Celebrando os 183 anos da Obra, os grupos se reuniram neste último sábado, 23 de maio no EDIAM – Encontro diocesano da IAM (Infância e Adolescência Missionária).
O encontro aconteceu na capela São Pedro – comunidade pertencente à paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida no Jd. Presidente Dutra.
Foi um dia inteiro de integração entres os grupos, oração, aprendizado e muita alegria.
De todas as crianças e adolescentes do mundo! Sempre amigos ✋
No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo
“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.
A Doutrina Social da Igreja
O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).
É inaceitável subjugar uma nação
Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).
A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos
O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.
A justiça social
O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).
Leão XIV e o Arcebispo Paolo Rudelli, substituto da Secretaria de Estado. (@Vatican Media)
Um código ético para a IA
O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).
Desarmar a IA
É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).
Uma ecologia da comunicação
No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).
A dignidade do trabalho
Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.
Paz e desenvolvimento
O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.
A “arquitetura da visibilidade”
Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.
Novas formas de escravidão e novo colonialismo
A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).
Superar a teoria da “guerra justa”
No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).
Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável
O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).
A crise do multilateralismo
A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).
A civilização do amor
O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).
A magnífica humanidade
Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.
No sábado, 16 de maio, aconteceu mais um encontro de agentes da Pastoral do Batismo, desta vez para os agentes da Forania Aparecida.
Foi uma tarde de estudo e reflexão sobre o Diretório dos Sacramentos, que permeia os trabalhos em nossas pastorais. Oportunidade, também, de encontrarmos nossos irmãos e trocarmos experiências, e momentos de uma boa conversa.
Agradecemos a Paróquia São Roque, do Parque Cecap, pelo espaço e pelo excelente acolhimento.
O próximo encontro acontecerá no dia 25/07, e será para agentes da Forania Imaculada, na Paróquia Santo Antônio, no Parque Sto. Antônio.
A Diocese de Guarulhos esteve representada na Assembleia Estadual da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da CNBB, realizada entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, na Casa de Retiro CEFAS, em Santos, por meio do assessor diocesano, Diácono Marcos Aurélio. O encontro reuniu representantes de 29 dioceses do Estado de São Paulo em um espaço de formação, espiritualidade, escuta e fortalecimento da missão junto às pessoas privadas de liberdade, seus familiares e egressos.
A assembleia contou com a presença de importantes lideranças da Igreja e da Pastoral Carcerária, entre elas Dom Joaquim Mol, Dom Luiz Antônio Cipolini, bispo referencial da Pastoral Carcerária no Regional Sul 1, Irmã Petra, coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, e Padre Marcos Alves, coordenador estadual da Pastoral Carcerária no Regional Sul 1 e também padre diocesano em Guarulhos.
A programação abordou temas como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032), o caminho sinodal na Pastoral Carcerária e os desafios enfrentados pelo sistema prisional brasileiro, reafirmando o compromisso da Igreja com a dignidade humana, a justiça e a esperança. O encontro também foi marcado por celebrações eucarísticas, momentos de partilha e fortalecimento da caminhada pastoral nas dioceses do estado de São Paulo.
Fotos e artigo:Manoela Souza GT Comunicação – Pastoral Carcerária | Regional Sul I
Realizado no último sábado, dia 16 de maio, o 8º Muticom Diocesano de Guarulhos reuniu agentes da Pastoral da Comunicação e comunicadores no Centro de Convenções Villa Santa Mônica, localizado no Recreio São Jorge, em um dia marcado pela espiritualidade, formação, partilha e comunhão.
Neste ano, o encontro celebrou também o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo como inspiração a mensagem do Papa Leão XIV: “Preservar vozes e rostos humanos”. O evento reuniu mais de 150 comunicadores da Diocese de Guarulhos, da Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de Mogi das Cruzes.
A programação teve início no período da manhã com um momento de retiro conduzido pela Irmã Viviane, da Congregação das Irmãs Paulinas. O encontro proporcionou aos participantes uma profunda experiência de espiritualidade, eixo fundamental da PASCOM segundo o Documento 99 em sua versão atualizada.
Após o almoço, os participantes foram divididos em oficinas voltadas aos quatro eixos da Pastoral da Comunicação. No eixo da Espiritualidade, a Irmã Viviane abordou o tema “Entre ruídos e vozes: Discernir o que vem de Deus”. Já no eixo Formação, a Irmã Adriana, das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, refletiu sobre “Preservar vozes: liderar com sensibilidade e diálogo”.
No eixo Articulação, Edite Neves, coordenadora da PASCOM no Regional Sul 1 e integrante do GT de Articulação da PASCOM Brasil, conduziu a oficina “Articular para humanizar: comunicação com rosto e voz”. Encerrando as formações, no eixo Produção, Jean Ricardo, CEO da Dominus, apresentou a palestra “Planejamento de comunicação H2H”.
Encerrando este dia especial, os participantes celebraram a Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Edmilson, momento em que também aconteceu a entrega dos selos de participação às paróquias da Diocese de Guarulhos.
Finalizando a programação, todos participaram de um momento de confraternização com um coquetel, celebrando a alegria do encontro e fortalecendo os laços entre os agentes da comunicação, reafirmando a missão da PASCOM de comunicar com proximidade, humanidade e evangelização.
“Comunicar é mais do que transmitir informações; é tocar vidas, aproximar pessoas e preservar vozes e rostos humanos.”
Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.
Ecossistemas informativos e as relações pessoais
Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.
Desafio antropológico
“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.
Não renunciar ao próprio pensamento
Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.
Não ceder às máquinas
Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.
Simulação das relações e da realidade
Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com ‘bots’ ou ‘influencers virtuais’. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente ‘afetuosos’, além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.
“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”
Imersos na multidimensionalidade
Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras ‘alucinações’.
Desafios
O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.
Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.
Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.
Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.
Introduzir estudos
Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, concluiu Leão.
Papa Leão conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.
No último sábado, 02 de maio, na 28ª Festa em louvor a Nossa Senhora das Vocações, festividade tradicional no Seminário Diocesano Imaculada Conceição, aconteceu a Santa Missa, presidida pelo nosso bispo diocesano Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist., que, na ocasião, instituiu ao ministério de Leitor os seminaristas: Igor Henrique dos Santos Souza, Sebastião Fernandes Correia, Victor de Menezes Paim, Vitor Rodrigues da Silva e William Rodrigues dos Santos e ao ministério de Acólito, o seminarista Flávio Gomes Ferreira.
Na homilia, o bispo destacou a importância dos ministérios assumidos como dimensão de intimidade com a Palavra de Deus e os Sacramentos diante da grandiosidade da obra redentora de Jesus.
Durante o dia aconteceram outros momentos oracionais, dentre eles, oração das Laudes, presidida pelo Padre Édson Vitor, reitor do Seminário Propedêutico Santo Antônio, o Ofício da Imaculada Conceição e o Regina Cœli com a presença das expressões marianas da Diocese, presidida pelo Padre Daniel Júnior, o Santo Terço cantado, com a presença do Terço dos Homens, presidido pelo Padre Johnny Bernando e, por fim, a Santa Missa de encerramento, presidida pelo reitor Padre Lucas Kauan, com a presença dos Padres Edson Vitor, Davi Clinton, diretor da casa sacerdotal e do Padre Bruno Conti, vigário da paróquia São Judas Tadeu – Jd. Alice.
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Sem. Sebastião Fernandes Correia 3° ano de Teologia – Configuração
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.
No último sábado, dia 25 de abril, aconteceu o Encontro Missionário Forâneo para as foranias Imaculada e Rosário. O encontro foi sediado na Paróquia Santa Mena e promovido pelo Conselho Missionário Diocesano (COMIDI).
Refletiu-se sobre o Batismo como fonte e chamado para a missão, bem como sobre qual é a missão do batizado, buscando, assim, fortalecer a consciência missionária dos agentes em suas diversas pastorais e serviços.
O encontro foi conduzido pelos membros do COMIDI, e as colocações foram feitas pelo Pe. Guilherme Rodrigo, assessor diocesano do COMIDI, e pelo Sem. Sebastião Fernandes, seminarista do terceiro ano de Teologia de nossa diocese e secretário nacional do COMISE – Conselho Missionário de Seminaristas.
Agradecemos a Deus pela participação de todos. Nossa próxima formação será no dia 30 de maio, às 15h, no Centro Social da Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora do Carmo, para as foranias Carmo e Aparecida.
Pe. Guilherme Rodrigo Assessor Diocesano do COMIDI
Ao final da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi divulgada a mensagem do episcopado a todo o povo de Deus. Esperança e unidade inspiram o texto que apresenta um chamado à comunhão e ao renovado compromisso de evangelizar numa Igreja onde todos são “corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos”.
Os bispos unem-se ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz; destacam o Batismo como fonte de todas as vocações e a riqueza dos dons e carismas “que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade”; e manifestam gratidão a todo o Povo de Deus, “que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo”, com proximidade aos que “sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho”.
Há o pedido de esforço pela unidade e pela valorização da diversidade dos dons, além do convite ao renovado compromisso na construção da cultura vocacional.
No espirito de comunhão e unidade, os bispos motivam a assumir “com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, expressão concreta da acolhida ao caminho sinodal.
“Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus”.
Confira a mensagem na íntegra:
MENSAGEM DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS
Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)
Reunidos em Aparecida, junto à Padroeira do Brasil, nós, Bispos Católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da CNBB, de 15 a 24 de abril, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.
Unimo-nos ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz, que não pode ser um ideal distante, mas uma realidade concreta. Exortamos todos a reconhecer que a paz, dom do Ressuscitado, brota da conversão dos corações, do diálogo fraterno e da solidariedade com os mais pobres.
O Batismo é a fonte de todas as vocações e, por meio dele, somos chamados à santidade e à comunhão. Revestidos todos da mesma dignidade, tornamo-nos corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos. Nesta harmonia, reconhecemos a riqueza dos dons e carismas que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade.
Manifestamos nossa gratidão a todo o Povo de Deus, que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo, e expressamos nossa proximidade a todos os cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas, e ministros ordenados que sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho, principalmente junto aos pobres e na defesa da Casa Comum.
Pedimos a todos um esforço contínuo pela unidade, fazendo de nossas comunidades ambientes onde o diálogo se manifeste na superação das polarizações. Empenhemo-nos na valorização da diversidade dos dons, onde todos os ministérios sejam vividos como serviço ao próximo, num caminho de comunhão, participação e missão.
Somos gratos aos cristãos leigos e leigas, chamados a ser sal da terra e luz do mundo nas realidades sociais e eclesiais (cf. Mt 5,13-16). Enaltecemos, igualmente, a vocação matrimonial e a família, cuja missão reside em gerar e cuidar da vida, na educação das novas gerações e na transmissão da fé.
Esse mesmo olhar queremos dirigir aos diáconos e presbíteros, chamados — a exemplo do Bom Pastor — a serem conosco os primeiros, dentre o Povo de Deus, servidores na comunidade e dispensadores da graça sacramental, construindo um caminho de unidade e comunhão. Reconhecemos também a importância da vida consagrada e seu compromisso missionário, especialmente junto aos mais fragilizados, como um sinal profético de doação da própria vida e um testemunho da alegria no discipulado.
Iluminados pelo magistério do Papa Francisco, que nos animou a ser uma “Igreja em saída”, reconhecemos o trabalho incansável de todos os fiéis que se dedicam às iniciativas de cuidado dos pobres e da Casa Comum, atuando nas periferias geográficas e existenciais. A doação de suas vidas, nesta missão, impulsiona-nos a uma sensibilidade e abertura missionária permanentes.
Agradecemos, de modo especial, a todos os jovens presentes em nossas comunidades. Vocês são o “agora de Deus”, e nos ajudam a ser uma Igreja viva e renovada. Ao mesmo tempo, convidamos todas as lideranças eclesiais a acolherem e caminharem junto aos jovens, no cuidado, na escuta e no discernimento.
Convidamos todos a um renovado compromisso na construção da cultura vocacional, fazendo de nossas comunidades espaços de encontro, testemunho e missão. Ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, em cada domingo, unamo-nos na oração pelas vocações e pela perseverança dos que se colocam a serviço da evangelização.
Neste espírito de comunhão, como um só corpo (cf. Rm 12,5), assumamos, com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Elas são a expressão concreta de nossa acolhida ao caminho sinodal, que nos leva a redescobrir a beleza da variedade das vocações, carismas e ministérios.
Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus.
Aparecida – SP, 24 de abril de 2026. 62ª Assembleia Geral da CNBB
Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB
Realizado na Paróquia Santo Antônio, no bairro dos Pimentas, o encontro anual reuniu a maioria das esposas dos diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos em uma manhã de oração, reflexão e convivência fraterna, conduzida pelo seminarista Erick.
No dia 25 de abril, aconteceu o tradicional encontro anual de espiritualidade dedicado às esposas dos diáconos permanentes da Diocese de Guarulhos. O encontro foi realizado na Paróquia Santo Antônio, localizada no bairro dos Pimentas.
As participantes foram acolhidas com um saboroso café da manhã. Em seguida, a manhã de oração teve como tema principal “Coração que serve: a missão escondida que sustenta o ministério”, sendo marcada por momentos de acolhida, silêncio, pregação e espiritualidade, fortalecendo a caminhada dessas mulheres que acompanham, com amor e dedicação, a missão diaconal de seus esposos. O momento de espiritualidade foi conduzido pelo seminarista Erick, favorecendo um ambiente de recolhimento, escuta e proximidade com Deus. O roteiro contemplou ainda momentos de deserto espiritual, partilha e oração mariana.
Ao final do encontro, a comunidade da Paróquia Santo Antônio acolheu as participantes com um delicioso almoço, proporcionando um momento fraterno de convivência e partilha. Que esta experiência continue produzindo frutos de fé, comunhão e serviço na vida de cada participante.