RETORNO ÀS CELEBRAÇÕES PRESENCIAIS NA DIOCESE DE GUARULHOS

  1. As celebrações presenciais, conforme as orientações gerais previamente distribuída ao clero da diocese de Guarulhos, têm  início previsto para o dia 01 de agosto de 2020.
  2. Esta data será confirmada posteriormente por decreto do bispo diocesano.
  3. Caso a situação da  pandemia venha a se agravar no município esta data deverá ser postergada.
  4. Aqui estão as orientações para todas as paróquias de Guarulhos:

 

ORIENTAÇÕES PARA A DIOCESE DE GUARULHOS PARA O RETORNO DAS CELEBRAÇÕES PRESENCIAIS

NORMAS GERAIS

 

  1. Elas servem para um primeiro momento do retorno às celebrações presenciais.
  2. Antes, então, do início das celebrações presenciais os padres deverão reunir as equipes de trabalho e treiná-las. Importante ver pessoas voluntárias ou funcionários que cuidem da limpeza dos sanitários, caso seja estritamente necessário que os fiéis utilizem.
  3. Neste primeiro momento do retorno às celebrações presenciais,  estas terão lugar na igreja matriz da paróquia, ou outra igreja de maior capacidade para acolher as pessoas. O pároco, se achar oportuno, escolha mais uma outra igreja para a celebração. Portanto, em cada paróquia não haja mais que duas igrejas para as celebrações presenciais.
  4. Estamos iniciando o inverno. Não faremos celebrações campais neste tempo, seja pelo clima, seja também pela necessidade de recrutar um “backstage” para montagem e desmontagem dos locais. No entanto, se num ambiente coberto e maior que a igreja, for possível manter de modo permanente o espaço celebrativo durante este tempo, sem a necessidade de ficar montando e desmontando, este lugar também pode ser escolhido. Firme permanecendo, não mais que dois lugares por paróquia.
  5. Durante as celebrações, janelas e portas deverão estar abertas para a ventilação. Evite-se ligar ventiladores durante as celebrações.
  6. Todos os locais de celebração deverão ter tapetes sanitários nas portas de entrada. Em todos os lugares de celebração para os fiéis, deverá ter disponível álcool em gel para desinfetar as mãos, antes da entrada no espaço celebrativo.
  7. Em todas as celebrações e durante todo o tempo da celebração é obrigatório o uso de máscaras, exceto nos momentos em que o não uso, por razões óbvias, se fizer necessário.
  8. Sejam afixados em lugares visíveis cartazes orientando quanto às regras de higiene e de distanciamento.
  9. Nos horários previstos para as celebrações, as portas de entrada da igreja, claramente  identificáveis, deverão estar abertas para evitar que qualquer fiel tenha de tocar em puxadores ou maçanetas.
  10. Onde houver recipientes de água benta na igreja, que estejam vazios.
  11. Sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída . Ao término das celebrações, a fim de evitar aglomerações, organize-se a saída  do recinto, começando por aqueles que estão mais próximos das portas de saída.
  12. Oriente-se aos fiéis que não se aglomerem no interior ou proximidade do espaço celebrativo.
  13. O número de fiéis em cada igreja ou outro espaço para as celebrações será  aquele que permita  a distância de 2m entre as pessoas. Quando se tratar de membros da mesma família  e/ou que moram na mesma casa, podem ficar juntos e devem estar distantes 2m igualmente das outras pessoas. Esta determinação vale para as missas, cuja forma de agendamento será explicada abaixo e vale também para as celebrações do batismo e matrimônio. Iniciação cristã de adultos, Confirmação dos adolescentes, celebrações de primeira Eucaristia, ainda ficam suspensas.
  14. Marque-se os lugares nos bancos onde as pessoas devem sentar, para que se preserve a distância de 2m.
  15. Evidentemente, será recomendado que as pessoas idosas, as que estão doentes ou mesmo as que não se sentem à vontade, que não venham às celebrações. Continuará em vigor a dispensa do cumprimento das celebrações de preceito.
  16. No presbitério, os membros da equipe de liturgia, além de usar máscaras, devem estar posicionados dentro do distanciamento de 2m. Caso nem todos caibam no presbitério, fiquem assentados nos primeiros bancos.
  17. Em cada celebração haja no máximo 03 membros para a animação do canto litúrgico. E que mantenham a distância de segurança.
  18. Não devem ser distribuídos livros ou folhetos.
  19. Oriente-se aos fiéis a não tocaram nas imagens, sacrário, etc.

 


CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

  1. Nas paróquias onde for possível aumentar neste período o número de missas dominicais, assim se faça. Contudo, entre uma celebração e outra deve haver um espaço de ao menos 30 minutos, para arejar o ambiente e desinfectar os bancos.
  2. Como o número permitido de participantes em cada celebração será  do modo que as pessoas possam estar a uma distância de 2m umas das outras, a participação  missas dominicais e semanais terá que ser agendada na secretaria da paróquia. Deste modo se poderá dizer antecipadamente às pessoas se há ou não lugares disponíveis.
  3. Sobre o Altar, o corporal esteja aberto desde o início da celebração, para que o presidente, e somente ele, beije o altar no início e no final da celebração. Os concelebrantes / diácono farão apenas uma inclinação profunda.
  4. Os  sacristães,  ministros,  acólitos  e  outros  colaboradores  da  igreja,  utilizando  máscaras  e  luvas descartáveis,  devem  manusear  e  limpar  os  utensílios  litúrgicos,  e  secá-los  com  toalhas  de  papel,  não reutilizáveis. Seja escalada para cada celebração uma única pessoa que manuseará as hóstias que serão colocadas nas âmbulas, com a devida anterior desinfecção das mãos.
  5. Os leitores desinfetarão as mãos  antes e depois de tocarem no ambão ou nos livros. Caso não seja possível um microfone para cada leitor, que o mesmo seja desinfectado antes de cada utilização.  Na proclamação do Evangelho, o ministro substituirá o beijo por uma inclinação profunda, omitindo o sinal da cruz sobre a página do texto sagrado.
  6. No momento da apresentação das oferendas (não deverá haver procissão) os acólitos, bem como o presidente da celebração (e se houver, o diácono), antes de manusear cálices, ambulas etc, deverão desinfectar as mãos.
  7. Para as ofertas de coleta e dízimo, disponibilize-se cofres em pontos estratégicos e seguros das igrejas, de modo que cada fiel deposite a sua oferta, na saída da celebração.
  8. O cálice e a patena deverão estar cobertos com a respectiva pala, apenas se destampando no momento em que o sacerdote presidente os toma nas suas mãos para a consagração; as âmbulas devem ser mantidas tampadas. Importante buscar manter um mínimo distanciamento de segurança entre o presidente e as ofertas sobre o altar, evitando-se também pronunciar qualquer palavra sobre ou próximo das mesmas.
  9. Omite-se o gesto da paz.
  10. O diálogo individual da Comunhão («Corpo de Cristo». – «Amém.») será realizado uma única vez por quem  preside  e  de  forma  coletiva  depois  da  resposta  «Senhor,  eu  não  sou  digno…»,  distribuindo-se, portanto, a Eucaristia em silêncio. Será distribuída a comunhão, somente na espécie do pão.
  11. Para a comunhão, não se farão filas. Os ministros, após a desinfecção das mãos e com máscaras, irão até o fiel que irá comungar, o qual deverá estar em pé, receber a comunhão somente nas mãos.  Quem não se levantar, significa que não irá comungar. O ministro dará a comunhão com uma pinça (pinça cirúrgica de no mínimo 20cm ou as dispostas pelas lojas de artigos litúrgicos), que logicamente, será desinfectada anteriormente.

 

 


SACRAMENTO DO BATISMO PARA CRIANÇAS  (0 a 07 anos)

  1. Para o Sinal-da-cruz, nos ritos de acolhida, o ministro traça uma cruz diante de cada batizando, sem contato físico; os pais, mas não os padrinhos (a não ser que também eles  coabitem com a criança a ser batizada) farão o sinal da cruz na fronte do filho.
  2.  Para a Unção pré-batismal o ministro dirá a fórmula prevista e ungirá como estabelecido no Ritual o peito  da criança utilizando-se de um  pouco de algodão  embebido  no  óleo  dos Catecúmenos para cada criança, tendo o cuidado de não tocar diretamente na criança. Havendo contato, o ministro procederá a higienização dos dedos antes de fazer a unção de outra criança. Após a celebração, o algodão utilizado nas unções será incinerado.
  3.  Em cada celebração do Batismo, proceda-se a nova bênção de água limpa. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada no ato do batismo não seja reutilizada para nenhum outro fim ou batismo. O ministro poderá, no entanto, usar para todos os batismos a mesma concha, previamente higienizada, desde que não ocorra contato físico com a criança.
  4. Para unção pós- batismal , proceda-se do mesmo modo que para a unção pré-batismal.
  5. O rito opcional da Entrega do sal seja omitido. O rito do Éfeta poderá ser mantido; nesse caso, o ministro estenderá a mão direita na direção dos eleitos, sem contato físico, e pronunciará a fórmula prevista.
  6.  Nenhum dos demais ritos da Liturgia do Batismo supõe qualquer contato físico a não ser dos pais com a criança que é batizada.
  7. Com estes procedimentos, pode ser autorizada a celebração de Batismos quer de uma só criança, quer de  várias,  respeitando-se  as  orientações  em  relação  à  ocupação  do  espaço  e  às  normas  de  higiene  e distanciamento iguais às previstas para a celebração da Missa dominical.
  8. Que a criança a ser batizada, esteja sempre com os pais ao longo de toda a celebração.
  9. Para os ritos próprios do batismo, o ministro deverá usar máscara ou protetor fácil (plástico).

 


SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO

  1. Na celebração do Sacramento da Reconciliação, para além das medidas gerais, deve-se escolher um espaço amplo que permita manter o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscara, sem comprometer a confidencialidade e o inviolável sigilo sacramental, recomenda-se que o ministro utilize o protetor facial.
  2.  Ao terminar,  higienizar as  mãos e as superfícies utilizadas.

 


SACRAMENTO  DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

  1.  Redobrem-se os cuidados de higiene e usem-se máscaras de proteção, evitando-se o contato físico na imposição das mãos.
  2. Na administração do óleo dos enfermos use-se um pouco de algodão embebido no óleo dos enfermos, de modo a evitar contato físico.

 


SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

  1. As  celebrações  matrimoniais  estão  sujeitas  às  mesmas  restrições  e  condicionamentos  da  Missa dominical.
  2.  As alianças deverão ser manipuladas exclusivamente pelos noivos.
  3. Não haverá cumprimentos aos recém casados dentro da igreja.

 

Guarulhos, 13 de julho de 2020.

+Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo Diocesano de Guarulhos

 

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