Diocese de Guarulhos

SÃO PAULO - BRASIL

“O Senhor fez em mim maravilhas.” (Lc 1,49)

A Santa Missa na formação dos seminaristas

A Santa Missa, centro de toda ação da Igreja, é também fonte de toda vocação. Ela é nascente inesgotável do amor de Deus, que não somente alimenta o corpo e a alma, mas também desenvolve na pessoa humana o desejo de ser toda de Deus e nele e por ele receber a salvação. Partindo desta premissa, faz-se necessário entender que a formação do futuro sacerdote se inicia na Santa Missa, momento em que se identifica “in persona Christi”, ou seja, na pessoa de Cristo, fazendo-se parte integrante do corpo do Senhor.

A Santa Mãe Igreja, preocupada com a formação dos seminaristas, através do Código de Direito Canônico, orienta que “a Celebração Eucarística seja o centro de toda a vida do seminário, de forma que todos os dias os alunos, participando da própria caridade de Cristo, possam haurir, sobretudo desta fonte abundantíssima as forças para o trabalho apostólico e para a sua vida espiritual. (cân. 246 – §1)”. A liturgia e a celebração da Santa Missa são fonte pastoral de inesgotável formação do seminarista, porque contribuem a uma experiência sensível e inteligível do memorial salvífico da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Mediante a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, o seminarista poderá ser santo e fiel Àquele que é o único e verdadeiro Sacerdote, Altar e Cordeiro. Ensinou o Santo Padre o Papa Francisco, em audiência geral no dia 15 de novembro de 2017, que: “a Missa é oração, aliás, é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais ‘concreta’”.

Portanto, ao compreender a sua vocação através do Santo Sacrifício, o seminarista é formado na oração, na penitência, na caridade e no amor, não somente ao Senhor, mas também aos irmãos e à sua comunidade, pois vivencia diariamente os ensinamentos deixados pelo Cristo por meio de seu exemplo e palavra, especialmente no que diz em João 15: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (cf. Jo 15,13-17), os que devem cotidianamente ser imitados para que alcancem aquilo a que foram chamados, serem Sacerdotes para sempre.

 

Markos Monteiro da Silva – Seminário Propedêutico Santo Antônio

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