SÃO PAULO - BRASIL

“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Diocese Forania Fátima

Missa de Acolhida do padre Aderivon – Área Pastoral São José

Na noite do dia 30 de dezembro, a comunidade e Área Pastoral São José, pertencente à Paróquia Santo Antônio dos Pimentas, acolheu seu novo administrador, o Padre Aderivon, que também assume a missão como vigário da paróquia Santo Antônio.

A missa de acolhida ocorreu com presença da comunidade e apresentação do pároco da paróquia Santo Antônio, o padre Wagner.

O administrador anterior, Padre Edson Vitor, assume a missão do Seminário Propedêutico, no bairro do Gopoúva.

Que Deus abençoe a caminhada e missão de cada um em nossa Diocese!

Confira alguns registros da Santa Missa:

Missa de Acolhida - Pe Aderivon
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Diocese Forania Imaculada

Padre Francisco Veloso toma posse da Paróquia São Pedro Apóstolo

Com muita fé, Dom Edmilson celebrou, no dia 27 de dezembro, a Missa de Posse Canônica do nosso novo pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo da Vila Galvão, o Padre Francisco Veloso Jr..

Padre Francisco assume a Missão juntamente com os vigário, Pe. Éder Aparecido, que foi designado da Paróquia Santa Cruz e N. Sra. Aparecida do Jd. Pres. Dutra.

O pároco anterior, Pe. Marcelo Dias assume a missão na paróquia Santa Rita de Cássia do Jd. Cumbica.

Que o Espírito Santo conduza esta nova missão, fortalecendo nossa fé e nossa caminhada como Igreja.

Confira alguns registros da Celebração de Posse:

Missa de Posse - Padre Francisco Veloso
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Diocese Forania Fátima Paróquias

Missa de Posse do Padre Marcelo Dias na Paróquia Santa Rita – Jd. Cumbica

Com muita fé e alegria, Dom Edmilson celebrou, no dia 26 de dezembro, a Missa de Posse Canônica do nosso novo pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia do Jd. Cumbica, o Padre Marcelo Dias, confiando sua missão ao cuidado de Deus.

Padre Marcelo assume a Missão juntamente com os vigários, Pe. Frizzo e Pe. Bruno Otenio que já estavam trabalhando a frente da paróquia.

O Administrador anterior, Pe. Francisco Veloso assume a missão na paróquia São Pedro Apóstolo da Vila Galvão.

Que o Espírito Santo o conduza, fortaleça e ilumine nesta nova caminhada pastoral junto ao povo que lhe foi confiado.

Fotos: Pascom Santa Rita

Confira alguns registros da Posse Canônica:

Missa de Posse - Padre Marcelo Dias
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Destaques

Diocese de Guarulhos encerra Ano Jubilar

O encerramento do Ano Santo não representa apenas a conclusão de um calendário celebrativo, mas reafirma a missão evangelizadora da Diocese de Guarulhos: uma Igreja em saída, que anuncia a esperança, celebra a fé e se compromete com a vida do povo.

A Diocese de Guarulhos viveu, no domingo, 28 de dezembro de 2025, um dos momentos mais marcantes de sua história recente com a Missa de Encerramento do Ano Santo – Jubileu 2025, celebrada na Catedral Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.

A celebração coroou um ano inteiro de intensa vivência espiritual, pastoral e comunitária, realizado em comunhão com a Igreja no mundo inteiro, sob o tema “Peregrinos de Esperança”, inspirado no lema paulino “A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Reunindo milhares de fiéis, presbíteros, diáconos, religiosos e lideranças pastorais, a Missa marcou oficialmente o encerramento das atividades jubilares na Diocese. Um dos pontos altos da celebração foi a concessão da Bênção Apostólica com Indulgência Plenária, momento de profunda solenidade e significado espiritual para o povo de Deus.

Em sintonia com o espírito do Jubileu e com o tempo litúrgico do Natal, a Diocese promoveu também um gesto concreto de solidariedade, incentivando a doação de alimentos não perecíveis durante a celebração. As doações arrecadadas serão destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social acompanhadas pelas ações caritativas da Igreja local, reforçando o compromisso cristão com a dignidade humana e a justiça social.

O encerramento do Ano Santo não representa apenas a conclusão de um calendário celebrativo, mas reafirma a missão evangelizadora da Diocese de Guarulhos: uma Igreja em saída, que anuncia a esperança, celebra a fé e se compromete com a vida do povo.

A Diocese agradece a presença dos fiéis e o apoio dos meios de comunicação que colaboraram para dar visibilidade a este marco histórico, que uniu fé, tradição e responsabilidade social no coração da cidade.

Confira alguns registros do Encerramento do Jubileu na Diocese:

Encerramento do Ano Santo - Jubileu da Esperança 2025
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Destaques

Dom Edmilson celebra Missas do Natal na Catedral

Na noite em que celebramos o nascimento do Salvador, Dom Edmilson presidiu com fé a Santa Missa da Noite de Natal, no dia 24 de dezembro.

Concelebrada com o pároco, Pe. Antonio Bosco e o vigário da catedral, Pe. Guilherme, nosso Bispo celebrou com fé e devoção diante da comunidade reunida.

Que o Menino Jesus renove nossos corações com paz, amor e esperança.

Confira alguns registros do dia 24/12:

Missa da Noite do Natal 2025

Já no dia 25 de dezembro, com alegria e gratidão, Dom Edmilson celebrou a Missa do dia de Natal, juntamente com o pároco da Catedral, Pe. Antonio Bosco.

Que Cristo seja sempre nossa esperança.

Confira alguns registros da missa do dia 25/12:

Missa do Dia do Natal do Senhor 2025
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Diocese Forania Bonsucesso Paróquias

Comunidade festeja a Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Após dias intensos de oração, encontro e comunhão, a Novena e a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe alcançaram seu ponto mais alto no dia 12 de dezembro. Como filhos reunidos aos pés da Mãe, a comunidade celebrou com profunda fé a Padroeira das Américas e, de modo especial, os 10 anos da criação da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, reconhecendo a ação de Deus que, por intercessão de Maria, conduziu cada passo dessa história.

À luz do tema “Com Maria, há 10 anos peregrinando na esperança”, a novena preparou os corações com celebrações diárias, bênçãos, gestos de devoção e forte participação do povo, revelando uma Igreja viva, que reza, caminha e se coloca em missão.

A festa da Padroeira coroou essa caminhada com solenidade, gratidão e renovação do compromisso de sermos uma comunidade mariana, missionária e profundamente enraizada na esperança que não decepciona.

Confiantes no cuidado materno da Virgem de Guadalupe, seguimos unidos, certos de que Maria continua a peregrinar conosco, sustentando nossa fé e conduzindo-nos sempre a Jesus.

Nossa Senhora de Guadalupe, Imperatriz da América Latina, rogai por nós!

Confira algumas fotos da novena e Solenidade:

Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe 2025
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Diocese Forania Carmo Paróquias

Santa Missa em ação de graças pelos 7 anos de ordenação do Pe. Tiago Ferraz

Na última segunda-feira 15/12/2025 celebramos com toda a nossa Paróquia Sagrada Familia do Jardim Paraíso a Santa Missa em ação de graças pelos 7 anos de ordenação sacerdotal do nosso querido Pároco Tiago Ferraz Leite.

Na oportunidade, rendemos graças a Deus por todos estes anos como pastor em nossa Igreja e pudemos expressar nossa alegria em poder compartilhar tantas realizações, projetos e dinâmicas na evangelização do nosso povo.

Lembramos que a tradição da Igreja interpreta o 7 como número da perfeição, o que vem de encontro com estes tempos que temos vivido.

Destacamos ainda, o zelo, o carinho, a persistência e a facilidade em dialogar com todos são algumas qualidades de Pe Tiago que nos cativa bastante e nos alegra com a sua presença.

Parabéns querido pastor e amigo Padre Tiago Leite Ferraz

Paróquia Sagrada Familia do Jardim Paraíso

Fotos: Ideal Arte

Santa Missa em ação de graças pelos 7 anos de ordenação do Pe. Tiago Ferraz
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Diocese Forania Carmo Paróquias

Celebração marca festa da padroeira Santa Luzia no Pq. Mikail

Com grande alegria, festejamos o dia de nossa padroeira, Santa Luzia no último dia 13 de dezembro.

A Celebração da Missa das 15h contou com a presença do nosso Bispo Dom Edmilson. Concelebraram com ele nosso querido Pároco Marcos José e nosso Vigário Padre Bruno Santana.

Pascom – Santa Luzia – 📸 Iza bueno

Confira alguns registros da celebração: 

Festa de Santa Luzia
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Artigos Falando da Vida

Gratidão e Ciência

Por que é importante cultivar a gratidão?

É normal ouvir falar sobre gratidão nos ambientes religiosos, pois ela tem tudo a ver com os princípios que norteiam a maioria das religiões. A gratidão é vista como uma forma de agradecer as coisas boas da vida, as bênçãos e reconhecer a bondade presente nas outras pessoas. Ela é um ponto central no Cristianismo e aparece muito no Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, Espiritismo e principalmente, no Budismo. Em todas essas crenças, ser grato é algo ativo, que se manifesta em orações, rituais e ajuda ao próximo.

Todavia o tema gratidão tem recebido cada vez mais atenção da ciência, sobretudo na Psicologia, devido aos seus inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. A partir da perspectiva psicológica, a gratidão é vista como um sentimento que envolve o reconhecimento e apreciação pelo que sentimos, através de experiências internas ou externas. Estudos mostram que pessoas que praticam a gratidão regularmente tendem a experimentar níveis mais elevados de felicidade, menor incidência de depressão, além de uma maior resiliência diante de adversidades.

Do ponto de vista neurocientífico, a prática da gratidão ativa áreas do cérebro relacionadas à dopamina e à serotonina, neurotransmissores ligados ao sentimento de prazer e bem-estar. Essa resposta neuroquímica reforça o impacto positivo dessa emoção no cérebro, criando um ciclo de reciprocidade emocional. Por fim, a psicologia aponta que desenvolver a gratidão não é apenas uma atitude momentânea, mas uma habilidade que pode reconfigurar o cérebro e gerar um padrão positivo de saúde mental.

Existe uma área da Psicologia, chamada de Psicologia Positiva, que se concentra no estudo do bem-estar humano e segundo essa abordagem, cultivar a gratidão ajuda a mudar o foco da mente, saindo do modelo tradicional de remediação de problemas, para o modelo positivo que busca as condições que nos fazem efetivamente felizes. Técnicas como registros diários de gratidão, onde a pessoa escreve coisas pelas quais é grata, têm se mostrado eficazes na promoção de emoções positivas e na redução do estresse.

Para concluir, aqui vai uma prática simples que ajuda a cultivar gratidão reconfigurando o cérebro para um modelo positivo: Faça uma retrospectiva de sua vida no decorrer deste ano e enumere todos os acontecimentos pelos quais você é grato. Avalie o processo mais que o resultado, reconheça o quanto você se empenhou em cada tarefa e deixe emergir dentro de si, um sentimento puro de gratidão. Eu, por exemplo, sou grato por todos os artigos que escrevi nessa revista no decorrer do ano e por todos os leitores que, através dessa coluna, se conectaram comigo formando um ciclo maravilhoso de dar e receber.

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos CNBB Liturgia

Declaração Final – COP 30

Conversão ecológica, resistência às falsas soluções e compromisso com a justiça socioambiental
“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. Mt5.6

Reunidos em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Colégio Marista Dom Silvério, entre os dias 25 e 27 de julho de 2025, representantes dos Regionais Leste 1, Leste 2, Leste 3 e Sul 1 da CNBB, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, assumimos coletivamente o chamado à conversão ecológica, à resistência às falsas soluções climáticas e à construção de um compromisso profético em preparação à COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém do Pará.

Diante do colapso climático global, que atinge de forma mais dura os pobres e territórios vulnerabilizados, reconhecemos o fracasso das últimas Conferências do Clima em oferecer soluções concretas. O aquecimento global já ultrapassa 1,5°C, e os acordos internacionais, dominados por interesses econômicos, são insuficientes diante de uma crise sistêmica que ameaça toda a vida. Vivemos um mundo atravessado por múltiplas crises, com guerras e violências, cujo ápice se revela no genocídio em Gaza, expressão extrema de nossa crise civilizatória.

Em nossa região Sudeste do Brasil, o modelo econômico agrava a degradação dos biomas, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, manguezais e zonas costeiras, através do avanço urbano-industrial, da mineração, do agronegócio, da exploração do gás e do petróleo, do uso indiscriminado do agrotóxico e da especulação imobiliária. A contaminação das águas, a perda da biodiversidade, a expulsão de comunidades e a periferização tornam visível a injustiça ambiental e social.

A partir de duas mesas de painéis, uma sobre a Crise Climática e a Justiça Socioambiental e outra sobre a Ruptura com o Modelo Econômico Predatório e Falsas Soluções, nos organizamos em 5 grupos de trabalho para aprofundar cinco eixos da nossa Pré-COP: 1 – Soberania dos Povos, Direitos Territoriais e Justiça Socioambiental; 2 – Justiça Climática e Reparação Histórica; 3 – Ruptura com o Modelo Econômico Predatório, Não à Economia Verde; 4 – Descarbonização e Falsas Soluções; 5 – Centralidade da Vida, Dignidade Humana e Direitos da Terra.

Os grupos convergiram na compreensão de que a crise climática está profundamente ligada, ao sistema capitalista, à injustiça social, ao racismo ambiental e ao extrativismo predatório. Criticaram a chamada economia verde, a mercantilização da natureza e as falsas soluções tecnológicas. Propuseram, em contrapartida, uma ruptura com o modelo econômico vigente e a construção de uma nova economia baseada na justiça socioambiental, na agroecologia e nos saberes ancestrais. Reivindicaram a soberania alimentar e energética, bem como políticas públicas construídas a partir das comunidades e a responsabilização dos grandes poluidores. Destacaram também a necessidade de coerência institucional, incluindo uma atuação profética da Igreja, que deve assumir papel ativo, educativo e articulador nas lutas por direitos, territórios e dignidade.

Denunciaram as falsas soluções, como os mercados de carbono, os megaprojetos de energia e a expansão da mineração, que aprofundam desigualdades e ameaçam territórios sem enfrentar as causas estruturais da crise. A crise climática é inseparável da injustiça social, do racismo ambiental e do extrativismo. Seus impactos recaem sobre os povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas, camponesas, ribeirinhas e tradicionais. É urgente responsabilizar juridicamente os grandes emissores, corporações e governos, e exigir que os compromissos assumidos nas COPs tenham força legal e sanções reais.

Nós bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigas e leigos, presentes nesta Pré-COP, reafirmamos, com esperança, a ecologia integral como eixo da nossa missão evangelizadora, tendo como referências centrais a encíclica Laudato Si’ e a exortação Laudate Deum. Anunciamos a conversão ecológica como caminho de fé e espiritualidade para um mundo novo. Caminho de irmandade universal entre toda criação, como nos convida Francisco de Assis, no Cântico das Criaturas. Propomo-nos a fortalecer as CEBs, as Pastorais Sociais e a Pastoral da Ecologia Integral, com a presença efetiva da Igreja nos territórios e na escuta e convivência ativa junto às populações vulnerabilizadas. A formação de lideranças religiosas e comunitárias deve ser prioridade, que leve ao comprometimento, articulando espiritualidade, saberes tradicionais, ciência e consciência política.

A Igreja deve se manter coerente entre seu discurso e sua prática, evitando recursos e alianças com empresas poluidoras e adotando medidas sustentáveis em suas estruturas. Reafirmamos sua missão profética diante do Estado e do mercado, com atuação firme nas políticas públicas, conselhos, conferências e demais espaços de participação popular, inclusive oferecendo suporte jurídico às lideranças. É compromisso urgente enfrentar o racismo ambiental e as desigualdades estruturais que atingem especialmente povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas e ribeirinhas.

Destacamos a proposta dos Regionais aqui presentes levarem essas diretrizes para a Assembleia dos Bispos, com o objetivo de tornar a Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração em uma comissão nacional permanente, e que se constitua em todos os regionais da CNBB.

Defendemos políticas públicas estruturantes, com participação social, que garantam moradia, água, saneamento e saúde às comunidades em risco socioambiental, assegurando também os direitos da natureza. É essencial atuar nos Planos de Saneamento, Diretores e de Mobilidade Urbana, promovendo justiça espacial e o direito à permanência nos territórios. Rejeitamos propostas como o “PL da devastação”, a lógica da “escala de trabalho 6×1”, e defendemos leis populares, como a “taxação das grandes fortunas”, bem como leis voltadas à justiça climática. Uma ação urgente passa pelo combate ao desmatamento, com foco na preservação dos biomas, e na contenção da urbanização predatória e dos grandes empreendimentos. A preservação das florestas é compromisso espiritual, territorial e ambiental, não financeiro, em diálogo com os povos que nelas vivem.
Em contraste ao modelo capitalista que devasta e aprofunda a crise climática, apontamos para a vida que prevalece apesar de tudo o que acontece.

Anunciamos os modos de vida e os saberes dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que representam formas sustentáveis e harmoniosas de habitar a terra, baseadas no cuidado com a natureza, na coletividade e no respeito aos ciclos da vida. Identificamos, ainda, sinais concretos de esperança presentes nos territórios. Alternativas comunitárias e coletivas, baseadas na economia do cuidado, na agroecologia, na agricultura familiar, na economia solidária, no decrescimento. Expressões para nós de uma Economia de Francisco e Clara. Essas comunidades cultivam uma relação de reciprocidade com os territórios, oferecendo caminhos concretos para a justiça socioambiental e a regeneração da vida. Comprometemo-nos com organizações populares e as iniciativas comunitárias autônomas, como cooperativas e redes de solidariedade.

No cenário internacional, exigimos compromissos vinculantes nas COPs, o cancelamento das dívidas externas e a responsabilização dos países historicamente poluidores.

Confiamos aos nossos Regionais da CNBB, sob as bênçãos de Deus, a continuidade dos trabalhos.

Que a COP 30, em Belém, seja um marco de escuta do grito da Terra e dos Pobres, de denúncia profética das estruturas de morte e de anúncio de novos caminhos para uma sociedade justa e com respeito à natureza. Saudamos, com esperança, a Cúpula dos Povos, onde movimentos e organizações sociais nacionais e internacionais se mobilizam por alternativas reais e por justiça climática. Que as vozes dos territórios sejam ouvidas e respeitadas nas negociações. O tempo é agora. A conversão ecológica é urgente. A justiça climática é inegociável.

“Trabalhem por uma justiça ecológica, social e ambiental”. Papa Leão XIV (Mensagem ao II Encontro Sinodal de Reitores de Universidades para o cuidado da Casa Comum realizado na Puc do Rio de Janeiro – maio de 2025).

Pela intercessão de Nossa Senhora da Abadia das águas sujas e de São Francisco de Assis.