Formação sobre Fé e Cultura para a Diocese de Guarulhos

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APRESENTAÇÃO: UMA FÉ QUE NÃO SE TORNA CULTURA

A valorização da cultura, no contexto do que hoje chamamos de “nova evangelização”, é devida em grande parte a João Paulo II. O tema já está presente nos documentos conciliares, como a Gaudium et Spes, mas ganha especial relevo na perspectiva do papa polonês.

A Polônia, que passou grande parte de sua história ocupada pelas potencias vizinhas, deve muito de sua existência como Nação a uma resistência cultural de seu povo. Por outro lado, a ocupação soviética teve sempre a preocupação de solapar suas bases culturais, fortemente religiosas, como forma de dominação. Por isso, João Paulo II percebia na cultura o eixo de uma batalha pela sobrevivência e até pela expansão do cristianismo no mundo atual.

Ele escreveu na Carta de Instituição do Pontifício Conselho para a Cultura (1982): “uma fé que não se torna cultura é uma fé que não é plenamente aceita e totalmente pensada, nem fielmente vivida”. A cultura, portanto, não é apenas uma realidade a ser penetrada por uma fé que se incultura. Ela também é uma obra da fé, uma explicitação necessária da fé no mundo.

A fé se torna cultura em primeiro lugar como mentalidade, forma de ver e julgar a realidade. Mas também gerando estruturas objetivas, modos de organizar a vida social, representações artísticas, etc. que refletem e testemunham esta mentalidade.

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