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“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Artigos Voz do Pastor

Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 8

“Como tenda peregrina no meio da história, a Igreja se deixa interpelar pelos ventos do tempo e pelos passos do povo que nela busca abrigo. Atenta ao que acontece ao redor, ela escuta as vozes que chegam, algumas carregadas de esperança, outras marcadas pela dor. Assim, aprende a discernir os apelos do Espírito. Alargando suas lonas para acolher melhor, inclina-se  sobre  as  alegrias  e  feridas  do  mundo, reconhecendo que, em cada realidade humana, Deus continua  a  falar  e  a  conduzir  seu  povo  pelos caminhos da missão.” (DGAE 17)

            Ainda desta vez vamos continuar refletindo sobre as situações que ainda desafiam a evangelização em nossa diocese, seguindo o indicado nas DGAE 27: frágil sintonia com as orientações da CNBB e a resistência ao Concílio Vaticano II; os limites do diálogo com os jovens e adolescentes; a pouca interlocução com os pobres como sujeitos da evangelização.

            Existe uma mentalidade em alguns fiéis da nossa Igreja – e isso também acontece em Guarulhos- de que a CNBB tem uma opção político-partidária e age desta maneira nas diretrizes pastorais no Brasil. Isso faz com que – às vezes – alguns irmãos e irmãs propaguem esta mentalidade de fragilizar o escutar a Conferência Espicopal. É sempre dificultoso até mesmo fazer despertar o interesse pelas DGAE, como está acontecendo agora neste momento de escuta em nossa diocese. Alinhado a esta mentalidade aparece – ainda que sem fundamento teológico – a resistência ao Concílio Vaticano II. Graças a Deus, o interesse na participação na última Semana Diocesana de Formação, lança como que uma luz, pois o Catecismo da Igreja Católica é fruto do Concílio Vaticano II. Estamos na região metropolitana e alguns se interessam – não somente pela celebração da Eucaristia no rito antigo – mas alinham-se com as ideias de distorção dos documentos do Vaticano II e, pior, aceitam as opiniões sedevacantistas. Deixam de participar das celebrações e instruções em nossas paróquias para irem em outros lugares participar de associações contrárias à fé da Igreja una, santa, católica e apostólica.

No início de 2020 tivemos a alegria – a partir da Exortação Apostólica pós sinodal Christus Vivit, do Papa Francisco -de realizar uma Assembleia Diocesana de Pastoral especialmente voltada para a Pastoral Juvenil. Infelizmente, a pandemia Covid 19, impossibilitou-nos de levar adiante as prioridades escolhidas. Depois de 02 anos ou de 06 anos, como agora, muitas coisas precisam ser revistas, pois os jovens de 06 anos atrás, na sua maioria, não são mais jovens. Os jovens estão presentes em nossas paróquias. São atuantes. Em muitas situações não se sentem ou não são considerados como protagonistas da evangelização. Muitas comunidades têm dificuldades em aceitar a diversidade das expressões juvenis que hoje aparecem. Dificulta também termos um Setor Juventude diocesano que ajuda neste diálogo com os jovens. O diálogo com os adolescentes também apresenta dificuldades. Progredimos na catequese, mas o pós Crisma ainda não encontrou um eixo de coesão dos adolescentes na comunidade.

O Papa Leão XIV admiravelmente brindou-nos com a “Dilexi te”, uma Exortação Apostólica que fala-nos sobre o amor para com os pobres. O importante é compreender que não se trata simplesmente de uma obra social ou promoção humana para a Igreja. Para além disso, é preciso ter presente que a evangélica opção preferencial pelos pobres, é instrumento de evangelização, a partir dos pobres e com os pobres. Temos várias pastorais sociais na diocese que trabalham com os pobres e também com situações de pobreza existencial. Entretanto, falta-nos ainda ter uma maior interlocução com os pobres como sujeitos da evangelização. Eu também preciso passar por esta conversão evangelizadora e encontrar caminhos pastorais. A propósito as DGAE, no caminho para a missão “Serviço à vida plena para todos”(134-160), especifica a evangélica opção preferencial pelos pobres (136-147) e no número 147 dá-nos preciosas indicações pastorais.

Que as nossas comunidades prossigam animadas na escuta recíproca em bendizer a Deus pelos sinais pastorais de esperança e identificar as situações que desafiam ainda a evangelização. Este será o material para o instrumento de trabalho da Assembleia Eclesial Diocesana de 2027.


 

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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Mensagem do Papa Leão XIV para o 100º Dia Mundial das Missões

Um em Cristo, unidos na missão


 

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja, escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para «renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, 5 de outubro de 2025).

1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs

No centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.

Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).

Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de Nicéia.

Por último, mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.

Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo Senhor

A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa.

Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Por isso, estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” – entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).

Obviamente, a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de colaboração entre si para a missão e na missão.

A propósito, agradeço às Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja. Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade, continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar com elas com espírito de gratidão.

3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus

Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de Jesus Cristo.

A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.

Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar. Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!

Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava, «muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas, 1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando: «No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).

Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025). E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta simples oração:

Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho, anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.

Abençoai os missionários e as missionárias, sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!

Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.

Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV


 

Saiba mais sobre a Campanha Missionária – Acesse:

Portal: cm.pom.org.br

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50 anos de fidelidade ao Chamado de Deus

Jubileu de Ouro de Vida Consagrada – Irmã Clarícia Gramarin

 “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Sl 88


Queridos irmãos e irmãs,

Estamos reunidos para celebrar um mistério de graça. Cinquenta anos de vida religiosa não são apenas uma data comemorativa, nem a contagem de anos de serviço. Celebramos, acima de tudo, a fidelidade de Deus. Antes de contemplarmos a perseverança da Irmã Clarícia, somos convidados a contemplar, Aquele que permaneceu fiel em todos os momentos da sua caminhada.

O refrão do Salmo 88, torna-se o hino desta celebração: “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Quem chega ao Jubileu de Ouro pode olhar para trás e reconhecer que, em cada passo da caminhada, havia uma mão invisível sustentando, fortalecendo e conduzindo, essa mão é a mão do Senhor.

A primeira leitura, (Is 41, 9-10; 43,1; 46,4) do profeta Isaías, leva-nos ao coração de toda vocação. Deus toma a iniciativa. É Ele quem diz: “Eu te escolhi; não te rejeitei. Não tenhas medo, porque eu estou contigo.”  (Is, 41,9-10).Toda vocação nasce dessa iniciativa amorosa de Deus. Ninguém se faz religioso por si mesmo. É Deus quem olha, chama, seduz e conquista o coração. Antes que alguém responda “sim”, Deus já havia pronunciado esse chamado no silêncio do seu amor.

Há cinquenta anos, o Senhor pronunciou um nome: Clarícia Gramarin. Não chamou apenas uma jovem; chamou uma mulher para viver totalmente para Ele, para fazer da própria vida um sinal do Reino, um testemunho do Evangelho e uma oferta de amor à Igreja.

 

O Salmo 88: “Cantar eternamente o amor de Deus”! Depois da Palavra de Isaías, a Igreja responde: “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Percebamos que o salmista não diz que cantará suas próprias conquistas. Ele canta o amor de Deus.

O Salmo responsorial nos recorda Davi que diz: “Encontrei e escolhi meu servo…Minha mão estará sempre com ele. “Deus não escolhe pelos critérios das aparências, da posição ou do prestígio; Ele olha o coração”! (1Sm 16,7). O mesmo Deus que escolheu Davi escolheu também você Irmã Clarícia. A eleição nunca é privilégio. É missão. É serviço. É responsabilidade.

Ao recordar estes cinquenta anos, podemos dizer que Deus cumpriu sua promessa sobre você Irmã Clarícia: Sua mão nunca deixou de sustentá-la. Quando parecia faltar força, Deus foi sua força. Quando surgiam dificuldades, Deus renovava sua esperança. Por isso hoje não celebramos apenas cinquenta anos de profissão religiosa. Celebramos cinquenta anos da Tua fidelidade há Deus.

O Evangelho de hoje (Mt 10,1-7) aprofunda maravilhosamente este mistério. São Mateus poderia simplesmente dizer que Jesus escolheu doze discípulos. Mas não! Ele faz questão de escrever um por um dos seus escolhidos: Simão, André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus… cada nome é importante; …e porque não recordamos as mulheres que seguiam Jesus entre elas, Maria Madalena Apóstola dos Apóstolos, foi a primeira testemunha da Ressurreição. (Jo 20,17).

Vimos nos Evangelhos, Jesus foi acompanhado por um grupo de mulheres desde o início de sua missão na Galileia. Elas receberam curas, testemunharam seus milagres, viajaram com o grupo e sustentaram o ministério com seus próprios recursos.

As principais seguidoras citadas nominalmente incluem Joana: a Mulher de Cuza, que era administrador do palácio de Herodes Antipas , ela viajou com Jesus até Jerusalém e esteve entre as testemunhas da ressurreição. Suzana: Também acompanhava o grupo e ajudava a amparar o ministério com seus bens. Maria, mãe de Tiago (menor) e de José: citada nos relatos da crucificação e do sepultamento. Salomé: Mãe dos apóstolos Tiago e João (filhos de Zebedeu), que seguiu Jesus desde a Galileia e o serviu. (Mt 27,55-56; Mc 15,40-41).

O Evangelho de Lucas destaca que, além dessas mulheres citadas, havia “muitas outras” que auxiliavam Jesus e os doze apóstolos. A presença feminina no grupo quebrava os costumes da tradição da época. (Lc 8,2-3). Porque Deus chama pessoas e não números. Deus conhece rostos, histórias, lágrimas, sonhos e fragilidades. A vocação nunca é anônima; Jesus Cristo chama pelo nome. Ele quer dar identidade os seus vocacionados e vocacionadas.

É comovente imaginar que, se esta página do Evangelho fosse escrita hoje para esta celebração, depois da lista dos Doze poderíamos ouvir, espiritualmente, mais um nome ecoando no coração de Cristo: “Clarícia!” Há cinquenta anos, esse nome foi pronunciado pelo Senhor. E, como Maria na Anunciação, ela respondeu com generosidade: “Eis-me aqui.” Lc 1,38)

Mas o Evangelho  de hoje nos revela algo ainda mais profundo. Jesus não chama os discípulos para que permaneçam olhando para si mesmos, mas para enviá-los em missão. Depois de chamá-los, Jesus envia-os: “Ide e anunciai o Reino dos Céus está próximo!” (Mt 10,7)

Jesus não envia os Doze levando ouro, poder ou prestígio. Envia homens que levam apenas a autoridade recebida do próprio Cristo. Também a vida religiosa não se apoia nas seguranças do  mundo. Sua maior força sempre foi a confiança naquele que chama. Durante cinquenta anos, a irmã Clarícia caminhou sustentada por essa certeza; quem envia também acompanha.

“A Vida Consagrada é uma Confissão de amor da Trindade”, porque manifesta ao mundo o amor do Pai que chama; a configuração ao Filho que convida ao seguimento e a ação do Espírito Santo que sustenta a fidelidade. Assim, cada vocação consagrada torna-se um reflexo da comunhão divina”. (Doc. Vita Consecrata nº 16-19 )

Durante cinquenta anos, a Irmã Clarícia procurou viver exatamente esse envio. Em cada comunidade, em cada serviço, em cada gesto escondido, em cada pessoa acolhida, anunciou que Deus continua amando seu povo. Talvez não tenha realizado feitos extraordinários aos olhos do mundo. Mas realizou aquilo que Deus mais deseja: permaneceu fiel. E a fidelidade cotidiana é um dos maiores milagres da graça recebida.

“A Vida Consagrada torna visível o próprio modo de viver de Cristo: casto, pobre e obediente. Ela é memória viva de Jesus e sinal profético do Reino de Deus no meio da humanidade”. É precisamente isso que celebramos hoje. Celebramos uma vida configurada a Cristo. Os votos religiosos não são renúncias estéreis.

São uma forma concreta de amar. “A obediência testemunha que a vontade de Deus conduz sempre à verdadeira liberdade. A pobreza proclama que Deus é a verdadeira riqueza. A castidade anuncia que existe um amor maior que todos os afetos humanos”. (Doc. Vita Consecrata nº 21-22)

Esses votos não diminuem a pessoa humana, mas a tornam mais disponível para Deus e para os irmãos e irmãs. Como recordava o saudoso Papa Francisco, “fidelidade é renovar a cada dia o primeiro amor. Celebramos, portanto, cinquenta anos de “sim”, de recomeços e de confiança de que vale a pena seguir a Cristo”.

Neste sentido poderíamos dizer também que, cinquenta anos de Vida Consagrada da irmã Clarícia, significam milhares de Eucaristias celebradas ou participadas, incontáveis horas de oração, comunidades onde se viveu a fraternidade, rostos encontrados na missão, lágrimas enxugadas, crianças educadas na fé, enfermos visitados, pobres acolhidos. Tudo isso talvez não apareça nos livros da história, mas está gravado no coração de Deus.

Nesta celebração, não podemos deixar de contemplar aquela que é o modelo perfeito de toda vida consagrada: a Virgem Maria. Quando o Anjo pronunciou seu nome, Maria respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor.” Depois desse “sim”, colocou-se imediatamente a caminho para servir. Também a vida religiosa nasce de um “sim” que se torna missão. (Doc. Vita Consecrata nº 28)

A eucaristia celebrada hoje torna-se, assim, um novo “sim” da irmã Clarícia ao Senhor que continua chamando e enviando seus discípulos para anunciar que o reino  dos céus está próximo. Maria permaneceu fiel aos pés da cruz. Assim também a religiosa permanece fiel nas alegrias e nas provações, sustentada apenas pela certeza de que Deus jamais abandona aqueles que chama.

Querida Irmã Clarícia, hoje a Igreja não apenas lhe presta uma homenagem. Ela rende graças a Deus pela sua vida. Obrigado pelas orações silenciosas. Obrigado pelas renúncias que somente Deus conhece. Obrigado pelas comunidades que a senhora ajudou a construir. Obrigado pelas pessoas que reencontraram esperança através do testemunho de sua vida que “só Deus basta”.

A vida consagrada só pode ser compreendida à luz do amor que nos amou por primeiro. Ninguém persevera cinquenta anos na entrega, na missão, na oração e no serviço apenas por obrigação ou costume. O que sustenta uma vocação por tantos anos é um grande verdadeiro amor: o amor de Deus experimentado no coração e correspondido na entrega da própria vida a cada dia aos irmãos e irmãs.

Irmã Clarícia, quando o Senhor a chamou há cinquenta anos, talvez não pudesse imaginar os caminhos que percorreria. Hoje, olhando para trás, percebe que cada passo foi conduzido pala providência Divina!

E olhando para frente, continua ouvindo a mesma voz do mestre que há cinquenta anos, ecoou em seu coração “segue-me”, e você irmã Clarícia ouvi-o o chamado de Jesus e continua respondendo com fidelidade. (Mt 9,9)

Enquanto houver vida, haverá missão; enquanto houver missão; haverá anúncio do Reino; enquanto houver Reino; haverá motivo para cantar: Mantra – “ Tudo por causa de um grande amor!   + Amém!


 

Padre Genésio Pereira da Silva

Vigário – Paróquia N. Sra. de Fátima – Vila Fátima

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Artigos Falando da Vida

Educação não verbal

O que realmente estamos ensinando às nossas crianças?


 

O grande filósofo Immanuel Kant dizia: “Se você castigar uma criança por ser má e a recompensar por ser boa, ela fará o que é certo apenas pela recompensa.” Quando prometemos dar um bom presente à criança, caso ela consiga tirar boas notas ou apresentar bons comportamentos, estamos tentando induzi-la a apresentar bons resultados a curto prazo. No mundo corporativo acontece o mesmo: se você atingir as metas da empresa, ganhará uma promoção. No universo político observamos a mesma dinâmica de conchavos e barganhas. O que tudo isso tem a ver com ética, política e educação infantil?

Se analisarmos a crise constitucional que estamos acompanhando diariamente nos noticiários envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal, veremos que esse método é a base da formação de corruptos. As autoridades que controlam o poder agem com base no critério apelidado de toma lá, dá cá, ou seja, eu te dou uma coisa, mas você me dá outra. Creio que é muito difícil mudar um sistema que já está enraizado na sociedade há centena de anos, mas talvez ainda resta alguma esperança de futuro, se educarmos as crianças de modo diferente e é por isso que eu escrevo esse artigo.

Um dos pilares mais importantes do desenvolvimento infantil é a Educação não verbal que explica como as crianças absorvem o mundo ao seu redor. Elas aprendem através do que veem e experimentam seja num jogo de computador ou na interação com adultos. Na nossa sociedade, o que vemos é a corrupção sistêmica instalada em todas as instâncias do poder. Se os pais e educadores reproduzirem esse sistema dentro de casa em sua interação com as crianças, nada vai mudar pois a geração de agora é o modelo ético das gerações futuras.

Creio que o maior exemplo de Educação não verbal da história da humanidade é Jesus Cristo. Ele não ensinou por meio de estratégias políticas do tipo “toma lá, dá cá”, mas através do exemplo vivo do amor desinteressado. Como cristãos, o mínimo que podemos fazer para que mude alguma coisa lá no futuro é agir agora; é ensinar às crianças valores humanos, como respeito, gentileza e compaixão. No entanto, ensinar é muito mais do que fazer discursos bonitos e sim dar exemplos práticos por intermédio de ações concretas e conduta ética. Concluindo, a verdadeira transformação de uma nação não começa nas leis ou na política, mas na semeadura silenciosa do Evangelho no coração das nossas crianças.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

 

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Diocese Movimentos Diocesanos Vocação e Seminário

Criação e Instalação do Apostolado da Oração no Seminário.

No sábado, 03 de outubro, o Movimento do Apostolado da Oração se reuniu em nosso Seminário para presenciar a Instalação do Movimento e imposição da fita aos novos membros no Coração da Diocese.

Contamos com a presença do Diretor Espiritual Diocesano Padre Gildarte, que presidiu a celebração, bem como dos zeladores das Capelinhas de Nossa Senhora das Vocações e diversos membros da Diocese do Apostolado.

Confira alguns registros da celebração:

Instalação do Movimento do Apostolado da Oração no Seminário
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Diocese celebra Missa pelos Nascituros e reforça a defesa da vida em todas as suas etapas

No dia 3 de outubro de 2026, a Catedral Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos acolheu a celebração da Santa Missa pelos Nascituros, realizada por ocasião da Semana da Vida. A celebração eucarística foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano. Concelebraram o Pe. Willian Júnior, assessor da Comissão de Defesa da Vida, e o Pe. Guilherme Rodrigo, vigário da Catedral. Também participou da celebração o Diácono Permanente Celso Rogério.

Dom Edmilson em sua homilia nos levou  a refletir  sobre a dignidade e a sacralidade da vida humana, à luz da fé cristã e da confiança na Providência Divina. A reflexão também trouxe um olhar sobre os desafios de uma sociedade marcada pelo individualismo, pelo utilitarismo e pela cultura do controle.

Providência Divina e acolhimento da vida

Diante de uma sociedade que, muitas vezes, encara com insegurança e ceticismo o acolhimento dos filhos, o testemunho das famílias abertas à vida torna-se um sinal de confiança em Deus e em sua Providência. Cada vida é recebida como dom e responsabilidade, desde a sua concepção.

A defesa integral da vida

Inspirada nas palavras de Jesus , “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10) , a celebração reforçou que a defesa da vida deve ser integral e inseparável.

Proteger o nascituro significa também defender condições dignas de vida para as famílias, especialmente para os mais vulneráveis, promovendo o acesso à moradia, à saúde, à educação, à justiça e à dignidade humana.

A gestante e o mistério da criação

À luz da Palavra de Deus, os fiéis foram convidados a contemplar o mistério da vida que se inicia no ventre materno. A gestante, ao acolher uma nova vida, torna-se sinal de esperança e de confiança no Deus que acompanha e sustenta cada existência.

A celebração recordou que nenhuma vida é fruto do acaso. Cada pessoa possui dignidade própria e é chamada a ser acolhida, protegida e amada.

Compromisso que se transforma em ação

A defesa da vida não pode permanecer apenas no discurso. Ela deve se traduzir em atitudes concretas de acolhimento, solidariedade e compromisso, especialmente em favor das famílias, das gestantes, das crianças, dos idosos, dos pobres e de todos aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade.

Esse compromisso também exige um olhar atento para a realidade social e para escolhas que promovam a justiça, a dignidade e o bem comum.

A Missa pelos Nascituros fortaleceu, assim, o compromisso da Diocese de Guarulhos com uma cultura da vida e do acolhimento, reafirmando a missão da Igreja de proteger, promover e celebrar a vida humana em todas as suas etapas ,desde a concepção até o seu declínio natural.

Confira alguns registros da Santa Missa:

Missa do Nascituro 2026
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Santa Missa de abertura do Mês das Missões

Celebração aconteceu no dia 1º de outubro, na Paróquia Santa Teresinha e Nossa Senhora das Angústias, reunindo Dom Edimilson e sacerdotes da Diocese.

No dia 1º de outubro, data votiva de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, a Paróquia Santa Teresinha e Nossa Senhora das Angústias acolheu a Santa Missa de abertura do Mês das Missões.

A celebração foi presidida pelo bispo Dom Edimilson Amador Caetano e contou com a concelebração de diversos sacerdotes. Entre eles estavam o pároco da comunidade, Padre Douglas Fernando, e o vigário paroquial, Padre Ailton Francisco.

Também participaram da celebração:

Padre Márcio Arielton — pároco da Paróquia Santa Luzia, no Parque Alvorada;
Padre João Édson — vigário da Paróquia Santa Luzia, no Parque Alvorada;
Padre Marcelo Dias — pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, no Jardim Cumbica;
Padre José Paulo — vigário da Paróquia Santo Antônio, no Pimentas.

Um chamado à missão pelo amor

Durante a Santa Missa, Dom Edimilson conduziu os fiéis a uma reflexão sobre o sentido da missão cristã, tendo como inspiração o testemunho de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Em sua homilia, o bispo destacou a missão de amar com a simplicidade e a confiança próprias de uma criança, ressaltando que o verdadeiro amor cristão não deve ser reservado ou limitado.

Dom Edimilson também lembrou que a missão nasce, прежде de tudo, da experiência do amor de Deus. Para ele, é somente quando o cristão se reconhece amado por Deus que consegue viver plenamente sua vocação missionária e encontrar a verdadeira alegria.

Ao falar sobre Santa Teresinha, o bispo resumiu sua espiritualidade com uma frase que marcou a celebração:

“Santa Teresinha compreendeu o Amor, que amou primeiro.”
— Dom Edimilson Amador Caetano

A mensagem reforçou que ser missionário não significa apenas ir a lugares distantes para anunciar o Evangelho. A missão também acontece nas pequenas atitudes do cotidiano, quando cada pessoa coloca o amor de Deus no centro de suas relações e de seu serviço.

Abertura do Mês das Missões

A celebração na Paróquia Santa Teresinha e Nossa Senhora das Angústias marcou, assim, o início de um mês dedicado de maneira especial à dimensão missionária da Igreja.

À luz do exemplo de Santa Teresinha, os fiéis foram convidados a compreender que a missão pode ser vivida na simplicidade, no serviço e, sobretudo, no amor.

A celebração deixou como mensagem central o convite para que cada cristão reconheça o amor que recebeu de Deus e, a partir dele, torne-se instrumento desse mesmo amor no mundo.

Confira alguns registros da celebração especial:

Missa de Abertura do mês Missionário 2026
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22º Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1

Entre os dias 18, 19 e 20 de Setembro de 2026, a cidade de Campos do Jordão abrigou o 22º Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1. Iluminados pela ordem de Maria nas Bodas de Caná, “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5), sacerdotes, casais e famílias dos agentes reuniram-se para refletir sobre a atualidade pastoral e os desafios da família no mundo contemporâneo.

Com o tema “Familiaris Consortio e Amoris Laetitia: atualidade pastoral e os novos desafios no mundo atual” e o lema “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), o Congresso buscou promover uma reflexão sobre a realidade das famílias e os caminhos para uma ação pastoral capaz de acompanhar as diferentes situações vividas no contexto contemporâneo.

Mais do que um encontro de formação, o evento foi um forte chamado à conversão pastoral. Reafirmou-se que a Pastoral Familiar não pode ser um balcão de serviços religiosos, mas precisa ser uma casa de escuta e acolhedora. Além disso, fomos desafiados por um questionamento profundo: Por que existimos? Refletir sobre a nossa existência perante Deus nos lembra que fomos criados por amor e para o amor; existimos para ser o reflexo do cuidado de Deus no mundo, guardiões da vida e braços abertos para acolher e conduzir cada família ao encontro com Deus.

A Diocese de Guarulhos esteve presente com alguns agentes da pastoral representando a Diocese no Congresso.

 

Confira alguns registros da participação Diocesana no Congresso:

22º Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 CNBB
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Diocese realiza Santa Missa de Envio dos Peregrinos ao Santuário Nacional de Aparecida

Na noite de 30 de setembro, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia viveu um momento marcado pela fé, pela emoção e pela esperança. Reunida aos pés da Mãe Aparecida, a comunidade participou da Missa Diocesana de Envio dos Peregrinos ao Santuário Nacional de Aparecida, renovando a certeza de que toda peregrinação começa muito antes de colocarmos os pés no caminho: ela nasce no coração que se abre para Deus.
A Santa Missa foi presidida pelo bispo Dom Edmilson Amador Caetano e concelebrada pelo padre Marcos Vinícius e pelo padre Bruno, da Área Pastoral São Francisco Xavier.
 
Em um dos momentos mais significativos da celebração, os peregrinos presentes receberam a bênção para a caminhada até a Casa da Mãe. Dom Edmilson pediu ainda que essa bênção fosse estendida àqueles que não puderam estar presentes.
 
Assim, a bênção recebida naquela noite ultrapassou as paredes da igreja. Chegou também às famílias, aos grupos e a tantos peregrinos que, mesmo ausentes fisicamente, já carregam no coração a expectativa do encontro com Nossa Senhora Aparecida.
 
Peregrinar é colocar a vida a caminho.
É levar na bagagem nossas alegrias e preocupações, nossas famílias, nossos agradecimentos, pedidos e esperanças. É reconhecer que não caminhamos sozinhos: Deus segue conosco e Maria, como Mãe, nos aponta sempre para seu Filho Jesus.
 
Ao final da celebração, outro momento especial marcou a noite. O artista Gilmar Pina presenteou a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia com uma escultura em aço que representa Nossa Senhora Aparecida entre o mapa do Brasil.
 
Mais do que uma obra de arte, a imagem recorda uma verdade profundamente presente na devoção do povo brasileiro: Maria caminha com seus filhos e acolhe, sob seu manto, as esperanças de uma nação inteira.
Agora, os peregrinos seguem enviados e abençoados.
 
Que cada passo rumo ao Santuário Nacional seja também um passo em direção a Cristo. Que o cansaço se transforme em oferta, que a oração fortaleça a caminhada e que cada coração chegue à Casa da Mãe disposto a renovar sua fé.
 
Ide, peregrinos! Caminhem com fé, esperança e alegria.
 
Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, acompanhe cada peregrino, proteja cada família e conduza todos ao encontro de Jesus.
 
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós! 
 
 
Confira alguns registros da Santa Missa:
Missa Diocesana de Envio dos Peregrinos
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Pastoral Familiar realiza Formação Diocesana

Aconteceu no último dia 27 de setembro, no Centro Diocesano de Pastoral (CDP), a Formação da Pastoral Familiar na Diocese de Guarulhos com tema: “Família, amor que transforma! Caminhando juntos à luz de Amoris Laetitia.” Estiveram presentes cerca de 150 agentes abrangendo as seis foranias da diocese, que serão multiplicadores em suas respectivas Paróquias.

Como palestrantes, recebemos Padre Rafael Noli (Região Episcopal Brasilândia-SP), Padre Leonardo Henrique (Diocese de Guarulhos) e Padre Fernando Francisco (Diocese de Lins e Assessor da Pastoral Familiar do Regional Sul 1). Os temas abordados trouxeram reflexões para a ação evangelizadora realizada pelos agentes de pastoral e um olhar carinhoso para as suas próprias famílias frente aos desafios da sociedade atual.

Contamos também com a presença do casal Wilson e Tina coordenadores da Sub Região SP que prestigiaram nossa formação no período da manhã e também diretamente da 47ª Assembleia Eclesial nos foi enviado uma linda mensagem do casal Roni e Tânia coordenadores do Regional Sul 1.

Encerramos a formação com a Santa Missa presidida pelo Padre Antônio Bosco (Diocese de Guarulhos). Foi um dia abençoado de muito aprendizado, reflexões e integração da Pastoral Familiar!

Confira alguns registros da Formação:

Formação da Pastoral Familiar