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“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

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"A Esperança não decepciona" (Rm 5,5)

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Artigos Enfoque Pastoral

Renovar a Esperança: Uma Igreja em Caminho

À medida que nos aproximamos do encerramento de mais um ciclo, somos convidados a contemplar o ano de 2025 como um tempo profundamente marcado pela graça e pelo compromisso pastoral vivido em comunhão. Na Diocese de Guarulhos, celebramos intensamente a vida e a missão por meio de numerosos projetos, encontros, formações, celebrações e ações evangelizadoras realizados nas paróquias e em âmbito diocesano. Entre desafios e superações, permanece viva a chama do Evangelho, alimentada pela dedicação de nosso bispo, padres, diáconos, consagrados, leigos e leigas, que, com generosidade e coragem, sustentaram a missão e ajudaram a edificar a Igreja de Cristo. Nesta promessa encontramos o fundamento de nossa perseverança: “Os que esperam no Senhor renovarão suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não cansarão; caminharão e não se fatigarão” (Is 40,31).

Durante este ano, destacamos com alegria a força evangelizadora dos grupos de novena de Natal, que, com simplicidade e ardor missionário, adentraram lares levando a esperança e a boa-nova do nascimento do Salvador. Cada encontro, cada partilha e cada oração tornaram-se pontos de luz irradiados nas ruas, nos condomínios, nas comunidades, nos corações. A dedicação dos coordenadores e das pastorais preparando famílias para acolher o Menino Deus, “caminhando à sua presença com ações de graças” (Sl 95,2), fortaleceu vínculos, curou feridas e reacendeu a fé tantas vezes ofuscada pelas intempéries da vida. Aos mutirões de confissões, aos presépios montados com devoção, às iluminações que alegraram os templos, às assembleias paroquiais projetando o novo ano e às confraternizações fraternas, somou-se o testemunho de que a fé se encarna na vida e se traduz em gestos concretos de comunhão. Este é tempo de recordar, agradecer e celebrar.

Mas, além da gratidão, somos chamados à renovação dos compromissos assumidos no Batismo. O Advento nos conduz novamente ao mistério da Encarnação de Deus que se aproxima, assume nossa história e caminha conosco. À luz da espiritualidade do atual Pontificado, ecoam as palavras do Papa Leão XIV, em sua homilia de inauguração: “Que nosso primeiro grande desejo seja por uma Igreja unida, sinal de comunhão e fermento para um mundo reconciliado.” Com esse chamado à unidade e à comunhão, somos convidados a reafirmar nossa missão: testemunhar Cristo com coerência, amar como Ele amou, servir com ternura e anunciar com alegria. É neste encontro constante entre o humano e o divino no cotidiano e na comunidade que nasce a esperança cristã verdadeira: firme, perseverante e transformadora.

Vivemos também a alegria de concluir, unidos como Igreja, o Ano Jubilar de 2025 tempo especial de graça, conversão e renovação da vida missionária. O encerramento oficial em nossa Diocese ocorrerá no dia 28 de dezembro de 2025, às 15h, durante a celebração da Festa da Sagrada Família, na Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Guarulhos. Celebrar o Jubileu no seio da família de Nazaré ícone da confiança, da escuta e do amor é um gesto profético de comunhão e esperança. Ali depositaremos não apenas os frutos, mas também as dores, esperanças e projetos que carregamos. Que essa celebração seja para todos nós um novo sopro do Espírito, inspirando-nos a olhar o futuro com renovada criatividade pastoral e ousadia missionária.

Que em 2026, conduzidos pela ação do Espírito Santo, vivamos com entusiasmo a missão confiada a todos os batizados. Com o calendário pastoral em mãos e o coração aberto às orientações de nosso bispo, Dom Edmilson, sigamos adiante, inspirados pelo “sim” de Maria, Imaculada Conceição, mulher da disponibilidade e da confiança absoluta. Que nossa ação pastoral, na Igreja e no mundo, seja testemunho vivo de esperança. Coragem! Cristo caminha conosco, amados!

 

Pe. Marcelo Dias Soares

Coordenador Diocesano de Pastoral

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Artigos Editorial

Celebrar o Mistério da encarnação, renovando a força da Comunhão, Participação e Missão

Caríssimos irmãos e irmãs, é tempo de celebrar o Mistério da Encarnação. Celebrar a comunhão, participação e missão ao longo de todo o ano de 2025! Nesta edição como uma retrospectiva, recordamos os diversos momentos de comunhão proporcionados pela Santa Igreja, como a vivência do Jubileu de Esperança; as atividades pastorais; a promoção vocacional; a ordenação presbiteral acompanhada com a celebração de aniversário de quarenta anos de ordenação de Dom Edmilson Amador Caetano e a festa diocesana da Imaculada Conceição Da Bem-Aventurada Virgem Maria.

É importante ressaltar que a visibilidade desta comunhão só foi possível graças a participação do povo de Deus em todos esses momentos, que com muita fé corresponderam ao convite da Igreja com alegria. Cada artigo desta edição termina com uma proposta missionária, pois promover a comunhão e participação tem início e desenvolvimento quanto a um projeto missionário, mas não tem fim quanto a ação de evangelizadora. Que venha o novo ano da graça do Senhor e que possamos estar atentos ao que diz a passagem da Sagrada Escritura da Carta de São Paulo aos Romanos:

“Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrífico vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, pela renovação da mente, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito… Recomendo a cada um de vós: ninguém pense de si mesmo mais do que convém, mas pense de si com sobriedade, conforme a medida da fé que Deus deu a cada um. Como num corpo temos muitos membros, cada qual com uma função diferente, assim nós, embora sendo muitos somos em Cristo um só corpo e, cada um de nós, membros uns dos outros… O amor não seja falso. Detestai o mal, apegai-vos ao bem. Que o amor fraterno vos una uns aos outros, com terna afeição, estimando-vos reciprocamente. Não sejais lentos da solicitude, sede fervorosos no espírito, servindo sempre ao Senhor, alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração.” (Rm 12,1-12)

Veja que a missão é belíssima, porém desafiadora para cada um de nós. O que depender da equipe da edição da Revista Diocesana em 2026 cada esforço de comunhão, participação e missão será valorizado e publicado.

Aproveitando a reflexão do artigo do psicólogo Romildo sobre a gratidão que faz muito bem ao corpo e a alma, agradeço a cada colaborador(a) das edições ao longo do ano de 2025 e a coordenação diocesana de pastoral pela confiança.

De modo especial aos membros da pastoral da comunicação com cada clic e ao diagramador diocesano, que tornou possível pelo poder da criatividade, tecnologia e dedicação, cada edição final, por sinal uma edição mais bela que a outra como fruto de uma bela comunhão entre os membros da equipe responsável.

Desejo a todos, boas festas e um excelente período de férias.

Feliz 2026!

Padre Marcos Vinicius Clementino

Jornalista e Diretor Geral

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Artigos Voz do Pastor

Jubileu da Esperança e a ‘‘Dilexi te’’

Chegamos ao mês de dezembro, também ao último mês deste Ano Jubilar. No próximo dia 28 de dezembro, Festa da Sagrada Família, às 15h, em nossa Catedral, teremos a celebração de encerramento do Ano Jubilar.

O Jubileu termina, mas não o sermos Peregrinos de Esperança. Os sinais de esperança, manifestados pelo Papa Francisco na Bula convocatória do Jubileu, “Spes non confundit”, continuam aí para serem vivenciados, e agora mais iluminados pela Exortação Apostólica “Dilexit te”, do Papa Leão XIV.  Nesta Exortação, o Papa ao nos recordar ao longo da caminhada da Igreja, através dos séculos, as várias formas de manifestação da opção preferencial pelos pobres, nos dirige também para alguns sinais de esperança indicados pelo Papa Francisco.

O Apóstolo Paulo, na segunda Carta aos Coríntios (8-9), fala de uma campanha de solidariedade para os pobres da comunidade de Jerusalém. Na Igreja de Jerusalém são instituídos pela imposição das mãos os sete servidores para que ninguém passe dificuldades. Na Dilexi te o Papa Leão fala desta verdadeira Tradição do cuidado aos pobres, como parte integrante da missão e do testemunho da Igreja. Cita o Diácono São

Lourenço, de Roma (38), os Santos Inácio de Antioquia e Policarpo de Esmirna (39). Da mesma época dos dois santos – século II – é também citado São Jusitno, de Roma, que mostra que a partilha com os pobres, faz parte da vivência da celebração Eucarística (40). O cuidado pastoral para com os pobres do bispo de Cartago, S. Cipriano, também é citado (49). Não poderia, sem sombra de dúvida, faltar a citação do grande Padre da Igreja, São João Crisóstomo, século IV, que une intimamente a vivência cristã na liturgia e na vida, com a opção preferencial pelos pobres (41). O grande Padre da Igreja do Ocidente, Santo Agostinho – séculos IV e V – é citado pela exigência do seguimento de Cristo, oferta aos pobres e coração indiviso (46-48).

O primeiro sinal de esperança, indicado pelo Papa Franciso, é a paz no mundo imerso em guerras. (Spes non confundit 8). Aqui, podemos contemplar ao longo da história, que em tempos tristes de flagelos da guerra, as comunidades cristãs sempre encontraram meios de anunciar a paz pela solidariedade. Na “Dilexi te” é citada a Vida Monástica, de modo especial desde a chamada Idade Antiga até a Idade Média (53-58). Os mosteiros sempre foram vistos como oásis de paz, em meio a tantos conflitos. O desprezo das riquezas incluía o cuidado para com os pobres e acolhida aos necessitados em meio aos sofrimentos. Do Oriente é citado um dos grandes mestres: o Capadócio São Basílio Magno (sec. IV). Para fazer presente a vida monástica do Ocidente, são citados João Cassiano (séc. IV) e São Bento Pai dos monges do Ocidente (séc. V). Para Idade Média, entre tantos filhos da Tradição beneditina, é citado São Bernardo de Claraval e os cistercienses (sec. XII). O final da Idade Média, na Europa, marcado por tantas guerras intestinas de poder, tem em contrapartida o testemunho de pobreza e partilha das Ordens mendicantes (cf. Dilexi te 63-67), cujo grande testemunho temos em Francisco de Assis, mas também a grande presença dos dominicanos, carmelitas e agostinianos.

Depois, para olhar para o futuro com esperança, temos que ter a abertura à vida, segundo sinal de esperança (SNC 9). Quantas Congregações religiosas, principalmente, surgiram com a missão de defender a vida, seja cuidando dos órfãos, das mães abandonadas, bem como trabalhando para a educação dos pobres. Os números 68-72 da Dilexi te enumeram: São José de Calazans e a Ordem dos clérigos Regulares Pobres da Madre de Deus das Escolas Pias, no século XVI. Nos séculos seguintes surgiram, além de Congregações femininas, São João Batista La Salle, Marcelino Champagnat, São João Bosco, Beato Antonio Rosmini…

No número 10 da Bula o Papa Francisco para a necessidade de dar sinais de esperança aos encarcerados. Em tempos de guerra, onde pessoas eram escravizadas, Deus inspirou pessoas a viverem a consagração especial para a libertação dos cativos: Trinitários, Mercedários e na Dilexi te (59-62), são citados São João da Mata e São Felix de Valois.

No quarto sinal de esperança (SNC 11) estão os doentes e no número 14, estão os idosos. Deus suscita carismas, principalmente nos séculos XVII, que lembram estas obras de misericórdia: São Camilo de Lelis, São João de Deus, São Vicente de Paulo, Santa Luiza de Marillac (50-51).

O quinto sinal de esperança (SNC 12) dirige-nos aos jovens. Aqui, como não remeter aos já citados santos e santas, citados acima, que se preocuparam com a educação da juventude nas mais diversas situações?

Os migrantes são contemplados na Bula do Papa Francisco (SNC 13). A “Dilexi te” cita a situação de migração e imigração do Povo de Deus do Antigo Testamento e a própria Sagrada Família que foi para o Egito e de lá voltou tendo que se estabelecer em Nazaré. Acolher os forasteiros é obra de misericórdia (Mt 25,35). Deus também suscitou santos e santas chamados a viver esta obra de misericórdia, como São João Batista Scalabrini e Santa Francisca Cabrini (73-75)

Por último, mas não em último lugar, estão os pobres, os empobrecidos (SNC 15-16). De várias formas Deus tem suscitado na Igreja (e também no mundo, fora do ambiente ad intra da Igreja) pessoas que doam suas vidas pelos pobres. Duas santas são mencionadas particularmente na “Dilexi te”: Santa Teresa de Calcutá e Santa Dulce dos pobres. Também são citados: São Bento Menni, Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, São Charles de Foucauld, Santa Katarine Drexel… (76-81).

Quero concluir a citação desta espécie de resenha da “Dilexi te” e consonância com a “

Spes non confudit” com uma citação da Carta aos Hebreus: “Portanto, com tamanha nuvem de testemunhas em torno de nós, deixemos de lado o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve, com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição. Em vista da alegria que o esperava, suportou a cruz, não se importando com a infâmia e assentou-se à direita do trono de Deus.” (Hb 12, 1-2)

 

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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Artigos CNBB

Campanha para a Evangelização 2025

Nas celebrações do próximo fim de semana, 3º domingo do Adento, será realizada a Coleta Nacional para a Evangelização 2025 em todas as comunidades e paróquias do Brasil.  A Campanha para a Evangelização 2025 deste ano tem como tema “Hoje, é preciso que eu fique na tua casa!”, inspiração bíblica retirada de Lucas 19, 1.

O valor arrecadado é destinado a fortalecer iniciativas de evangelização em todo país. No vídeo abaixo, o subsecretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Leandro Megeto, reforça o pedido para a doação à coleta.

Entenda para onde vão os recursos:

✓45% ficam na própria diocese, para subsidiar a ação missionária, evangelizadora e pastoral da própria Igreja Local;
✓ 20% vão para o respectivo regional da CNBB, para a sua sustentação e de suas estruturas de evangelização e formação;
✓ 35% são enviados à sede nacional da CNBB, em Brasília, de forma a garantir iniciativas e estruturas evangelizadoras nacionais, como as Comissões Episcopais que orientam e dinamizam a ação pastoral e em todo o Brasil.

Iniciativas apoiadas com recursos da Campanha

Com os recursos os 35% enviados à CNBB, a Conferência apoiou mais de 50 eventos formativos, reuniões e ações de articulação pastoral organizados por suas Comissões Episcopais. Entre  eles, a realização do Jubileu dos jovens, realizado realizado em 6 de setembro no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, como parte das celebrações do Ano Jubilar vivido pela Igreja em todo o mundo. O encontro, organizado pela Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, reuniu mais de 1.500 jovens, contemplando representantes de todos os 19 regionais, em um clima de entusiasmo e compromisso com a missão da Igreja.

O Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida recebeu caravanas de todas as regiões do Brasil. O dia contou com oração, reflexão sobre o Jubileu, leitura orante e momentos marcantes como a peregrinação nacional ao Santuário e a Santa Missa. À tarde, a animação tomou conta dos jovens com adoração eucarística e o show de Diego Fernandes, encerrando a jornada em clima de celebração.

Doe para a Coleta Nacional

No próximo domingo,  nas celebrações do 3º domingo do Advento (13 e 14), os católicos são convidados a doarem a sua oferta para a Campanha para a Evangelização nas celebrações.  Não se trata apenas de uma coleta, mas de uma doação que vai apoiar iniciativas de evangelização em todo país. Evangelização que deseja chegar ao coração e à consciência dos fiéis, ajudando-lhes a dar passos concretos e seguros no seguimento de Jesus, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Saiba mais em:
campanhas.cnbb.org.br

Fonte: CNBB.org.br

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Artigos Destaques Diocese Vida Presbiteral

Formação Permanente do Clero da Diocese de Guarulhos

O Clero da Diocese de Guarulhos esteve reunido na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais, no período de 03 a 06 de novembro para a tradicional Semana de Formação Permanente e confraternização.

O tema deste ano foi o estudo sobre o documento final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: Por uma Igreja Sinodal, comunhão, participação, missão.

As reflexões foram conduzidas pelo Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa que apresentou o itinerário de estudo do Concílio Vaticano II até alguns elementos essenciais para a forma de uma Igreja Sinodal.

Para o cardeal a Pérola do documento sinodal é a necessária conversão relacional; a busca de novas relações: “Ao longo de todo o caminho do Sínodo e em todas as latitudes, emergiu o apelo a uma Igreja mais capaz de alimentar as relações; com o Senhor; entre homens e mulheres; nas famílias; nas comunidades; entre todos os cristãos; entre grupos sociais; entre as religiões; com a Criação”( n.50) Ressaltou também inúmeras vezes que as inúmeras propostas do Sínodo para a Igreja do Brasil é algo que no Brasil acontece por sua organização pastoral.

No encerramento, Dom Paulo Cezar, recebeu o agradecimento de todos através do padre Romualdo Nunes, representante dos presbíteros e manifestou a alegria e oportunidade de estar com o clero de Guarulhos, compartilhando e recebendo conhecimento, além da fraternidade presbiteral.

Padre Marcos Vinicius – Assessor da Pascom Diocesana

Confira alguns registros da semana de Formação:

Formação Permanente do Clero 2025
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Artigos Vocação e Seminário

Sem a Palavra de Deus não se tem vocação!

A Palavra de Deus é uma fonte essencial para compreendermos o chamado vocacional que o Senhor tem para cada pessoa. Lembra-nos o Concílio Vaticano II que “as Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus, e, porque inspiradas, são verdadeiramente Palavra de Deus” e, por consequência, “com esta revelação, de fato, Deus invisível, no seu imenso amor fala aos homens como a amigos e convive com eles para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (Dei verbum, 24).

Assim, todo cristão, todo vocacionado, deve possuir uma intimidade com a Palavra de Deus, pois é nela que o próprio Senhor fala a cada coração humano. Em outras palavras, A Palavra deve possuir um lugar de experiência e encontro com Deus na própria vida e na comunidade, na sua vocação geradora de comunhão, missão e participação.

Como uma dimensão pastoral, a promoção vocacional deve ser conduzida pela Animação Bíblica – como se aprofundou na Semana Diocesana de Formação. E “a palavra de Deus deve iluminar os crentes na avaliação da vida como resposta ao chamamento de Deus e leva-os a acolher na fé o dom da vocação pessoal” (Pastores dabo vobis, 39), pois “quando escutamos a sua Palavra, o nosso coração arde (cf. Lc 24, 32) e sentimos o desejo de consagrar a vida a Deus! Desejamos, por isso, descobrir de que modo, em que forma de vida é possível retribuir o amor que Ele primeiro nos dá”, como nos lembra o Papa Francisco na Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2025.

De fato, na Palavra de Deus se reconhece o amor de Deus e seu projeto de salvação para cada pessoa em cada página da história. Ainda, nas Sagradas Escrituras, confirmamos o chamado de Deus para a santidade, para a vida de intimidade com o Senhor.

Por isso que “a familiaridade com a Palavra de Deus facilita o itinerário de conversão não apenas no sentido de se separar do mal para aderir ao bem, mas também no sentido de se alimentar no coração os pensamentos de Deus, de modo que a fé, qual resposta à Palavra, se torne o novo critério de juízo e avaliação dos homens e das coisas, dos acontecimentos e dos problemas. (Pastores dabo vobis, 47). Por isso que a Palavra de Deus é essencial para o discernimento vocacional e no caminho da vivência da vocação.

Se queremos viver bem o chamado que Deus faz para cada um de nós é necessário, portanto, orar e meditar com a Palavra – seja pelo silencio, pela escuta ou pelo exercício da Lectio Divina, por exemplo. Sejamos nós os próximos a escrever a experiência de nossa vida vocacional nas páginas da história da salvação que Deus sonha a cada pessoa.

 

Padre Edson Vitor

Coord. Serviço de Animação Vocacional

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Artigos Falando da Vida

Aprendendo a Perder

Por que os fracassos fazem parte da vida?

Existe um conceito, amplamente difundido de que, para alcançar qualquer objetivo na vida, basta querer. Com base nessa ideia, escritores se tornaram famosos escrevendo livros sobre como enriquecer, ser feliz, etc. O conceito de que o sucesso está ao alcance de todos, desde que desejemos de verdade, cria uma percepção simplista e muitas vezes ilusória da realização pessoal. Para se obter êxito em qualquer objetivo na vida, é preciso levar em conta, as dificuldades, fatores externos, tempo necessário e principalmente, estar preparado para lidar com um possível fracasso.

Eis aqui uma questão muito importante que é também um componente da saúde mental. Desde pequenos somos ensinados a valorizar a vitória e evitar a derrota. Na educação infantil, por exemplo, é comum ver adultos fingindo perder um jogo para provocar na criança a sensação de poder (elas adoram isso). Claro que a intenção de fortalecer um ego, ainda em processo de desenvolvimento, até que é boa, mas a vida não é um jogo feito exclusivamente de vitórias; quem vai facilitar o jogo no futuro? Os fracassos também existem, mas é difícil aceitá-los numa sociedade que só valoriza os mais fortes, mais inteligentes, mais jovens, mais atraentes, etc.

A felicidade, o sucesso são aspirações humanas, é natural que todos queiram alcançá-los, mas a ideia de que o ser humano nasce para ser feliz, brilhar, voar é pura ilusão; a longo prazo, produz mais frustração e desencantamento do que resultados positivos. Essa narrativa é um produto da sociedade moderna, que nos pressiona a estar sempre no auge, a exibir uma vida perfeita nas redes sociais e a buscar uma utopia que simplesmente não existe. Não é à toa que cada vez mais, pessoas estão buscando nos remédios e nas drogas, a solução física para problemas metafísicos e quem ganha com isso são as indústrias farmacêuticas.

Por outro lado, a constante busca por essa felicidade inatingível, nos cega para as alegrias mais simples e mais singelas tornando-nos reféns de nós mesmos. Que tal se alegrar com o sorriso puro de uma criança, se maravilhar com a flor que floresce no jardim e ter gratidão por ter vivido apenas mais um dia? É preciso romper com a ideia utópica e abraçar uma visão mais humana e imperfeita da existência, onde o valor reside na autenticidade e não na perfeição. Uma visão cuja meta não seja esquecer o passado, nem sonhar com o futuro, mas sim, viver simplesmente o presente.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos CNBB

Presidente da CNBB publica artigo “Pátria Amada!”

O arcebispo de Porto Alegre (RS), presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), Dom Jaime Cardeal Spengler publica, abaixo, o artigo “Pátria Amada!” no qual recorda os valores e fundamentos que sustentam a independência do Brasil como nação. Veja a íntegra.

Pátria Amada!

A Semana da Pátria celebra a independência do Brasil da Casa Imperial de Portugal. A Proclamação da Independência significou autonomia política, soberania nacional, ou seja, liberdade com relação à coroa portuguesa. O Hino da Independência e o Hino Nacional, cantam este fato em prosa e verso: “Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil… E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria…”

Passados 203 anos daquele evento histórico, a Constituição de 1988 consagrou a noção de Estado de Direito, ancorada no princípio supremo da democracia. Ora, a democracia é um ordenamento. O seu caráter ‘moral’ depende da conformidade com a lei moral, à qual deve se submeter como qualquer outro comportamento humano.

Uma autêntica democracia não é somente o resultado de um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos: a dignidade da pessoa humana desde sua concepção até o seu ocaso natural, o respeito dos direitos do homem, do fato de assumir o “bem comum” como fim e critério regulador da vida política.

Quando o relativismo ético se difunde, a democracia corre riscos! “Uma autêntica democracia só é possível num Estado de direito e sobre a base de uma reta concepção da pessoa humana. Aquela que exige que se verifiquem as condições necessárias à promoção quer dos indivíduos através da educação e da formação nos verdadeiros ideais, quer da ‘subjetividade’ da sociedade, mediante a criação de estruturas de participação e corresponsabilidade” (S. João Paulo II).

Quem, nos diversos âmbitos da República, se dedica à atividade política tem por missão fundamental empenhar-se na busca e na realização de tudo aquilo que possa favorecer ao bom andamento da convivência civil no seu conjunto; têm a função de síntese e de mediação em vista do bem comum, que constitui uma das finalidades essenciais e irrenunciáveis da autoridade política.

Celebrar, pois a Semana da Pátria é oportunidade para re-cordar o que a todos une, ancorados em valores éticos-morais fundamentais.

Dom Jaime Cardeal Spengler
Presidente da CNBB

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Artigos Bíblia

Mês da Bíblia 2025: Carta aos Romanos

O Mês da Bíblia é destinado a quem quer alimentar sua fé em Jesus Cristo e vivenciá-la comunitariamente, em comunhão com toda a Igreja no Brasil. Em 2025, o Mês da Bíblia será focado na Carta aos Romanos com o inspirador lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Esse lema, escolhido em uníssono com o Grupo de Reflexão Bíblico Catequética (GREBICAT), ganhou ainda mais significado com a escolha do Papa Francisco para o Jubileu da Encarnação de 2025, demonstrando uma maravilhosa convergência espiritual.

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5)

Setembro é o mês dedicado, pela Igreja no Brasil, ao aprofundamento da Palavra de Deus. Em 2025, o Mês da Bíblia tem como texto inspirador a Carta aos Romanos, uma das obras mais influentes de São Paulo e um marco da teologia cristã primitiva. O lema escolhido, “A esperança não decepciona” (Rm 5,5), convida nossas comunidades educativas a redescobrir que a vida encontra sentido no amor de Deus, revelado em Cristo e derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.

Tradicionalmente atribuída a São Paulo, a carta é datada entre os anos 55 e 58 d.C., provavelmente escrita em Corinto, embora alguns estudiosos levantem a hipótese de que tenha sido redigida por um discípulo ou membro da comunidade de Roma, devido à sua densidade e estilo teológico. Diferente de outras cartas, Paulo escreve para uma comunidade que não havia fundado, formada por gentios, judeus, prosélitos e tementes a Deus. Esse grupo vivia tensões internas após a volta dos judeus expulsos de Roma pelo Edito de Cláudio (49 d.C.), o que gerava dificuldades de convivência e de unidade no seguimento de Jesus.

A carta possui também objetivos práticos: Paulo planejava levar uma coleta a Jerusalém, buscava ser acolhido pelos romanos e receber apoio para sua futura missão na Espanha. No entanto, mais do que
uma carta de apresentação, trata-se de uma profunda reflexão teológica. Nela, Paulo reafirma que a justificação não vem das obras da Lei, mas da fé em Jesus Cristo, dom gratuito que alcança todos os povos. Destaca ainda o papel de Israel no plano salvífico de Deus, mantendo viva a esperança de sua plena adesão a Cristo, e apresenta as consequências éticas da fé: uma vida marcada pela caridade, pela fraternidade e pela superação de divisões.

O coração da mensagem é a certeza de que “a esperança não decepciona”, porque se enraíza no amor de Deus que nada pode separar do ser humano (cf. Rm 8,39). Esse amor foi revelado em Cristo e é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. A Carta aos Romanos, portanto, não é apenas um tratado teológico, mas uma convocação a viver a fé como comunhão, reconciliação e testemunho de esperança em meio às tensões e desafios da vida comunitária.

3 grandes temas pastorais para o mês da Bíblia 2025

Esperança

A Carta aos Romanos nos apresenta a esperança como alicerce da vida cristã: “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5,5). Reconhecendo que a vida está marcada por desafios, sofrimentos e limites, Paulo lembra que a esperança cristã não é ingênua nem frágil: ela se ancora na paz com Deus e na certeza de que nada pode nos separar do Seu amor (Rm 8,39).

Essa esperança transforma a vida pessoal e comunitária, sustentando educadores e estudantes a caminhar firmes como peregrinos, confiantes de que a vida tem sentido porque está enraizada no dom de Cristo.

Reconciliação

Em Cristo, Deus nos oferece a reconciliação: somos justificados pela fé e restaurados na amizade com Ele (Rm 5,1-11). A reconciliação não é apenas uma experiência interior, mas um chamado a refazer laços rompidos, a vencer divisões e a superar preconceitos. Paulo lembra à comunidade de Roma que Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2,11), convidando judeus e gentios a se acolherem mutuamente.

Liberdade

Um dos pontos mais fortes da Carta é o anúncio da verdadeira liberdade: em Cristo, somos libertos do pecado, da lei e da morte para viver na novidade do Espírito (Rm 6–8). O batismo é a grande porta dessa experiência: morrer para o pecado e viver para Deus em Cristo (Rm 6,4). Essa liberdade não se confunde com autonomia individualista, mas se realiza no serviço e no amor ao próximo (Rm 13,8-10).

3 DIMENSÕES PARA O USO DA BÍBLIA

1. Oração: a Palavra que gera encontro

A primeira dimensão da animação bíblica é a oração, pois a Sagrada Escritura não é apenas um texto a ser estudado, mas lugar de encontro com Jesus Cristo, Palavra viva do Pai. O contato orante com a Escritura transforma a leitura em diálogo, onde se fala com Deus antes de falar de Deus. Isso gera silêncio interior, escuta atenta e disponibilidade para deixar-se conduzir pelo Espírito.

2. Formação: a Palavra que ilumina a mente e a vida

A segunda dimensão é a formação, porque a Palavra de Deus precisa ser compreendida com maturidade e responsabilidade. A Bíblia é Palavra viva, mas escrita em contextos históricos, sociais e culturais diferentes; exige, portanto, interpretação adequada, em diálogo com a teologia, as ciências e a realidade atual. A formação bíblica liberta do fundamentalismo, abre horizontes para o pensamento crítico e oferece critérios evangélicos para discernir a vida.

3. Anúncio: a Palavra que envia em missão

Por fim, a animação bíblica encontra seu dinamismo pleno no anúncio. A Palavra, quando rezada e assimilada, impele ao testemunho e à evangelização inculturada. O discípulo missionário não guarda para si o encontro com Cristo: anuncia-o em gestos e palavras, contextualizando a Boa-nova na cultura, na linguagem e nas necessidades do tempo presente. Para a escola católica, essa dimensão se concretiza no compromisso educativo que ultrapassa as fronteiras da sala de aula, formando sujeitos capazes de viver e anunciar a esperança cristã no mundo, com sensibilidade pastoral e abertura à diversidade.

Fonte:

Associação Nacional de Educação Católica do Brasil – ANEC

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Artigos Enfoque Pastoral

O mês da Bíblia e a força da Palavra de Deus

“Minha palavra não voltará para mim vazia; ela fará o que eu desejo e cumprirá o propósito para o qual a enviei.” (Isaías 55, 11)

Amados diocesanos, neste mês dedicado à Bíblia, somos convidados a agradecer ao Senhor por sua Palavra, que é como a chuva que desce do céu, rega a terra e a faz produzir. Ela germina em nós a conversão e nos faz dar frutos de salvação.

Setembro se tornou o Mês da Bíblia no Brasil por uma bela tradição, em homenagem a São Jerônimo, cuja festa é celebrada no dia 30 de setembro. No século V, a pedido do Papa Dâmaso, ele traduziu a Bíblia para o latim, em um trabalho que marcou a história da Igreja. A iniciativa de dedicar um mês à Bíblia surgiu em 1971, em Belo Horizonte, durante a preparação de uma semana bíblica. A ideia, ecumênica, se espalhou pelo país a partir de 1974, com o apoio do Serviço de Animação Bíblica (SAB), consolidando-se como uma tradição em nível nacional.

Celebrar o Mês da Bíblia é um convite da Igreja para que aprofundemos nosso conhecimento da Palavra de Deus, para que a amemos e, acima de tudo, para que a leiamos, meditemos e rezemos diariamente. O contato constante com as Sagradas Escrituras é essencial para que, como discípulos missionários, nos firmemos em Cristo e possamos testemunhá-lo em um mundo tão sedento de Sua presença. O Documento de Aparecida nos lembra: “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DAp 247).

Em nossa Diocese, temos várias iniciativas que incentivam os fiéis a fazer uso das Escrituras. Entre elas, destacam-se: ESCOLA DA PALAVRA: Presente em diversas paróquias e organizada por foranias; ESCOLA DE MINISTÉRIO: Um espaço de formação que introduz os leigos no pensamento teológico, bíblico e doutrinal; LEITURA ORANTE DA BÍBLIA: Um material impresso e distribuído semestralmente para as paróquias.

A Igreja nos ensina a Lectio Divina, a leitura orante, uma prática diária para que a Palavra do Senhor penetre em nosso coração e nos transforme. A leitura orante da Bíblia nos permite meditar, refletir e rezar ao mesmo tempo. Convido cada um de vocês a praticar essa experiência. A Lectio Divina segue quatro passos: 1º) Leitura: Esforce-se para entender o texto. O que o texto está dizendo? 2º) Meditação: Pergunte-se: “O que Deus, por meio deste texto, está me dizendo hoje?” 3º) Oração: Expresse a Deus o que o texto o inspira a dizer a Ele. 4º) Contemplação: É o momento de enxergar, saborear e agir. A contemplação nos ajuda a ver o mundo com novos olhos.

Roguemos à Virgem Maria que sejamos dóceis à Palavra de Deus, para que Cristo Jesus, a Palavra Eterna do Pai, habite em nós e gere conversão e vida eterna.

Pe. Marcelo Dias Soares

Coordenador Diocesano de Pastoral