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“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Paróquia São Francisco Xavier recebe a Experiência Vocacional-Missionária dos Seminaristas 2026

Entre os dias 13 e 19 de julho, a Paróquia São Francisco Xavier acolheu todos os seminaristas da Diocese de Guarulhos para a Experiência Vocacional-Missionária do ano de 2026.
A missão consiste principalmente em levar oração e partilha às ruas do território paroquial, através de caminhadas e entrando nas casas de fiéis, enfermos e todos que desejem receber os seminaristas, que ficam hospedados nas casas dos paroquianos.

Além das atividades na rua, a semana contou com uma programação completa na Matriz Paroquial e em todas as suas outras cinco capelas, com missas diárias, laudes, momentos para crianças, jovens e idosos, mutirão de confissões e muito mais.

A Paróquia São Francisco pôde, assim, ser enriquecida pelas observações feitas pelos seminaristas em missão, que puderam ver de perto as realidades existentes no bairro a serem alcançadas pela recém criada comunidade paroquial.

O encerramento no domingo, (19) contou com a Santa Missa presidida pelo bispo Dom Edmilson, que frisou em sua homilia a importância da ação missionária e do acolhimento e participação ativa da comunidade nesta missão.

Confira alguns registros da semana:

Experiência Vocacional-Missionária 2026
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Diocese Movimentos Diocesanos

Formação dos Diáconos Permanentes da Diocese

No sábado, 18 de julho, na Paróquia São João Batista do Jd. Adriana, os Diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos tiveram uma tarde de estudos da Encíclica do Papa Leão XIV Magnífica Humanitas.

Foi um momento importante para estudar e discutir a importância da IA em nossas vidas e na vida da Igreja.

Confira alguns registros da formação:

Formação dos Diáconos Permanentes da Diocese
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Diocese Dízimo Pastorais

Missa Diocesana do Dízimo reúne fiéis na Catedral Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos

No sábado, 18 de julho, a Catedral Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos acolheu a Missa Diocesana do Dízimo, reunindo agentes da Pastoral do Dízimo das diversas paróquias da Diocese em um momento de oração, comunhão e fortalecimento da missão evangelizadora.

A celebração foi presidida por Dom Edmilson Amador Caetano, Bispo Diocesano de Guarulhos, e concelebrada pelo Padre Leonardo Lopes, assessor diocesano da Pastoral do Dízimo, e pelo Padre Guilherme Rodrigo, vigário da Catedral.

Em sua homilia, Dom Edmilson destacou que o dízimo é uma expressão de gratidão a Deus e de compromisso com a missão da Igreja, convidando os fiéis a desapegarem-se dos bens materiais para viverem a partilha e a solidariedade. Ressaltou ainda que a Pastoral do Dízimo é chamada a promover a misericórdia, a comunhão e o cuidado com os mais necessitados, especialmente diante dos desafios sociais enfrentados pela Diocese.

Inspirado pelo Evangelho e pela profecia de Isaías, o bispo recordou que Cristo é o modelo de misericórdia, justiça e paz, incentivando os agentes da Pastoral do Dízimo a viverem esse compromisso como testemunho concreto do amor a Deus e ao próximo.

A celebração reafirmou o compromisso da Diocese de Guarulhos em fortalecer a espiritualidade do dízimo como caminho de gratidão, corresponsabilidade e serviço, impulsionando as comunidades a seguirem firmes na missão de evangelizar e testemunhar a solidariedade cristã.

Confira alguns registros da Santa Missa:

Missa Diocesana do Dízimo 2026
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Diocese Forania Bonsucesso Paróquias

Reunião dos padres e Diáconos da Forania Bonsucesso

Aconteceu na manhã desta sexta-feira (17/07), a Reunião da Forania Bonsucesso na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Santos Dumont. Estiveram presentes os padres e diáconos da Forania Bonsucesso.

Alguns assuntos tratados, foram sobre os encaminhamentos para a Semana Diocesana de Formação 2026, a organização das formações para a apresentação da Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, tendo em vista a preparação para a Assembleia Diocesana que acontecerá no próximo ano de 2027 entre outros assuntos referente a forania.

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Diocese Movimentos Diocesanos Pastorais

Fé, arte e unidade: festival celebra marca o ápice do Jubileu de 25 anos da Comunidade Shalom em Guarulhos

O último domingo, 12 de julho de 2026, entrou para a história da Diocese de Guarulhos como um dia de intensa alegria, louvor e profunda experiência com o sagrado. O Centro Diocesano de Pastoral transformou-se no coração pulsante do Festival Celebra, o grande evento comemorativo que coroou o Jubileu de Prata (25 anos) da missão da Comunidade Católica Shalom na cidade. Atraindo milhares de fiéis, jovens e famílias de diversas regiões, o festival uniu em perfeita harmonia a vivência litúrgica, a expressão artística e a fraternidade comunitária.

Logo nas primeiras horas da manhã, o tom festivo foi ditado por uma vibrante acolhida preparada pelos comunicadores e missionários. Através de pregações marcadas pelo acolhimento afetuoso, apresentações de música e coreografias de dança que expressavam a jovialidade típica do carisma Shalom, o público foi calorosamente introduzido na atmosfera jubilar.

A beleza do encontro também se refletiu no cuidado com o bem-estar dos presentes. O Centro de Pastoral foi equipado com uma estrutura de excelência para acolher com dignidade a multidão: além das áreas reservadas para o palco principal e as fileiras de cadeiras, foram organizados com muito capricho espaços dedicados à alimentação (com praça de alimentação variada) e à venda de artigos e vestuário da comunidade, garantindo conforto aos romeiros e visitantes.

Um dos momentos mais solenes e aguardados do período matutino foi a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Conduzido pelo Padre Willian Jr., este instante de silêncio, oração contemplativa e súplica comunitária recolheu as intenções e agradecimentos de todos os presentes pelos 25 anos de semente plantada em solo guarulhense.

Na sequência, o festival abriu espaço para um momento enriquecedor de diálogo e formação com a participação histórica de Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, que viajou especialmente para prestigiar as bodas de prata da missão. Em um tom de profunda intimidade e partilha espiritual, Moysés recordou os primeiros passos da vocação e encorajou os novos jovens a continuarem sendo “faróis de esperança” e paz na sociedade moderna.

No período da tarde, a energia do festival foi elevada com as apresentações musicais dos missionários do Ministério Missionário Shalom e convidados especiais. Através de canções consagradas que marcaram gerações de católicos no Brasil, a música se tornou canal de evangelização, comunhão e forte louvor.

Para encerrar com chave de ouro esse dia memorável, foi celebrada a Santa Missa de Ação de Graças, presidida pelo bispo diocesano de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.. Em sua homilia, o prelado agradeceu o serviço inestimável que a Comunidade Shalom presta à Igreja Local, sobretudo no pastoreio da juventude e no amparo às famílias.

O Festival Celebra 2026 não apenas celebrou um quarto de século de história rica, mas lançou as bases e reacendeu o ardor missionário da comunidade para os próximos anos que virão, mostrando a força viva e dinâmica da Igreja Católica em Guarulhos.

 

Confira alguns registros do festival:

Festival Celebra - Shalom Guarulhos
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Diocese Movimentos Diocesanos Pastorais

Comunidade Shalom celebra Santa Missa pelos 25 anos em nossa Diocese

Há 25 anos, Deus plantou em Guarulhos uma missão que continua transformando vidas: O carisma Shalom chegou para anunciar Jesus Cristo e levar a verdadeira paz aos corações, especialmente àqueles que mais necessitam de esperança.
 
Celebrar este jubileu é fazer memória da fidelidade de Deus. É recordar cada pessoa que disse “sim” ao chamado, cada missionário, cada vocação, cada retiro, cada grupo de oração e cada encontro que permitiu que milhares de vidas fossem alcançadas pelo amor de Cristo.
 
Como nos recorda o Padre Fabrício:
> “Evangelizar é olhar para o coração do homem que está padecendo, de quem sofre, do enfermo. É o coração arder de compaixão.”
 
Essas palavras revelam a essência do carisma Shalom: Evangelizar é deixar-se mover pela compaixão de Cristo, aproximar-se de quem sofre, acolher, servir e anunciar que existe uma esperança que nunca decepciona.
 
Nestes 25 anos do carisma Shalom em Guarulhos, o testemunho que ouvimos sempre de que foram vistos corações restaurados, famílias reconciliadas, jovens encontrando seu propósito e incontáveis pessoas fazendo uma experiência profunda com o amor de Deus.
Cada história transformada é um sinal de que a missão continua viva e fecunda.
 
Uma história de fé, missão, compaixão e vidas transformadas pela Paz de Cristo.
 
Shalom – 44 anos de carisma.
Shalom Guarulhos – 25 anos
 
Assessoria de Comunicação
Diocese de Guarulhos / Comunidade Católica Shalom
 
 
Confira alguns registros da celebração:
Santa Missa - Shalom 25 Anos
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Artigos Voz do Pastor

Estamos vivendo a implementação do Sínodo dos Bispos (2021-2024) – Parte 5

No mês passado disse a respeito das DGAE como elemento fundamental para Implementação do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade.

A imagem que conduz todas as DGAE 2026-2032 é a imagem da TENDA DO ENCONTRO. Esta imagem não substitui a imagem da CASA com os quatro pilares das DGAE 2019-2023, mas amplia a dimensão missionária da ação evangelizadora das nossas comunidades eclesiais, pois esta imagem mostra mais nitidamente uma Igreja em movimento. “Esta tenda, sustentada pelas estacas bem firmes da fé, esperança e caridade, é espaço de comunhão, participação e missão. Como o povo que a habita SAÍMOS rumo às periferias geográficas e existenciais.” (DGAE 2026-2032 n. 9) Importante, também é as estacas que sustentam a tenda. Não pode ser qualquer outro tipo de estaca.

Algumas imagens bíblicas adotadas nas DGAE podem ser inspiradoras para nossa compreensão e ação missionária.

A primeira é a imagem da tenda na experiência do povo de Israel no Êxodo. Estar na tenda significava ter proteção. Estar num espaço de acolhida, hospitalidade e lugar de reflexão sobre a aliança com Deus. Estar na tenda significava disponibilidade de colocar-se sempre a caminho, não de acordo com a própria vontade, mas em obediência à Palavra de Deus proclamada por Moisés e seguir para o destino seguinte, conforme à vontade do próprio Deus. “A flexibilidade ou mobilidade da tenda…indica a necessidade de atenção, discernimento, abertura e disponibilidade por parte do povo em seu caminhar por este mundo em constante mudança, respondendo aos sinais por meio dos quais o Senhor fala e indica novos passos.” (DGAE, 11) Alguns autores patrísticos compararam Maria como a tenda da reunião, pois ela foi coberta  pelo poder do “Altíssimo” e foi obediente em seguir pelos caminhos da vontade de Deus.

A segunda imagem foi aquela utilizada na fase continental do Sínodo: Is 54,2, “Alargue o espaço da tua tenda.”. Trata-se de um texto do dêutero Isaias, profeta que animava o povo a retornar para Jerusalém, reconstruí-la e viver sua missão. Não se tratava somente de retornar, reconstruir e continuar “a vidinha de sempre”. Tratava-se na realidade de continuar o projeto de Deus que era mais amplo e envolvia, ainda que em sombras, a missão de Jerusalém acolher todos os povos. Era preciso ter a consciência de não ser um povo voltado para dentro de si mesmo. Daí a necessidade de alargar o espaço da tenda. “Hoje, assumir, para a Igreja, a imagem de uma tenda disposta a alargar seus espaços é recordar a identidade do Povo de Deus peregrino, aberto à graça de Deus e sustentado pelas estacas bem firmes da fé, esperança e caridade.” (DGAE, 12)

A terceira citação é a imagem, se bem que não se trata bem de uma imagem, mas do próprio cumprimento das promessas de Deus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Este “habitou” tem como tradução literal “e armou a sua tenda”. Jesus é a morada de Deus junto à humanidade e assume a nossa humanidade como sua tenda. Na sombra de sua tenda Ele acolhe a nossa fragilidade marcada pelo pecado e caminha conosco, conduzindo-nos por caminhos de vida eterna. Ele conquistou-nos a vida eterna no sacrifício da Cruz, onde Ele mesmo foi sacerdote, altar e vítima; Sumo e eterno sacerdote, é o único Mediador da nossa salvação. Na Cruz, do seu lado aberto pela lança, nasce a Igreja, seu Corpo, que possui a missão de continuar no mundo a Sua Obra redentora. Ora, a Igreja, Corpo de Cristo, como o Cristo no seu corpo, é a tenda  “que alarga seus espaços ao propor a fé àqueles que não são batizados ou que se afastaram da Igreja, acolhendo-os enquanto os acompanha na esperança do encontro com Jesus Cristo. (DGAE, 14). Não somente se alarga nesta direção. Esta Igreja, que acontece e se torna presente nas comunidades eclesiais missionárias, deseja aproximar-se de todos aqueles que sofrem com o egoísmo, fruto do pecado, e causa de tantas mazelas sociais. Enfim, alargar-se rumo às periferias geográficas e sociais.

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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Artigos Editorial

A importância do Catecismo da Igreja Católica

Queridos irmãos e irmãs, com imensa alegria chegamos ao mês de julho, mês de formação diocesana que é uma expressão maravilhosa de unidade na diversidade, também ocasião de encontro como oportunidade da partilha de conhecimentos e prática de acolhida.

Neste editorial faço questão como motivação, publicar  o discurso do Papa Francisco aos participantes no encontro por ocasião do xxv aniversário do catecismo da igreja católica promovido pelo pontifício conselho para a promoção da nova evangelização: O vigésimo quinto aniversário da Constituição apostólica Fidei depositum, com a qual São João Paulo II promulgava o Catecismo da Igreja Católica, trinta anos depois da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II, é uma significativa ocasião para verificar o caminho entretanto percorrido.

Não foi primariamente para condenar os erros que São João XXIII sonhara e quisera o Concílio, mas sobretudo para permitir que a Igreja chegasse finalmente a apresentar, com uma linguagem renovada, a beleza da sua fé em Jesus Cristo. «É necessário primeiramente – afirmava o Papa, no seu Discurso de abertura – que a Igreja não se aparte do património sagrado das verdades, recebidas dos seus maiores; mas, ao mesmo tempo, deve também olhar para o presente, para as novas condições e formas de vida do mundo, que abriram novos caminhos ao apostolado católico» (11/X/1962). «O nosso dever – continuava o Pontífice – é não só guardar este tesouro precioso, como se nos preocupássemos unicamente da antiguidade, mas também dedicar-nos com vontade pronta e sem temor àquele trabalho que o nosso tempo exige, prosseguindo assim o caminho que a Igreja percorre há vinte séculos» (ibid.).

«Guardar» e «prosseguir» é a incumbência que cabe à Igreja por sua própria natureza, a fim de que a verdade contida no anúncio do Evangelho feito por Jesus possa alcançar a sua plenitude até ao fim dos séculos. Tal é a graça que foi concedida ao Povo de Deus; mas é igualmente uma tarefa e uma missão, cuja responsabilidade carregamos: anunciar de modo novo e mais completo o Evangelho de sempre aos nossos contemporâneos. Assim, com a alegria que provém da esperança cristã e munidos do «remédio da misericórdia» (ibid.), vamos ao encontro dos homens e mulheres do nosso tempo para lhes permitir a descoberta da inexaurível riqueza encerrada na pessoa de Jesus Cristo.

Ao apresentar o Catecismo da Igreja Católica, São João Paulo II afirmava que ele «deve ter em conta as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja. É também necessário que ajude a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que no passado ainda não tinham surgido» (Const. apost. Fidei depositum, 3). Por isso, este Catecismo constitui um instrumento importante não apenas porque apresenta aos crentes os ensinamentos de sempre para crescerem na compreensão da fé, mas também e sobretudo porque pretende aproximar os nossos contemporâneos, com suas problemáticas novas e diversas, da Igreja, comprometida na apresentação da fé como resposta significante para a existência humana neste momento histórico particular. Assim, não basta encontrar uma nova linguagem para expressar a fé de sempre; é necessário e urgente também que, perante os novos desafios e perspetivas que se abrem à humanidade, a Igreja possa exprimir as novidades do Evangelho de Cristo que, embora contidas na Palavra de Deus, ainda não vieram à luz. Trata-se daquele tesouro feito de «coisas novas e velhas» referido por Jesus, quando convidara os seus discípulos a ensinar o novo por Ele trazido, sem transcurar o antigo (cf. Mt 13, 52).

Uma das páginas mais belas do evangelho de São João é aquela que nos dá a chamada «oração sacerdotal» de Jesus. Antes de enfrentar a paixão e a morte, dirige-Se ao Pai manifestando a sua obediência na realização da missão que lhe fora confiada. As suas palavras são um hino ao amor, incluindo também o pedido de que sejam guardados e protegidos os discípulos (cf. Jo 17, 12-15). Ao mesmo tempo, porém, Jesus reza por todas as pessoas que no futuro hão de acreditar n’Ele, graças à pregação dos seus discípulos, para que também elas sejam congregadas e conservadas na unidade (cf. Jo 17, 20-23). Na frase «esta é a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste» (Jo 17, 3), toca-se o auge da missão de Jesus.

Boa leitura a todos e boa semana de formação!

 

Pe. Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral

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Artigos Enfoque Pastoral

Onde o coração humano encontra morada

Talvez a maior pobreza do nosso tempo não seja material, mas existencial: a de um coração que já não sabe onde encontrar morada. Nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos à solidão. Em meio à velocidade das informações, à cultura do desempenho e ao excesso de estímulos, cresce silenciosamente uma pergunta que atravessa o coração humano: onde ainda posso ser verdadeiramente acolhido?

Viktor Frankl observava que o ser humano não sofre apenas pela dor ou pela ausência de bens, mas sobretudo quando perde a percepção de que sua vida possui um significado. O vazio existencial nasce quando deixamos de reconhecer um horizonte capaz de sustentar a esperança. Por isso, a busca mais profunda do homem não é simplesmente por respostas, mas por um lugar onde sua existência seja reconhecida, amada e chamada a florescer.

É precisamente nesse cenário que as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026–2032), reunidas no Documento 114 da CNBB, oferecem uma das imagens mais belas de todo o seu percurso: a ‘Tenda do Encontro’. A escolha dessa expressão não é casual. Ela remete ao Êxodo, quando Deus armava sua tenda no meio do povo, caminhando com ele em sua travessia. Ao retomá-la, as Diretrizes recordam que a vocação mais profunda da Igreja não consiste em preservar estruturas, mas em tornar visível a proximidade de Deus na história, fazendo de cada comunidade um espaço de acolhida, comunhão, discernimento e missão.

Essa imagem encontra sua plenitude no próprio Cristo. O Evangelho de São João afirma que o Verbo “armou sua tenda entre nós” (cf. Jo 1,14). Antes de anunciar uma doutrina, Deus veio habitar a nossa condição humana. A evangelização nasce exatamente desse movimento: não da ocupação de espaços, mas da criação de encontros; não da imposição de discursos, mas da presença que cura, escuta e restitui a dignidade. Cristo permanece o centro da ação evangelizadora porque somente Ele responde plenamente à sede de sentido inscrita no coração humano.

Essa é também a inspiração da conversão pastoral proposta pelas Diretrizes. A sinodalidade não pode ser reduzida a um método de organização ou a uma forma de gestão eclesial. Trata-se, antes de tudo, de uma espiritualidade. Caminhar juntos significa aprender novamente a escutar: escutar a Palavra, escutar o Espírito Santo e escutar as pessoas concretas, sobretudo aquelas cujas vozes raramente encontram espaço em nossas comunidades. A escuta torna-se, assim, a primeira expressão da caridade e o início de toda autêntica evangelização.

Nessa mesma direção, o Papa Leão XIV recordou, no Angelus do I Domingo da Quaresma de 2026: “Silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones e os computadores, para entrar no nosso quarto e encontrar o Senhor que nos espera no segredo; escutemos a sua Palavra, deixemo-nos reconciliar com Ele e adorar na sua presença.” Antes de oferecer respostas ao mundo, a Igreja é chamada a redescobrir o silêncio que permite ouvir Deus e, por isso mesmo, ouvir verdadeiramente o ser humano.

Quando essa escuta acontece, a comunidade cristã deixa de ser apenas o lugar onde se celebram sacramentos para tornar-se uma autêntica casa de relações reconciliadas. Cuidar dos pobres, promover a cultura da paz, defender a dignidade da vida, acolher as famílias, caminhar com os jovens, visitar os enfermos, proteger a Casa Comum e aproximar-se dos que se afastaram deixam de ser atividades paralelas. Tornam-se expressões concretas do Evangelho vivido, porque revelam que Deus continua armando sua morada no meio do seu povo.

Talvez a maior novidade das novas Diretrizes não esteja na apresentação de programas inéditos, mas no convite a recuperar a identidade mais antiga da Igreja. Desde as primeiras comunidades cristãs, evangelizar sempre significou oferecer um lugar de pertença, onde cada pessoa pudesse experimentar a alegria de ser conhecida pelo nome, a liberdade de recomeçar, a coragem para enfrentar suas fragilidades e a esperança de descobrir que nenhuma existência é inútil quando se deixa iluminar por Cristo.

Em uma sociedade marcada pela fragmentação, a missão da Igreja é tornar-se sinal de unidade. Em um mundo que frequentemente transforma pessoas em números e relações em interesses, somos chamados a cultivar comunidades onde cada rosto seja reconhecido como dom e cada história seja acolhida com respeito. Essa talvez seja uma das formas mais eloquentes de anunciar o Evangelho em nossos dias: oferecer ao mundo não apenas palavras sobre Deus, mas a experiência concreta de uma comunidade onde Deus continua presente.

Nesta semana, escolha alguém que talvez esteja vivendo a solidão do esquecimento: um vizinho, um idoso, um jovem distante da comunidade, uma família ferida, alguém que deixou de participar da vida da Igreja. Vá ao seu encontro. Não leve, em primeiro lugar, um discurso; leve sua presença. Muitas vezes, o primeiro anúncio do Evangelho acontece quando alguém descobre que ainda existe um lugar onde pode ser esperado, ouvido e amado.

Que nossas comunidades, iluminadas pela Palavra, fortalecidas pelos Sacramentos e conduzidas pelo Espírito Santo, sejam verdadeiras tendas de encontro, onde o coração humano reencontre sua morada, a esperança renasça, a comunhão floresça e cada pessoa descubra, com gratidão e coragem, que Cristo continua caminhando conosco, dando sentido à nossa história e enviando-nos em missão.

Que Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira de nossa Diocese de Guarulhos, nos acompanhe nesse caminho. Ela, que acolheu a Palavra com fé e ofereceu ao mundo o Verbo feito carne, ensine-nos a abrir espaço para Deus e para os irmãos. Que, à sua paróquia, nossas comunidades se tornem verdadeiras tendas de encontro, onde cada pessoa encontre acolhida, escuta, esperança e a alegria de descobrir que Deus continua armando sua morada no meio do seu povo.

 

Pe. Marcelo Dias Soares

Coordenador Diocesano de Pastoral

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Artigos Bíblia

Lançamento do Livro: ‘Um Barco Pronto para Partir’

A Missão dos Padres Canadenses em Guarulhos

Organização: Pe. Dr. Antônio Carlos Frizzo


 

Caríssimos irmãos da Diocese de Guarulhos, Paz e bem!

A Diocese de Guarulhos, como toda Igreja Particular, nasceu da vontade de   Deus e se desenvolveu sob a condução do Espírito Santo, que ao longo da história suscitou vocações, ministérios e carismas   para a edificação do   seu    povo.   Entre aqueles    que generosamente    responderam    a    esse    chamado, destacam-se os missionários canadenses que, entre os anos de 1960 e 1993, contribuíram significativamente para a evangelização, a    promoção   humana   e a estruturação pastoral de muitas comunidades    que compõem hoje a história de nossa Diocese.

Com grande alegria, convidamos a todos para o lançamento do livro Um Barco Pronto para Partir — A Missão   dos Padres    Canadenses   em    Guarulhos, organizado pelo Pe. Dr. Antônio Carlos Frizzo no dia 31 de julho das 2026 às 20h no CDP A obra reúne relatos, testemunhos e reflexões de pessoas que viveram de perto essa extraordinária experiência missionária, tornando-se não apenas narradores, mas verdadeiros protagonistas de uma história que continua a inspirar a caminhada da Igreja em nossa cidade.

Como recorda Dom Edmilson na apresentação da obra, os missionários canadenses   são reconhecidos como verdadeiros “pais fundadores” de muitas de nossas comunidades. Seu trabalho ultrapassou os limites da ação sacramental, alcançando a   formação de lideranças, a promoção da dignidade humana, o fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base, a defesa dos mais pobres e a construção das estruturas pastorais que contribuíram para o nascimento e o desenvolvimento da Diocese de Guarulhos.

0 livro nos convida a revisitar uma Igreja profundamente   marcada pelo   espírito do Concilio Vaticano II, pela opção preferencial pelos pobres, pela missão em saída e pelo   compromisso   com a transformação evangélica da sociedade. Como escreve o Pe. Frizzo em seu prefácio, trata-se de um conjunto de narrativas de testemunhas que não contam apenas a história de outros, mas compartilham suas próprias experiências de fé, trabalho, luta, esperança e compromisso com o Reino de Deus.

Mais do que um registro histórico, esta publicação constitui um verdadeiro patrimônio da memória eclesial de Guarulhos.  Ao    conhecer   as trajetórias   desses missionários e religiosas, somos convidados a renovar nossa própria vocação pastoral, fortalecendo o ardor missionário, a comunhão e o compromisso com as comunidades que hoje nos são confiadas.

Participar deste lançamento é uma oportunidade privilegiada para agradecer a Deus pelo legado recebido, homenagear aqueles que construíram os alicerces de nossa Diocese e renovar em nós o desejo de continuar navegando, guiados pelo Espírito Santo, rumo aos desafios do presente e do futuro.

Neste dia, quem adquirir um exemplar da obra ‘Um Barco Pronto para Partir’, receberá a dedicatória do organizador, Pe. Dr. Antônio Carlos Frizzo, e, se possível, também   dos   demais colaboradores e testemunhas que contribuíram para a construção deste importante obra.  Será uma ocasião singular para preservar não apenas um livro, mas um pedaço vivo da história de nossa Diocese, enriquecido pela assinatura daqueles que ajudaram a escrevê-la.

Contamos com a presença fraterna de todos os padres e diáconos para este importante momento de memória, gratidão e celebração da história de nossa Igreja Particular.

 “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4,20).

Fraternalmente,

Pe. Dr. Antônio Carlos Frizzo

 

Lançamento do Livro:

‘Um Barco Pronto para Partir’ — A Missão dos Padres Canadenses em Guarulhos

Organização: Pe. Dr. Antônio Carlos Frizzo

Data: Sexta-feira, 31 de julho

Horário: às 20h

Local: CDP – Centro Diocesano de Pastoral

Av. Gilberto Dini, 519 – Bom Clima