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Padre Valdocir celebra Jubileu de Esmeralda em Missa presidida por Dom Edmilson

40 anos de sacerdócio, uma vida dedicada a Deus e ao seu povo!
 

 
No dia 19 de outubro de 2026, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia, em Guarulhos, viveu um momento especial de fé, emoção e gratidão com a celebração do Jubileu de Esmeralda do Padre Valdocir Aparecido Raphael, em ação de graças pelos seus 40 anos de ordenação sacerdotal.
 
A Santa Missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Edmilson, reunindo a comunidade para agradecer a Deus por quatro décadas de uma vocação marcada pela entrega, pelo serviço pastoral e pelo amor à Igreja.
 
Ordenado sacerdote em 19 de outubro de 1986, Padre Valdocir construiu uma trajetória de dedicação à evangelização, ao acolhimento fraterno e à atenção aos mais necessitados.
 
Ao longo de seu ministério, exerceu diferentes funções pastorais, passando por comunidades e paróquias da Diocese de Guarulhos. Desde 2016, atua como vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia.
 
Seu testemunho sacerdotal também se destaca pelo compromisso com a Pastoral Afro-Brasileira, pela proximidade com os pobres e excluídos e pela missão evangelizadora junto às pessoas privadas de liberdade.
 
A Liturgia da Palavra trouxe a profecia de Ezequiel (Ez 37,1-14), que anuncia a força do Espírito de Deus capaz de renovar a vida; a Carta aos Hebreus (Hb 5,1-10), que apresenta a missão sacerdotal; e o Evangelho de São Mateus (Mt 9,35–10,1.6-8), no qual Jesus manifesta sua compaixão pelas multidões e envia seus discípulos para anunciar o Reino.
 
Essas passagens recordam a beleza da vocação sacerdotal: ser instrumento da misericórdia de Deus, anunciar a esperança e cuidar do povo confiado à sua missão.
 
Ao final da celebração, um gesto especial marcou a homenagem ao Padre Valdocir: a entrega de 40 rosas brancas e azuis, simbolizando seus 40 anos de sacerdócio e toda a trajetória de fé, missão e dedicação ao povo de Deus.
 
As flores foram entregues por familiares, coordenadores da Matriz Cocaia e das Capelas, secretárias, representantes da Pastoral Afro-Brasileira, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Aracília e religiosas.
 
Cada rosa representou simbolicamente um ano de caminhada, marcado por encontros, desafios, conquistas, orações e inúmeras vidas alcançadas por seu ministério.
 
Mais do que uma homenagem, foi uma expressão de carinho e gratidão por um sacerdote que, com seu sorriso acolhedor, sua alegria e sua disponibilidade, tem feito de sua vocação um testemunho concreto do amor de Cristo.
 
Após a Santa Missa, a celebração dos 40 anos de sacerdócio continuou em um momento especial de confraternização com familiares e amigos do Padre Valdocir.
 
Foi uma oportunidade de celebrar a vida, fortalecer os laços de amizade e compartilhar a alegria por essa trajetória tão significativa.
 
Entre encontros, conversas e manifestações de carinho, a comemoração recordou que uma vocação sacerdotal também é acompanhada por pessoas que, ao longo dos anos, oferecem amizade, apoio e orações.
 
A confraternização tornou ainda mais especial esse dia de ação de graças, reunindo aqueles que compartilham da história e da caminhada do Padre Valdocir.
 
Inspirada pelo lema escolhido para o Jubileu, “Porei em vós o meu espírito e vivereis” (Ez 37,14), a celebração recordou a fidelidade de Deus ao longo desses 40 anos e a força do Espírito Santo que sustenta a missão sacerdotal.
 
A Diocese de Guarulhos une-se à comunidade paroquial em ação de graças pela vida e pelo ministério do Padre Valdocir Aparecido Raphael.
 
Que Deus continue abençoando sua caminhada, renovando suas forças e concedendo-lhe saúde, paz e perseverança para continuar anunciando o Evangelho e testemunhando o amor de Cristo.
 
Parabéns, Padre Valdocir, pelos seus 40 anos de sacerdócio!
 
Quatro décadas de fé, entrega e serviço. Uma história que continua produzindo frutos no coração do povo de Deus!
 
 
Confira alguns registros da celebração:
40 Anos de Sacerdócio - Pe. Valdocir
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Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2026

“Vai, jovem, e reconstrói a minha Igreja”


 

No dia 18 de outubro aconteceu na Diocese, em comunhão com as Dioceses do Brasil, o DNJ 2026 – Dia Nacional da Juventude.

O DNJ tem como característica celebrar a vida dos jovens de forma alegre e descontraída, reunindo todas as expressões e movimentos de juventude da diocese.

Por ocasião do Jubileu Franciscano, toda a juventude da Diocese de Guarulhos, a exemplo de São Francisco de Assis, foi convidada a “Reconstruir a Igreja” com o seu carisma.

Os jovens responderam ao chamado, e vieram das diversas expressões jovens para o momento celebrativo, que aconteceu no CDP (Centro Diocesano de Pastoral). Foram acolhidos com muita animação pelos jovens Matheus e Amanda (paroquianos de São Francisco Xavier) que, junto da Pastoral Juvenil e do padre João Edson (Assessor Diocesano da Pastoral Juvenil), animaram os jovens com muita música, dança e alegria!

O encontro teve por início a celebração Eucarística, presidida por sua Excelência Dom Edmilson.
Em sua homilia o bispo diocesano convidou os jovens a serem responsáveis em assumir a Missão de contribuir com a construção da Igreja, mesmo ainda sem entenderem como.

Após a Santa Missa, os jovens foram convidados a refletirem sobre a missão de cada um na construção do Reino. Foram impelidos a esta reflexão por meio da pregação do consagrado da Comunidade Católica Shalom, Francisco.

Conduzida pelo padre João Edson (assessor da Pastoral Juvenil) os jovens viveram um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento com muita fé e emoção. E com a bênção do Santíssimo foi encerrado o DNJ 2026.

Padre João Edson – Assessor da Pastoral Juvenil

 

Confira alguns registros do encontro:

DNJ 2026
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Capela Santa Edwiges realiza festividades em honra à sua padroeira

Entre os dias 13 e 16 de outubro, a Capela Santa Edwiges, pertencente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia, em Guarulhos, realizou as festividades em honra à sua padroeira, reunindo a comunidade para momentos de oração, celebração e fortalecimento da fé.
 
A programação teve início no dia 13 de outubro, com o primeiro dia do Tríduo em honra a Santa Edwiges. Durante três noites, os fiéis participaram da oração do Santo Terço, seguida da Santa Missa, preparando espiritualmente os corações para a celebração da padroeira.
 
Na primeira noite, a Santa Missa foi presidida pelo Padre Guilherme Rodrigo, com a bênção dos objetos. No dia 14 de outubro, a celebração foi presidida pelo Padre Lucas Kauan, com uma bênção especial aos jovens. Encerrando o Tríduo, no dia 15 de outubro, o Padre Edson Vitor presidiu a Santa Missa, marcada pela bênção das profissões.
 
Cada noite representou uma oportunidade para a comunidade renovar sua confiança em Deus, fortalecer os laços fraternos e recordar a importância da oração na caminhada cristã.
 
O ponto alto das festividades aconteceu no dia 16 de outubro, data dedicada a Santa Edwiges.
 
À tarde, a comunidade viveu um momento especial de espiritualidade com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo Diácono Luís Henrique.
 
Diante de Jesus Eucarístico, os fiéis foram convidados a dedicar um tempo à oração, à reflexão e à intimidade com Deus, reconhecendo na presença de Cristo a fonte de esperança e fortalecimento para a vida cotidiana.
 
À noite, a comunidade se reuniu para a Missa Solene em honra a Santa Edwiges, que marcou o encerramento da programação festiva.
 
A celebração contou com a presença do pároco, Padre Marcos Vinícius, do vigário paroquial, Padre Valdocir, e do Diácono Luís Henrique.
 
A celebração foi um momento significativo para a comunidade, que, ao longo dos quatro dias, se reuniu para expressar sua devoção, agradecer a Deus e renovar o compromisso de viver o Evangelho.
 
A devoção a Santa Edwiges, reconhecida pela Igreja por seu testemunho de caridade e atenção aos necessitados, recorda aos cristãos a importância da solidariedade, da confiança na providência divina e do cuidado com os irmãos que enfrentam dificuldades.
 
Mais do que uma programação religiosa, as festividades representaram uma oportunidade de fortalecer a identidade da comunidade e a alegria de caminhar unida na fé.
 
A realização das festividades reafirma a importância das comunidades na missão evangelizadora da Igreja, especialmente por meio da oração, da participação nas celebrações e da convivência fraterna.
 
A Capela Santa Edwiges, localizada na Rua Vitor Costa, 17, Jardim Paraventi, em Guarulhos, integra a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia e continua sua missão de ser um espaço de acolhimento, espiritualidade e encontro com Deus.
 
Que o testemunho de Santa Edwiges inspire os fiéis a cultivar a generosidade, a perseverança na fé e a atenção aos mais necessitados.
 
Santa Edwiges, intercedei por nós!
Festividade de Santa Edwiges
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Catedral realiza Santa Missa em Ação de Graças pelo Dia dos Professores

No domingo, 18 de outubro, foi realizada a Santa Missa em Ação de Graças pelo Dia dos Professores, na Catedral. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Guilherme Rodrigo e foi um momento de muita emoção, fé e reconhecimento à vocação daqueles que dedicam suas vidas a ensinar.

Durante a celebração, a coordenadora Val da Pastoral da Educação ressaltou a importância da missão educativa:

A Igreja acredita que a educação é um serviço compartilhado entre família, sociedade e a igreja. Estamos buscando sempre uma educação de qualidade e o reconhecimento dos profissionais de educação, em especial os professores.  Que possamos manter no coração essa chama acesa que nos impulsiona a continuar ensinando e educando nossos alunos com amor e dedicação.

Confira alguns registros da celebração:

Missa em Ação de Graças pelos Professores
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Diáconos permanentes participam de retiro espiritual em Atibaia

Entre os dias 16 e 18 de outubro, os diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos, acompanhados de suas esposas, participaram do retiro espiritual anual, realizado no Santuário da Mãe e Rainha, em Atibaia (SP).


 

O retiro foi conduzido pelo reverendíssimo Padre José Geovane Dias membro do clero de Guarulhos, que proporcionou momentos de oração, reflexão, fraternidade e renovação espiritual. O retiro foi uma oportunidade de aprofundar a fé, fortalecer a vocação diaconal e renovar o compromisso dos casais com a missão evangelizadora da Igreja. As colocações convidaram os participantes a silenciar o coração diante das preocupações cotidianas e recordar que todos pertencem a Cristo e são chamados a ser grandes no serviço, o pregador salientou que é o Espírito Santo o protagonista da evangelização, conduzindo os discípulos a amar sem medidas. A partir da passagem “Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem faz crescer” (1Cor 3,6), refletiu-se sobre o ministério diaconal como serviço humilde, chamado a ser ponte para aproximar as pessoas de Cristo e colaborar na missão evangelizadora da Igreja.

Cinco pilares da espiritualidade diaconal

Durante o retiro, foram destacados cinco pilares fundamentais da espiritualidade diaconal: pobreza, oração, doação, alegria e simplicidade.

A pobreza convida à confiança em Deus e ao desapego; a oração sustenta a vida espiritual e a missão; a doação coloca os dons a serviço dos irmãos; a alegria nasce do encontro com Cristo; e a simplicidade conduz à humildade, à confiança e à paz.

Esses pilares foram apresentados como atitudes que devem ser cultivadas no coração e testemunhadas na vida familiar, comunitária e no exercício do ministério.

O retiro foi encerrado com a Santa Missa, presidida por, Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist, Bispo diocesano de Guarulhos. O encontro fortaleceu a fé, a fraternidade e a missão dos diáconos e de suas famílias, renovando o compromisso de servir a Cristo e à Igreja.

– Diácono Permanente Silvio Santos Melo

Nossos agradecimentos ao Pe.Geovane que nos guiou neste percurso…
Nossa gratidão também a Dom Edmilson que finalizou o nosso retiro com a Santa Missa no domingo, muita saúde e paz.
Que possamos sempre dar muitos frutos para esta vinha do Senhor.

– Diácono Permanente Reinaldo

 

Confira alguns registros do retiro:

Retiro dos Diáconos Permanentes 2026
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Diocese de Guarulhos celebra a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas paróquias e comunidades

A Diocese de Guarulhos celebrou, no dia 12 de outubro, a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, com momentos de fé, devoção e união nas diversas paróquias e comunidades.

Marcada por missas, orações, homenagens e manifestações de carinho à Mãe Aparecida, a celebração reuniu fiéis que, com o coração cheio de esperança, expressaram sua gratidão e confiança na intercessão daquela que acompanha e protege o povo brasileiro.

Em cada comunidade, a devoção mariana se manifestou de maneira especial, fortalecendo os laços de fé e comunhão entre os fiéis. As celebrações também foram oportunidades para renovar a esperança, elevar preces pelas famílias e recordar a presença materna de Maria na caminhada do povo de Deus.

Por meio do Giro de Fotos da Diocese de Guarulhos, a Pastoral da Comunicação convida todos a acompanhar os registros desse dia tão significativo para a Igreja no Brasil. As imagens revelam a beleza das celebrações, a participação das comunidades e a expressão de uma fé que atravessa gerações.

Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida continue intercedendo pela Diocese de Guarulhos, por nossas famílias e por todo o povo brasileiro, conduzindo-nos sempre ao encontro de seu Filho, Jesus Cristo.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, rogai por nós!

Solenidade de Nossa Senhora Aparecida 2026
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Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão participam de retiro no Centro Diocesano

No sábado, dia 10 de outubro de 2026, os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão das Foranias Imaculada, Aparecida e Rosário participaram de um retiro espiritual, marcado por momentos de formação, oração e aprofundamento da fé.

A programação contou com palestra, conduzida pela fundadora da Comunidade Católica Sacratus, Edineuza Xavier ,Adoração ao Santíssimo Sacramento conduzida pelo Diácono Luis Henrique e Santa Missa, presidida pelo Pe. Lucas Kauan ,proporcionando aos participantes uma oportunidade de renovar a espiritualidade e fortalecer a missão de servir à Igreja, especialmente no ministério de distribuição da Sagrada Comunhão.

Durante a homilia , Padre Lucas Kauan , diretor espiritual do Ministério dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão ressaltou a importância do zelo e do amor à Eucaristia, recordando também o testemunho dos Santos Protomártires do Brasil, martirizados no Rio Grande do Norte e reconhecidos como padroeiros dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Sua fidelidade a Cristo e à Eucaristia inspira os ministros a viverem com maior dedicação e reverência o serviço que lhes é confiado.

O retiro também convidou os participantes a refletirem sobre o chamado de Deus, a vivência da fé e a necessidade de permanecerem fiéis a Cristo, renovando diariamente suas disposições para o serviço ao altar e à comunidade.

Mais do que um momento de formação, o encontro foi uma oportunidade de fortalecer a comunhão entre os ministros das três foranias e renovar o compromisso de servir ao povo de Deus com fé, humildade, amor e profundo respeito à presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Confira alguns registros do retiro:

Retiro dos Ministros da Comunhão
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Mensagem do Papa Leão XIV para o 100º Dia Mundial das Missões

Um em Cristo, unidos na missão


 

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja, escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para «renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, 5 de outubro de 2025).

1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs

No centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.

Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).

Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de Nicéia.

Por último, mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.

Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo Senhor

A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa.

Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Por isso, estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” – entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).

Obviamente, a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de colaboração entre si para a missão e na missão.

A propósito, agradeço às Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja. Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade, continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar com elas com espírito de gratidão.

3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus

Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de Jesus Cristo.

A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.

Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar. Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!

Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava, «muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas, 1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando: «No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).

Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025). E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta simples oração:

Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho, anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.

Abençoai os missionários e as missionárias, sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!

Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.

Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV


 

Saiba mais sobre a Campanha Missionária – Acesse:

Portal: cm.pom.org.br

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Criação e Instalação do Apostolado da Oração no Seminário.

No sábado, 03 de outubro, o Movimento do Apostolado da Oração se reuniu em nosso Seminário para presenciar a Instalação do Movimento e imposição da fita aos novos membros no Coração da Diocese.

Contamos com a presença do Diretor Espiritual Diocesano Padre Gildarte, que presidiu a celebração, bem como dos zeladores das Capelinhas de Nossa Senhora das Vocações e diversos membros da Diocese do Apostolado.

Confira alguns registros da celebração:

Instalação do Movimento do Apostolado da Oração no Seminário
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Diocese celebra Missa pelos Nascituros e reforça a defesa da vida em todas as suas etapas

No dia 3 de outubro de 2026, a Catedral Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos acolheu a celebração da Santa Missa pelos Nascituros, realizada por ocasião da Semana da Vida. A celebração eucarística foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano. Concelebraram o Pe. Willian Júnior, assessor da Comissão de Defesa da Vida, e o Pe. Guilherme Rodrigo, vigário da Catedral. Também participou da celebração o Diácono Permanente Celso Rogério.

Dom Edmilson em sua homilia nos levou  a refletir  sobre a dignidade e a sacralidade da vida humana, à luz da fé cristã e da confiança na Providência Divina. A reflexão também trouxe um olhar sobre os desafios de uma sociedade marcada pelo individualismo, pelo utilitarismo e pela cultura do controle.

Providência Divina e acolhimento da vida

Diante de uma sociedade que, muitas vezes, encara com insegurança e ceticismo o acolhimento dos filhos, o testemunho das famílias abertas à vida torna-se um sinal de confiança em Deus e em sua Providência. Cada vida é recebida como dom e responsabilidade, desde a sua concepção.

A defesa integral da vida

Inspirada nas palavras de Jesus , “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10) , a celebração reforçou que a defesa da vida deve ser integral e inseparável.

Proteger o nascituro significa também defender condições dignas de vida para as famílias, especialmente para os mais vulneráveis, promovendo o acesso à moradia, à saúde, à educação, à justiça e à dignidade humana.

A gestante e o mistério da criação

À luz da Palavra de Deus, os fiéis foram convidados a contemplar o mistério da vida que se inicia no ventre materno. A gestante, ao acolher uma nova vida, torna-se sinal de esperança e de confiança no Deus que acompanha e sustenta cada existência.

A celebração recordou que nenhuma vida é fruto do acaso. Cada pessoa possui dignidade própria e é chamada a ser acolhida, protegida e amada.

Compromisso que se transforma em ação

A defesa da vida não pode permanecer apenas no discurso. Ela deve se traduzir em atitudes concretas de acolhimento, solidariedade e compromisso, especialmente em favor das famílias, das gestantes, das crianças, dos idosos, dos pobres e de todos aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade.

Esse compromisso também exige um olhar atento para a realidade social e para escolhas que promovam a justiça, a dignidade e o bem comum.

A Missa pelos Nascituros fortaleceu, assim, o compromisso da Diocese de Guarulhos com uma cultura da vida e do acolhimento, reafirmando a missão da Igreja de proteger, promover e celebrar a vida humana em todas as suas etapas ,desde a concepção até o seu declínio natural.

Confira alguns registros da Santa Missa:

Missa do Nascituro 2026