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Retiro Espiritual dos Diáconos Permanentes da Diocese de Guarulhos 2025

Entre os dias 25 e 27 de julho, todos os vinte e dois diáconos permanentes e esposa vivenciaram um retiro espiritual profundo e enriquecedor. O encontro foi realizado na Vila Santa Mônica – Centro de Convenções em Guarulhos-SP, que proporcionou ambiente propício ao silêncio, à oração e à comunhão fraterna.

O pregador do retiro foi o Padre Edson Vitor da Paróquia Santo Antônio dos Pimentas, conduzindo com grande profundidade, abordou o tema ESPIRITUALIDADE SINODAL PARA O SERVIÇO. Inspirado no caminho que a Igreja tem trilhado sob a luz do Sínodo dos Bispos, Padre Edson convidou os participantes a refletirem sobre o significado de caminhar juntos como povo de Deus, numa atitude constante de escuta, discernimento e corresponsabilidade.

As reflexões enfatizaram que a sinodalidade não é apenas um método, mas um estilo de ser Igreja, que deve permear todas as dimensões da vida eclesial, especialmente o ministério diaconal, que é um serviço à unidade, à caridade e à comunhão. Foi um convite concreto a viver o diaconato como expressão da Igreja que serve, escuta e se coloca a caminho com os mais necessitados. Neste caminho de escuta que nós propomos aos nossos ouvintes, é necessário ter a consciência de que nós é que somos os primeiros ouvintes da mensagem de amor que Deus tem a oferecer a seu povo.

Durante os três dias do retiro, a Liturgia das Horas foi rezada em comunidade, e as Missas diárias foram celebradas com fervor, alimentando espiritualmente os participantes e renovando o compromisso de servir com generosidade e fidelidade. Os momentos de silêncio, meditação e convivência fraterna permitiram um aprofundamento pessoal e comunitário na vivência da vocação diaconal.

A presença da esposa de cada diácono enriqueceu ainda mais o encontro, trazendo a dimensão da vida familiar como base e sustento da missão. Juntos, diácono e esposa partilharam experiências, rezaram e se fortaleceram na caminhada comum. O sacramento do matrimônio também foi enfatizado neste retiro, onde o ambiente familiar deve ser dada a importância do convívio entre o casal e com seus filhos, pois é a primeira missão que o Senhor colocou na vida do diácono permanente.

No domingo, dia 27, o retiro foi solenemente encerrado com a Santa Missa presidida por Dom Edmilson Amador Caetano, bispo diocesano de Guarulhos. Em sua homilia, Dom Edmilson reforçou a importância da espiritualidade e do serviço no ministério diaconal, encorajando todos a perseverarem com alegria e fidelidade na missão recebida.

Este retiro foi uma ocasião privilegiada para reavivar o ardor missionário e o sentido de pertença à Igreja, à luz da espiritualidade sinodal. Cada um dos participantes retornou às suas comunidades mais comprometidos com uma Igreja que caminha unida, serve com alegria e anuncia com esperança o Evangelho de Cristo.

Contribuiram:

Diácono Reinaldo BonattiParóquia São Francisco de Assis – Uirapuru
Diácono Silvio SantosParóquia Santo Antônio dos Pimentas

 

Confira alguns registros do retiro:

Retiro Espiritual dos Diáconos Permanentes
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Destaques Diocese Pastorais

Santa Missa Diocesana do Dízimo reúne agentes e coordenadores do Dízimo para celebrar a partilha e a fé

Dízimo: “Evangelização que Anuncia a Esperança”

Na manhã de sábado, 19 de julho, a paróquia Santo Antônio do Parque acolheu, com carinho, Dom Edmilson Amador Caetano, bispo diocesano, para presidir a Santa Missa Diocesana do Dízimo. A celebração, contou com a concelebração do padre Ítalo Sá, assessor diocesano da Pastoral do Dízimo, e com a participação do diácono Claudinei, da paróquia Santo Alberto Magno. Agentes e coordenadores da pastoral do dízimo das diversas foranias marcaram presença, reforçando o compromisso com a vivência do dízimo como expressão de fé e gratidão.

Em sua homilia, Dom Edmilson destacou que o dízimo é um gesto de confiança em Deus e de partilha com a Igreja, que se concretiza em ações pastorais, evangelizadoras e sociais convidando os presentes a cultivarem a espiritualidade da gratidão e da corresponsabilidade, uma vez que o dízimo fortalece a missão evangelizadora da Igreja. O padre Ítalo Sá incentivou os participantes a continuarem o trabalho de conscientização em suas paróquias, anunciando formações futuras.

O mês de julho é dedicado à conscientização do Dízimo em toda a Diocese, e a celebração deste sábado foi um momento especial de renovação e partilha. Ao final da santa missa, foi ofertado um café para os presentes.

Confira alguns registros da celebração:

Santa Missa Diocesana do Dízimo 2025
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Destaques Diocese Forania Carmo

Festa de Nossa Senhora do Carmo e Instalação da nova Forania

Na noite do dia 16 de julho, celebramos com grande alegria a festa da nossa padroeira, Nossa Senhora do Carmo, na Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora do Carmo. A Santa Missa das 20h foi presidida por nosso bispo, Dom Edmilson Amador Caetano, e foi marcada por um momento histórico para a nossa comunidade:

📍 A Instalação da nova Forania Nossa Senhora do Carmo, da qual a paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora do Carmo – Taboão, será a matriz forânea!

O anúncio foi feito pelo Chanceler Pe. Weber Galvani Pereira, com a presença do Vice-Chanceler Pe. José Ayllson, além dos párocos e diáconos das paróquias que compõem esta nova Forania:

  • Paróquia Santa Luzia – Pe. Marcos José (Vigário Forâneo)
  • Paróquia Sagrada Família – Pe. Thiago
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Pe. José Ayllson
  • Paróquia Santo André Apóstolo – Pe. Renan

E com gratidão destacamos também nosso pároco e vigários: Pe. Rodrigo, Pe. Daniel e Pe. Gildarte.

🙌 Nossa Senhora do Carmo, título mariano ligado à espiritualidade do Monte Carmelo, é reconhecida como Mãe e protetora dos carmelitas e de todos que se consagram a ela. Sua principal devoção é o uso do escapulário, sinal de aliança, proteção e confiança em sua intercessão materna.

Foi uma noite de fé, comunhão e novos começos! Louvado seja Deus por tudo o que Ele tem realizado em nossa Igreja!

📸 Confira alguns registros desse momento especial:

Festa de Nossa Senhora do Carmo e Instalação da nova Forania
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Diocese de Guarulhos participa do 5°Encontro Regional da Infância e Adolescência Missionária

Aconteceu entre os dias 11 e 13 de julho o 5°Encontro Regional da Infância e Adolescência Missionária, na Diocese de Franca.

Do acolhimento caloroso ao envio missionário, cada momento do 5º ERIAM foi marcado por fé, alegria, partilhas e muito amor missionário! 💛🌎

Vivenciamos momentos de oração, explanação de temas sobre a Obra Pontifícia Missionária, partilhas, testemunhos e descontração.

A troca de experiências entre as crianças e adolescentes de diversos lugares do estado de São Paulo, certamente ficará gravado na mente e coração deles.

A Diocese de Guarulhos foi representada por onze pessoas, dessas 7 adolescentes e 1 criança.

Em 2028 a Diocese de Guarulhos foi a escolhida para sediar o 6º ERIAM.

 

Somos Missionários da Esperança 🖐

Equipe de coordenação diocesana da IAM.

5°Encontro Regional da Infância e Adolescência Missionária
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Destaques Diocese Paróquias

Área Pastoral São Francisco Xavier realiza Tríduo em honra a Santa Paulina

Realizamos com grande alegria o Tríduo em honra a Santa Paulina entre os dias 6 e 8 de julho, encerrando com a festa da padroeira no dia 9 de julho

Primeiro dia (06/07/2025) – Padre Bruno Batista

Segundo dia (07/07/2025) – Padre Felipe Batista (Arquidiocese de São Paulo)

Terceiro dia (08/07/2025) – Padre Alberto (Capelão Base Área)

Dia da Padroeira (09/07/2025) – Padre Francisco Veloso (Reitor do seminário)
 

Fraternalmente, Giovana Moraes

Vice coordenadora da Pascom Área Pastoral São Francisco Xavier

Confira alguns registros do tríduo e festa:

Tríduo em honra a Santa Paulina
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Artigos Falando da Vida

De Baby Boomers à Geração Z

Como serão as próximas gerações?

Existe uma forma interessante de classificar as pessoas de acordo com a época em que elas nasceram, cresceram e se tornaram adultas. Desde 1900 passou a ser um hábito muito utilizado em diversas áreas do conhecimento principalmente nas ciências sociais. A geração em que uma pessoa se desenvolveu, diz muito sobre quem ela é, pois, os fatos marcantes ocorridos naquele período, de certa forma, influenciaram sua formação. Os períodos que definem uma geração são contados geralmente de 20 a 30 anos e o nome de uma geração está relacionado com os fatos históricos ocorridos naquela época.

Baby boomers, por exemplo, que são os nascidos entre 1946 e 1964, está relacionado ao período em que houve muita natalidade de bebês, por isso ganhou esse nome. É uma geração que se dedicou muito ao trabalho e hoje a maioria são aposentados que formam a terceira idade. Logo em seguida, vem a geração X que são os nascidos de 1965 a 1981. Os nascidos nessa época, tiveram o privilégio de crescerem em melhores condições em termos de ofertas de produtos e tecnologias, portanto, são mais independentes e autossuficientes em comparação com os Baby boomers.

A geração Y ou millennials são os nascidos entre 1981 e 1996; aqui percebemos um maior nível de consciência e de valores em relação às outras gerações. Foi nessa época que o mundo despertou para os problemas globais. Valorizam mais a qualidade de vida do que bens materiais, embora apresentem mais insegurança e ansiedade em relação ao futuro. Entre 1997 e 2010, nasce a geração Z que assim como os millennials, desfrutam das possibilidades oferecidas pelas redes sociais com as suas vantagens e desvantagens. É a geração do home office, compras online, cursos e até relacionamentos online.

Como serão as próximas gerações? A expectativa é que as gerações Alpha, que são os nascidos a partir de 2010 e a geração Beta que começou em 2025, passem menos tempo nas telas de computadores. Vários países estão proibindo o uso de smartphones em sala de aula e os efeitos positivos, já podem ser observados. Espera-se uma melhora nas relações humanas e uma valorização das amizades reais em detrimento das conexões virtuais. Vale a pena relembrar um dos últimos ensinamentos do Papa Francisco que pregava: “Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas”. Que as futuras gerações aprendam a cultivar relações verdadeiras baseadas na empatia, no respeito e no amor ao próximo. Só assim construiremos a paz.

 

Romildo R. Almeida

Psicólogo clínico

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Artigos Vocação e Seminário

A vocação e a Sagrada Escritura

A Semana Diocesana de Formação tem como temática neste ano a Palavra de Deus. Não tem melhor forma de tratar sobre vocação do que se inspirar nas páginas das Sagradas Escrituras e ver como Deus nunca cessou de chamar o ser humano para a sua vocação: a santidade, o caminho de estar em plena comunhão com o próprio Deus. Pelo nosso Batismo, somos convocados a assumir um modo de viver mais intimamente com Deus, configurando-se em alguém que assume a sua missão: não somos chamados para algum desfrute pessoal, mas é em vista de uma missão a ser realizada como resposta aquilo que Deus quer.

O chamado vocacional tem seu fundamento nos contextos do pensamento bíblico: nós lemos nas Escrituras que uma pessoa que se sente chamada na escolha divina a convocou para uma missão no plano da salvação. Em sua origem, a vocação está fundada, portanto, em uma eleição divina, que tem como finalidade em uma vontade a ser cumprida. A vocação impele o indivíduo a responder conscientemente a (re)significação de sua existência na resposta ao apelo contido no Coração de Deus.

Nos vocacionados do Antigo Testamento encontramos a iniciativa de Deus em chamar os eleitos para a formação de um povo e prepará-lo para a vinda do Messias. Conhecemos figuras vocacionais as pessoas de Abraão, Moisés, Amós e Isaías, por exemplo. Já no Novo Testamento, a iniciativa do chamado se centra na pessoa de Jesus. Na configuração vocacional de Jesus, Ele é aquele que chama e confia a missão ao chamado às pessoas, fazendo-as serem convidadas a segui-Lo no modo de viver e na missão a ser realizada.

Nas Escrituras, Jesus quer congregar um novo Povo de Deus – a Igreja – para herdar a realização definitiva das promessas feitas outrora e viver, já no mundo, as virtudes do Reino. O vocacionado de Jesus tem, pois, por missão de “ir pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) e testemunhar esse amor de Deus por nós!

As Sagradas Escrituras possuem diversas outras figuras e personagens que assumiram plenamente a sua vocação. O caminho de estar em plena comunhão com o próprio Deus levá-los a ver nas pessoas bíblicas a nossa própria história de vida. Convidamos a todos a escrever as novas páginas na história da salvação com a nossa resposta ao chamado de Deus. Com certeza, será a mais bela iniciativa que podemos realizar.

 

Padre Edson Vitor

Coordenador SAV/PV

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Artigos Bíblia

O Documento Final do Sínodo deve ser acolhido como magistério pontifício

O Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, aprovado pelo Papa Francisco em 26 de outubro passado, “participa do Magistério ordinário do Sucessor de Pedro e, como tal, peço que seja acolhido”. O Papa, na Nota de acompanhamento do Documento, assinada no domingo, 24 de novembro, Solenidade de Cristo Rei do Universo, e divulgada na segunda-feira (25/11), reafirma, como disse na ocasião da aprovação, que o documento “não é estritamente normativo” e que “sua aplicação exigirá diversas mediações”. Porém, “isso não significa que não comprometa desde já as Igrejas a fazer escolhas coerentes com o que nele está indicado”. De fato, o documento em si “representa uma forma de exercício do ensinamento autêntico do Bispo de Roma, que traz traços de novidade”, mas corresponde ao que foi afirmado por Francisco em outubro de 2015 sobre a sinodalidade, que é “o quadro interpretativo adequado para compreender o ministério hierárquico”.

Comunhão, participação e missão

O Pontífice confirma que o caminho do Sínodo, iniciado por ele em outubro de 2021, no qual a Igreja, ouvindo o Espírito Santo, foi chamada a “ler sua própria experiência e identificar os passos a serem dados para viver a comunhão, realizar a participação e promover a missão que Jesus Cristo lhe confiou”, prossegue nas Igrejas locais, aproveitando-se precisamente do Documento Final. Um texto que foi “votado e aprovado pela Assembleia em todas as suas partes”, e que também o Papa Francisco aprovou e, ao assiná-lo, ordenou sua publicação, “unindo-me ao ‘nós’ da Assembleia”.

Os temas confiados aos dez grupos de estudo

Recordando o que foi declarado em 26 de outubro, o Papa reitera que “é necessário tempo para chegar a escolhas que envolvam toda a Igreja”, e que “isso vale especialmente para os temas confiados aos dez grupos de estudo, aos quais outros poderão ser acrescentados, tendo em vista as decisões necessárias”. E enfatiza novamente, citando o que escreveu na Exortação pós-sinodal Amoris laetitia, que “nem todas as discussões doutrinárias, morais ou pastorais precisam ser resolvidas com intervenções do magistério”. Assim como “em cada país ou região, podem ser buscadas soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”.

As indicações que já podem ser acolhidas nas Igrejas locais

Francisco acrescenta que o Documento Final contém indicações que “já podem ser acolhidas agora nas Igrejas locais e nos agrupamentos de Igrejas, levando em conta os diferentes contextos, o que já foi feito e o que ainda resta a fazer para aprender e desenvolver cada vez melhor o estilo próprio da Igreja sinodal missionária”. A partir de agora, escreve o Pontífice, “na relação prevista para a visita ad limina, cada bispo cuidará de relatar quais escolhas foram feitas na Igreja local a ele confiada em relação ao que é indicado no Documento Final, quais dificuldades foram encontradas, e quais foram os frutos”.

As palavras compartilhadas devem ser acompanhadas por ações

A tarefa de acompanhar esta “fase de implementação” do caminho sinodal, conclui o Papa Francisco, é confiada à Secretaria Geral do Sínodo junto com os Dicastérios da Cúria Romana. E ele reafirma ainda, como disse em 26 de outubro, que o caminho sinodal da Igreja Católica “precisa que as palavras compartilhadas sejam acompanhadas por ações”. O Espírito Santo, dom do Ressuscitado, é sua oração final: “sustente e oriente toda a Igreja neste caminho”.

Encontro de Dom Edmilson com os membros das paróquias e comunidades da  Diocese

Entre os dias 26 e 30 de maio nosso Bispo, Dom Edmilson Amador Caetano esteve reunido com os membros de comunidades e CPP’s das paróquias de todas as Foranias da Diocese, para explanar um pouco sobre a implantação do Sínodo dos Bispos em nossa Diocese e realização de algumas questões a serem tratadas em cada comunidade/paróquias e suas realidades.
Confira as questões a serem tratadas pelas paróquias na íntegra:
1.  Quais os itinerários de Iniciação Cristã (e formação permanente na fé) temos em nossa comunidade, além da catequese para a recepção dos Sacramentos? Em qual deles está a minha experiência pessoal?
2.   Quais elementos da espiritualidade sinodal estão presentes em nossa comunidade quais estão deficientes ou ausentes?
3.   O que temos em nossas comunidades que nos faz estar juntos e decidir juntos a vivência da missão da Igreja?
4.   O que falta em nossas comunidades que nos faz estar juntos e decidir juntos a vivência da missão da Igreja?
5.  Evangelizar é a missão essencial da Igreja. Evangelizar “todos, todos, todos”. De quem desses “todos” não estamos tão próximos?
6.   O que temos em nossas comunidades que nos faz estar próximos dos mais pobres e dos excluídos na obra da evangelização?
7.  O que não temos em nossas comunidades que estão impedindo de estar mais próximos dos pobres e excluídos na obra da evangelização?
Confira o Documento Final na íntegra:
diocesedeguarulhos.org.br/subsidios-diocesanos/
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Artigos CNBB Vida Presbiteral

Papa Leão XIV concede bênção e impõe Pálio a 54 arcebispos; entre eles cinco brasileiros

“Serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente”.

Este foi o juramento feito no domingo, 29 de junho, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, pelos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano, aos quais o papa Leão XIV concedeu a bênção e impôs o pálio.

Ao todo, 54 arcebispos receberam o paramento litúrgico que simboliza a comunhão com a Igreja de Roma, entre eles cinco brasileiros: dom Ângelo Ademir Mezzari, r.c.i., arcebispo de Vitória (ES); dom Odelir José Magri, m.c.c.j., arcebispo de Chapecó (SC); dom Francisco Carlos Bach, arcebispo de Joinville (SC); dom Vítor Agnaldo de Menezes, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); e dom Antônio Emídio Vilar, s.d.b., arcebispo de São José do Rio Preto (SP).

O arcebispo dom Antônio Emílio Vilar foi recebido nos estúdios da Rádio Vaticano para falar sobre a entrega do palio e o crescimento da arquidiocese de São José do Rio Preto. Na ocasião, dom Vilar destacou que “é muito bonito receber o Pálio neste domingo, e também nesse momento novo, como arquidiocese de São José do Rio Preto, em que toda a nossa Igreja do Brasil também está colhendo os frutos desse crescimento, da evangelização e também da estruturação das nossas dioceses e arquidioceses”.

Origem

O pálio — do latim pallium, manto de lã — é uma veste litúrgica da Igreja Católica, composta por uma faixa de lã branca colocada sobre os ombros dos arcebispos. Simboliza a ovelha que o pastor carrega nos ombros, representando a missão pastoral do bispo. É também sinal da jurisdição dos arcebispos metropolitanos em comunhão com a Santa Sé.

O pálio tem origem no manto usado por filósofos e aparece na arte paleocristã vestindo Jesus e os apóstolos. Foi adotado pela Igreja com função semelhante ao omoforion das tradições orientais. Inicialmente, era uma tira de pano enrolada nos ombros, usada por todos os bispos, como mostram ícones de santos como Santo Ambrósio e São João Crisóstomo. O primeiro registro de sua concessão formal é de 513, quando o Papa Simmaco o entregou a São Cesário de Arles. No século IX, ganhou o formato atual de “Y”, passando a ser exclusivo dos arcebispos metropolitanos. Em ocasiões especiais, como no Jubileu de 2000, o Papa João Paulo II utilizou um modelo semelhante ao antigo omoforion.

Confecção

Dois cordeiros, criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, fornecem a lã. Eles são abençoados em 21 de janeiro, festa de Santa Inês, e levados ao Papa. As freiras do convento de Santa Cecília, em Trastevere, tecem e costuram os pálios, que ficam guardados na Basílica de São Pedro, junto ao túmulo do apóstolo.

Como é o Pálio

O pálio atual é uma faixa de lã branca, com cerca de 5 cm de largura, curvada para os ombros, com duas abas pretas pendentes na frente e nas costas, formando um “Y”. Possui seis cruzes negras (lembrando as chagas de Cristo) e três alfinetes que remetem ao antigo modo de fixá-lo. No pontificado de Bento XVI, Piero Marini restaurou o uso de um modelo mais longo, inspirado no formato antigo. Contudo, desde 2008, o Papa voltou a usar um pálio em “Y”, semelhante ao dos arcebispos, mas maior e com cruzes vermelhas, destacando a jurisdição singular do Bispo de Roma.

 

Fonte: CNBB.org.br

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Artigos Liturgia

Censo 2022 do IBGE: Em Guarulhos, 43% são católicos e 30% são evangélicos

Divulgado nesta sexta-feira (6), o Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que a Igreja Católica Apostólica Romana segue com o maior número de adeptos em Guarulhos com 43,37%, e 30,08% se declararam evangélicos. A pesquisa destaca o resultado entre os 1.123.377 moradores da cidade acima de 10 anos.

O Censo 2022 destaca os dados sobre os moradores de Guarulhos que são adeptos de alguma outra fé ou de nenhuma: 27.804 (2,48%) disseram ser espíritas, 21.223 (1,89%) se declararam da Umbanda ou Candomblé. Outros 172.421 (15,35%) afirmaram não ter religião, 73.893 (6,58%) eram adeptos de outras religiosidades, 493 (0,04%) acreditavam em tradições indígenas, 551 (0,05%) afirmaram não saber a religião e 1.944 (0,17%) não declararam.

Novo recorte do Censo aponta mudança

Os católicos eram 52,84% da população da cidade no Censo 2010 e agora são 43,37%. Já os evangélicos, eram 28,35% dos guarulhenses e agora são 30,08%.

No Brasil

No Brasil, o Censo apontou que 56,7% da população brasileira se declarou católica e 26,9% afirmou ser evangélica. O catolicismo continua sendo a religião com maior número de fiéis no país, mas atingiu o menor percentual desde 1872, quando era a preferida de 99,7% dos brasileiros. Já o número de evangélicos é o maior já registrado pelo IBGE, mas o ritmo de crescimento está diminuindo em relação aos Censos anteriores.

Pessoas sem religião são 9,3% dos brasileiros; maioria são homens

O Censo 2022 mostrou que a população que se declara sem religião continua aumentando, passando de 7,9% em 2010, para 9,3% em 2022, chegando a 16,4 milhões neste último Censo. A maioria são homens, que representam 56,2% ou 9,2 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade.

A Região Sudeste, com 10,6% de sua população declarada como sem religião, foi a única com proporção acima da média do país, representando 7,9 milhões de pessoas. A menor proporção estava na Região Sul, 7,1%.

Entre as unidades da federação, as maiores proporções de pessoas sem religião estavam em Roraima e Rio de Janeiro (ambas com 16,9%); as menores estavam no Piauí (4,3%), Ceará (5,3%) e Minas Gerais (5,7%).

Fonte: IBGE e Jornal Click Guarulhos