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“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Capela Santa Edwiges realiza festividades em honra à sua padroeira

Entre os dias 13 e 16 de outubro, a Capela Santa Edwiges, pertencente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia, em Guarulhos, realizou as festividades em honra à sua padroeira, reunindo a comunidade para momentos de oração, celebração e fortalecimento da fé.
 
A programação teve início no dia 13 de outubro, com o primeiro dia do Tríduo em honra a Santa Edwiges. Durante três noites, os fiéis participaram da oração do Santo Terço, seguida da Santa Missa, preparando espiritualmente os corações para a celebração da padroeira.
 
Na primeira noite, a Santa Missa foi presidida pelo Padre Guilherme Rodrigo, com a bênção dos objetos. No dia 14 de outubro, a celebração foi presidida pelo Padre Lucas Kauan, com uma bênção especial aos jovens. Encerrando o Tríduo, no dia 15 de outubro, o Padre Edson Vitor presidiu a Santa Missa, marcada pela bênção das profissões.
 
Cada noite representou uma oportunidade para a comunidade renovar sua confiança em Deus, fortalecer os laços fraternos e recordar a importância da oração na caminhada cristã.
 
O ponto alto das festividades aconteceu no dia 16 de outubro, data dedicada a Santa Edwiges.
 
À tarde, a comunidade viveu um momento especial de espiritualidade com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo Diácono Luís Henrique.
 
Diante de Jesus Eucarístico, os fiéis foram convidados a dedicar um tempo à oração, à reflexão e à intimidade com Deus, reconhecendo na presença de Cristo a fonte de esperança e fortalecimento para a vida cotidiana.
 
À noite, a comunidade se reuniu para a Missa Solene em honra a Santa Edwiges, que marcou o encerramento da programação festiva.
 
A celebração contou com a presença do pároco, Padre Marcos Vinícius, do vigário paroquial, Padre Valdocir, e do Diácono Luís Henrique.
 
A celebração foi um momento significativo para a comunidade, que, ao longo dos quatro dias, se reuniu para expressar sua devoção, agradecer a Deus e renovar o compromisso de viver o Evangelho.
 
A devoção a Santa Edwiges, reconhecida pela Igreja por seu testemunho de caridade e atenção aos necessitados, recorda aos cristãos a importância da solidariedade, da confiança na providência divina e do cuidado com os irmãos que enfrentam dificuldades.
 
Mais do que uma programação religiosa, as festividades representaram uma oportunidade de fortalecer a identidade da comunidade e a alegria de caminhar unida na fé.
 
A realização das festividades reafirma a importância das comunidades na missão evangelizadora da Igreja, especialmente por meio da oração, da participação nas celebrações e da convivência fraterna.
 
A Capela Santa Edwiges, localizada na Rua Vitor Costa, 17, Jardim Paraventi, em Guarulhos, integra a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia e continua sua missão de ser um espaço de acolhimento, espiritualidade e encontro com Deus.
 
Que o testemunho de Santa Edwiges inspire os fiéis a cultivar a generosidade, a perseverança na fé e a atenção aos mais necessitados.
 
Santa Edwiges, intercedei por nós!
Festividade de Santa Edwiges
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Catedral realiza Santa Missa em Ação de Graças pelo Dia dos Professores

No domingo, 18 de outubro, foi realizada a Santa Missa em Ação de Graças pelo Dia dos Professores, na Catedral. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Guilherme Rodrigo e foi um momento de muita emoção, fé e reconhecimento à vocação daqueles que dedicam suas vidas a ensinar.

Durante a celebração, a coordenadora Val da Pastoral da Educação ressaltou a importância da missão educativa:

A Igreja acredita que a educação é um serviço compartilhado entre família, sociedade e a igreja. Estamos buscando sempre uma educação de qualidade e o reconhecimento dos profissionais de educação, em especial os professores.  Que possamos manter no coração essa chama acesa que nos impulsiona a continuar ensinando e educando nossos alunos com amor e dedicação.

Confira alguns registros da celebração:

Missa em Ação de Graças pelos Professores
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Diáconos permanentes participam de retiro espiritual em Atibaia

Entre os dias 16 e 18 de outubro, os diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos, acompanhados de suas esposas, participaram do retiro espiritual anual, realizado no Santuário da Mãe e Rainha, em Atibaia (SP).


 

O retiro foi conduzido pelo reverendíssimo Padre José Geovane Dias membro do clero de Guarulhos, que proporcionou momentos de oração, reflexão, fraternidade e renovação espiritual. O retiro foi uma oportunidade de aprofundar a fé, fortalecer a vocação diaconal e renovar o compromisso dos casais com a missão evangelizadora da Igreja. As colocações convidaram os participantes a silenciar o coração diante das preocupações cotidianas e recordar que todos pertencem a Cristo e são chamados a ser grandes no serviço, o pregador salientou que é o Espírito Santo o protagonista da evangelização, conduzindo os discípulos a amar sem medidas. A partir da passagem “Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem faz crescer” (1Cor 3,6), refletiu-se sobre o ministério diaconal como serviço humilde, chamado a ser ponte para aproximar as pessoas de Cristo e colaborar na missão evangelizadora da Igreja.

Cinco pilares da espiritualidade diaconal

Durante o retiro, foram destacados cinco pilares fundamentais da espiritualidade diaconal: pobreza, oração, doação, alegria e simplicidade.

A pobreza convida à confiança em Deus e ao desapego; a oração sustenta a vida espiritual e a missão; a doação coloca os dons a serviço dos irmãos; a alegria nasce do encontro com Cristo; e a simplicidade conduz à humildade, à confiança e à paz.

Esses pilares foram apresentados como atitudes que devem ser cultivadas no coração e testemunhadas na vida familiar, comunitária e no exercício do ministério.

O retiro foi encerrado com a Santa Missa, presidida por, Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist, Bispo diocesano de Guarulhos. O encontro fortaleceu a fé, a fraternidade e a missão dos diáconos e de suas famílias, renovando o compromisso de servir a Cristo e à Igreja.

– Diácono Permanente Silvio Santos Melo

Nossos agradecimentos ao Pe.Geovane que nos guiou neste percurso…
Nossa gratidão também a Dom Edmilson que finalizou o nosso retiro com a Santa Missa no domingo, muita saúde e paz.
Que possamos sempre dar muitos frutos para esta vinha do Senhor.

– Diácono Permanente Reinaldo

 

Confira alguns registros do retiro:

Retiro dos Diáconos Permanentes 2026
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Diocese de Guarulhos celebra a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas paróquias e comunidades

A Diocese de Guarulhos celebrou, no dia 12 de outubro, a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, com momentos de fé, devoção e união nas diversas paróquias e comunidades.

Marcada por missas, orações, homenagens e manifestações de carinho à Mãe Aparecida, a celebração reuniu fiéis que, com o coração cheio de esperança, expressaram sua gratidão e confiança na intercessão daquela que acompanha e protege o povo brasileiro.

Em cada comunidade, a devoção mariana se manifestou de maneira especial, fortalecendo os laços de fé e comunhão entre os fiéis. As celebrações também foram oportunidades para renovar a esperança, elevar preces pelas famílias e recordar a presença materna de Maria na caminhada do povo de Deus.

Por meio do Giro de Fotos da Diocese de Guarulhos, a Pastoral da Comunicação convida todos a acompanhar os registros desse dia tão significativo para a Igreja no Brasil. As imagens revelam a beleza das celebrações, a participação das comunidades e a expressão de uma fé que atravessa gerações.

Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida continue intercedendo pela Diocese de Guarulhos, por nossas famílias e por todo o povo brasileiro, conduzindo-nos sempre ao encontro de seu Filho, Jesus Cristo.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, rogai por nós!

Solenidade de Nossa Senhora Aparecida 2026
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Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão participam de retiro no Centro Diocesano

No sábado, dia 10 de outubro de 2026, os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão das Foranias Imaculada, Aparecida e Rosário participaram de um retiro espiritual, marcado por momentos de formação, oração e aprofundamento da fé.

A programação contou com palestra, conduzida pela fundadora da Comunidade Católica Sacratus, Edineuza Xavier ,Adoração ao Santíssimo Sacramento conduzida pelo Diácono Luis Henrique e Santa Missa, presidida pelo Pe. Lucas Kauan ,proporcionando aos participantes uma oportunidade de renovar a espiritualidade e fortalecer a missão de servir à Igreja, especialmente no ministério de distribuição da Sagrada Comunhão.

Durante a homilia , Padre Lucas Kauan , diretor espiritual do Ministério dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão ressaltou a importância do zelo e do amor à Eucaristia, recordando também o testemunho dos Santos Protomártires do Brasil, martirizados no Rio Grande do Norte e reconhecidos como padroeiros dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Sua fidelidade a Cristo e à Eucaristia inspira os ministros a viverem com maior dedicação e reverência o serviço que lhes é confiado.

O retiro também convidou os participantes a refletirem sobre o chamado de Deus, a vivência da fé e a necessidade de permanecerem fiéis a Cristo, renovando diariamente suas disposições para o serviço ao altar e à comunidade.

Mais do que um momento de formação, o encontro foi uma oportunidade de fortalecer a comunhão entre os ministros das três foranias e renovar o compromisso de servir ao povo de Deus com fé, humildade, amor e profundo respeito à presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Confira alguns registros do retiro:

Retiro dos Ministros da Comunhão
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Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 8

“Como tenda peregrina no meio da história, a Igreja se deixa interpelar pelos ventos do tempo e pelos passos do povo que nela busca abrigo. Atenta ao que acontece ao redor, ela escuta as vozes que chegam, algumas carregadas de esperança, outras marcadas pela dor. Assim, aprende a discernir os apelos do Espírito. Alargando suas lonas para acolher melhor, inclina-se  sobre  as  alegrias  e  feridas  do  mundo, reconhecendo que, em cada realidade humana, Deus continua  a  falar  e  a  conduzir  seu  povo  pelos caminhos da missão.” (DGAE 17)

            Ainda desta vez vamos continuar refletindo sobre as situações que ainda desafiam a evangelização em nossa diocese, seguindo o indicado nas DGAE 27: frágil sintonia com as orientações da CNBB e a resistência ao Concílio Vaticano II; os limites do diálogo com os jovens e adolescentes; a pouca interlocução com os pobres como sujeitos da evangelização.

            Existe uma mentalidade em alguns fiéis da nossa Igreja – e isso também acontece em Guarulhos- de que a CNBB tem uma opção político-partidária e age desta maneira nas diretrizes pastorais no Brasil. Isso faz com que – às vezes – alguns irmãos e irmãs propaguem esta mentalidade de fragilizar o escutar a Conferência Espicopal. É sempre dificultoso até mesmo fazer despertar o interesse pelas DGAE, como está acontecendo agora neste momento de escuta em nossa diocese. Alinhado a esta mentalidade aparece – ainda que sem fundamento teológico – a resistência ao Concílio Vaticano II. Graças a Deus, o interesse na participação na última Semana Diocesana de Formação, lança como que uma luz, pois o Catecismo da Igreja Católica é fruto do Concílio Vaticano II. Estamos na região metropolitana e alguns se interessam – não somente pela celebração da Eucaristia no rito antigo – mas alinham-se com as ideias de distorção dos documentos do Vaticano II e, pior, aceitam as opiniões sedevacantistas. Deixam de participar das celebrações e instruções em nossas paróquias para irem em outros lugares participar de associações contrárias à fé da Igreja una, santa, católica e apostólica.

No início de 2020 tivemos a alegria – a partir da Exortação Apostólica pós sinodal Christus Vivit, do Papa Francisco -de realizar uma Assembleia Diocesana de Pastoral especialmente voltada para a Pastoral Juvenil. Infelizmente, a pandemia Covid 19, impossibilitou-nos de levar adiante as prioridades escolhidas. Depois de 02 anos ou de 06 anos, como agora, muitas coisas precisam ser revistas, pois os jovens de 06 anos atrás, na sua maioria, não são mais jovens. Os jovens estão presentes em nossas paróquias. São atuantes. Em muitas situações não se sentem ou não são considerados como protagonistas da evangelização. Muitas comunidades têm dificuldades em aceitar a diversidade das expressões juvenis que hoje aparecem. Dificulta também termos um Setor Juventude diocesano que ajuda neste diálogo com os jovens. O diálogo com os adolescentes também apresenta dificuldades. Progredimos na catequese, mas o pós Crisma ainda não encontrou um eixo de coesão dos adolescentes na comunidade.

O Papa Leão XIV admiravelmente brindou-nos com a “Dilexi te”, uma Exortação Apostólica que fala-nos sobre o amor para com os pobres. O importante é compreender que não se trata simplesmente de uma obra social ou promoção humana para a Igreja. Para além disso, é preciso ter presente que a evangélica opção preferencial pelos pobres, é instrumento de evangelização, a partir dos pobres e com os pobres. Temos várias pastorais sociais na diocese que trabalham com os pobres e também com situações de pobreza existencial. Entretanto, falta-nos ainda ter uma maior interlocução com os pobres como sujeitos da evangelização. Eu também preciso passar por esta conversão evangelizadora e encontrar caminhos pastorais. A propósito as DGAE, no caminho para a missão “Serviço à vida plena para todos”(134-160), especifica a evangélica opção preferencial pelos pobres (136-147) e no número 147 dá-nos preciosas indicações pastorais.

Que as nossas comunidades prossigam animadas na escuta recíproca em bendizer a Deus pelos sinais pastorais de esperança e identificar as situações que desafiam ainda a evangelização. Este será o material para o instrumento de trabalho da Assembleia Eclesial Diocesana de 2027.


 

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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Mensagem do Papa Leão XIV para o 100º Dia Mundial das Missões

Um em Cristo, unidos na missão


 

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja, escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para «renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, 5 de outubro de 2025).

1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs

No centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.

Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).

Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de Nicéia.

Por último, mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.

Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo Senhor

A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa.

Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Por isso, estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” – entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).

Obviamente, a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de colaboração entre si para a missão e na missão.

A propósito, agradeço às Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja. Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade, continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar com elas com espírito de gratidão.

3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus

Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de Jesus Cristo.

A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.

Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar. Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!

Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava, «muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas, 1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando: «No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).

Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025). E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta simples oração:

Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho, anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.

Abençoai os missionários e as missionárias, sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!

Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.

Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV


 

Saiba mais sobre a Campanha Missionária – Acesse:

Portal: cm.pom.org.br

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50 anos de fidelidade ao Chamado de Deus

Jubileu de Ouro de Vida Consagrada – Irmã Clarícia Gramarin

 “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Sl 88


Queridos irmãos e irmãs,

Estamos reunidos para celebrar um mistério de graça. Cinquenta anos de vida religiosa não são apenas uma data comemorativa, nem a contagem de anos de serviço. Celebramos, acima de tudo, a fidelidade de Deus. Antes de contemplarmos a perseverança da Irmã Clarícia, somos convidados a contemplar, Aquele que permaneceu fiel em todos os momentos da sua caminhada.

O refrão do Salmo 88, torna-se o hino desta celebração: “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Quem chega ao Jubileu de Ouro pode olhar para trás e reconhecer que, em cada passo da caminhada, havia uma mão invisível sustentando, fortalecendo e conduzindo, essa mão é a mão do Senhor.

A primeira leitura, (Is 41, 9-10; 43,1; 46,4) do profeta Isaías, leva-nos ao coração de toda vocação. Deus toma a iniciativa. É Ele quem diz: “Eu te escolhi; não te rejeitei. Não tenhas medo, porque eu estou contigo.”  (Is, 41,9-10).Toda vocação nasce dessa iniciativa amorosa de Deus. Ninguém se faz religioso por si mesmo. É Deus quem olha, chama, seduz e conquista o coração. Antes que alguém responda “sim”, Deus já havia pronunciado esse chamado no silêncio do seu amor.

Há cinquenta anos, o Senhor pronunciou um nome: Clarícia Gramarin. Não chamou apenas uma jovem; chamou uma mulher para viver totalmente para Ele, para fazer da própria vida um sinal do Reino, um testemunho do Evangelho e uma oferta de amor à Igreja.

 

O Salmo 88: “Cantar eternamente o amor de Deus”! Depois da Palavra de Isaías, a Igreja responde: “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.” Percebamos que o salmista não diz que cantará suas próprias conquistas. Ele canta o amor de Deus.

O Salmo responsorial nos recorda Davi que diz: “Encontrei e escolhi meu servo…Minha mão estará sempre com ele. “Deus não escolhe pelos critérios das aparências, da posição ou do prestígio; Ele olha o coração”! (1Sm 16,7). O mesmo Deus que escolheu Davi escolheu também você Irmã Clarícia. A eleição nunca é privilégio. É missão. É serviço. É responsabilidade.

Ao recordar estes cinquenta anos, podemos dizer que Deus cumpriu sua promessa sobre você Irmã Clarícia: Sua mão nunca deixou de sustentá-la. Quando parecia faltar força, Deus foi sua força. Quando surgiam dificuldades, Deus renovava sua esperança. Por isso hoje não celebramos apenas cinquenta anos de profissão religiosa. Celebramos cinquenta anos da Tua fidelidade há Deus.

O Evangelho de hoje (Mt 10,1-7) aprofunda maravilhosamente este mistério. São Mateus poderia simplesmente dizer que Jesus escolheu doze discípulos. Mas não! Ele faz questão de escrever um por um dos seus escolhidos: Simão, André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus… cada nome é importante; …e porque não recordamos as mulheres que seguiam Jesus entre elas, Maria Madalena Apóstola dos Apóstolos, foi a primeira testemunha da Ressurreição. (Jo 20,17).

Vimos nos Evangelhos, Jesus foi acompanhado por um grupo de mulheres desde o início de sua missão na Galileia. Elas receberam curas, testemunharam seus milagres, viajaram com o grupo e sustentaram o ministério com seus próprios recursos.

As principais seguidoras citadas nominalmente incluem Joana: a Mulher de Cuza, que era administrador do palácio de Herodes Antipas , ela viajou com Jesus até Jerusalém e esteve entre as testemunhas da ressurreição. Suzana: Também acompanhava o grupo e ajudava a amparar o ministério com seus bens. Maria, mãe de Tiago (menor) e de José: citada nos relatos da crucificação e do sepultamento. Salomé: Mãe dos apóstolos Tiago e João (filhos de Zebedeu), que seguiu Jesus desde a Galileia e o serviu. (Mt 27,55-56; Mc 15,40-41).

O Evangelho de Lucas destaca que, além dessas mulheres citadas, havia “muitas outras” que auxiliavam Jesus e os doze apóstolos. A presença feminina no grupo quebrava os costumes da tradição da época. (Lc 8,2-3). Porque Deus chama pessoas e não números. Deus conhece rostos, histórias, lágrimas, sonhos e fragilidades. A vocação nunca é anônima; Jesus Cristo chama pelo nome. Ele quer dar identidade os seus vocacionados e vocacionadas.

É comovente imaginar que, se esta página do Evangelho fosse escrita hoje para esta celebração, depois da lista dos Doze poderíamos ouvir, espiritualmente, mais um nome ecoando no coração de Cristo: “Clarícia!” Há cinquenta anos, esse nome foi pronunciado pelo Senhor. E, como Maria na Anunciação, ela respondeu com generosidade: “Eis-me aqui.” Lc 1,38)

Mas o Evangelho  de hoje nos revela algo ainda mais profundo. Jesus não chama os discípulos para que permaneçam olhando para si mesmos, mas para enviá-los em missão. Depois de chamá-los, Jesus envia-os: “Ide e anunciai o Reino dos Céus está próximo!” (Mt 10,7)

Jesus não envia os Doze levando ouro, poder ou prestígio. Envia homens que levam apenas a autoridade recebida do próprio Cristo. Também a vida religiosa não se apoia nas seguranças do  mundo. Sua maior força sempre foi a confiança naquele que chama. Durante cinquenta anos, a irmã Clarícia caminhou sustentada por essa certeza; quem envia também acompanha.

“A Vida Consagrada é uma Confissão de amor da Trindade”, porque manifesta ao mundo o amor do Pai que chama; a configuração ao Filho que convida ao seguimento e a ação do Espírito Santo que sustenta a fidelidade. Assim, cada vocação consagrada torna-se um reflexo da comunhão divina”. (Doc. Vita Consecrata nº 16-19 )

Durante cinquenta anos, a Irmã Clarícia procurou viver exatamente esse envio. Em cada comunidade, em cada serviço, em cada gesto escondido, em cada pessoa acolhida, anunciou que Deus continua amando seu povo. Talvez não tenha realizado feitos extraordinários aos olhos do mundo. Mas realizou aquilo que Deus mais deseja: permaneceu fiel. E a fidelidade cotidiana é um dos maiores milagres da graça recebida.

“A Vida Consagrada torna visível o próprio modo de viver de Cristo: casto, pobre e obediente. Ela é memória viva de Jesus e sinal profético do Reino de Deus no meio da humanidade”. É precisamente isso que celebramos hoje. Celebramos uma vida configurada a Cristo. Os votos religiosos não são renúncias estéreis.

São uma forma concreta de amar. “A obediência testemunha que a vontade de Deus conduz sempre à verdadeira liberdade. A pobreza proclama que Deus é a verdadeira riqueza. A castidade anuncia que existe um amor maior que todos os afetos humanos”. (Doc. Vita Consecrata nº 21-22)

Esses votos não diminuem a pessoa humana, mas a tornam mais disponível para Deus e para os irmãos e irmãs. Como recordava o saudoso Papa Francisco, “fidelidade é renovar a cada dia o primeiro amor. Celebramos, portanto, cinquenta anos de “sim”, de recomeços e de confiança de que vale a pena seguir a Cristo”.

Neste sentido poderíamos dizer também que, cinquenta anos de Vida Consagrada da irmã Clarícia, significam milhares de Eucaristias celebradas ou participadas, incontáveis horas de oração, comunidades onde se viveu a fraternidade, rostos encontrados na missão, lágrimas enxugadas, crianças educadas na fé, enfermos visitados, pobres acolhidos. Tudo isso talvez não apareça nos livros da história, mas está gravado no coração de Deus.

Nesta celebração, não podemos deixar de contemplar aquela que é o modelo perfeito de toda vida consagrada: a Virgem Maria. Quando o Anjo pronunciou seu nome, Maria respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor.” Depois desse “sim”, colocou-se imediatamente a caminho para servir. Também a vida religiosa nasce de um “sim” que se torna missão. (Doc. Vita Consecrata nº 28)

A eucaristia celebrada hoje torna-se, assim, um novo “sim” da irmã Clarícia ao Senhor que continua chamando e enviando seus discípulos para anunciar que o reino  dos céus está próximo. Maria permaneceu fiel aos pés da cruz. Assim também a religiosa permanece fiel nas alegrias e nas provações, sustentada apenas pela certeza de que Deus jamais abandona aqueles que chama.

Querida Irmã Clarícia, hoje a Igreja não apenas lhe presta uma homenagem. Ela rende graças a Deus pela sua vida. Obrigado pelas orações silenciosas. Obrigado pelas renúncias que somente Deus conhece. Obrigado pelas comunidades que a senhora ajudou a construir. Obrigado pelas pessoas que reencontraram esperança através do testemunho de sua vida que “só Deus basta”.

A vida consagrada só pode ser compreendida à luz do amor que nos amou por primeiro. Ninguém persevera cinquenta anos na entrega, na missão, na oração e no serviço apenas por obrigação ou costume. O que sustenta uma vocação por tantos anos é um grande verdadeiro amor: o amor de Deus experimentado no coração e correspondido na entrega da própria vida a cada dia aos irmãos e irmãs.

Irmã Clarícia, quando o Senhor a chamou há cinquenta anos, talvez não pudesse imaginar os caminhos que percorreria. Hoje, olhando para trás, percebe que cada passo foi conduzido pala providência Divina!

E olhando para frente, continua ouvindo a mesma voz do mestre que há cinquenta anos, ecoou em seu coração “segue-me”, e você irmã Clarícia ouvi-o o chamado de Jesus e continua respondendo com fidelidade. (Mt 9,9)

Enquanto houver vida, haverá missão; enquanto houver missão; haverá anúncio do Reino; enquanto houver Reino; haverá motivo para cantar: Mantra – “ Tudo por causa de um grande amor!   + Amém!


 

Padre Genésio Pereira da Silva

Vigário – Paróquia N. Sra. de Fátima – Vila Fátima

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Artigos Falando da Vida

Educação não verbal

O que realmente estamos ensinando às nossas crianças?


 

O grande filósofo Immanuel Kant dizia: “Se você castigar uma criança por ser má e a recompensar por ser boa, ela fará o que é certo apenas pela recompensa.” Quando prometemos dar um bom presente à criança, caso ela consiga tirar boas notas ou apresentar bons comportamentos, estamos tentando induzi-la a apresentar bons resultados a curto prazo. No mundo corporativo acontece o mesmo: se você atingir as metas da empresa, ganhará uma promoção. No universo político observamos a mesma dinâmica de conchavos e barganhas. O que tudo isso tem a ver com ética, política e educação infantil?

Se analisarmos a crise constitucional que estamos acompanhando diariamente nos noticiários envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal, veremos que esse método é a base da formação de corruptos. As autoridades que controlam o poder agem com base no critério apelidado de toma lá, dá cá, ou seja, eu te dou uma coisa, mas você me dá outra. Creio que é muito difícil mudar um sistema que já está enraizado na sociedade há centena de anos, mas talvez ainda resta alguma esperança de futuro, se educarmos as crianças de modo diferente e é por isso que eu escrevo esse artigo.

Um dos pilares mais importantes do desenvolvimento infantil é a Educação não verbal que explica como as crianças absorvem o mundo ao seu redor. Elas aprendem através do que veem e experimentam seja num jogo de computador ou na interação com adultos. Na nossa sociedade, o que vemos é a corrupção sistêmica instalada em todas as instâncias do poder. Se os pais e educadores reproduzirem esse sistema dentro de casa em sua interação com as crianças, nada vai mudar pois a geração de agora é o modelo ético das gerações futuras.

Creio que o maior exemplo de Educação não verbal da história da humanidade é Jesus Cristo. Ele não ensinou por meio de estratégias políticas do tipo “toma lá, dá cá”, mas através do exemplo vivo do amor desinteressado. Como cristãos, o mínimo que podemos fazer para que mude alguma coisa lá no futuro é agir agora; é ensinar às crianças valores humanos, como respeito, gentileza e compaixão. No entanto, ensinar é muito mais do que fazer discursos bonitos e sim dar exemplos práticos por intermédio de ações concretas e conduta ética. Concluindo, a verdadeira transformação de uma nação não começa nas leis ou na política, mas na semeadura silenciosa do Evangelho no coração das nossas crianças.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

 

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Diocese Movimentos Diocesanos Vocação e Seminário

Criação e Instalação do Apostolado da Oração no Seminário.

No sábado, 03 de outubro, o Movimento do Apostolado da Oração se reuniu em nosso Seminário para presenciar a Instalação do Movimento e imposição da fita aos novos membros no Coração da Diocese.

Contamos com a presença do Diretor Espiritual Diocesano Padre Gildarte, que presidiu a celebração, bem como dos zeladores das Capelinhas de Nossa Senhora das Vocações e diversos membros da Diocese do Apostolado.

Confira alguns registros da celebração:

Instalação do Movimento do Apostolado da Oração no Seminário