SÃO PAULO - BRASIL

“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

SÃO PAULO - BRASIL

"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

Categorias
Artigos CNBB Liturgia

Mensagem do Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Preservar vozes e rostos humanos

Queridos irmãos e irmãs!

O rosto e a voz são traços únicos e distintivos de cada pessoa; manifestam a sua identidade irrepetível e são elemento constitutivo de cada encontro. Os antigos sabiam-no bem. Para definir o ser humano, os gregos usavam a palavra “rosto” (prósopon), que etimologicamente indica o que está diante do olhar, o lugar da presença e da relação. Por sua vez, o termo latino persona (de per-sonare) inclui o som: não um som qualquer, mas a voz inconfundível de alguém.

Rosto e voz são sagrados. Foram-nos dados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele mesmo nos dirigiu. Uma Palavra que, ao longo dos séculos, ressoou na voz dos profetas e depois, na plenitude dos tempos, fez-se carne. Esta Palavra – esta comunicação que Deus faz de si mesmo – pudemos ainda escutá-la e vê-la diretamente (cf. 1 Jo 1, 1-3), porque se deixou conhecer na voz e no Rosto de Jesus, Filho de Deus.

Desde o momento da criação, Deus quis o ser humano como seu interlocutor e, como disse São Gregório de Nissa, [1] imprimiu no seu rosto um reflexo do amor divino, para que pudesse viver plenamente a sua humanidade através do amor. Preservar os rostos e as vozes humanas significa, portanto, preservar este selo, este reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos predefinidos antecipadamente: cada pessoa possui uma vocação insubstituível e irrepetível, que emerge da vida e se manifesta precisamente na comunicação com os outros.

A tecnologia digital, no caso de falharmos nesta preservação, corre o risco de alterar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes temos como garantidos. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não só interferem nos ecossistemas informativos, como também invadem o nível mais profundo da comunicação, ou seja, o das relações entre as pessoas.

O desafio, por conseguinte, não é tecnológico, mas antropológico. Preservar os rostos e as vozes significa, em última análise, preservarmo-nos a nós próprios. Aceitar com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial não é sinónimo de esconder de nós mesmos os pontos críticos, a opacidade e os riscos.

Não renunciar ao próprio pensamento

Há muito tempo que existem múltiplas evidências de que os algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – rentável para as plataformas – recompensam as emoções rápidas e, ao contrário, penalizam as expressões humanas que requerem mais tempo, como o esforço para compreender e a reflexão. Ao encerrar grupos de pessoas em bolhas de fácil consenso e indignação, estes algoritmos enfraquecem a capacidade de escuta e pensamento crítico, aumentando a polarização social.

Veio somar-se a isto uma confiança ingenuamente acrítica na inteligência artificial como “amiga” omnisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, “oráculo” de todos os conselhos. Tudo isto pode enfraquecer ulteriormente a nossa capacidade de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica.

Embora a IA possa dar apoio e assistência na gestão de tarefas comunicativas, ao abstermo-nos do esforço do próprio pensamento, contentando-nos com uma compilação estatística artificial, corremos o risco de deteriorar, a longo prazo, as nossas capacidades cognitivas, emocionais e comunicativas.

Nos últimos anos, os sistemas de inteligência artificial estão a assumir cada vez mais o controlo da produção de textos, música e vídeos. Grande parte da indústria criativa humana corre o risco de ser destruída e substituída pela etiqueta “Powered by AI”, transformando as pessoas em meros consumidores passivos de pensamentos não pensados, de produtos anónimos, sem autoria nem amor. Ao mesmo tempo, as obras-primas do génio humano no âmbito da música, da arte e da literatura vão sendo reduzidas a um mero campo de treino para as máquinas.

No entanto, a questão que realmente nos interessa não é o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que nós podemos e poderíamos fazer, crescendo em humanidade e conhecimento, com uma inteligente utilização de ferramentas tão poderosas ao nosso serviço. Desde sempre, o ser humano tem sido tentado a apropriar-se do fruto do conhecimento sem o esforço do envolvimento, da pesquisa e da responsabilidade pessoal. Contudo, renunciar ao processo criativo e entregar às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa enterrar os talentos recebidos para crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Ser ou fingir: simulação de relações e da realidade

À medida que navegamos pelos nossos fluxos de informação (feeds), torna-se cada vez mais difícil compreender se estamos a interagir com outros seres humanos ou com “bots” ou influenciadores virtuais. As intervenções não transparentes destes agentes automatizados influenciam os debates públicos e as escolhas das pessoas. Especialmente os chatbots, baseados em grandes modelos linguísticos (LLM), estão a revelar-se surpreendentemente eficazes na persuasão oculta, através de uma contínua otimização da interação personalizada. A estrutura dialógica e adaptativa, mimética, destes modelos linguísticos é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Esta antropomorfização, que pode até ser divertida, é ao mesmo tempo enganadora, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. Porque os chatbots tornados excessivamente “afetuosos”, além de estarem sempre presentes e disponíveis, podem tornar-se arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desta forma, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas.

A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não só ter consequências dolorosas para o destino dos indivíduos, mas também prejudicar o tecido social, cultural e político das sociedades. Isso acontece quando substituímos as relações com os outros pelas relações com a IA treinada para catalogar os nossos pensamentos e, portanto, construir à nossa volta um mundo de espelhos, onde tudo é feito “à nossa imagem e semelhança”. Desta forma, deixamo-nos roubar a possibilidade de encontrar o outro, que é sempre diferente de nós e com o qual podemos e devemos aprender a confrontar-nos. Sem aceitar a alteridade, não pode haver nem relação nem amizade.

Outro grande desafio que estes sistemas emergentes colocam é o da distorção (bias, em inglês), que leva a adquirir e transmitir uma perceção alterada da realidade. Os modelos de IA estão moldados pela visão do mundo de quem os constrói e podem, por sua vez, impor modos de pensar, replicando estereótipos e preconceitos presentes nos dados a que acedem. A falta de transparência na construção dos algoritmos, a par da inadequada representação social dos dados tendem a manter-nos presos em redes que manipulam os nossos pensamentos, perpetuando e aprofundando as desigualdades e injustiças sociais existentes.

O risco é grande! O poder da simulação é tal que a IA pode também iludir-nos com a construção de “realidades” paralelas, apropriando-se dos nossos rostos e das nossas vozes. Estamos imersos numa multidimensionalidade, onde se torna cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção.

A isto acrescenta-se o problema da falta de precisão. Os sistemas que apresentam como conhecimento uma probabilidade estatística, na realidade, oferecem-nos, quando muito, aproximações da verdade, que por vezes são verdadeiras “alucinações”. A falta de verificação das fontes, com a crise do jornalismo no terreno, que implica um trabalho contínuo de recolha e verificação de informações nos locais onde os eventos ocorrem, pode favorecer um solo ainda mais fértil para a desinformação, provocando uma crescente sensação de desconfiança, desorientação e insegurança.

Uma possível aliança

Por trás desta enorme força invisível que a todos envolve, está apenas um pequeno grupo de empresas, cujos fundadores foram recentemente apresentados como os criadores da “pessoa do ano de 2025”, ou seja, os arquitetos da inteligência artificial. Isto suscita uma preocupação importante em relação ao controlo oligopolístico dos sistemas algorítmicos e de inteligência artificial capazes de orientar subtilmente os comportamentos e até mesmo de reescrever a história da humanidade – incluindo a história da Igreja –, muitas vezes sem que possamos ter real consciência disso.

O desafio que nos espera não é impedir a inovação digital, mas sim orientá-la, estando conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas, para que estas ferramentas possam realmente ser integradas por nós como aliadas.

Esta aliança é possível, mas tem de se basear em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. Ela pode ser definida, consoante as funções, como honestidade, transparência, coragem, visão, dever de partilhar conhecimento, direito de ser informado. Porém, em geral, ninguém pode fugir à sua responsabilidade diante do futuro que estamos a construir.

Para quem está no comando das plataformas on-line, isso significa garantir que as próprias estratégias empresariais não sejam norteadas pelo exclusivo critério da maximização do lucro, mas por uma visão clarividente que tenha em conta o bem comum, da mesma forma que cada um deles se preocupa com o bem-estar dos seus filhos.

Aos criadores e desenvolvedores de modelos de IA, é exigida transparência e responsabilidade social em relação aos princípios de criação de projetos e aos sistemas de moderação que estão na base dos seus algoritmos e dos modelos desenvolvidos, de modo a permitir um consentimento esclarecido aos utilizadores.

Igual responsabilidade é pedida aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais, que têm a função de zelar pelo respeito da dignidade humana. Uma adequada regulamentação pode proteger as pessoas duma ligação afetiva com os chatbots e conter a disseminação de conteúdos falsos, manipuladores ou deturpados, preservando a integridade da informação face à sua simulação enganosa.

Por sua vez, as empresas dos mass media e da comunicação não podem permitir que algoritmos orientados para vencer a qualquer custo a batalha por alguns segundos de atenção a mais prevaleçam sobre a fidelidade aos seus valores profissionais, voltados para a busca da verdade. A confiança do público conquista-se com a precisão e a transparência, não com a corrida por uma participação qualquer. Os conteúdos gerados ou manipulados pela IA devem ser sinalizados e claramente distinguidos dos conteúdos criados por pessoas. A autoria e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e outros criadores de conteúdo devem ser protegidas. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e num elevado padrão de qualidade.

Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de liderar a inovação digital e governar a IA. Por isso, é necessário criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – desde a indústria tecnológica aos legisladores, das empresas de criação ao mundo académico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável.

O objetivo da educação é este: aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, avaliar a credibilidade das fontes e os possíveis interesses por trás da seleção das informações que nos chegam, compreender os mecanismos psicológicos que elas ativam, permitir às nossas famílias, comunidades e associações a elaboração de critérios práticos para uma cultura de comunicação mais saudável e responsável.

Precisamente por isso, cada vez mais, é urgente introduzir também, em todos os níveis dos sistemas educativos, a literacia para os meios de comunicação social, a informação e a IA, que algumas instituições civis já estão a promover. Como católicos, podemos e devemos dar o nosso contributo, para que as pessoas – especialmente os jovens – adquiram a capacidade de pensamento crítico e cresçam na liberdade do espírito. Esta literacia deveria ainda ser integrada em iniciativas mais amplas de educação permanente, alcançando igualmente os idosos e os membros marginalizados da sociedade, que muitas vezes se sentem excluídos e impotentes perante as rápidas mudanças tecnológicas.

A literacia para os meios de comunicação, a informação e a IA ajudará todos a não se adaptarem à tendência de antropomorfização destes sistemas, mas a tratá-los como ferramentas, a recorrer sempre a uma validação externa das fontes – que podem ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA, a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de reclamação. É importante educar e educar-se para utilizar a IA de forma intencional e, neste contexto, proteger a própria imagem (fotos e áudio), o próprio rosto e a própria voz, para evitar que sejam utilizados na criação de conteúdos e comportamentos prejudiciais, como fraudes digitais, ciberbullying, deepfake, que violam a privacidade e a intimidade das pessoas sem o seu consentimento. Assim como a revolução industrial exigiu uma alfabetização mínima para permitir que as pessoas reagissem às novidades, também a revolução digital exige uma literacia digital (com uma formação humanística e cultural) para compreender como os algoritmos moldam a nossa perceção da realidade, como funcionam os preconceitos da IA, quais são os mecanismos que determinam o aparecimento de determinados conteúdos nos nossos fluxos de informação (feeds), quais são e como podem mudar os pressupostos e modelos económicos da economia da IA.

É necessário que o rosto e a voz voltem a dizer a pessoa. É necessário preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do ser humano, para a qual também se deve orientar toda a inovação tecnológica.

Ao propor estas reflexões, agradeço a todos aqueles que estão a trabalhar para os objetivos aqui apresentados e, de coração, abençoo quantos trabalham para o bem comum através dos meios de comunicação.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2026.

LEÃO XIV PP.

Categorias
Destaques Diocese Vida Presbiteral Vocação e Seminário

28ª Festa em louvor a Nossa Senhora das Vocações e instituição aos ministérios de Leitor e Acólito

No último sábado, 02 de maio, na 28ª Festa em louvor a Nossa Senhora das Vocações, festividade tradicional no Seminário Diocesano Imaculada Conceição, aconteceu a Santa Missa, presidida pelo nosso bispo diocesano Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist., que, na ocasião, instituiu ao ministério de Leitor os seminaristas: Igor Henrique dos Santos Souza, Sebastião Fernandes Correia, Victor de Menezes Paim, Vitor Rodrigues da Silva e William Rodrigues dos Santos e ao ministério de Acólito, o seminarista Flávio Gomes Ferreira.

Na homilia, o bispo destacou a importância dos ministérios assumidos como dimensão de intimidade com a Palavra de Deus e os Sacramentos diante da grandiosidade da obra redentora de Jesus.

Durante o dia aconteceram outros momentos oracionais, dentre eles, oração das Laudes, presidida pelo Padre Édson Vitor, reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio, o Ofício da Imaculada Conceição e o Regina Cœli com a presença das expressões marianas da Diocese, presidida pelo Padre Daniel Júnior, o Santo Terço cantado, com a presença do Terço dos Homens, presidido pelo Padre Johnny Bernando e, por fim, a Santa Missa de encerramento, presidida pelo reitor Padre Lucas Kauan, com a presença dos Padres Edson Vitor, Davi Clinton, diretor da casa sacerdotal e do Padre Bruno Conti, vigário da paróquia São Judas Tadeu – Jd. Alice.

Seja você um(a) amigo(a) do nosso Seminário e benfeitor das vocações sacerdotais da nossa Diocese!

Entre em contato por meio nosso WhatsApp: (11)91321-2981 ou do nosso Instagram: @sdgimaculada

Sem. Sebastião Fernandes Correia
3° ano de Teologia – Configuração

 

Fotos: Ideal Arte Fotografia

Santa Missa de Admissão aos Ministérios
Categorias
Diocese Forania Imaculada Forania Rosário Movimentos Diocesanos

COMIDI realiza Encontro Missionário Forâneo para as foranias Imaculada e Rosário

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

No último sábado, dia 25 de abril, aconteceu o Encontro Missionário Forâneo para as foranias Imaculada e Rosário. O encontro foi sediado na Paróquia Santa Mena e promovido pelo Conselho Missionário Diocesano (COMIDI).

Refletiu-se sobre o Batismo como fonte e chamado para a missão, bem como sobre qual é a missão do batizado, buscando, assim, fortalecer a consciência missionária dos agentes em suas diversas pastorais e serviços.

O encontro foi conduzido pelos membros do COMIDI, e as colocações foram feitas pelo Pe. Guilherme Rodrigo, assessor diocesano do COMIDI, e pelo Sem. Sebastião Fernandes, seminarista do terceiro ano de Teologia de nossa diocese e secretário nacional do COMISE – Conselho Missionário de Seminaristas.

Agradecemos a Deus pela participação de todos. Nossa próxima formação será no dia 30 de maio, às 15h, no Centro Social da Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora do Carmo, para as foranias Carmo e Aparecida.

Pe. Guilherme Rodrigo
Assessor Diocesano do COMIDI

Confira alguns registros do encontro:

Encontro Missionário Forâneo - Foranias Imaculada e Rosário
Categorias
CNBB Destaques Diocese

Mensagem dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus

Ao final da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi divulgada a mensagem do episcopado a todo o povo de Deus. Esperança e unidade inspiram o texto que apresenta um chamado à comunhão e ao renovado compromisso de evangelizar numa Igreja onde todos são “corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos”.

Os bispos unem-se ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz; destacam o Batismo como fonte de todas as vocações e a riqueza dos dons e carismas “que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade”; e manifestam gratidão a todo o Povo de Deus, “que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo”, com proximidade aos que “sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho”.

Há o pedido de esforço pela unidade e pela valorização da diversidade dos dons, além do convite ao renovado compromisso na construção da cultura vocacional.

No espirito de comunhão e unidade, os bispos motivam a assumir “com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, expressão concreta da acolhida ao caminho sinodal.

“Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus”.

Confira a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Reunidos em Aparecida, junto à Padroeira do Brasil, nós, Bispos Católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da CNBB, de 15 a 24 de abril, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.

Unimo-nos ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz, que não pode ser um ideal distante, mas uma realidade concreta. Exortamos todos a reconhecer que a paz, dom do Ressuscitado, brota da conversão dos corações, do diálogo fraterno e da solidariedade com os mais pobres.

O Batismo é a fonte de todas as vocações e, por meio dele, somos chamados à santidade e à comunhão. Revestidos todos da mesma dignidade, tornamo-nos corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos. Nesta harmonia, reconhecemos a riqueza dos dons e carismas que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade.

Manifestamos nossa gratidão a todo o Povo de Deus, que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo, e expressamos nossa proximidade a todos os cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas, e ministros ordenados que sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho, principalmente junto aos pobres e na defesa da Casa Comum.

Pedimos a todos um esforço contínuo pela unidade, fazendo de nossas comunidades ambientes onde o diálogo se manifeste na superação das polarizações. Empenhemo-nos na valorização da diversidade dos dons, onde todos os ministérios sejam vividos como serviço ao próximo, num caminho de comunhão, participação e missão.

Somos gratos aos cristãos leigos e leigas, chamados a ser sal da terra e luz do mundo nas realidades sociais e eclesiais (cf. Mt 5,13-16). Enaltecemos, igualmente, a vocação matrimonial e a família, cuja missão reside em gerar e cuidar da vida, na educação das novas gerações e na transmissão da fé.

Esse mesmo olhar queremos dirigir aos diáconos e presbíteros, chamados — a exemplo do Bom Pastor — a serem conosco os primeiros, dentre o Povo de Deus, servidores na comunidade e dispensadores da graça sacramental, construindo um caminho de unidade e comunhão. Reconhecemos também a importância da vida consagrada e seu compromisso missionário, especialmente junto aos mais fragilizados, como um sinal profético de doação da própria vida e um testemunho da alegria no discipulado.

Iluminados pelo magistério do Papa Francisco, que nos animou a ser uma “Igreja em saída”, reconhecemos o trabalho incansável de todos os fiéis que se dedicam às iniciativas de cuidado dos pobres e da Casa Comum, atuando nas periferias geográficas e existenciais. A doação de suas vidas, nesta missão, impulsiona-nos a uma sensibilidade e abertura missionária permanentes.

Agradecemos, de modo especial, a todos os jovens presentes em nossas comunidades. Vocês são o “agora de Deus”, e nos ajudam a ser uma Igreja viva e renovada. Ao mesmo tempo, convidamos todas as lideranças eclesiais a acolherem e caminharem junto aos jovens, no cuidado, na escuta e no discernimento.

Convidamos todos a um renovado compromisso na construção da cultura vocacional, fazendo de nossas comunidades espaços de encontro, testemunho e missão. Ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, em cada domingo, unamo-nos na oração pelas vocações e pela perseverança dos que se colocam a serviço da evangelização.

Neste espírito de comunhão, como um só corpo (cf. Rm 12,5), assumamos, com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Elas são a expressão concreta de nossa acolhida ao caminho sinodal, que nos leva a redescobrir a beleza da variedade das vocações, carismas e ministérios.

Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus.

Aparecida – SP, 24 de abril de 2026.
62ª Assembleia Geral da CNBB

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

Categorias
Diocese Vida Consagrada

Esposas dos Diáconos Permanentes participam de encontro anual de espiritualidade

Realizado na Paróquia Santo Antônio, no bairro dos Pimentas, o encontro anual reuniu a maioria das esposas dos diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos em uma manhã de oração, reflexão e convivência fraterna, conduzida pelo seminarista Erick.


 

No dia 25 de abril, aconteceu o tradicional encontro anual de espiritualidade dedicado às esposas dos diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos. O encontro foi realizado na Paróquia Santo Antônio, localizada no bairro dos Pimentas.

As participantes foram acolhidas com um saboroso café da manhã. Em seguida, a manhã de oração teve como tema principal “Coração que serve: a missão escondida que sustenta o ministério”, sendo marcada por momentos de acolhida, silêncio, pregação e espiritualidade, fortalecendo a caminhada dessas mulheres que acompanham, com amor e dedicação, a missão diaconal de seus esposos. O momento de espiritualidade foi conduzido pelo seminarista Erick, favorecendo um ambiente de recolhimento, escuta e proximidade com Deus. O roteiro contemplou ainda momentos de deserto espiritual, partilha e oração mariana.

Ao final do encontro, a comunidade da Paróquia Santo Antônio acolheu as participantes com um delicioso almoço, proporcionando um momento fraterno de convivência e partilha. Que esta experiência continue produzindo frutos de fé, comunhão e serviço na vida de cada participante.

Diácono Silvio Santos Melo

Categorias
CNBB Destaques Diocese

Encerrada a 62ª Assembleia da CNBB em Aparecida

A 62ª Assembleia da CNBB teve seu término nesta sexta-feira (24) em Aparecida.


O encontro, que começou no último dia 15, reuniu bispos, arcebispos e cardeais de todo o país para definir os rumos da Igreja Católica no Brasil para os próximos anos.

O principal tema em debate foi a aprovação das diretrizes gerais da ação evangelizadora, além de três prioridades e outros 20 assuntos, incluindo mensagens e comunicações oficiais.

Os primeiros dias foram dedicados a um retiro espiritual, promovendo momentos de oração e integração entre os participantes.

Entre os destaques da agenda, estão eventos já previstos no calendário da Igreja, como o Congresso Eucarístico Nacional, em 2027, e o Congresso Americano Missionário, em 2029, além da celebração do bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.

A assembleia também contou com uma mensagem do Papa Francisco, que reforçou o apelo global pela paz diante dos conflitos internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também destacou a importância do encontro para a sociedade brasileira.

Destaques da agenda: Congressos e Diplomacia

Durante a coletiva de imprensa realizada no Santuário, foram destacados eventos importantes que já integram o calendário da Igreja:

  • Congresso Eucarístico Nacional: Marcado para 2027.
  • Congresso Americano Missionário: Programado para 2029.
  • Bicentenário das relações diplomáticas: Celebração dos 200 anos de proximidade entre o Brasil e a Santa Sé.

Bispos aprovam novas Diretrizes Gerais da Evangelização no Brasil

Os bispos do Brasil aprovaram as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O documento, que orientará as ações da Igreja nos próximos seis anos, foi aprovado por unanimidade dos bispos, reunidos durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trouxe como tema central a discussão e aprovação das diretrizes.

Desde o início da assembleia, no dia 15 de abril, os bispos tem se dedicado a analisar o texto das diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes.

Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado nesta manhã aos bispos.

Bispos divulgam Mensagem ao Povo Brasileiro

O episcopado brasileiro divulgou também a tradicional “Mensagem ao Povo Brasileiro” durante o último dia da 62ª Assembleia Geral, que acontece no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida. O documento traz reflexões sobre o momento atual do país e do mundo, destacando tanto sinais de esperança quanto desafios urgentes.

Inspirados pelo tempo Pascoal, os bispos afirmam que há motivos para esperança, como iniciativas de solidariedade, promoção da cidadania e defesa da vida. No texto, também são valorizadas ações voltadas à economia solidária, à democracia e aos direitos humanos.

Confira a mensagem na íntegra (aqui).

Participação da Diocese na Assembleia

A Diocese de Guarulhos esteve presente na assembleia e contou com a participação de nosso Bispo Diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano e alguns representantes da CNBB de nossa Diocese, como: Célia Soares – Assessora da Comissão para o Laicato e Padre Jair Costa – Assessor da Música da CNBB.

Confira alguns registros da Assembleia dos Bispos:

62ª Assembleia Geral dos Bispos - CNBB
Categorias
Diocese Movimentos Diocesanos Pastorais

Reunião da equipe referencial da IAM

No último sábado (18/04) a equipe referencial da IAM (Infância e Adolescência Missionária) – Guarulhos, se reuniu com o seu assessor diocesano, padre Guilherme Rodrigo, para um momento de reflexão sobre a prática da Sinodalidade, organização das próximas atividades e planejamento de ações futuras.

Em 2028 nossa Diocese receberá cerca de 200 crianças e adolescentes dos grupos de diversas regiões do Brasil, para o ERIAM – encontro regional da Infância e Adolescência Missionária, por isso já estamos nos preparando e rezando para que sejam momentos frutuosos e motivadores para os missionários da IAM.

De todas as crianças e adolescentes do mundo!
Sempre Amigos ✋

Equipe Referencial da IAM Guarulhos

Categorias
Diocese Forania Fátima Movimentos Diocesanos Pastorais

Encontro Forâneo da Pastoral do Batismo – Forania Fátima

No sábado (11/04), aconteceu o encontro de agentes da Pastoral do Batismo da Forania Nossa Sra. de Fátima. Foi uma tarde de estudo e reflexão sobre o Diretório dos Sacramentos, que permeia os trabalhos em nossas pastorais.

Oportunidade, também, de encontrarmos nossos irmãos e trocarmos experiências, e momentos de uma boa conversa. Agradecemos a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, do Jardim Normandia pelo espaço e pelo excelente acolhimento.

O próximo encontro acontecerá no dia 16/05, e será para agentes da Forania Nossa Sra. Aparecida, na Paróquia São Roque, no Parque Cecap.

Pastoral do BatismoDiocese de Guarulhos

 

Confira alguns registros do encontro:

Formação da Pastoral do Batismo - Forania Fátima
Categorias
Artigos Voz do Pastor

Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 2

Pode-se dizer que o elemento básico para a vivência de “Por um Igreja Sinodal  – Comunhão, Participação, Missão” é a ESCUTA. Foi assim que o Papa Francisco deu o “ponta pé inicial” lá em 2021, quando na fase diocesana determinou que as pessoas das comunidades, de outras comunidades cristãs e da sociedade fossem escutadas. Os capítulo II do Documento Final ao tratar da “conversão das relações” esclarece a necessidade de que todos, na variedade de carismas e ministérios existentes em nossas comunidades, como também as mais variadas situações de nosso mundo sejam escutadas. O Espírito Santo não deixa de falar em tudo e em todos. Nos processos da caminhada sinodal, para que se obtenha um verdadeiro discernimento eclesial, é preciso a ESCUTA. O Documento Final no capítulo III fala para tanto, da necessidade da conversão dos processos.

Será que na “conversão das relações”, bem como na “conversão dos processos” basta ter a paciência de ouvir os outros e a realidade e seguir um “método”?  Será suficiente um novo modo de proceder e a estratégia? É verdade,  o Espírito fala pela boca de nossos irmãos e irmãs de comunidade, bem como através da história e dos sinais do tempo. Basta a nossa inteligência para enxergar retamente todas estas coisas?

Não. Todas estas conversões necessitam de uma ESCUTA PRIMORDIAL, A ESCUTA DA PALAVRA DE DEUS.

A escuta da Palavra de Deus é o ponto de partida e o critério de todo o discernimento eclesial. De fato, as Sagradas Escrituras testemunham que Deus falou ao seu Povo, a ponto de nos dar, em Jesus, a plenitude de toda a Revelação (cf. DV 2), e indicam os lugares onde podemos ouvir a sua voz”  (Documento Final 83).

A própria compreensão da vivência “Por uma Igreja Sinodal” tem que ser iluminada pela Palavra de Deus. A escuta e iluminação da Palavra em nossas vidas nos leva à oração. Orar é entrar em comunhão com Deus e dispor-se a realizar a vontade de Deus. É adorar o Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,23).

Nenhum processo sinodal pode ter início sem a Leitura Orante da Palavra de Deus. Já temos mais de 10 anos que estamos tentando implantar esta prática na diocese de Guarulhos. Vários irmãos e irmãs têm experimentado a doçura deste encontro com a Palavra. Infelizmente, outros tantos irmãos desanimaram no caminho, outros sequer ousaram tentar começar. Temos uma equipe incansável e dedicada que todos os anos seguindo as temáticas que determino, rezam, estudam e se dedicam em preparar este “pão” da Palavra para os grupos de reflexão.

Neste ano a temática da Leitura Orante trata exatamente dos fundamentos bíblicos da espiritualidade sinodal. No mês de março a Equipe diocesana da Leitura Orante, encontrou-se com a coordenação dos grupos que estão fazendo esta caminhada para a motivação dos encontros.

A devoção e piedade popular que motivam as reuniões de nossos grupos de reflexão, são de grande importância. No entanto, mais importante é contato orante com a Palavra de Deus. Sem a Palavra de Deus nossa devoção e piedade correm o risco de ficarem vazias, desencarnadas da fé e missão da Igreja e, em alguns casos, podem ser alienantes.

A diocese está oferecendo este material. Aproveite. Deixe-se iluminar primeiramente pela Palavra de Deus nesta nossa caminhada sinodal.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.

Bispo diocesano

Categorias
Artigos Editorial

Com a Páscoa, renovamos a missão de sermos portadores da esperança em nome do ressuscitado

Caríssimos irmãos e irmãs, feliz páscoa e que juntos possamos cantar o salmo 117(116): “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Daí graças ao Senhor, porque ele é bom. A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou. Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!” O caminho percorrido até o domingo de Páscoa é longo e repleto de penitência, mas vale a pena, pois o resultado final é uma explosão de alegria e renovação da esperança de novos tempos reunidos em torno de Jesus Cristo, o ressuscitado. Nesta edição é possível perceber a esperança renovada em cada artigo.

O bispo Dom Edmilson, recorda os passos do processo sinodal e destaca a importância da Leitura Orante da Palavra de Deus como base fundamental para sustentar a caminhada de fé em torno dos ensinamentos da Sagrada Escritura e ao mesmo tempo , o bispo demonstra sua preocupação com as pessoas e grupos que resistem para fazer a experiência, porém afirma que não desistirá do projeto e se alegra com os que abraçaram a proposta com alegria e fortalecimento espiritual como testemunharam no encontro realizado pela equipe diocesana nas diversas foranias. A esperança se renova também com a realização da 62ª Assembleia Geral dos Bispos em vista da aprovação das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil adiada em 2025, por ocasião da morte do Papa Francisco, um verdadeiro peregrino da esperança que passou por nossa história e agitou a Igreja Católica Apostólica Romana e porque não dizer, agitou o mundo através das convocações de anos específicos e o Sínodo dos Bispos.

A Diocese de Guarulhos também renova suas expectativas de atendimento aos mais necessitados e assistência espiritual, através da ordenação de mais três diáconos permanentes e mais um rito de admissão as ordens sacras de candidatos em vista do diaconado. Esperança notável na alegria e emoção de Dom Edmilson nas celebrações de instituição. Deus seja louvado pela diversidade do ministério na Igreja.

A festa da esperança em cada sim ao ressuscitado continua com o convite para a ordenação de mais cinco novos diáconos transitórios e tenho certeza será uma manhã de muita alegria e emoção para toda a Igreja. Uma pena que mesmo diante de tantas notícias maravilhosas de esperança, muitos ainda resistem a crer que é possível criar um mundo novo aqui e agora, por isso continuam investindo em guerra e sofrimento como recorda o psicólogo Romildo em seu artigo.

Enfim, não podemos desistir nem desanimar afinal nos diz o texto bíblico da Primeira Carta de São Pedro 1,3-9 proclamada no domingo da Divina Misericórdia: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha e que é reservada para vós nos céus.

Graças à fé e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos por causa das várias provações. Desse modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.”

Desejo que os artigos contribuam para fortalecer sua esperança renovada na semana santa. Não esqueça de ler, tomar posse do que lê, compartilhar a revista com os outros grupos e colaborar com sugestões, elogios e críticas construtivas com esse maravilhoso instrumento de unidade e boas notícias da Igreja, promovido pela Pastoral da Comunicação, que aliás realizará um dia de Mutirão de Formação sobre Comunicação Cristã para melhor servir a Igreja de Jesus Cristo.

Quem sabe você se interessa em fazer parte deste Mutirão. Encerro com a saudação franciscana: paz e bem! Boa leitura.

 

Pe. Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral