Dom Edmilson fala sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia

“Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia”. Foram com estas palavras que o Santo Padre, o Papa Francisco, anunciou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia para a Igreja.

A seguir algumas dúvidas a respeito desse tempo favorável a ser celebrada em nossa Diocese e em toda Igreja, afim de melhor orientar de como poderemos vivencia-lo em nossas comunidades e em nossas vidas.

 

O que é um Jubileu?

A origem da celebração de um Jubileu vêm do Antigo Testamento, onde, a cada 50 anos, durante um ano, chamado ano sabático, eram libertados escravos, as dívidas eram perdoadas e as terras deixavam de ser cultivadas, entre outras situações. Estas celebrações tem referências Livro do Levítico (Lv 25). O Jubileu na tradição católica tem também a duração de um ano, mas tem um sentido mais espiritual, consistindo no perdão dos pecados daqueles que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Papa, em sua proclamação das indulgências aos fiéis.

O último Jubileu vivido pela Igreja foi no ano 2000 convocado por São João Paulo II para as celebrações da Igreja para assinalar o início do terceiro milênio.

 

Quando será realizado o Jubileu Extraordinário da Misericórdia?

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia – chamado também de Ano Santo da Misericórdia – terá o seu início oficialmente no dia 8 de dezembro, dia da Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Celebra-se também, neste dia, o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II.

O Ano Santo da Misericórdia se encerrará no dia 20 de novembro de 2016, Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.

 

Por que abre-se a Porta Santa durante o Jubileu?

Tradicionalmente, a Porta Santa só é aberta solenemente durante um Ano Santo. A tradição remonta a 1423, ano em que o Papa Martinho V abriu, pela primeira vez na história, um ano jubilar através de uma Porta Santa na Basílica de São João de Latrão.

Existem dois grandes significados na abertura de uma Porta Santa: ela representa o Cristo, ao passo que ninguém tem acesso ao Pai senão por Ele, designação feita por Ele mesmo (“Eu sou a porta: se alguém entra através de mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem” – Jo 10, 9); e ao fato dos peregrinos ao passarem pela Porta lucram as indulgências concedidas para esta ocasião, conforme as palavras do Salmista: “Esta é a porta do Senhor; por ela entram apenas os justos” (Sal 118/117, 20).

 

Serão abertas Portas Santas na Diocese de Guarulhos?

Na Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus, o Papa Francisco estabeleceu “que no Terceiro Domingo do Advento, em cada Igreja Particular – na Catedral, a Igreja-Mãe para todos os fieis (…) se abra igualmente, durante todo o Ano Santo, uma Porta da Misericórdia (…) e por opção do Ordinário, ela poderá ser aberta também nos Santuários, meta de muitos peregrinos”.

Em atenção ao pedido do Papa, Dom Edmilson Amador Caetano, Bispo diocesano de Guarulhos, decretou a abertura de Porta Santas em cinco Igrejas em nossa Diocese:

 

Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, no dia 12 de dezembro de 2015, abrindo solenemente o Ano Santo na Diocese de Guarulhos;

 

Santuário Nossa Senhora de Bonsucesso, como local de peregrinação para a Forania Bonsucesso, no dia 20 de dezembro de 2015;

 

Santuário São Judas Tadeu, como local de peregrinação para a Forania Imaculada, no dia 28 de dezembro de 2015;

 

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, como local de peregrinação para a Forania Fátima, no dia 27 de dezembro de 2015;

 

Igreja Matriz de Santa Mena, como local de peregrinação para a Forania Aparecida, no dia 02 de fevereiro de 2016.

 

As Portas Santas em nossa Diocese serão para que os fiéis possam fluir dos benefícios espirituais próprios da peregrinação cristã e no lucro das santas indulgências para esse tempo favorável.

 

Por que convocou o Papa Francisco este Ano Santo?

Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa Francisco nos revela que “pensou muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho”. O Papa ainda exortou: “As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.

 

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