça social

O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).

Leão XIV e o Arcebispo Paolo Rudelli, substituto da Secretaria de Estado. (@Vatican Media)
 
Um código ético para a IA

O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).

Desarmar a IA

É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).

Uma ecologia da comunicação

No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).

A dignidade do trabalho

Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.

Paz e desenvolvimento

O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.

A “arquitetura da visibilidade”

Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.

Novas formas de escravidão e novo colonialismo

A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).

Superar a teoria da “guerra justa”

No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).

Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável

O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).

A crise do multilateralismo

A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).

A civilização do amor

O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).

A magnífica humanidade

Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.

LEIA AQUI O TEXTO INTEGRALE DA ENCÍCLICA DE LEÃO XIV “MAGNIFICA HUMANITAS” 

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Encontro Forâneo da Pastoral do Batismo – Forania Aparecida

No sábado, 16 de maio, aconteceu mais um encontro de agentes da Pastoral do Batismo, desta vez para os agentes da Forania Aparecida.

Foi uma tarde de estudo e reflexão sobre o Diretório dos Sacramentos, que permeia os trabalhos em nossas pastorais. Oportunidade, também, de encontrarmos nossos irmãos e trocarmos experiências, e momentos de uma boa conversa.

Agradecemos a Paróquia São Roque, do Parque Cecap, pelo espaço e pelo excelente acolhimento.

O próximo encontro acontecerá no dia 25/07, e será para agentes da Forania Imaculada, na Paróquia Santo Antônio, no Parque Sto. Antônio.

Confira alguns registros da formação:

Formação da Pastoral do Batismo - Forania Aparecida
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Diocese de Guarulhos participa da Assembleia Estadual da Pastoral Carcerária em Santos

A Diocese de Guarulhos esteve representada na Assembleia Estadual da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da CNBB, realizada entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, na Casa de Retiro CEFAS, em Santos, por meio do assessor diocesano, Diácono Marcos Aurélio. O encontro reuniu representantes de 29 dioceses do Estado de São Paulo em um espaço de formação, espiritualidade, escuta e fortalecimento da missão junto às pessoas privadas de liberdade, seus familiares e egressos.

A assembleia contou com a presença de importantes lideranças da Igreja e da Pastoral Carcerária, entre elas Dom Joaquim Mol, Dom Luiz Antônio Cipolini, bispo referencial da Pastoral Carcerária no Regional Sul 1, Irmã Petra, coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, e Padre Marcos Alves, coordenador estadual da Pastoral Carcerária no Regional Sul 1 e também padre diocesano em Guarulhos.

A programação abordou temas como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032), o caminho sinodal na Pastoral Carcerária e os desafios enfrentados pelo sistema prisional brasileiro, reafirmando o compromisso da Igreja com a dignidade humana, a justiça e a esperança. O encontro também foi marcado por celebrações eucarísticas, momentos de partilha e fortalecimento da caminhada pastoral nas dioceses do estado de São Paulo.

Fotos e artigo: Manoela Souza
GT Comunicação – Pastoral Carcerária | Regional Sul I

Assembleia da Pastoral Carcerária - Regional Sul 1 CNBB
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8º Muticom Diocesano reúne comunicadores em Guarulhos e celebra o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Realizado no último sábado, dia 16 de maio, o 8º Muticom Diocesano de Guarulhos reuniu agentes da Pastoral da Comunicação e comunicadores no Centro de Convenções Villa Santa Mônica, localizado no Recreio São Jorge, em um dia marcado pela espiritualidade, formação, partilha e comunhão.

Neste ano, o encontro celebrou também o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo como inspiração a mensagem do Papa Leão XIV: “Preservar vozes e rostos humanos”. O evento reuniu mais de 150 comunicadores da Diocese de Guarulhos, da Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de Mogi das Cruzes.

A programação teve início no período da manhã com um momento de retiro conduzido pela Irmã Viviane, da Congregação das Irmãs Paulinas. O encontro proporcionou aos participantes uma profunda experiência de espiritualidade, eixo fundamental da PASCOM segundo o Documento 99 em sua versão atualizada.

Após o almoço, os participantes foram divididos em oficinas voltadas aos quatro eixos da Pastoral da Comunicação. No eixo da Espiritualidade, a Irmã Viviane abordou o tema “Entre ruídos e vozes: Discernir o que vem de Deus”. Já no eixo Formação, a Irmã Adriana, das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, refletiu sobre “Preservar vozes: liderar com sensibilidade e diálogo”.

No eixo Articulação, Edite Neves, coordenadora da PASCOM no Regional Sul 1 e integrante do GT de Articulação da PASCOM Brasil, conduziu a oficina “Articular para humanizar: comunicação com rosto e voz”. Encerrando as formações, no eixo Produção, Jean Ricardo, CEO da Dominus, apresentou a palestra “Planejamento de comunicação H2H”.

Encerrando este dia especial, os participantes celebraram a Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Edmilson, momento em que também aconteceu a entrega dos selos de participação às paróquias da Diocese de Guarulhos.

Finalizando a programação, todos participaram de um momento de confraternização com um coquetel, celebrando a alegria do encontro e fortalecendo os laços entre os agentes da comunicação, reafirmando a missão da PASCOM de comunicar com proximidade, humanidade e evangelização.

“Comunicar é mais do que transmitir informações; é tocar vidas, aproximar pessoas e preservar vozes e rostos humanos.”

Coordenação Diocesana e GT de Produção

8º MUTICOM Diocesano 2026
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O Papa para o Dia das Comunicações: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem”

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com ‘bots’ ou ‘influencers virtuais’. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente ‘afetuosos’, além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras ‘alucinações’.

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

Introduzir estudos

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, concluiu Leão.

Papa Leão conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.

Leia na íntegra: Mensagem do Santo Padre para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

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Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 3

O escopo de ser Igreja Sinodal é a missão da Igreja. Não uma missão que alimenta uma pastoral de conservação ou mera manutenção do que já estamos vivendo pastoralmente. Precisamos alargar a abrangência dos destinatários da missão.

            No último artigo lembrei que a primeira atitude importante no ser Igreja Sinodal é a escuta. Não se trata de escutar o outro simplesmente. Trata-se de escutar à luz da Palavra de Deus. Para escutar precisamos ter o “ouvido” do nosso coração purificado pela Palavra de Deus. Recordava da importância da Leitura Orante da Palavra de Deus. No entanto, para o contato com a Palavra, esta é apenas um instrumento. Os caminhos da missão devem ser iluminados primeiramente e antes de tudo pela Palavra. Que cada um possa refletir sobre o que está fazendo para educar o “ouvido” do coração à escuta da Palavra.

É preciso, sim, ter formação bíblica!  Tivemos dois anos de Escola Diocesana de Formação tratando da importância das Escrituras. Você participou? Há quase duas décadas temos a Escola da Palavra que teve início e continua a existir na Forania Aparecida e com tantas outras modalidades está presente nas outras foranias. Você já participou? A Escola Diocesana de Ministérios, no seu currículo, oferece também em sua grade o estudo dos vários livros das Escrituras. A formação da Escola Diocesana de Catequese, na formação dos catequistas tem ensinado a centralidade da Palavra como “material primeiro” de cada encontro catequético. A formação ajuda as lideranças das comunidades a formar equipes litúrgicas e de celebração mais enraizadas na Palavra. Ajuda também a preparar melhor os coordenadores de grupos de rua e reflexão, pois todos os nossos encontros devem partir da Palavra.

Apesar de já ter tocado no assunto anteriormente, mas vale recordar como a Leitura Orante da Palavra ajuda a interpretar a própria história à luz da fé e a discernir os caminhos da missão. Para tanto é preciso recolocar a centralidade da Palavra na vida da comunidade, não somente na preparação das celebrações mas, de modo especial, nas reuniões de decisões da comunidade. Você cultiva a Leitura Orante pessoal? Participa de momentos de Leitura Orante em sua comunidade? Celebra a Palavra?

Evidentemente não temos em nossa diocese todos os instrumentos para a formação no entendimento, escuta e oração com a Palavra de Deus. Que cada irmão e irmã veja o que está presente em sua comunidade e o que não está. Veja se estas formações diocesanas e os subsídios da Leitura Orante Palavra de Deus são divulgados em sua comunidade. Analise se existe uma formação centrada na Palavra de Deus para as equipes de liturgia e de celebração, ou se apenas se reúnem (quando não combinam somente por Whatsapp) para distribuírem tarefas. Os agentes de pastoral, de modo especial os das Pastorais Sociais, cuja ação pastoral tem como destinatário na maioria das vezes, os afastados e excluídos têm buscado formação bíblica e este contato orante com as Escrituras? Os pobres e excluídos têm, antes de qualquer coisa, o direito de receberem o anúncio da Palavra de Deus? Não somos simplesmente assistentes sociais ou uma ONG

A Palavra precisa ser anunciada. Em sua comunidade, por exemplo, existe o Ministério da Visitação que leva o anúncio da Palavra nas famílias, visitando-as periodicamente? Há uma preocupação em anunciar Jesus Cristo aos afastados?

Estamos em tempo de escuta para a implementação do Sínodo em nossa diocese. Caso tenha uma sugestão de como poderíamos melhorar a formação com subsídios e outros instrumentos, faça a caridade de se manifestar.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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Artigos Editorial

Celebremos o mês mariano, exaltando a intercessão e modelo de Maria como serva e mãe da Igreja

Caríssimos irmãos e irmãs, com imensa alegria, saudamos todas as mulheres com o dom da maternidade biológica, outras com o dom de adoção por coração em muitos aspectos na sociedade, e manifestamos a gratidão a Deus por sua existência, de modo especial na vida Igreja através da ação evangelizadora e testemunho de fé.

Nesta edição exaltamos a intercessão e o exemplo de Nossa Senhora para continuar a implantação do Sínodo dos Bispos na Igreja particular de Guarulhos com o artigo de Dom Edmilson que de maneira provocativa elenca inúmeros questionamentos sobre a busca do conhecimento da Palavra de Deus na vida pessoal e comunitária dos cristãos. Vale a pena você ler e deixar-se provocar para bem viver as propostas do Sínodo.

Com a intercessão da Virgem Maria, também contaram os bispos que compõe a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil e as diversas equipes que organizaram e acompanharam os trabalhos ao longo de todo período da 62ª Assembleia em Aparecida. O mundo estava com o olhar voltado para o Santuário Nacional de Aparecida todos os dias, de modo especial através das mídias católicas, em cada momento litúrgico e de espiritualidade, entrevistas e debates, transmitidos com muita eficiência e qualidade. A triste realidade, é ver que as “grandes” mídias não se interessam por realizar a cobertura da Assembleia, ao menos que em algum momento exista algo polêmico e escandaloso. É lamentável ver que noticia é o que não dá certo e não aquilo que dá certo e tornará melhor o mundo.

A Igreja como mãe não desiste dos seus filhos e filhas e continuará a promover assembleias que possam direcionar o pensar, o falar e o agir das pessoas no mundo através de diretrizes. Cada cristão deve a partir do lançamento das Diretrizes Gerais da Acão Evangelizadora da Igreja no Brasil, adquirir, conhecer profundamente e propagar nos diversos grupos de convivência dentro e fora da Igreja. Ninguém pode ficar indiferente as propostas das Diretrizes, afinal somos uma Igreja Sinodal, promotora da comunhão, participação e missão. Em Guarulhos, a intercessão mariana é permanentemente alimentada nas casas de formação para sacerdotes por isso todos os anos no mês de maio é celebrada a Festa de Nossa Senhora das Vocações com a finalidade de rezar pelo aumento das vocações e agradecer a Deus e a Virgem Maria pelos que disseram sim ao chamado, aos que deram um passo a mais neste sim recebendo ministérios e pelos que sustentam a estrutura de acolhida vocacional, desde e equipe de formação aos colaboradores diretos e indiretos dos seminários.

Graças ao testemunho de confiança na providência divina e intercessão de Maria, o clero de Guarulhos não para de aumentar com novas ordenações, como acontecerá mais uma vez no dia trinta de maio. Podemos com certeza declarar: “Minha alma exalta o Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Eis que, de agora em diante, todas as gerações me considerarão feliz, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim. Seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração para aqueles que o temem. Ele agiu com a força de seu braço. Dispersou os arrogantes de coração. Derrubou dos tronos os poderosos e exaltou os humildes.” (Lc 1, 46-52).

Nesta edição acompanhamos na integra a primeira mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial das Comunicações Sociais na busca de orientar a inteligência artificial para servir à essência humana, e não substituí-la. Essa é a missão permanente da Pastoral da Comunicação que reunidas nas diversas formas de celebração e encontro renovam e fortalecem essa missão.

Parabenizo e agradeço a todos os “pasconeiros”  e “pasconeiras” pelo trabalho realizado de maneira voluntária nas dioceses e que muitas vezes são os que menos aparecem e os que mais vezes são cobrados quando o outro não aparece em suas coberturas.

Continuem fazendo tudo com zelo e servidão pôr amor a Deus e ao próximo, aguardando a recompensa da vida eterna e à exemplo de Nossa Senhora da Comunicação,  serva por amor.

Boa leitura e não esqueça de compartilhar!

 

Pe. Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral

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Artigos Enfoque Pastoral

Uma Igreja que existe para anunciar: voltar ao essencial

Há momentos na vida da Igreja em que é preciso parar e perguntar: afinal, para que existimos? Não para manter estruturas, nem apenas para organizar atividades, mas para algo muito mais profundo e decisivo: anunciar Jesus Cristo.

As novas Diretrizes recordam isso logo no início: a missão recebida de Jesus é clara — “Proclamai o Evangelho” (Mc 16,15). Não é uma opção entre tantas. É a identidade da Igreja. Tudo o que somos e fazemos precisa nascer dessa fonte. Quando isso se perde, a pastoral se torna pesada, repetitiva e sem força transformadora.

Mas há um detalhe importante que o texto nos ajuda a perceber: evangelizar não é apenas falar de Deus. É testemunhar a misericórdia que recebemos. Antes de anunciar, a Igreja experimenta. Antes de ensinar, ela acolhe. Isso muda tudo. O anúncio deixa de ser teoria e passa a ser vida compartilhada.

Outro ponto decisivo é este: Jesus Cristo não é apenas o conteúdo da evangelização — Ele é o próprio Evangelho. Isso significa que evangelizar não é transmitir uma mensagem distante, mas tornar presente uma pessoa viva. Jesus continua a caminhar, a falar, a curar, a acolher — agora através da Igreja.

E como Ele evangeliza? As Diretrizes são muito concretas: com palavras e gestos. Ele anuncia o Reino, mas também se aproxima, serve, toca as feridas, busca quem está perdido. Não exclui ninguém. Vai ao encontro de todos. Esse estilo não é secundário — é o próprio caminho da Igreja hoje.

Por isso, as Diretrizes insistem: não basta repetir métodos antigos. Estamos diante de uma mudança de época. O mundo mudou, as perguntas mudaram, e a forma de anunciar também precisa ser renovada. Mas sem perder o essencial: o centro continua sendo Jesus.

Há ainda um chamado forte à conversão. Não apenas pessoal, mas também das relações, dos processos e dos vínculos. Em outras palavras: não basta querer evangelizar, é preciso mudar o modo de ser Igreja. Torná-la mais aberta, mais acolhedora, mais próxima, mais sinodal.

A imagem da “tenda” ajuda a entender isso. Uma Igreja que não é fechada, mas que se alarga. Que escuta mais. Que acolhe melhor. Que permanece firme na fé, mas com as portas abertas para todos.

No fundo, a Introdução das Diretrizes nos coloca diante de uma pergunta simples e exigente: estamos realmente anunciando Jesus ou apenas mantendo a Igreja funcionando?

Se voltarmos ao essencial, tudo se reorganiza. A fé ganha vida. As comunidades se tornam mais missionárias. E a Igreja volta a ser aquilo que sempre foi chamada a ser: sinal vivo do amor de Deus no mundo.

 

Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo Metropolitano de Santa Maria (RS)
Presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB

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Artigos Vocação e Seminário

Sob a intercessão de Nossa Senhora das Vocações

O mês de maio é tradicionalmente relacionado com a figura da Virgem Maria. Em nossa Diocese – de modo especial em nosso Seminário – a presença de Nossa Senhora se manifesta mais profundamente com o título de Mãe das Vocações. As Casas Formativas em Guarulhos possuem uma grande devoção a essa invocação mariana, pois dela se providenciou muitas e santas vocações para as comunidades em Guarulhos.

Dirigir-se a Nossa Senhora das Vocações é confiar à Mãe de Deus o pedido que o próprio Jesus nos fez nas páginas dos Evangelhos: “Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9,38). Depositar, então, essa intenção à Virgem Maria é não somente confiar que Deus continuará a chamar operários, como também é crer que jovens responderão ao chamado de Deus.

Estar sobre essa intercessão de Nossa Senhora das Vocação é ter a certeza de que Deus não vai desamparar o seu povo sobre essa expressa necessidade. E a própria história da Mãe das Vocações em Guarulhos revela que o Senhor da messe não deixa de enviar muitas e santas vocações para as nossas comunidades. Mas, para isso, é necessário a oração e a esperança!

Possamos, portanto, rezar pela intercessão de Nossa Senhora para que os corações de nossos irmãos estejam alicerçados na confiança de um Deus que nos chama e, quem responder esse chamado, realizando em si o fiat mariano, possa realizar o projeto do Senhor em sua vida. E que tenhamos a esperança para tantos jovens possam responder o chamado de Deus e, assim, igualmente a Virgem Maria, serem testemunhas da verdade do Senhor.

 

Padre Edson Vitor

Reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio